terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dear Angel - Capítulo 22


 "É engraçado como há coisas nesse mundo que só nos enchem o saco, mas de que a gente sabe que vai sentir falta quando se forem."
- A garota que eu quero.

Todo mundo estava meio tenso. Não era para menos, pois era hoje que saía o resultado dos aprovados.
Eu tinha-me inscrevido e estava tremendo para saber o resultado.
Não, realmente não era o meu sonho, mas era minha melhor saída.
Nora disse que eu não precisava fazer aquilo, ela tinha dinheiro suficiente para me bancar, mas eu não queria depender de Nora... Eu não queria depender de ninguém, cruzes! E eu precisava ganhar dinheiro. Para mim e para meu pai.
Todo mundo diz que dinheiro não traz felicidade, mas me diz uma pessoa pobre que não tem problemas com a falta dele? E me diz também uma pessoa que fica triste ao saber que pode ir fazer comprar em Paris quando se está entediado?
Enfim, dane-se.
- Ai, Nora...
- Calma, (Sn). –Rolou os olhos, irritada. – Você vai passar, o que é uma droga por que...
- Para de por meu trabalho para baixo!
- Mais baixo do que ele já é? É impossível abaixá-lo mais, né (Sn)!
Fuzilei-a com o olhar, mas ela não se importou. Camille ao meu lado, me abraçou como se dissesse que o emprego já era meu. Kate estava comigo também, ela estava animada. Porém, assim como Nora, Cams também não queria que aquela fosse minha carreira de vida, porém... Nada é perfeito.
- AI MEU DEUS, SAIU! SAIU!
As três vieram correndo em minha direção, se jogando sobre mim. Empurrei todas elas e abri o e-mail. Ali estava o nome de todos que passaram. Que conseguiram o emprego.
- Ai, olhem vocês...
Nora pegou o notebook sem piscar. Leu os nomes rapidamente e então me olhou com uma cara triste.
- Eu não passei, certo? –Perguntei deprimida. –
Eu sabia! Eu seria para sempre uma inútil. Uma desempregada... Uma falida! Céus, eu era uma vergonha para o mundo. Eu viraria um mendigo, moraria debaixo da ponte...
- Passou...
- O que? -Gritei, totalmente animada. – E porque está com essa cara de enterro? PRECISAMOS COMEMORAR!
- Porque agora você trabalha no Mcdonalds? Isso é tão triste, (Sn). Você chegou ao fim do poço.
- Não exagera sua invejosa! Eu tenho que sobreviver, beleza?
- Concordo com a Nora... –Kate disse. – Estou feliz que esteja tentando seguir em frente e tal, mas sério, Mcdonalds? Isso é mais que o fim do poço, amiga!
- Credo, deixem ela! –Brigou Camille. – Muito bem, (Sn). Fico feliz que tenha conseguido!
- Obrigada, Cams! –A abracei. -
Só a Camille me entendia em determinados momentos. Certo, trabalhar no Mc’ não era o que eu sempre sonhei... Mas pelo menos é um começo.
Eu estava determinada a começar do zero. Não só com Justin, mas com tudo. Meu pai estava enlouquecendo e eu não podia deixar isso acontecer. Aquela mansão que morávamos era linda. Porém, estava caindo aos pedaços. Parecia que a casa estava abandonada. O negócio era crítico.
Papai me disse que não queria vender a mansão porque sentia a presença de mamãe. Por mais que soasse meio maluco, paranóico e medonho, eu senti meu coração amolecer com a frase.
Ele nunca mais tinha sido o mesmo depois que ela se foi. Ficou tão arrasado que se isolou de todos. Até de mim. Eu não o culpava, claro. Sofri muito. Muito mesmo. Tanto quanto ele. Talvez até mais... Porém, nunca o culpei por nada. Nem tive ressentimentos sobre papai se isolar e me deixar sozinha em um momento difícil.
Quer dizer, o que ele fez foi errado. Muito. Todavia, eu respeito sua dor. Eu o entendo. Sei que papai me ama, mesmo não demonstrando muito. Ele não precisa dizer ou fazer nada. Eu simplesmente sei.
O que posso dizer? Somos uma família estranha.
Enfim, o próximo passo era convencê-lo de vender a casa. Não seria fácil. Eu tinha plena certeza disso. Daria uma baita de uma confusão, na verdade.
