sábado, 27 de setembro de 2014

The Mission Of My Life - Capítulo 6

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - The Mission Of My Life - Capítulo 7 - Party Hard - Part 1

Stanford University, Califórnia. – 6h30 a.m

(Sn) acordou com dor nas costas. Estava cansada. Exausta, na verdade. Ontem a noite tinha sido moleza comparada às coisas que eles faziam normalmente. Mas, mesmo assim, estava cansada. Dava para ouvir as pessoas lá de fora conversarem. Os veteranos tinham chegado.
Ótimo, pensou (Sn) grunhindo mentalmente, querendo morrer.
- Olha quem acordou! –Uma voz feminina gritou, toda agitada. – Finalmente! Achei que tinha morrido.  
Que merda é essa?, foi a primeira coisa que ela pensou, mas então se deu conta do que estava acontecendo. Virou-se devagar e deu de cara com Charlotte. Sua colega de quarto atual.
E ex da garota desaparecida, mais conhecida como Ashley Kingston.
(Sn) forçou um sorriso, tentando parecer simpática. Porém, por dentro analisava a garota dos pés a cabeça.
Charlotte usava uma roupa mais curta que o necessário. Porém, agente Parker entendia. Adolescentes têm a irritante maneira de sempre quererem se exibir. Ainda mais quando tem consciência de que são bonitos.
A garota a sua frente usava um top tomara-que-caia branco, com um grande decote. Um shorts de oncinha e uma sapatilha preta. O cabelo estava solto e ela usava uma maquiagem básica. Menos mal, pensou (Sn).
Levantou-se e se dirigiu ao banheiro. Fez sua higiene matinal, colocou uma roupa simples e voltou para o quarto. Sua companheira de quarto continuava lá, a encarando.
A agente apenas ignorou e foi até sua cama, pegando alguns livros.
- Você tem aula do que?
- Está brincando? –Ouviu a voz fina retrucar. – Ninguém estuda na primeira semana. Nós matámos aula.
Depois choram porque não conseguiram nenhum emprego, vai entender... (Sn) riu em pensamentos, enquanto assentia.
- Sério?
- Sim, é tipo um ritual, sabe? Se quiser, te levo para conhecer a faculdade e tal.
A mais velha pensou um pouco. Será que era uma boa? Charlotte era falante e visivelmente agitada. Não gostava muito de pessoas deste tipo, mas... a missão não dizia a respeito dela.
Charlotte Hayes era a melhor amiga de Ashley. Com certeza se alguém soubesse alguma coisa de seu paradeiro, esse alguém era ela.
- Eu iria adorar!
O que poderia fazer? Não é como se tivesse uma escolha.
- Ótimo, troque de roupa e então podemos ir...
- Eu já estou pronta. –Disse, não entendendo. –
Charlotte a olhou, incrédula. Como se dissesse que se ela saísse assim, fingiria que não a conheceria. (Sn) rolou os olhos, visivelmente irritada. Realmente, ela não merecia. Pegou uma roupa espelhada na da companheira de quarto e se vestiu.
- Muito melhor! –Comemorou Lotte. –
- Podemos ir agora? –Entediada, perguntou. –
Charlotte gargalhou, jogando seus belos cabelos loiros para trás.
- Podemos sim. Vamos... e a propósito, belo cabelo.
+++
Justin acordou com o despertador tocando. Bufou. Era inacreditável que teria que estudar, mesmo estando em uma missão. Ninguém merecia. Ele já tinha passado por tudo aquilo. E teria que passar novamente...
Fez sua higiene matinal, colocou qualquer roupa, as lentes de contato e resolveu perambular pelo campus. Sabia que ninguém realmente ia às aulas na primeira semana, que era apenas farra, então nem se daria ao trabalho.
