sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

The Mission Of My Life - Capítulo 8


Chapter Six.  – Part 3
Stanford University, Califórnia. – 6h45 p.m
(Sn) estava irritada. Ela nunca gostou muito de festas. Toda vez que ia, era porque era obrigada. Nunca foi por vontade própria. E dessa vez não seria diferente.
Hoje era a tão esperada festa da universidade. Ela, no fundo, não entendia o porquê da comemoração, afinal, era começo de mais um semestre. Para (Sn), deveriam comemorar no final do ano. Realmente, essa nova geração era estranha.
Charlotte estava pulando de tanto animada que estava. Ficou o dia inteiro azucrinando no ouvido da agente que roupa usaria, como se ela quisesse saber.
Estava de saco cheio daquela missão e ela mal tinha começado.
Eram oito da noite e Parker ainda não sabia o que vestir. Não que estivesse na dúvida ou algo do tipo. Apenas... não sabia o que usar. Resolveu se espelhar no look de sua colega de quarto. Por fim, colocou um shorts jeans preto de couro, uma blusa regata branca com uma frase bacana, soltinha. Fez cachos no cabelo longo liso. Colocou uma bota de salto e fez uma maquiagem leve, mas que dava para notar. Estava bem bonita. Colocou também alguns acessórios.
Quando se olhou no espelho quase nem se reconheceu. Raramente se embelezava toda e quando o fazia, era mais ou menos. Mas agora...
Ela estava igual às barbies do mundo que jurou nunca ficar igual.
Repugnante.
- Essa festa vai ser o máximo, Brooks.
(Sn) não entendia o porquê do ‘s’ no final. Achava que era para ser um apelido fofo, mas... isso era a última coisa que era.
- E por quê?
- Todas as festas da faculdade são as melhores, juro. Aposto que as festas de Nova York são tão fodas quanto às daqui, mas... você com certeza vai ficar impressionada, ainda mais porque hoje terá uma surpresinha...
O trote, pensou a agente. Como se esqueceu? Tinha ouvido de um grupo de universitárias enquanto ia escondida para a biblioteca com Justin.
Bando de babacas. Não bastasse fazer isso no começo do ano, tinham que fazer no meio dele também.
Adolescentes... pior raça.
- Acho que é hoje que eu fico com o Brad! –Charlotte exclamou, toda feliz. – Ele está me dando mole faz um tempo, sabe. Acho que vou aceitar dar uns amassos com ele, o que posso perder?
- Brad? Você não estava afim do Andrew?
- Que nada... –ela riu. – Já fiquei com Drew faz tempo. O que tínhamos é passado. E ele gosta de outra.
Ashley. Andrew era obcecado pela Ashley. Pelo menos era isso que estava em sua ficha.
- E você? -perguntou, quebrando a linha de raciocino de (Sn). – Vai pegar quem?
Por um momento pensou que tinha se esquecido de ter falado de Justin para ela, mas pensando bem, não, não esqueceu. Tinha contado no dia que se conheceram.
- Eu tenho namorado.
- Eu sei, bobinha. E...?
- Bom, nosso relacionamento não é aberto. E eu não irei trair ele.
- Meu Deus, quem falou em traição aqui? É só uns beijos! Sem sentimentos no meio, sem traição. E além do mais... ele estava quase comendo a Megan hoje cedo. Parece uma boa hora para vingança.
(Sn) estava de boca aberta. Que tipo de pensamento era aquele? Traição é traição. Com ou sem sentimentos. Fora que por mais que a ideia fosse tentadora, ela não a faria. Afinal, odiou quando Justin fez aquilo com ela, não faria o mesmo com ele.
Não estava ali para brincar, como Charlotte. Estava ali para desvendar um mistério. E com certeza ela conseguiria.
+++
Kelsey estava um tanto apreensiva. Já tinha uma arma no coldre na coxa e uma faca no sapato. Ela usava um vestido florido sem graça, mas era justamente esse seu objetivo: não chamar a atenção. Ela tinha que passar despercebida. Assim, conseguiria analisar tudo e todos sem pressão.
Encarou-se no espelhou e deu um pequeno sorriso. Prendeu o cabelo em uma trança meio desarrumada de lado. Passou uma maquiagem bem leve e foi até a janela do seu dormitório. O campus já estava cheio de universitários bêbados. Argh...
