sábado, 7 de março de 2015

Dear Angel - Capítulo 24



Capítulo 23 –
  “Um dos piores tipos de saudade é conviver com uma pessoa e sentir falta de como ela já foi um dia.”
  - Milonga.

Você é o amor da minha vida. Pai do céu, alguém me segura! Justin tinha realmente dito aquilo ou eu tinha pirado de vez? Algo me dizia que não era da minha imaginação. Porém, caralho, será? Era bom demais para ser verdade.
Justin sempre tinha sido o cara perfeito. Aquele jeito meio largado, mas ainda sim protetor e romântico. Tratava todo mundo bem, eu em especial. Quando ele se foi, eu cheguei à conclusão (anos depois, quando a raiva diminuiu) que o mesmo devia ter uma explicação plausível. Era uma história estranha e sem sentido.
Olhei para Bieber, que parecia um pouco desconfortável. Ele estava na sala da minha casa, meio aéreo, como se aquele lugar o enchesse de lembranças. Depois do beijo, o clima entre nós ficou tenso. Pelo menos ao meu ver.
Sem querer mais pensar nisso, falei a ele para ficar a vontade e ainda zonza, fui até o quarto do meu pai, ver se ele estava bem. Bati de leve na porta.
- Pai?
Depois de alguns minutos ele finalmente respondeu. Foi mais um grunhido do que outra coisa, mas tudo bem. Tá valendo.
- O senhor está bem?
Eu não queria entrar no quarto, afinal, eu estava detonada. Cheia de espuma e toda descabelada. Não queria dar mais preocupações ao meu pai. Por isso, apenas fiquei do lado de fora, me roendo de preocupação.
- Sim, querida. Estou.
- Ok, se precisar de algo me chame. Vou tomar um banho e ir para a casa de um amigo.
Ele não respondeu. Suspirei fundo e corri para o banheiro. Tomei um banho delicioso e demorado. Tirei toda aquela gosma de mim, aproveitando a sensação da água quente escorrendo pelo meu corpo. Quando terminei, me senti novinha em folha. Sorri satisfeita ao me encarar no espelho. Escovei meus cabelos e com uma toalha enrolada no corpo e a outra na cabeça, saí cantarolando uma canção da Disney.
Soltei um berro assim que vi um vulto no meu quarto. Primeiramente pensei que era um fantasma. Depois, um assassino. Por fim, vi que era apenas Justin, sentado na minha cama segurando alguma coisa que não consegui identificar de imediato.
- Você quer me matar do coração, porra?
- Você nunca leu minha carta, não é?
O que era aquilo? Interrogatório? Apertei a toalha mais forte contra mim, assustada. Quem ele pensava que era para invadir o meu quarto? Apontei para a saída, tremendo de raiva e desconforto.
- Responda, (Sn).
- Não, nunca li. Agora vaza daqui, pelo amor de Deus!
- Por quê?
- Você realmente quer discutir isso aqui? Eu estou praticamente pelada e...
- Por que não leu? Todos esses anos... Será que nunca ficou tentada a ler? Nunca me deu uma segunda chance?
Justin parecia magoado. Vi que ele segurava uma carta. A mesma que ele tinha deixado para mim anos atrás. Eu tinha guardado em uma caixa, no alto do armário. Olhei para ele irritada. Aproximei-me para pegar a droga do papel, mas ele simplesmente recuou.
- Justin, saí daqui agora! Que saco...
- Não acredito, sério mesmo. E pensando que eu fiquei todo arrependido, esperando o dia para te reencontrar... E você nem ao menos leu a merda da carta.
Ele queria discutir, não é mesmo? Eu estava puta demais para impedir esse fato. Frustrada, aproximei-me ainda mais, ficando cara a cara com ele. Arranquei de sua mão o objeto e joguei para debaixo da cama, furiosa. Justin ficou igualmente puto, mas pouco liguei. Ele começou a briga, apenas frisando essa parte.
- Você tinha me deixado, logo depois do nosso primeiro beijo! É óbvio que eu não ia ler a merda da carta. Eu estava com raiva. Muita raiva. Fora a mágoa que eu nutri por você. Será que não entende, Bieber? Você sempre foi meu tudo e de repente, tinha partido para longe. E no dia seguinte do qual eu tinha descoberto que te amava.
- Falando assim, você me faz parecer o vilão...
- Por que você é! O que custava se despedir? Eu não tentaria te impedir, por mais que desejasse que ficasse. Eu simplesmente gostaria de ter uma chance de dizer adeus.