Pegou o celular, mas não tinha nenhuma mensagem. Estranhou aquilo. Porém, deixou quieto.
De longe, viu agente Chadwick sentada em um banco lendo algum livro. Sabia que ela deveria estar fazendo algo relacionado à missão por trás de “um amor para recordar”. Ela, assim como ele, o viu. Porém ambos ignoraram a presença do outro. Afinal, no disfarce eles não se conheciam.
Já cansado, pensou em voltar para seu quarto e dormir mais um pouco, mas foi impedido por uma voz feminina.
Feminina e sexy.
- É calouro?
Justin se virou devagar, mandando seu melhor sorriso galanteador.
- Como sabe?
- Eu me lembraria de você, com toda certeza no mundo.
A garota a sua frente era... deslumbrante. Tinha os cabelos negros, que caiam em cascatas pelas suas costas. Seus olhos eram azuis como o céu e seu rosto não tinha sequer um defeito. Fora o corpo... Senhor, o que era aquilo?
- Sim, se eu não fosse com certeza já teríamos nos esbarrado antes.
Ela abriu um lindo sorriso.
- Sou Megan. E você é...
Justin tão embasbacado com a beleza da garota, já ia falar seu próprio nome. Porém, no último segundo se recompôs. Logo depois, se recriminou. Não podia se distrair com pequenas coisas. Ele era um profissional, não um amador.
- Patrick.
 - É um prazer, Patrick.
Ele sorriu galanteador, se aproximando. Pegou a mão delicada da moça e deu um leve beijo demorado.
- Acredite em mim, o prazer é todo meu.
+++
Kelsey enquanto fingia ler o livro, pensava no que eles fariam a seguir. E se não conseguissem nenhuma pista na fita que roubaram ontem? Ela não queria nem pensar...
Estariam perdidos. De volta à estaca zero se isso acontecesse.
Queria muito analisar logo a fita, mas não faria isso sem o restante do grupo. Teria que esperar até a noite, querendo ou não.
Ao longe, viu Justin conversando com uma morena. Rolou os olhos. Era bem típico de Bieber, mesmo. Nem se surpreendeu.
Kelsey gostava dele, não era nada pessoal, mas preferia uma equipe só de garotas, pois os hormônios não falavam tão alto quanto os dos homens...
Olhou para os lados para ver se alguém a observava. Porém, ninguém parecia interessado em uma nerd como ela, ainda mais naquela hora da manhã. Pegou uma pedrinha minúscula que estava ao seu lado e mirou bem na nuca de Justin. Atirou sem hesitar. Depois, abaixou a cabeça fingindo ler o livro. Ouviu um resmungo vindo dele. Tentou segurar um sorriso, mas escapou mesmo assim.
Seus olhos se encontraram. O do garoto dizia algo como “Você é louca?”.
E o dela respondia “Estou de olho em você”.
Justin, ao longe engoliu seco. Kelsey parecia não estar brincando.
E não estava mesmo. Definitivamente, não.
+++
Ryan observava de longe Andrew Watson. Um dos principais suspeitos. Pelos registros, Andrew tinha uma obsessão pela garota. Agente Butler não se surpreenderia se soubesse que ele era o culpado. Já tinha visto vários casos iguais...
Tão clichê quanto uma história de melhores amigos que se apaixonam.
Andrew conversava com duas garotas. As duas riam sem parar, parecendo mesmo estarem entretidas no papo. A mais alta usava uma roupa meio inapropriada, ainda mais para àquela hora da manhã. A segunda também, mas não era tão vulgar.