Sentiu o celular vibrar.
- Alô?
- Donna?
- Sim, quem é?
- Lorenzo.
Kelsey deu uma pequena risada. Pelo menos Ryan imitava direitinho o sotaque italiano.
- Onde você está, exatamente?
- No meu quarto, ainda não desci. E você?
- Já estou aqui.
- O que faremos, exatamente?
- Então, é aí que preciso de você...
Kelsey suspirou pesadamente. Boa coisa não seria.
E depois que ouviu o que Ryan tinha a dizer, não pode deixar de concordar com seu pensamento.
+++
- Por que está se arrumando todo, cara?
- Estou afim de uma garota linda e preciso impressioná-la.
- Sério isso?
- Sim... normalmente eu não faço isso, sabe? Mas... ela parece diferente.
Diferente... Só que não. Justin jamais faria o que Chris estava fazendo. Ele estava pelo menos uma hora em frente ao espelho se embelezando para impressionar uma garota. Aquilo era coisa de mulher, não de homem! Ele podia estar sendo um pouco machista, mas era verdade.
E aquele papo de garota diferente era tão clichê quanta história de melhores amigos que se apaixonam. Simplesmente não acontecia.
Todas as garotas eram iguais. Podiam ser diferentes na aparência e até no jeito, mas no fundo pensavam e ansiavam pelas mesmas coisas.
Que garota nunca ficou nervosa no primeiro encontrou? Ou sonhou com o cara perfeito? Que garota nunca viu coisas onde não existia? Ou que nunca ficou horas se arrumando na frente do espelho para um encontro de merda?
Que garota nunca sonhou acordada?
Todas elas queriam sempre a mesma coisa. Todas elas eram iguais, pelo menos era isso que Justin pensava.
- Qual é o nome dela? -perguntou Justin, jogado em sua cama olhando para o teto. –
- Não vou dizer, vai que você a rouba de mim.
- Eu não faria isso. –disse, ofendido. – Você pensa que eu sou quem?
- Desculpa, cara. Porém, eu te vi hoje com a Megan. Você é o tipo que as garotas caem de amores. E se elas não caem, você faz de tudo para isso acontecer.
Isso era verdade, ele não podia negar. Mas... seu coração tinha dona.
Jenny Hood.
Sua eterna amada. Aquela que ele pensava todos os dias antes de dormir. Aquela que ainda mexia com seu coração, mesmo depois de tanto tempo.
Aquela que jamais sairia de sua mente e de seu coração.
- Tem algo nela que... sei lá, não dá para explicar. Ela me faz sentir coisas que não tenho palavras para explicar.
Justin sabia como era a sensação. Fechou os olhos, pensando em sua ex-namorada. Em seu sorriso tão brilhante quanto à lua. Em seus olhos verdes e seus cabelos pretos macios...
- Eu sei como é. –o respondeu, com a voz falhando ligeiramente. –
- Eu estou passando por uma fase difícil... aconteceu algo a um tempinho atrás que me destruiu por dentro. E pareceu que tudo ficou sem cor, mas quando ela apareceu... Não sei, por um momento, eu me senti tão esperançoso. Senti-me vivo novamente. Completo.
Justin o olhou atentamente. A fase difícil era o desaparecimento de Ashley? O garoto podia ver a dor nos olhos claro do colega de quarto. Ashley era sua melhor amiga, no final das contas.
- Ela trouxe luz de volta a minha vida. –disse, completando. –
- Ela deve ser realmente muito especial.
- Ela é sim. Quer dizer, conversamos pouco, mas... acho que foi amor à primeira vista.  
- Bem, boa sorte com ela. Agora, precisamos ir. A festa vai acabar e ainda você vai estar se arrumando!
Chris riu alto e colocou as mãos para cima, como alguém que se rende.
- Você tem razão, vamos logo. Mal esperar para vê-la.
Justin rolou os olhos, rindo. Pessoas apaixonadas... realmente, um porre.
+++
Ryan estava na festa há um bom tempo. Já tinha conversado com algumas garotas, interagido com alguns garotos e bebido alguns drinks. Porém, sempre ligado ao o que estava acontecendo ao seu redor.