Mas era o único jeito.
Todos precisam seguir em frente. Uma hora ou outra. Sempre podemos adiar, é claro. Porém, quando chega a hora certa... Não dá. Simplesmente temos que deixar ir. 
Aconteceu comigo. Está acontecendo com meu pai e vai acontecer com todos. Isso é normal. É natural. É a lei da vida, está fora do nosso controle.
Isso está indo para um lado muito filósofo. Já tá soando forçado... Voltamos ao assunto.
Mcdonalds.
Tentei uma vaga no Subway, mas eles não me aceitaram... Nem o Burger King. Aqueles malditos com aquela coroa brega!
Dane-se. Danem-se eles! Eu trabalho no Mcdonalds. Que é o melhor fast-food de todos os tempos! Quem precisa de uma coroa de papelão? Ou montar vários sanduíches diferentes de vários metros? Eu não preciso, pois onde eu trabalho tem BRINQUEDINHOSSSS.
É, eu estava de boa.
O dia se passou rápido e nada de diferente aconteceu nele. Tudo exatamente normal. A mesma chatice de sempre. No dia seguinte me arrumei para o trabalho. Meu primeiro dia! Coloquei uma roupa bem simples... Blusa vermelha e calça jeans. Sapatilha preta e cabelo preso.
Não acordei os outros, estava tarde, devia ser umas duas da tarde, mas mesmo assim eles continuavam dormindo. E eu, batalhadora/guerreira, estava indo para o trabalho.
A vida não tá fácil para ninguém!
Cheguei ao shopping rapidamente. Estava bem movimentado, mas isso não foi problema. Se alguém sabia onde era o Mcdonalds, esse alguém era eu!
Ao chegar lá me deram um avental horrível. Horrível mesmo. Tipo assim, alguém chame o esquadrão da moda, please! Dei uma de patricinha agora, eu sei. Porém, não consegui evitar. O negócio era feio pra cacete.
E para completar o visual horrendo, eles me deram uma toca preta!
Isso mesmo que vocês leram. Quase gritei pedindo demissão. Mas, deixei de lado essa ideia. Eu precisava dessa bosta de emprego.
Ô vida de bosta...
- Olá. –saudei. – Bem vinda ao Mcdonalds!
- Valeu... –A garota, com cara de tédio, disse. –
- O que você deseja pedir? Já sabe o que quer? Quer ajudar par...
- Meu Deus, cale a boca. –A garota disse, rolando os olhos. – Eu quero um quarteirão. Batata e bebida média.
Minha boca estava seca. Quem aquelazinha pensava que era? Eu cuspiria no lanche dela, pode apostar! Certo, eu não faria isso...
Respirei fundo e mandei outro sorriso a ela. A menina parecia ter quinze anos e estava bem impaciente, pelo que parecia. Eu anotei o pedido dela pelo computador. Porém, eu estava com um pouco de dificuldade em mexer daquilo. Não é tão fácil quanto parece.
- Um minutinho. –pedi, sem graça. –
- Oh, Deus...
Ignorei seu resmungo e voltei a tentar mexer no computador. Bem, eu não estava me saindo muito bem. Eu cliquei no ícone do sanduiche, quando eu o finalmente o achei. Contudo, o negócio não ia! Que merda. Passei para a bebida e a batata.
Cliquei umas quarenta vezes, mas não ia de jeito nenhum... Até que eu apertei em algo e finalmente a notinha saiu. Eu não sabia como tinha feito aquilo, mas...
- Deu $880,00 libras.
Depois que eu disse o valor em voz alta, eu franzi o cenho. Vi na nota fiscal que lá estava vinte sanduíches. Bosta.
A menina me olhou com raiva. Ela rolou os olhos e puxou a bolsa do balcão.
- Esquece...
Depois dela, vieram umas cinco pessoas. Eu demorei quinze minutos para atender cada uma. Algumas até desistiram.
Foi na hora do almoço que tudo aconteceu...
Eu vi Justin de longe. Ele ria com Scott sobre alguma coisa. E o pior é que eles estavam vindo em minha direção. Droga. Eu me abaixei. O pior de tudo mesmo, é que eu era o único caixa aberto. O mundo conspira contra mim!
- Hm, olá?
Era a voz de Scott. Engoli em seco e pensei rápido. Vi que ali em baixo tinha um pequeno armário. Abri e peguei a primeira coisa que vi pela frente. Que era aquela máscara que dentistas usam. Aquela coisa branca...
Coloquei no rosto e me levantei.