Na verdade, a segunda garota não parecia tão à vontade com a situação.
E então Ryan a reconheceu.
Agente Parker.
Realmente, ela não perdia tempo quando o assunto era missão. E se misturava bem, não pode deixar de notar.  
Sorriu, orgulhoso. Sabia que ela deviria estar querendo morrer naquele momento. Seu celular vibrou.
Abriu a mensagem que era de número anônimo.
Havia uma foto de duas pessoas bem perto, flertando.
A garota ria e tinha uma mão no peitoral do garoto. Já o segundo, sorria maliciosamente e beijava o pescoço dela.
Ryan ficou chocado e sentiu o sangue ferver.
Afinal, não era qualquer pessoa na foto.
E sim Justin Bieber. Destruindo a missão, como sempre.
Viu, horrorizado, que quem quer que tenha mandado, não foi só para ele. E sim para faculdade inteira.
E Megan volta para o ataque... Protejam seus homens!”
Ryan, bufando, esmagou a latinha de suco de uva já vazia em suas mãos. Jogou no chão, tremendo de raiva. Era incrível como seu parceiro e amigo sempre conseguia estragar tudo. De uma maneira ou de outra.
Justin entraria na linha. Querendo ou não.
+++
(Sn) estava querendo morrer. Aquele papinho a estava cansando. Porém, ela não poderia se dar ao luxo de sair. Afinal, dois suspeitos estavam em sua frente! Era uma coisa rara e ótima.
- Você está simplesmente um gato! Andou malhado, hein?
- Qual é, Lotte, sempre fui gostoso.
(Sn) revirou os olhos com o comentário idiota. Era realmente incrível como garotos bonitos são estupidamente idiotas. Sério mesmo isso produção?
Era por isso que estava solteira.
Quer dizer, entre aspas. Afinal, estava namorando um ser chamado Patrick Adams, mais conhecido como Justin Bieber, o insuportável.
Em falar nisto, onde será que ele estava?
O celular de Andrew apitou, logo em seguida o de Charlotte e por incrível que pareça, em seguida o seu.
(Sn), estranhando aquela total sincronia e coincidência, abriu a mensagem.
Seu queixo foi quase até o chão ao ver quem era a pessoa da foto. A menina não a interessava, mas já o garoto...
O coração da garota batia forte, seu sangue circulava rapidamente e seus olhos e a cabeça dilatavam. Ela não gritaria; não arrumaria barraco (por mais que sua vontade fosse essa); não tiraria satisfação...
Ela apenas faria uma coisa.
Mostraria para aquela biscate mal amada e para seu namorado canalha com quem eles estavam se metendo.
+++
- Podemos ir para o meu quarto... –Megan sussurrou em seu ouvido. –
Justin deu um sorriso malicioso, sem perceber. Aquela era uma ótima ideia... realmente, maravilhosa. E tentadora. Porém, algo passou em sua mente. Na verdade, era um alarme vermelho. Sua consciência gritava para que ele recuasse. Gritava dizendo que ele deveria se concentrar na missão, que envolvia várias pessoas...
Todavia, seu corpo gritava pelo da garota a sua frente.
O que ele poderia fazer? Era homem, porra! Não conseguia controlar os hormônios. Seu corpo pedia pelo dela. Afinal, Megan não era de se jogar fora. Nem um pouco.
Sabia que estava sendo antiprofissional... Porém, ele estava sendo um “adolescente” nesta missão estúpida. E, adolescentes só fazem merda, certo? Certo. Então, Justin não estava totalmente errado.
Ele teria dito sim se algo não o tivesse impedido. Na verdade, alguém.