Viu de longe grito e logo ficou alertado, mas quando viu que era apenas duas amigas se cumprimentando rolou os olhos.
- Gatas, não?
Ryan olhou para o garoto ao seu lado, que tinha um olhar sacana no rosto enquanto observava as duas garotas de longe.
- É, elas são bonitas.
- Gostosas. –corrigiu. – Você é novo, certo? Nunca te vi por aqui, brô.
- Sim, entrei agora. Vim dá Itália.
- Maneiro. Sou do Texas. Aliás, me chamo Brad.
- Lorenzo.
- Legal... Ei, olha aquelas gostosas! Tô de olho na baixinha, mas a nova amiguinha dela também é uma delícia!
Ryan achou repugnante como Brad se dirigia as garotas, como se elas fossem um... pedaço de comida. Sua mãe o criou como um perfeito cavalheiro, acho que era por isso que via de um ângulo tão diferente.
- Vamos falar com elas.
Ryan não teve outra saída. O seguiu, chegando às duas garotas que conversavam animadamente. Só de perto reconheceu agente Parker.
- Olá, delícias.
- Brad! –Disse a baixinha, feliz da vida. –
- Charlotte! Você está... gostosa pra caralho, gata.
Ryan viu (Sn) fazer um enorme esforço para não vomitar. Deu um pequeno sorriso.
- Esse é meu novo amigo, Lorenzo. Ele é Italiano, foda, né?
- Muito. –a baixinha sorriu, maliciosa. –
- É um prazer conhecer garotas tão deslumbrantes quanto vocês, senhoritas.
Charlotte ficou sem reação por alguns segundos. Ela com certeza o achou estranho, mas ao ouvir aquelas doces palavras, algo a aqueceu por dentro. Sorriu, agora simpática, para o garoto a sua frente.
- Essa é Brooke, minha colega de quarto.
- Olá, garotos.
Ryan quase riu ao ouvir sua voz maliciosa. Não que estivesse ruim, mas era engraçado ver (Sn) Parker, a garota sem emoções, flertando com dois caras. E ainda mais ele sendo um deles.
- Olá, docinho. –Brad sorriu abertamente. –
Charlotte mal reparou Brad olhar descaradamente para o decote de sua amiga, estava com os olhos fixos em Ryan, ou melhor, Lorenzo.
- Você é meio estranho... –Ela disse, depois de ficar encarando ele por minutos. –
Antes que Ryan pudesse dizer algo, ela abriu um grande sorriso mostrando suas covinhas e tombou a cabeça para o lado, ainda o analisando.
-... gostei de você.
+++
- Esta festa vai ser irada! –Justin disse, olhando ao redor. –
- Mais ou menos, elas são sempre todas iguais...
- Festa é sempre festa, meu chapa. Tendo bebida e mulher, nunca irá ser ruim.
- Se você diz... –riu. –
Justin observou todos. Tinha pessoas de todos os tipos. Sorriu quando um grupo de garotas passou e piscou para ele.
É, parecia que a noite seria boa...
Instantaneamente se lembrou de (Sn). Ela o mataria se fizesse alguma gracinha. É, ele não duvidava dela.
Bufou, droga. Ter uma namorada era como estar preso a correntes. Uma prisão. O que ele faria em uma festa, então?
Em um surto de claridade, se lembrou de que estava ali para uma missão e não para brincar. Credo, estava ficando responsável demais.
- Ei... –Chris chamou sua atenção. – vou achar minha musa, depois a gente se vê.
- Até mais, dude.
Viu Chris se afastar e bufou alto. O que faria? Saco de festa. Resolveu ir até o bar. Pediu uma bebida e ficou lá, parado, observando todo mundo. Perto de uma árvore viu uma garota loira com um corpo majestoso. Sorriu internamente e se aproximou, a envolvendo com seus braços.
- Meu anjo...
- Você não larga mesmo do meu pé, não é?
- Não. –ele sorriu. – Encher sua paciência é meu passatempo favorito.
- Tô sabendo... Ei, como sabia que era eu?
Justin riu alto e plantou um beijo em seu pescoço.
- Reconheço esse corpo em qualquer lugar...
- Eu estou falando sério, seu babaca.
