domingo, 15 de fevereiro de 2015

Fall In Love - Capítulo 4



Eu pego ela por cima, ela senta como se fosse quente
E quando estou por baixo ela cavalga hilariamente
No meio da cama
— Lollipop, Lil Wayne.

Acordei com batidas fortes na porta. Praguejo aquela pessoa que nem faço questão de saber. Coloquei o travesseiro em cima da cabeça para não ouvir o barulho. O que não adiantou muito pois a pessoa não para de apertar a campainha.
 
- JÁ VAI! - gritei. Abri a porta. Madelyn entra sorridente.
 
- Vamos terminar o filme? - disse ainda sorrindo.
 
- Jura Madelyn? - me sento no sofá esfregando os olhos pra ver se o sono ia embora.
 
- Por favor. - fez cara de cachorro que caiu da mudança.
 
- Okay mas depois vamos assistir o filme que eu quiser.
 
[...]
 
O filme tinha acabado de começar mas eu tinha que parar pois estava morrendo de fome.
 
- Eu to com fome. - disse pulando do sofá e pausando o filme.
 
- Também. - olhamos uma pra outra e sorrimos. - BATATA FRITA. - gritamos juntas.
 
Fomos na cozinha preparar a batata e então decidi perguntar algo a ela.
 
- Então... Como vocês se conheceram?
 
- Numa boate. - disse com desdém.
 
- Numa boate?
 
- Não fale assim, você já foi em várias, e com certeza ainda vai.
 
- Eu sei. Mas sei lá é estranho conhecer um cara numa boate e depois ficar noiva dele. - deu de ombros.

- Mas eu amo ele. - disse. - Amo mesmo. - sorri. - Ele é como se fosse meu oxigênio. Ele me faz sorrir, rir, mesmo com aquele jeito bruto dele. - riu. - Ele me ajudou muito.
 
- Foi ele que te pediu em casamento?
 
- Foi.
 
- Eu espero que ele te faça feliz.
 
- Ele já me faz. - sorri. Ficamos conversando por um tempo, ela me falou algumas coisas de como queria que fosse seu casamento. Me senti culpada por ter beijado o Justin, Madelyn não merece ser machucada dessa forma, ela confia em mim e eu quero fazer que seu casamento dê certo. Comemos a batata frita e depois de um tempo ela foi embora, a tia tinha ligado pra ela.
 
Fui até o banheiro e tomei um rápido banho e coloquei uma roupa qualquer (1), ia ficar em casa mesmo, e provavelmente não receberia visitas.
 
Me enganei.
 
A campainha toca. Será que ela esqueceu algo? Ando até a porta e abro dando de cara com o Justin, ele sorri e já entra no ap sem ser convidado.
 
- Tá fazendo o que aqui? - pergunto.
 
- Vi que a Madelyn foi embora, então passei aqui, pra... sei lá... - disse com o olhar malicioso.
 
- Não entendi.
 
- Claro que entendeu. - se levantou do sofá e me puxou pela cintura.
 
- Justin, - disse. - não!
 
- Por que não? - se estressou.
 
- A Madelyn não merece isso.
 
- Okay, então vou procurar uma puta. - segurei o seu braço antes que ele abrisse a porta.
 
- Justin...
 
- QUE É? - gritou. - Se você não quer outras querem.
 
- VOCÊ É UM IDIOTA! - ele ia abrindo a porta mas o parei de novo, ele vira pra mim com desdém. - Pode ficar. - sorriu. - Mas não vamos transar. - bufou e saiu. Corri até ele e entrei no elevador junto com ele. - Justin entenda, eu não vou transar com você, você é o noivo da minha prima! Porra entende!
 
- O. Casamento. É. De. Faixada.
- Por quê?
- Não te interessa.
- Não foi isso o que pareceu. Ela te ama mesmo.
 
- Eu não posso fazer nada!
 