- Amor, eu estava te procurando faz horas! Finalmente o achei.
Justin prendeu a respiração e se virou lentamente, só para confirmar que não estava sonhando. E não estava, mesmo –infelizmente.
Em sua frente estava uma (Sn) - ou melhor- “Brooke”, sorridente. Porém, Justin a conhecia tempo suficiente para saber que por dentro, sorrindo era a última coisa que ela estava fazendo. Sentiu os braços de sua amada namorada abraçar sua cintura, o trazendo possessivamente para perto de si.
- Oi. –ela abriu um grande sorriso. – Sou Brooke, namorada do Patrick. Você é...
Megan parecia em choque. Justin teria rido a situação não fosse tão séria e constrangedora. Fora que no fundo estava puto com (Sn), por ela ter atrapalhado –como sempre.
- M-megan.
- Oh, oi Megan. É um enorme prazer conhecê-la, não é querido? –perguntou, para Justin. –
O garoto estava querendo morrer. Sabia que depois dessa conversinha entre os três, (Sn) o levaria para um beco escuro e o assassinaria ali mesmo. Atrás dela, bem longe, viu um Ryan bem sério.
Sério demais.
Engoliu em seco, voltando à conversa.
- É, é sim.
- Pois é... –Ela começou a falar, mas parou. -.
(Sn) encarou torto Justin por alguns segundos e então se virou de frente para ele.
- Tem uma sujeirinha aqui, ô...
- Onde? –Justin, distraidamente passou a mão pela boca, onde ela tinha indicado. –
A menina deu um sorriso doce e o puxou pela gola da camisa até colar seu rosto junto com o dele.
- Deixa que eu limpo para você, amor.
E então o beijou. Porém, não foi qualquer beijo. Havia fúria, muita fúria. Era ardente, fazendo cada pequena célula do corpo de Justin vibrar, pedindo mais. Fora que mesmo naquela ocasião, conseguiu sentir um pouquinho de compaixão. Um pouquinho de amor e carinho.
Inconscientemente, esquecendo-se da situação que se encontrava, ele a puxou para mais perto de si. Uma de suas mãos se encontrava em sua pequena e fina cintura e a outra estava em seu cabelo. Ele aproveitava cada segundo do beijo. Já (Sn)... Ela estava muito mais que puta. Estava com tanta raiva, que queria quebrar tudo.
Quem aquele imbecil achava que era? Achava que só porque estavam namorando de mentira ele podia se pegar com a primeira puta que aparecesse em sua frente? Bem, se pensava, estava errado.
Redondamente errado.
Ela não era uma Megan da vida. Não era uma puta. Não...
Ela era (Sn) Parker. Uma mulher forte, orgulhosa e independente. Exigia respeito. Apenas isso.
Soltou-se de Justin, quando viu que o beijo da tinha que dar. Indiferente, jogou o cabelo para trás e encarou a vadia que estava em sua frente.
Justin estava tonto. O que tinha sido aquele beijo? Sua boca ardia, pedindo por mais. Ainda não sabia se aquilo tinha sido real ou um sonho...
Porém, de uma coisa ele tinha certeza. Se aquilo fosse um sonho, gostaria de nunca acordar. 
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 E aí está o tão esperado beijo! Finalmente, certo? E estamos de olho em você, Bieber! Espero que tenham gostado. Amo vocês! Quem tiver Whats, me chama lá: (13) 99612-5617 
E para quem não sabe, agora sou uma nova administradora desse blog --> aqui E estou postando lá uma nova fic minha. Se chama Our Melody. Caso tenha curiosidade, leia lá e me diga o que achou hahaha
Bjsss