Se ninguém reconheceu a Hannah Montana por anos, só por causa de uma peruca, não vão me reconhecer...
- Sim? - Me levantei. –
Justin estava mexendo no celular, por isso não me encarava. Já Scott... Ele me olhava desconfiado.
- Por que está usando essa máscara?
- Por causa da gripe suína. Ela ainda esta por aí... –respondi, afinando mais minha voz. –
- Oh, claro. –Scott respondeu. –
- O que vai querer? - perguntei. -
- Um quarteirão. Mas só pão, carne e queijo.
- Sim, senhor. E o seu amigo?
- Eu vou querer o mesmo. –Justin respondeu, ainda sem olhar. –
Assenti e anotei tudo no computador, sem erros desta vez. Sorri, satisfeita. Fiquei mais satisfeita ainda quando vi que não fui reconhecida.
Eu estava me sentindo uma espiã, com todo aquele disfarce... Certo, apenas uma máscara, mas tanto faz...
- Cara –ouvi Scott dizer quando me virei. – o que a (Sn) tá fazendo aqui?
Justin olhou ao redor e quando nossos olhos se encontraram, ele franziu o cenho.
- Desde quando trabalha aqui, (Sn)?
- (Sn)? -Afinei mais a voz. - Meu nome é Judite!
- Não é o que seu crachá diz.
Peguei meu maldito crachá e taquei longe. Olhei para ele, piscando os olhos inocentemente.
- Que crachá? Eu não estou vendo nenhum.
Justin me olhou sorrindo, sua expressão denunciava que ela estava achando tudo aquilo muito engraçado. Bom para ele. Evitando o olhar dos dois, eu cliquei rapidamente e fiz seus pedidos.
- Prontinho, podem ir para o caixa ao lado esperar o pedido dos dois.
- Certo, obrigada, Judite. –Agradeceu Justin, sorrindo divertido. –
Bufei e os ignorei. Tá, eles tinham sacado, não havia como esconder, mas eu não entregaria o jogo. Não mesmo. Scott e Justin me encaravam, rindo. Fiquei furiosa, eu simplesmente odeio quando tiram sarro de mim. Uma garotinha se aproximou de mim, sorrindo docemente.
- Acho que você deixou cair. –Ela falou me entregando o crachá que eu tinha jogado. –
- Obrigada, fofinha.
Quando a menina desapareceu, eu joguei o crachá o longe de novo, desta vez para trás. Onde estavam os pedidos dos meninos? Eles precisavam sair dali antes que eu fizesse alguma besteira. Vi Kate se aproximando, toda feliz. Ela estava com Daniel. Oh, não.
- (Sn)! –Ela gritou, vindo ao meu caixa. Bem no meu. Ah, era o único mesmo. – Amiga, nós viemos te prestigiar.
- É! –Daniel disse todo feliz. – Foi ideia minha.
Eu vou matar aquele garoto um dia, anotem aí!
- Que legal, hein pessoal... mas eu sou Judite. Não tem nenhuma (Sn) aqui.
Kate me olhou como se eu fosse um extraterrestre. Logo depois sua expressão se suavizou.
- Você se drogou, não é?
O que posso dizer? Fiquei chocada. Arrinquei a máscara, a fitando com horror. Kate tinha pirado? Daniel apenas continuava no mundo da lua, feliz demais para se misturar com os meros mortais.
- Caramba, Kate, que ideia é essa? Eu fiz proerd¹!
- Ah, quem liga! Sinceramente, (Sn), ninguém aqui vai te julgar... Eu e Daniel já usamos, é normal, amiga. O que precisa é de cabeça para não se deixar viciar. 
- Kate, cala a boca, por favor...
- E eu pensando que a Judite era santinha... –Justin tirou sarro, ainda sorrindo. –
- As quietas são as piores. –Scott ainda incrementou. –
Kate pareceu notá-los apenas agora. Ela olhou para ele e deu de ombros, como se dissesse que não tinha entendido nada, e que não fazia questão nenhuma de saber.
- Enfim, depois passa lá na casa do Xavier, Camille teve uma ideia sensacional...
- Casa do Xavier? É minha e do Justin também. –Scott entrou em defesa. –
- Tá, mas quem pediu sua opinião? -Kate falou, mal-humorada. –
- Esta minha namorada é lacradora mesmo!
- Cala a boca, Daniel.
- Ok, amor.
- Enfim... –Eu retomei as rédeas. – Eu estou trabalhando, então se não se importam...
Mas antes que eu pudesse finalizar minha fala, eu senti algo na minha mão. Era uma aranha. Eu dei um berro alto, tentando tirar aquilo de lá. Ainda gritando, comecei a me chacoalhar toda.