O garoto riu mais uma vez, a apertando contra si. É, ter uma namorada não era tão ruim assim. Não quando a garota em questão era (Sn) Parker. Fez carinho em seu rosto tão delicado e não pode deixar de sentir uma sensação boa. Aproximou-se devagar e beijou demoradamente seus lábios e a encarou nos olhos.
- Reconheceria você até de olhos fechados, meu anjo.
Era verdade. Convivia tanto tempo com (Sn)...  A observava tanto que tinha todos os detalhes dela em sua mente. Mesmo com o lugar lotado, sua presença nunca passava despercebida, muito menos para ele.
- Não me beije, Bieber.
- Foi só um selinho, chatona. E se reclamar, beijo de novo.
- Essa festa tá uma chatice, né?
- Está. –ele concordou, beijando seu rosto. – mas agora, nem tanto.
(Sn) riu alto, mas o deixou continuar. Estava gostando do carinho e estava um pouco alterada pela bebida.
- Vamos dançar?
- Eu estou bêbada, Bieber, mas nem tanto.
- Por favor, anjo...
- Eu já disse que você é insuportável...
-... mente gostoso? -interrompeu. - Nunca disse, mas sei que já pensou. –piscou. –
A garota balançou a cabeça, soltando uma risada. O abraçou, depositando sua cabeça em seu peito.
- Você é tão bobo, Justin... E isso é uma das coisas que eu mais gosto em você. Nunca mude.
- Hm, gosta de mim, hein? Cuidado para não se apaixonar... –provocou. –
- Eu jamais me apaixonaria por você.
- Por quê?
- Você não faz meu tipo.
- E desde quando você tem um tipo?
- Desde sempre, ué.
- Então me diga qual é seu tipo, meu anjo.
- Um cara legal, que não me irrite o tempo, que seja maduro e que ouça as coisas que eu falo. E falando nisso, é você que tem que ter cuidado para não se apaixonar por mim.
- Fala sério, você não gosta de nada disso. Você gosta de desafios. Você não tem um tipo, ninguém tem. Esse negócio não existe.
- Claro que existe.
- Nós não podemos mandar no coração. Simplesmente acontece. E na maioria das vezes nós percebemos tarde demais. Por isso não vou prometer que não irei me apaixonar por você, porque eu não sei se vou conseguir manter esta promessa. Contudo, vou prometer que tentarei ao máximo não deixar isso acontecer.
- Nós convivemos um com o outro há anos e nada nunca deu errado.
- Porém, desta vez é diferente. –Justin disse. –
(Sn) pensou um pouco. Lembrou-se dos beijos roubados, do carinho que eles estavam compartilhando há algum tempo, as frases melosas...
Franziu o cenho, pensativa, ainda com a cabeça no peitoral do garoto.
- É... –disse, olhando para o céu estrelado. - desta vez é diferente.
+++
Kelsey estava nervosa. Não sabia ao certo o porquê, mas estava. Talvez porque pudesse estar diante de um assassino... Esta era a razão mais provável.
Arrumou o cabelo para esconder a escuta na orelha. Passou a mão alisando o vestido e colocou um sorriso tímido no rosto. E então foi até Chaz Somers.
O garoto parecia tranquilo. Ele bebia algo ali no bar e estava sozinho. Seu olhar parecia distante. E Kelsey sabia que mesmo que o corpo de Chaz tivesse bem ali em sua frente, a mente do menino estava longe...
Ela se sentou ao seu lado. Pensou do que podia dizer... Merda, mataria Ryan por aquele plano e por coloca-la naquela situação. Contudo, logo respirou fundo e tentou ficar calma. Aquilo era seu trabalho. E faria tudo direito, sem reclamações.
- O que quer, docinho? -A voz do Barman quebrou a linha de pensamentos. –
- Eu quero uma Coca-Cola, por favor.
O Barman riu e então se virou para pegar a bebida da menina. Kelsey olhou para o que Chaz bebia e viu que era Bloody Mary. Clássico.
- Boa escolha.
O garoto pareceu voltar a terra, olhou para a garota ao seu lado, para ver se tinha sido ele com quem ela estava falando. Quando viu que sim, assentiu levemente com a cabeça.
- É uma ótima bebida. Nunca perde a graça.
Kelsey ficou encantada com sua voz. Era linda. Grossa, bem aquela voz de homem mesmo. O barman voltou com a Coca-Cola e a entregou para a garota.