- Eu espero um dia saber o porquê desse casamento. - murmurei. Ele me empurrou contra o espelho do elevador e me beijou. Coloquei minha mão na sua nuca e arranhei de leve. Ele deu impulso e entrelacei as minhas pernas em volta da sua cintura.
 
De repente ouvimos o barulho do elevador avisando que tínhamos chegado no térreo.
 
Todos que estavam na recepção ficaram olhando para nós. Justin me coloca no chão e aperta o botão do meu andar. Quando as portas se fecham ele me empurra de novo no espelho e me beija imobilizando minhas mãos do lado da minha cabeça. Sua mão passa pelo meu corpo sem escrúpulo e para na minha coxa apertando-a. Quando as portas se abriram ele caminhou até o apartamento, abriu a porta, não entrou nem no meu quarto me jogou no sofá e deitou por cima, controlando o peso com os braços. Justin atacou meus lábios sem aviso prévio, e começou a passar a mão pelo meu corpo sem nenhum pudor, escrúpulos, apertando alguns lugares. Tirou meu moletom com pressa. E logo depois a sua, passei as mãos pelo seu abdômen sarado chegando ao cós da calça, e antes de eu conseguir desabotoar ele me parou estendendo minhas mãos pro lado da minha cabeça, uma mão prendeu-as e com a outra mão livre foi até o fecho do meu sutiã. E foi aí que cai na real, ele era comprometido, e o pior era com minha prima. Escapei de seus braços e fiquei em pé ofegando.
 
- Justin melhor não fazermos isso.
 
- Puta que pariu. - ele veio na minha direção fazendo com que eu desse passos para trás a cada passo que ele dava, até eu bater contra algo gélido que eu deduzi que fosse a porta do meu quarto. Ele me prensou nela e se aproximou do meu rosto parando a milímetros de distância. - Eu já to perdendo o resto de paciência que eu tenho. Então você comece a colaborar comigo porque, acredite, você não vai querer me ver nervoso. - com dificuldade eu achei a tranqueta da porta e abri. Corri pra cima da cama e ele correu atrás.
 
- Justin eu já disse que não.
 
- Quer brincar de gato e rato? - perguntou. - Eu to de saco cheio. - fez uma pausa. - Okay você venceu. - se afastou. Fui próxima a borda da cama.
 
- Obrig... - tive nem tempo de continuar. Justin me puxou pelo tornozelo e ficou por cima de mim. Me beijou, prendeu minhas mãos ao lado da minha cabeça.
 
Eu não tinha mais pra onde correr. Ele não me deixaria sair, e nem eu queria sair dali. Decidi me entregar pra ele. Mesmo sendo errado.
 
Suas mãos foram até o fecho do meu sutiã e tirou-o jogando para qualquer lugar do quarto. Sem mais delongas ele abocanhou um dos meu seios e com uma mão massageava o outro. Depois de fazer isso com ambos, ele lambeu o vale entre os meus seios e desceu dando beijos na minha barriga, ventre, chegando na virilha ele lambeu ali. Prensou seus dois dedos contra meu clitóris me fazendo arfar.
 
Arrancou minha calcinha, e jogou o trapo pra qualquer canto. Saiu da cama e tirou a calça e a cueca revelando seu membro ereto. Pegou a camisinha que tinha no bolso da calça, ri e arqueei uma sobrancelha.
 
- Que é? Um homem sempre anda preparado.
 
Ele rasgou o pacotinho e deslizou pelo seu comprimento. Voltou a deitar por cima de mim, e sem avisar me penetrou. Justin me beijou para abafar o grito. Comecei á gemer, fazendo Justin dar gemidos roucos no meu ouvido.
 
Meus cabelos já começavam a grudar nas minhas costas. Empurrei o Justin e fiquei por cima. Comecei a rebolar vendo o Justin jogar a cabeça pra trás com a boca entreaberta.
 