- Você não entende, (Sn). Acha que eu queria ir embora, depois de tudo? A única merda que eu gostaria de fazer era ficar com você, até o fim. Porém, isto não foi possível. Uma pena. Mas... Eu pensei, sabe. Pensei em dizer adeus. Fui covarde, entretanto. E não te culpo por ter ficado com raiva de mim, mas... você, mais do que ninguém, me conhece. Sabe que eu apreciava mais que tudo. Devia ter me dado um voto de confiança, mesmo com toda a situação contra mim.
Eu era apenas uma criança de doze anos, caralho. O que ele queria que eu fizesse? Fui madura o suficiente para não ter o seguido e ter dado um tapa naquele rostinho bonito.
- Minha mãe morreu! –Eu gritei, com a garganta apertada. – Durante o velório todo eu tinha uma pequena esperança que você aparecesse. Você sabia, sei que sim. Eu fiquei lá, apenas esperando... Mas você nunca veio. –Meus olhos se encheram de lágrimas.
Justin deu um passo para trás, parecendo que tinha sido atingido de algum modo. Ele respirou fundo, sentando-se na cama em seguida. Falou em seguida, bem mais calmo:
- Eu fui.
Eu estava pronta para atacá-lo novamente, mas congelei assim que ouvi suas palavras. Assim que eu as entendi.  Ele... tinha o que? Fiquei chocada, quase que minha toalha caiu. Segurei-a mais forte, eu não queria correr ao risco de pagar mais um tremendo mico, o que convenhamos, era o meu dom. Senti meu coração gelar e meu corpo tremer.
Ele estava lá.
- Isso é impossível...
Eu não sofro de Alzheimer, nem nada do tipo... Quer dizer, ok, sou esquecida, mas certamente me lembraria de Justin, o meu melhor amigo e primeiro amor que me abandonou, no enterro da minha mãe.
Eu, com certeza, lembraria.
Justin estava me fazendo de idiota, era isso?
- Não, não é... –Sua voz estava frágil. – Eu fui, (Sn). Eu estava lá o tempo todo. Do início ao fim... Eu realmente sinto muito, eu queria ir lá falar com você, mas eu não podia. Foi à coisa mais difícil que eu já fiz. Você estava estraçalhada, meu anjo. E eu não pude fazer nada a respeito.
Mais calma e ainda pasma, fui até minha cama, me sentando ali.
- Você realmente foi.
- É claro que eu fui... Nós prometemos um ao outro que estaríamos sempre ao lado do outro nos momentos felizes, mas principalmente nos momentos tristes. Eu não costumo quebrar minhas promessas, você sabe disso.
- Você foi. –Minha voz estava embargada. -
Tudo bem, eu sei que deveria estar parecendo àquelas bonecas que tem que puxar uma cordinha para falar e que empaca em uma frase, mas cacete! Aposto que você teria a mesma reação. Justin tinha ido. Ele estava lá, mesmo que tivesse ficado longe.
Ele não tinha me abandonado completamente. Não. Como eu podia ter suposto algo tão ridículo? Era Justin, ele jamais teria ido embora daquele jeito sem algum motivo sério.
- Jamais a deixaria sozinha em um momento como aquele, anjo. Justin e (Sn) contra o mundo se lembra?
Lágrimas caíram dos meus olhos sem dó algum. Justin aproximou-se lentamente, as limpando com o polegar e em seguida plantando um beijo demorado em cada olho. Ele costumava fazer isso quando eu chorava. Com um sentimento nostálgico, eu o puxei mais para perto de mim.
- Eu fiquei tentada a ler a carta sim. –Minha voz estava falhando. – É claro que eu fiquei... Mas, eu sabia que se eu lesse, eu sofreria mais ainda. Acho que era mais fácil te odiar... Assim, eu não alimentaria esperanças que você pudesse voltar um dia.
- Eu sei que no fundo você sabia que eu voltaria para você.
Eu limpei rapidamente outra lágrima idiota que escorreu pelo meu olho. Justin sorriu meigo, pegando minha mão. 
- Afinal, anjo, não importa quanto tempo passe... Nós sempre pertenceremos um ao outro. 

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What up, folks! Tudo belezinha? Eu estou bem, caso tenham respondido de volta  sahshaish Bem, eu tinha prometido atualizar o blog uma vez por semana e... Aí está! Yeah! Eu prometi uma att dupla, mas sem querer apaguei o capitulo 24 que já estava no meio, agora estou escrevendo tudo de novo, uma merda... Fico puta com essas coisas. 
Talvez eu poste hoje mais tarde ou amanha. Se eu conseguir terminar a tempo. E galera, onde estão vocês? No capitulo 22 não teve NENHUM comentário. Uma decepção... Por favor, digam o que acharam. 
Bjs