Chaz sorriu, com uma sobrancelha arqueada.
- Já você optou pela boa e velha Coca-Cola...
- É uma ótima bebida. Nunca perde a graça. –Ela o imitou, sorrindo. –
Chaz deu uma risada e balançou negativamente a cabeça. Antes que ele pudesse dizer algo, Kelsey não pode deixar de comentar:
- Você sabia que a bebida Bloody Mary é em referência à rainha Maria I, da Inglaterra?
- Na verdade, não. Isso é bem interessante. Deveriam ensinar isso nas aulas de história.
- Eu também acho! Pelo menos quando os alunos ouvissem a palavra “bebida” logo acordariam e prestariam atenção.
Chaz deu outra risada, aquecendo Kelsey por dentro. Ela estava tão animada agora, que conversava com Chaz por conversar e não porque Ryan mandou.
- Eu nunca te vi por aqui, você é nova?
- Sim, me transferi para cá. Vim de Oklahoma.
- Maneiro. Já eu vim do Canadá...
- É um país lindo.
- É mesmo.
Eles ficaram em silêncio. Chaz a analisou. Ela era diferente das garotas que conhecia, mas diferente de um jeito bom. A garota não usava roupas curtas ou cabelo alisado. Não exagerava na maquiagem...
Chaz reparou que a garota possuía uma beleza natural que poucos tinham. E se sentiu sortudo por ela ter escolhido ele, com tantas opções, para conversar.
- Meu nome é Donna.
- Diferente. –ele opinou. – Gostei.
Ela sorriu e assentiu.
- O meu nome é Chaz. Na verdade, é meu apelido. Não gosto do meu nome.
- Eu também não gosto do meu, mas não tem nenhum apelido legal que amenize esse horror.
Os dois riram e começaram a conversar sobre diversos assuntos. Kelsey não tinha feito nenhuma pergunta para ele sobre Ashley nem nada. Diferente do vídeo que assistiu mais cedo, Chaz não parecia um cara mal, na verdade, ele era bem legal.  
Ele se aproximou e sussurrou em seu ouvido:
- Vem, vamos embora.
- Por quê?
- Porque daqui a cinco minutos o trote vai começar.
- E por que está me avisando?
- Porque eu sei que você faria o mesmo por mim.
Kelsey sorriu, tímida. Ele pegou a mão da garota e ela deixou. E então ele a tirou de lá. Ryan viu tudo de longe e assentiu, satisfeito.
+++
A música tinha parado de tocar. Justin estranhou aquilo. (Sn) também. Um garoto bem bonito estava no palco, tentando chamar a atenção de todos.
- Olá, eu gostaria de um minuto de atenção, preciso dar um recado...
Todos se juntaram ali, em volta do palco. Não sabiam o que estava acontecendo, mas devia ser importante. Não parariam uma festa por nada.
Justin puxou (Sn) para mais perto de si e encarou feio um garoto que esbarrou nela.
O garoto loiro, no palco, começou a falar.
- Todos dizem que a infância é a melhor fase das nossas vidas, mas eu discordo. Para mim, esta é a melhor fase da vida. É onde decidimos o que vamos ser, quem vamos ser... É o ponto de partida de tudo. É aqui que conheceremos o amor das nossas vidas. É aqui que faremos todas as boas memórias... É aqui que faremos história. Por isso, eu proponho um brinde. Um brinde a nós, guerreiros. E se preparem, porque isso aqui é apenas o começo.
Todos ali tinham alguma bebida na mão, por isso levantaram todos para o alto, como se estivessem brindando. Depois era só risada. (Sn) rolou os olhos discretamente. Não merecia aguentar um monte de adolescentes bêbados. Não ganhava para isso.
- Não podemos esquecer, é claro, que nada é fácil na vida. Nem aqui. Por isso, queria dizer que... Calouros, vocês são bem vindo, mas apenas se forem merecedores. Anuncio, aqui, o começo do trote!
Todos gritaram, animados. Os veteranos, pelo menos. Já os calouros se encolheram todos. Justin viu que homens todos de preto saíram do jardim, carregando armas. Não eram armas de fogo, pelo amor de Deus. Porém, sim, armas de tinta. Aquilo doía tanto quanto um tiro de verdade.