De repente o celular dele começa a tocar, bufo e caio pro lado. Ele se levanta e pega o celular se sentando ao meu lado. E é aí que eu tenho uma grande ideia. Sento no colo dele, ele me olha já sabendo o que irei fazer. Justin balança a cabeça negativamente tentando me convencer a não fazer isso. Me inclino um pouco e pego no seu membro pela base e sento sobre ele devagar fazendo ele arfar.
 
- Acho melhor responder seu amigo. - disse rebolando devagar.
- Ah, oi Chaz pode continuar. - aumento a velocidade dos movimentos fazendo ele morder os lábios para não gemer. - Aham... Hmm. - gemeu baixo. - Hmm... Uhum. - aumentei ainda mais os movimentos e joguei a cabeça pra trás gemendo alto. - C-Chaz, tenho que desligar depois te ligo. - desligou sem dar chance de resposta.
- Vadia. - sorri. Me jogou pro lado, subiu em cima de mim e me penetrou bruscamente.
_______________________________________________________________________
RELOU PEPOLS. RAU AR IU? Tá parei com as graça. Sim putaria no 4° capítulo. Se você não curte putaria não sei como você vive. E EU TENHO UMA ASSINATURA AGORA E É DA BEHATI GOSTOSA. Só não canto beijin no ombro porque já cansei dessa música. Tá vou embora. BAI PEPOLS.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dear Angel - Capítulo 22


 "É engraçado como há coisas nesse mundo que só nos enchem o saco, mas de que a gente sabe que vai sentir falta quando se forem."
- A garota que eu quero.