Aconteceu tudo muito rápido.
Uma hora eu estava de boa, revelando minha verdadeira identidade e logo depois um bicho monstruoso me ataca, atrapalhando todo meu desempenho.
Quando eu estava correndo, eu estava com um pano na mão, e acidentalmente passei pelo fogão ligado. Óbvio que ele pegou fogo, mas eu apenas percebi isso depois.
- Você está pegando fogo, (Sn)! –Justin gritou em pânico. –
- Sério que você está me cantando agora? Não é um bom momento.
- Não... Anjo, você está pegando fogo. Literalmente. 
Eu logo vi que era verdade. Eu realmente estava pegando fogo, no sentido mais literal da palavra. Comecei a gritar mais ainda, correndo sem parar.
Os alarmes de incêndio logo se acionaram, causando uma bela de uma confusão. Eu só via pessoas correndo e gritando. Tudo por causa de um alarme maldito. Sinceramente.
Ah, e por causa da garota em chamas, não a Katniss e sim eu.
- Eu vou morrer, eu vou morrer...
Será que este era o meu fim? Antes que eu pudesse pensar em algo bonito ou dramático, eu senti algo cremoso em cima de mim. Uma espuma. Era Justin com um extintor de incêndio. Aquele garoto era mil e uma utilidades.
- Anjo. –Ele suspirou, preocupado. –
Eu parecia um marshmallow gigante, mas pulei em cima dele mesmo assim, o sujando todo. Justin não pareceu se importar. Delicadamente, ele limpou meu rosto com as mãos.
- Céus, você está com alguma queimadura grave? Eu já liguei para o hospital e...
- Eu estou perfeitamente bem, graças a você.
- Que isso, anjo...
- Não. Você me salvou, Justin. Você é o meu herói.
- Não, (Sn). Eu só fiz o que qualquer um faria.
- Você me salvou. –Eu insisti. –
Ele sorriu terno.
- Não, Anjo. Você é quem me salvou.
Eu não entendi o que ele quis dizer, mas antes que pudesse pensar e analisar, meu chefe entrou em ação. Ele estava furioso.
- (Sn), precisamos conversar.
Sempre eu me ferro. É minha sina.
- E você, rapazinho, saía daqui. Apenas permitimos funcionários neste local.
Justin ficou impassível. Eu sabia que ele não iria até eu dizer que estava tudo bem. Olhei para ele, sorrindo fraco e assenti com a cabeça. Ele não parecia feliz, mas, é vida. Depois disso, Justin saiu de lá.
Meu chefe fez um sinal para mim. Suspirei infeliz e o segui.
Chegamos à sala dele. Eu sorri nervosa. Ele simplesmente estendeu a mão. E eu sabia o que aquilo significava. Tirei meu crachá, que eu tinha pegado novamente em determinado momento, e coloquei em sua mão.
- Você está demitida.
- Tô’ sabendo...
- Ótimo. Agora saía daqui.
Deprimida, apenas assenti. O que eu podia fazer, afinal? Nada. Arrumar barraco estava fora de cogitação. Saí do estabelecimento, atraindo olhares por todos os lados. Não, não é porque sou uma pessoa irresistível, provavelmente todos estão me olhando porque estou coberta de espuma! Estou me sentindo no carnaval. Meus amigos estavam ali fora, me esperando. Ninguém disse nada por um bom tempo, até que Justin finalmente quebrou o silêncio:
- Vem, amor, vamos embora.
- E o lanche de vocês?
- Deixa isso para lá... –Scott deu um sorriso meigo. –
- Hm, beleza.
E então nós cinco fomos em direção ao estacionamento. Antes eu dei uma paradinha no banheiro, é claro. Com ajuda de Kate, dei uma arrumada no meu visual deplorável. Depois disso, eles me embalaram com um plástico, para eu entrar sem sujar nada.
Frescos.
Kate, Daniel e Scott foram para a casa que os meninos estavam hospedados. Já eu e Justin estávamos indo para o meu lar, ou seja, minha casa linda. Eu precisava de um banho quente e apenas depois íamos se juntar ao resto do grupo. Fomos em silêncio o trajeto inteiro, até finalmente chegarmos. Justin parou o carro, mas esperamos um segundo quando começou tocar uma música em particular.
Mirrors.
I can tell you there's no place we couldn't go
Just put your hand on the glass
I'll be tryin' to pull you through
You just gotta be strong