- Merda... –sussurrou (Sn). –
Justin viu que dois caras vinham na direção dos dois. Ele sabia que podia acabar com a raça dos dois, mesmo desarmado. Porém, sabia também que não podia fazer isso, porque não era um agente treinado e sim... um universitário normal.
Por isso, contra sua vontade, ficou apenas esperando.
(Sn), ao seu lado, se escondeu atrás de Justin. Não estava a fim de levar tiro de tinta. Porém, mesmo atrás dele, foi atingida. Justin mais ainda. Tiveram que se segurar para não meter a mão em todo mundo.
Ela sentiu dois braços fortes a pegarem. Conseguiu se conter, então não lutou. Porém, resistiu o máximo que pode. Viu os olhos de Justin em sua direção, que estavam alarmados.
Ele ia até ela, mas dois homens o prenderam. Antes que (Sn) falasse alguma coisa, viu que o homem que a capturou, colocou algo em seu nariz. Ela se debateu, tentando se soltar, mas era tarde demais. Já tinha apagado.

Justin estava com muita raiva. Aquilo era um trote, ele sabia. Porém, estava muito pesado. Não tinha nem graça. Ele viu que todos os veteranos estavam rindo e filmando a palhaçada toda. Como se os calouros fossem seus brinquedinhos. Era tão repugnante...
Assistiu (Sn) sendo presa por um homem mascarado. Seus instintos protetores falaram mais alto, quando estava indo em direção ao idiota, foi preso também por dois grandalhões.
A parte mais difícil daquilo tudo era não fazer nada. Se comportar como um garotinho assustado. O que, convenhamos, era a última coisa que ele estava naquele momento. Justin estava com raiva, queria quebrar a cara de todo mundo.
Viu (Sn) sendo apagado, o que o encheu de desespero. Observou que agora a maioria da atenção dos veteranos estava em um nerd ali do outro lado. Por isso, se soltou daqueles bárbaros. Deu um chute na barriga do primeiro e na mesma hora, enquanto pulava, um soco no de trás. Antes que algum dos dois levantasse, ele saiu correndo em direção a (Sn).
Ela estava tão perto. Porém, antes que a alcançasse os dois homens o tinham pegado.
+++
(Sn) acordou em um salão cheio de garotas e garotos assustados. Sua blusa estava toda suja de tinta e ela nem sabia mais se suas lentes estavam em seus olhos, mas aquilo não era importante.    
Notou que em cada porta havia um homem mascarado. Aquilo estava muito estranho. Que tipo trote era aquele, afinal? Se alguém cortasse seu cabelo, ela com certeza mataria todo mundo no local. Porém, algo dentro de si dizia que algo muito ruim viria a seguir.
Um homem com uma túnica preta e um sorriso maléfico entrou no local. Ele subiu em uma espécie de palco e encarou todos os calouros ali. (Sn) procurava Justin, Kelsey e Ryan, mas não viu nenhum dos três. Grunhiu mentalmente. Não acreditava que estava passando por tudo aquilo de novo. Tinha autorização de entrar em ação se o trote fosse alguma crueldade. Esperava pelo bem dos veteranos que não precisasse fazer isso, mas as palavras que o homem no microfone disse a seguir a deixou meio em dúvida disso. Ele não disse muita coisa, na verdade, quase nada. Contudo, a pequena frase que articulou assustou todos ali.
- Bem vindos ao inferno.  
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Olá, amores! Aqui está finalmente a parte três do capítulo seis (Ufa!!!). Gostaram? Odiaram? Deixem suas opiniões aqui ;) Sobre esse capítulo... Quem aí shippou a Lotte com o Ryan? Eu shippei <3 E o Chaz com a Kelsey? Todo mundo shippavel or not?
Fora o momento fofo do casal principal... "Desta vez é diferente." Sim, gente, dessa vez é diferente hahahaha
Desculpem pela demora, viu? É que ando recebendo poucos comentários e isso desanima pacas.
Por favor, falem o que acharam, é muito importante para mim.
E sobre esse trote, você acham que é um trote normal ou tem alguma coisa por trás disso? hehehe
Amo vocês
Xx

Ps: Quem aí gosta de 5SOS? Se você gosta, eu estou escrevendo uma fic deles que em breve será postada. Fiquem ligadas <3

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