Todo mundo estava meio tenso. Não era para menos, pois era hoje que saía o resultado dos aprovados.
Eu tinha-me inscrevido e estava tremendo para saber o resultado.
Não, realmente não era o meu sonho, mas era minha melhor saída.
Nora disse que eu não precisava fazer aquilo, ela tinha dinheiro suficiente para me bancar, mas eu não queria depender de Nora... Eu não queria depender de ninguém, cruzes! E eu precisava ganhar dinheiro. Para mim e para meu pai.
Todo mundo diz que dinheiro não traz felicidade, mas me diz uma pessoa pobre que não tem problemas com a falta dele? E me diz também uma pessoa que fica triste ao saber que pode ir fazer comprar em Paris quando se está entediado?
Enfim, dane-se.
- Ai, Nora...
- Calma, (Sn). –Rolou os olhos, irritada. – Você vai passar, o que é uma droga por que...
- Para de por meu trabalho para baixo!
- Mais baixo do que ele já é? É impossível abaixá-lo mais, né (Sn)!
Fuzilei-a com o olhar, mas ela não se importou. Camille ao meu lado, me abraçou como se dissesse que o emprego já era meu. Kate estava comigo também, ela estava animada. Porém, assim como Nora, Cams também não queria que aquela fosse minha carreira de vida, porém... Nada é perfeito.
- AI MEU DEUS, SAIU! SAIU!
As três vieram correndo em minha direção, se jogando sobre mim. Empurrei todas elas e abri o e-mail. Ali estava o nome de todos que passaram. Que conseguiram o emprego.
- Ai, olhem vocês...
Nora pegou o notebook sem piscar. Leu os nomes rapidamente e então me olhou com uma cara triste.
- Eu não passei, certo? –Perguntei deprimida. –
Eu sabia! Eu seria para sempre uma inútil. Uma desempregada... Uma falida! Céus, eu era uma vergonha para o mundo. Eu viraria um mendigo, moraria debaixo da ponte...
- Passou...
- O que? -Gritei, totalmente animada. – E porque está com essa cara de enterro? PRECISAMOS COMEMORAR!
- Porque agora você trabalha no Mcdonalds? Isso é tão triste, (Sn). Você chegou ao fim do poço.
- Não exagera sua invejosa! Eu tenho que sobreviver, beleza?
- Concordo com a Nora... –Kate disse. – Estou feliz que esteja tentando seguir em frente e tal, mas sério, Mcdonalds? Isso é mais que o fim do poço, amiga!
- Credo, deixem ela! –Brigou Camille. – Muito bem, (Sn). Fico feliz que tenha conseguido!
- Obrigada, Cams! –A abracei. -
Só a Camille me entendia em determinados momentos. Certo, trabalhar no Mc’ não era o que eu sempre sonhei... Mas pelo menos é um começo.
Eu estava determinada a começar do zero. Não só com Justin, mas com tudo. Meu pai estava enlouquecendo e eu não podia deixar isso acontecer. Aquela mansão que morávamos era linda. Porém, estava caindo aos pedaços. Parecia que a casa estava abandonada. O negócio era crítico.
Papai me disse que não queria vender a mansão porque sentia a presença de mamãe. Por mais que soasse meio maluco, paranóico e medonho, eu senti meu coração amolecer com a frase.
Ele nunca mais tinha sido o mesmo depois que ela se foi. Ficou tão arrasado que se isolou de todos. Até de mim. Eu não o culpava, claro. Sofri muito. Muito mesmo. Tanto quanto ele. Talvez até mais... Porém, nunca o culpei por nada. Nem tive ressentimentos sobre papai se isolar e me deixar sozinha em um momento difícil.
Quer dizer, o que ele fez foi errado. Muito. Todavia, eu respeito sua dor. Eu o entendo. Sei que papai me ama, mesmo não demonstrando muito. Ele não precisa dizer ou fazer nada. Eu simplesmente sei.
O que posso dizer? Somos uma família estranha.
Enfim, o próximo passo era convencê-lo de vender a casa. Não seria fácil. Eu tinha plena certeza disso. Daria uma baita de uma confusão, na verdade.
Mas era o único jeito.
Todos precisam seguir em frente. Uma hora ou outra. Sempre podemos adiar, é claro. Porém, quando chega a hora certa... Não dá. Simplesmente temos que deixar ir. 