Puta. Que. Pariu.
É nossa música.
Olhei para Justin, que olhava para mim com um sorriso gigante. Seus olhos brilhavam, assim como os meus. Sem mais delongas, começamos a cantar junto com a voz da rádio. Eu gritava totalmente desafinada, o vente batia no meu rosto, mesmo com o carro parado, e todo meu cabelo melecado ia ao meu rosto. Seria uma cena bonita se eu estivesse apresentável e claro, se eu soubesse cantar. Justin, com aquela voz maravilhosa, tinha parado de cantar. Presumi que eu o tinha matado de horror, ou melhor, tê-lo deixado surto. Ao contrário de tudo, Justin tinha um sorriso repleto de amor estampado no rosto.

Keep your eyes on me
Cause I don't wanna lose you now

Fiquei sem graça, óbvio. Sorri de volta, tampando a boca. Não acho que eu cante mal, os outros é que ouvem do jeito errado! Ok, a quem eu queria enganar? Eu cantava mal mesmo. Uma realidade triste, mas ainda assim uma realidade.
Esperei Justin rir e me zoar pela eternidade, mas o que ele tinha feito era o oposto. Aquele homem não parava de me surpreender. Justin se aproximou de mim lá pelo final da música, no pequeno rap que tinha. Não é bem um rap, mas sei lá, essa classificação chega perto. Ele colocou meu cabelo imundo para trás com cuidado. Depois pôs as mãos com cuidado em meu rosto cheio de espuma, mas pouco ligando para este detalhe.
Eu tinha uma pequena ideia do que ele faria a seguir, mas não sei, será que eu estava sonhando? Produção mude a música para Sledgehammer, porque a vida não está fácil! Meu coração batia rápido e minha respiração estava falhando. Digamos que Justin tinha um pequeno efeito sobre mim.
- Você é linda, anjo...
Antes que eu pudesse agradecer ou fazer qualquer outra coisa, Justin colou seus lábios nos meus. Eu provavelmente deveria ter dado um belo tapa na cara dele, mas em vez disso eu o puxei para mais perto ainda. O mais engraçado era que assim que nos beijamos, eu me lembrei daquela certa cena há anos atrás. A parte engraçada é que eu me sinto agora como naquele dia. Nervosa, com o corpo formigando e uma corrente elétrica por todo o corpo. Meu coração estava acelerado e eu queria apenas abraçá-lo para sempre.
O beijo foi lento, já que não tínhamos pressa. Depois que nos separamos, continuei ainda de olhos fechados, ofegante. Justin, com a testa colada na minha, me deu um selinho longo. Em seguida pegou minha mão e colocou sobre seu coração disparado, mais que o meu!
- Segunda prova. -Falou baixinho, sorrindo. - 

You're my reflection and all I see is you
My reflection, in everything I do
You are, you are the love of my life

Ele sabia, tanto quanto eu, que o beijo não era um perdão, mas era um começo. Eu sorri, abrindo os olhos. E, quase me fazendo ter uma parada cardíaca, ele sussurrou no meu ouvido a última estrofe da música:
- Você é o amor da minha vida


¹ - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência

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AEEEE PORRA, FINALMENTE SAIU! Olá, terráqueos! Tudo belezinha com vocês? Eu estou bem o/ Cansada de acordar cedo, mas é a vida, né... (Sn) sendo (Sn), hein. Essa menina só se mete em confusão! Posso prometer partes muito fofas no próximo capítulo e se preparem, pois junto com mais confusões e risadas, o final está chegando! Isso mesmo </3 Dear Angel está chegando ao tão esperado (ou não) fim. Triste, eu sei. 
Enfim, sobre o negócio da agenda (post anterior) eu vou fazer mesmo isso. A agenda de março já está pronta, ebaaa! Logo posto no blog.
Comentem bastante, porque esse cap deu trabalho! Sério... Meu Deus viu. Passei semanas escrevendo ele, um pouquinho a cada dia e mesmo assim, com o resultado, não fiquei satisfeita. O que acharam?
Xoxo
PS: EU ESTAVA PENSANDO EM COLOCAR MÚSICA NO BLOG, O QUE ACHAM?

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Resposta dos comentários aquiii


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