Aconteceu comigo. Está acontecendo com meu pai e vai acontecer com todos. Isso é normal. É natural. É a lei da vida, está fora do nosso controle.
Isso está indo para um lado muito filósofo. Já tá soando forçado... Voltamos ao assunto.
Mcdonalds.
Tentei uma vaga no Subway, mas eles não me aceitaram... Nem o Burger King. Aqueles malditos com aquela coroa brega!
Dane-se. Danem-se eles! Eu trabalho no Mcdonalds. Que é o melhor fast-food de todos os tempos! Quem precisa de uma coroa de papelão? Ou montar vários sanduíches diferentes de vários metros? Eu não preciso, pois onde eu trabalho tem BRINQUEDINHOSSSS.
É, eu estava de boa.
O dia se passou rápido e nada de diferente aconteceu nele. Tudo exatamente normal. A mesma chatice de sempre. No dia seguinte me arrumei para o trabalho. Meu primeiro dia! Coloquei uma roupa bem simples... Blusa vermelha e calça jeans. Sapatilha preta e cabelo preso.
Não acordei os outros, estava tarde, devia ser umas duas da tarde, mas mesmo assim eles continuavam dormindo. E eu, batalhadora/guerreira, estava indo para o trabalho.
A vida não tá fácil para ninguém!
Cheguei ao shopping rapidamente. Estava bem movimentado, mas isso não foi problema. Se alguém sabia onde era o Mcdonalds, esse alguém era eu!
Ao chegar lá me deram um avental horrível. Horrível mesmo. Tipo assim, alguém chame o esquadrão da moda, please! Dei uma de patricinha agora, eu sei. Porém, não consegui evitar. O negócio era feio pra cacete.
E para completar o visual horrendo, eles me deram uma toca preta!
Isso mesmo que vocês leram. Quase gritei pedindo demissão. Mas, deixei de lado essa ideia. Eu precisava dessa bosta de emprego.
Ô vida de bosta...
- Olá. –saudei. – Bem vinda ao Mcdonalds!
- Valeu... –A garota, com cara de tédio, disse. –
- O que você deseja pedir? Já sabe o que quer? Quer ajudar par...
- Meu Deus, cale a boca. –A garota disse, rolando os olhos. – Eu quero um quarteirão. Batata e bebida média.
Minha boca estava seca. Quem aquelazinha pensava que era? Eu cuspiria no lanche dela, pode apostar! Certo, eu não faria isso...
Respirei fundo e mandei outro sorriso a ela. A menina parecia ter quinze anos e estava bem impaciente, pelo que parecia. Eu anotei o pedido dela pelo computador. Porém, eu estava com um pouco de dificuldade em mexer daquilo. Não é tão fácil quanto parece.
- Um minutinho. –pedi, sem graça. –
- Oh, Deus...
Ignorei seu resmungo e voltei a tentar mexer no computador. Bem, eu não estava me saindo muito bem. Eu cliquei no ícone do sanduiche, quando eu o finalmente o achei. Contudo, o negócio não ia! Que merda. Passei para a bebida e a batata.
Cliquei umas quarenta vezes, mas não ia de jeito nenhum... Até que eu apertei em algo e finalmente a notinha saiu. Eu não sabia como tinha feito aquilo, mas...
- Deu $880,00 libras.
Depois que eu disse o valor em voz alta, eu franzi o cenho. Vi na nota fiscal que lá estava vinte sanduíches. Bosta.
A menina me olhou com raiva. Ela rolou os olhos e puxou a bolsa do balcão.
- Esquece...
Depois dela, vieram umas cinco pessoas. Eu demorei quinze minutos para atender cada uma. Algumas até desistiram.
Foi na hora do almoço que tudo aconteceu...
Eu vi Justin de longe. Ele ria com Scott sobre alguma coisa. E o pior é que eles estavam vindo em minha direção. Droga. Eu me abaixei. O pior de tudo mesmo, é que eu era o único caixa aberto. O mundo conspira contra mim!
- Hm, olá?
Era a voz de Scott. Engoli em seco e pensei rápido. Vi que ali em baixo tinha um pequeno armário. Abri e peguei a primeira coisa que vi pela frente. Que era aquela máscara que dentistas usam. Aquela coisa branca...
Coloquei no rosto e me levantei.
Se ninguém reconheceu a Hannah Montana por anos, só por causa de uma peruca, não vão me reconhecer...
- Sim? - Me levantei. –
Justin estava mexendo no celular, por isso não me encarava. Já Scott... Ele me olhava desconfiado.
- Por que está usando essa máscara?
- Por causa da gripe suína. Ela ainda esta por aí... –respondi, afinando mais minha voz. –
- Oh, claro. –Scott respondeu. –
- O que vai querer? - perguntei. -
- Um quarteirão. Mas só pão, carne e queijo.
- Sim, senhor. E o seu amigo?
- Eu vou querer o mesmo. –Justin respondeu, ainda sem olhar. –
Assenti e anotei tudo no computador, sem erros desta vez. Sorri, satisfeita. Fiquei mais satisfeita ainda quando vi que não fui reconhecida.
Eu estava me sentindo uma espiã, com todo aquele disfarce... Certo, apenas uma máscara, mas tanto faz...
- Cara –ouvi Scott dizer quando me virei. – o que a (Sn) tá fazendo aqui?
Justin olhou ao redor e quando nossos olhos se encontraram, ele franziu o cenho.
- Desde quando trabalha aqui, (Sn)?
- (Sn)? -Afinei mais a voz. - Meu nome é Judite!
- Não é o que seu crachá diz.
Peguei meu maldito crachá e taquei longe. Olhei para ele, piscando os olhos inocentemente.
- Que crachá? Eu não estou vendo nenhum.
Justin me olhou sorrindo, sua expressão denunciava que ela estava achando tudo aquilo muito engraçado. Bom para ele. Evitando o olhar dos dois, eu cliquei rapidamente e fiz seus pedidos.
- Prontinho, podem ir para o caixa ao lado esperar o pedido dos dois.
- Certo, obrigada, Judite. –Agradeceu Justin, sorrindo divertido. –
Bufei e os ignorei. Tá, eles tinham sacado, não havia como esconder, mas eu não entregaria o jogo. Não mesmo. Scott e Justin me encaravam, rindo. Fiquei furiosa, eu simplesmente odeio quando tiram sarro de mim. Uma garotinha se aproximou de mim, sorrindo docemente.
- Acho que você deixou cair. –Ela falou me entregando o crachá que eu tinha jogado. –
- Obrigada, fofinha.
Quando a menina desapareceu, eu joguei o crachá o longe de novo, desta vez para trás. Onde estavam os pedidos dos meninos? Eles precisavam sair dali antes que eu fizesse alguma besteira. Vi Kate se aproximando, toda feliz. Ela estava com Daniel. Oh, não.
- (Sn)! –Ela gritou, vindo ao meu caixa. Bem no meu. Ah, era o único mesmo. – Amiga, nós viemos te prestigiar.
- É! –Daniel disse todo feliz. – Foi ideia minha.
Eu vou matar aquele garoto um dia, anotem aí!
- Que legal, hein pessoal... mas eu sou Judite. Não tem nenhuma (Sn) aqui.
Kate me olhou como se eu fosse um extraterrestre. Logo depois sua expressão se suavizou.
- Você se drogou, não é?
O que posso dizer? Fiquei chocada. Arrinquei a máscara, a fitando com horror. Kate tinha pirado? Daniel apenas continuava no mundo da lua, feliz demais para se misturar com os meros mortais.
- Caramba, Kate, que ideia é essa? Eu fiz proerd¹!
- Ah, quem liga! Sinceramente, (Sn), ninguém aqui vai te julgar... Eu e Daniel já usamos, é normal, amiga. O que precisa é de cabeça para não se deixar viciar. 
- Kate, cala a boca, por favor...
- E eu pensando que a Judite era santinha... –Justin tirou sarro, ainda sorrindo. –
- As quietas são as piores. –Scott ainda incrementou. –
Kate pareceu notá-los apenas agora. Ela olhou para ele e deu de ombros, como se dissesse que não tinha entendido nada, e que não fazia questão nenhuma de saber.
- Enfim, depois passa lá na casa do Xavier, Camille teve uma ideia sensacional...
- Casa do Xavier? É minha e do Justin também. –Scott entrou em defesa. –
- Tá, mas quem pediu sua opinião? -Kate falou, mal-humorada. –
- Esta minha namorada é lacradora mesmo!
- Cala a boca, Daniel.
- Ok, amor.
- Enfim... –Eu retomei as rédeas. – Eu estou trabalhando, então se não se importam...
Mas antes que eu pudesse finalizar minha fala, eu senti algo na minha mão. Era uma aranha. Eu dei um berro alto, tentando tirar aquilo de lá. Ainda gritando, comecei a me chacoalhar toda.
Aconteceu tudo muito rápido.
Uma hora eu estava de boa, revelando minha verdadeira identidade e logo depois um bicho monstruoso me ataca, atrapalhando todo meu desempenho.
Quando eu estava correndo, eu estava com um pano na mão, e acidentalmente passei pelo fogão ligado. Óbvio que ele pegou fogo, mas eu apenas percebi isso depois.
- Você está pegando fogo, (Sn)! –Justin gritou em pânico. –
- Sério que você está me cantando agora? Não é um bom momento.
- Não... Anjo, você está pegando fogo. Literalmente. 
Eu logo vi que era verdade. Eu realmente estava pegando fogo, no sentido mais literal da palavra. Comecei a gritar mais ainda, correndo sem parar.
Os alarmes de incêndio logo se acionaram, causando uma bela de uma confusão. Eu só via pessoas correndo e gritando. Tudo por causa de um alarme maldito. Sinceramente.
Ah, e por causa da garota em chamas, não a Katniss e sim eu.
- Eu vou morrer, eu vou morrer...
Será que este era o meu fim? Antes que eu pudesse pensar em algo bonito ou dramático, eu senti algo cremoso em cima de mim. Uma espuma. Era Justin com um extintor de incêndio. Aquele garoto era mil e uma utilidades.
- Anjo. –Ele suspirou, preocupado. –
Eu parecia um marshmallow gigante, mas pulei em cima dele mesmo assim, o sujando todo. Justin não pareceu se importar. Delicadamente, ele limpou meu rosto com as mãos.
- Céus, você está com alguma queimadura grave? Eu já liguei para o hospital e...
- Eu estou perfeitamente bem, graças a você.
- Que isso, anjo...
- Não. Você me salvou, Justin. Você é o meu herói.
- Não, (Sn). Eu só fiz o que qualquer um faria.
- Você me salvou. –Eu insisti. –
Ele sorriu terno.
- Não, Anjo. Você é quem me salvou.
Eu não entendi o que ele quis dizer, mas antes que pudesse pensar e analisar, meu chefe entrou em ação. Ele estava furioso.
- (Sn), precisamos conversar.
Sempre eu me ferro. É minha sina.
- E você, rapazinho, saía daqui. Apenas permitimos funcionários neste local.
Justin ficou impassível. Eu sabia que ele não iria até eu dizer que estava tudo bem. Olhei para ele, sorrindo fraco e assenti com a cabeça. Ele não parecia feliz, mas, é vida. Depois disso, Justin saiu de lá.
Meu chefe fez um sinal para mim. Suspirei infeliz e o segui.
Chegamos à sala dele. Eu sorri nervosa. Ele simplesmente estendeu a mão. E eu sabia o que aquilo significava. Tirei meu crachá, que eu tinha pegado novamente em determinado momento, e coloquei em sua mão.
- Você está demitida.
- Tô’ sabendo...
- Ótimo. Agora saía daqui.
Deprimida, apenas assenti. O que eu podia fazer, afinal? Nada. Arrumar barraco estava fora de cogitação. Saí do estabelecimento, atraindo olhares por todos os lados. Não, não é porque sou uma pessoa irresistível, provavelmente todos estão me olhando porque estou coberta de espuma! Estou me sentindo no carnaval. Meus amigos estavam ali fora, me esperando. Ninguém disse nada por um bom tempo, até que Justin finalmente quebrou o silêncio:
- Vem, amor, vamos embora.
- E o lanche de vocês?
- Deixa isso para lá... –Scott deu um sorriso meigo. –
- Hm, beleza.
E então nós cinco fomos em direção ao estacionamento. Antes eu dei uma paradinha no banheiro, é claro. Com ajuda de Kate, dei uma arrumada no meu visual deplorável. Depois disso, eles me embalaram com um plástico, para eu entrar sem sujar nada.
Frescos.
Kate, Daniel e Scott foram para a casa que os meninos estavam hospedados. Já eu e Justin estávamos indo para o meu lar, ou seja, minha casa linda. Eu precisava de um banho quente e apenas depois íamos se juntar ao resto do grupo. Fomos em silêncio o trajeto inteiro, até finalmente chegarmos. Justin parou o carro, mas esperamos um segundo quando começou tocar uma música em particular.
Mirrors.
I can tell you there's no place we couldn't go
Just put your hand on the glass
I'll be tryin' to pull you through
You just gotta be strong

Puta. Que. Pariu.
É nossa música.
Olhei para Justin, que olhava para mim com um sorriso gigante. Seus olhos brilhavam, assim como os meus. Sem mais delongas, começamos a cantar junto com a voz da rádio. Eu gritava totalmente desafinada, o vente batia no meu rosto, mesmo com o carro parado, e todo meu cabelo melecado ia ao meu rosto. Seria uma cena bonita se eu estivesse apresentável e claro, se eu soubesse cantar. Justin, com aquela voz maravilhosa, tinha parado de cantar. Presumi que eu o tinha matado de horror, ou melhor, tê-lo deixado surto. Ao contrário de tudo, Justin tinha um sorriso repleto de amor estampado no rosto.

Keep your eyes on me
Cause I don't wanna lose you now

Fiquei sem graça, óbvio. Sorri de volta, tampando a boca. Não acho que eu cante mal, os outros é que ouvem do jeito errado! Ok, a quem eu queria enganar? Eu cantava mal mesmo. Uma realidade triste, mas ainda assim uma realidade.
Esperei Justin rir e me zoar pela eternidade, mas o que ele tinha feito era o oposto. Aquele homem não parava de me surpreender. Justin se aproximou de mim lá pelo final da música, no pequeno rap que tinha. Não é bem um rap, mas sei lá, essa classificação chega perto. Ele colocou meu cabelo imundo para trás com cuidado. Depois pôs as mãos com cuidado em meu rosto cheio de espuma, mas pouco ligando para este detalhe.
Eu tinha uma pequena ideia do que ele faria a seguir, mas não sei, será que eu estava sonhando? Produção mude a música para Sledgehammer, porque a vida não está fácil! Meu coração batia rápido e minha respiração estava falhando. Digamos que Justin tinha um pequeno efeito sobre mim.
- Você é linda, anjo...
Antes que eu pudesse agradecer ou fazer qualquer outra coisa, Justin colou seus lábios nos meus. Eu provavelmente deveria ter dado um belo tapa na cara dele, mas em vez disso eu o puxei para mais perto ainda. O mais engraçado era que assim que nos beijamos, eu me lembrei daquela certa cena há anos atrás. A parte engraçada é que eu me sinto agora como naquele dia. Nervosa, com o corpo formigando e uma corrente elétrica por todo o corpo. Meu coração estava acelerado e eu queria apenas abraçá-lo para sempre.
O beijo foi lento, já que não tínhamos pressa. Depois que nos separamos, continuei ainda de olhos fechados, ofegante. Justin, com a testa colada na minha, me deu um selinho longo. Em seguida pegou minha mão e colocou sobre seu coração disparado, mais que o meu!
- Segunda prova. -Falou baixinho, sorrindo. - 

You're my reflection and all I see is you
My reflection, in everything I do
You are, you are the love of my life

Ele sabia, tanto quanto eu, que o beijo não era um perdão, mas era um começo. Eu sorri, abrindo os olhos. E, quase me fazendo ter uma parada cardíaca, ele sussurrou no meu ouvido a última estrofe da música:
- Você é o amor da minha vida


¹ - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência

---------------------------------
AEEEE PORRA, FINALMENTE SAIU! Olá, terráqueos! Tudo belezinha com vocês? Eu estou bem o/ Cansada de acordar cedo, mas é a vida, né... (Sn) sendo (Sn), hein. Essa menina só se mete em confusão! Posso prometer partes muito fofas no próximo capítulo e se preparem, pois junto com mais confusões e risadas, o final está chegando! Isso mesmo </3 Dear Angel está chegando ao tão esperado (ou não) fim. Triste, eu sei. 
Enfim, sobre o negócio da agenda (post anterior) eu vou fazer mesmo isso. A agenda de março já está pronta, ebaaa! Logo posto no blog.
Comentem bastante, porque esse cap deu trabalho! Sério... Meu Deus viu. Passei semanas escrevendo ele, um pouquinho a cada dia e mesmo assim, com o resultado, não fiquei satisfeita. O que acharam?
Xoxo
PS: EU ESTAVA PENSANDO EM COLOCAR MÚSICA NO BLOG, O QUE ACHAM?

Para acessar minhas outras fics interativas basta clicar aqui
Resposta dos comentários aquiii