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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

All I Want Is You - Capítulo 7


[Quer ler a fic em versão interativa? Clique aqui]

“Só lembre-se de que, às vezes, o que você pensa de uma pessoa, não é o que ela realmente é”.
- John Green.
           
Eu estava em dúvida se prendia o cabelo ou se eu o deixava solto. Optei pela segunda opção.
Fui até meu espelho e terminei minha maquiagem. Fiz uma coisa bem leve. Apenas passei delineador puxado levemente para cima, batom vermelho e um pouco de blush. Certo, talvez não tão leve assim... Eu usava um vestido preto, ele era regata e justo da cintura e um pouco rodado na cintura, usava um salto mediano e brincos prateados brilhantes. Meu cabelo estava repartido do lado, jogando minha franja toda para o lado. Eu estava bonita.
Olhei para Beatrice, que estava já pronta. Ela jogava algum joguinho no celular. Ri sozinha, aquela menina era viciada em jogos. Tris usava uma blusa branca folgada, também usava uma saia preta, mas era justa. Estava simples, mas bonita. Usava um óculos com armadura grossa preta, a deixando com um ar geek, no bom sentido. Peguei minha bolsa de mão, que pelo tamanho se parecia mais ou menos uma carteira, colocando apenas meu celular lá dentro.
- Vamos? -Perguntei. –
- Pai amado, é hoje que você mata todo mundo do coração. –Elogiou Tris, sorrindo. –
Gargalhei.
- Olha quem fala, não é. Sua nerd sexy.
- Isso soou muito lésbica para o meu gosto. –Disse risonha, enquanto se levantava. –
Revirei os olhos, me olhando no espelho novamente. É, dava para o gasto.
- Clarissa está pronta? Vamos nos atrasar. –Franzi o cenho, preocupada. –
- Você sabe como ela é. –Escondeu um sorriso. – Quer ficar bonita para impressionar Jace.
Essa era minha irmã...
Não podíamos esperar outra coisa, não é? Balancei a cabeça negativamente, enquanto ia a seu quarto.
- Vamos logo, já estamos atrasadas, Clary. –Comentei, brava. –
- Relaxa, já estou pronta.
Assim que apareceu em meu campo de visão eu e Tris a olhamos boquiabertas. Clary estava... maravilhosa. Usava o cabelo preso em uma trança de lado, meio desarrumada. O vestido era tomara-que-caia vermelho sangue, folgado, então ela usava um cinto fino preto na cintura. Usava uma jaqueta preta aberta com um colar prata. E nos pés calçava botas curtas de salto. Estava linda.
- Tudo isso é para o Jace, é? -Provoquei. –
- Cala a boca. –Escondeu um sorriso. – E você, por que está tão arrumada assim? -Atacou, enciumada. –
- Credo, Clarissa. –Briguei. – Como você é ciumenta. Sabemos que o Jace é todo seu, relaxa.
Minha irmã ficou vermelha como um tomate. Eu e Tris riamos sem parar. Depois de muitos xingamentos, zoações e etc., fomos para o carro. Clary dirigindo, eu no banco do passageiro e Tris atrás. Fomos em silêncio, até a casa de Jace. Apenas escutávamos as músicas que passava na rádio. Hoje graças a Deus não teve escola, como eu amava sábado. Eu não entendia o porquê das pessoas preferirem sexta, sendo que sexta tinha aula. Eu amava sábado, pois não tinha aula e era tão animado quanto sexta.
Depois de alguns minutos, chegamos. Jace morava em uma bela casa branca. Era gigante. Tinha dois andares e um jardim do tamanho da minha casa. Clary achou uma vaga ali perto e descemos, com os presentes. Cada uma tinha comprado um. Eu conhecia a Sra. Wayland, mas não tão bem assim, então comprei um perfume. Beatrice tinha comprado uma blusa básica, mas bela. E minha irmã... Bem, eu não sabia. Ela não nos disse, mas eu suspeitava que fosse uma joia, já que a sacola era de uma loja de joias.
Certo, essa última observação foi meio ridícula.
Toquei a campainha e logo a porta se abriu. Sra. Wayland estava linda como sempre. E sorria docemente para nós. Eu fui a primeira a parabenizá-la, dei parabéns e aquela coisa toda. Depois foi Tris e enfim Clary. Assim que as duas se abraçaram, choraram emocionadas. Foi uma cena bonita, mas não pude deixar de pensar que minha irmã era uma exagerada. Depois ela disse que o pessoal estava lá no fundo. Cumprimentamos todos os adultos presentes e então fomos até nossa “turma”.
Tinha alguns garotos da classe de Jace, que eu desconhecia. Algumas garotas, que se pareciam com ele, então constatei que eram suas primas. E para minha surpresa, Dylan estava lá. O olhei surpresa, mas ele estava conversando com uma das primas de Jace. Cerrei os olhos, brava.
Não, eu não sou do tipo namorada ciumenta, mas não gosto quando meu namorado está de gracinha com outra garota que não sou eu. Que palhaçada, porra. Fui primeiro falar com Jace, antes de acabar com aquilo.
Jace estava um gato. Usava calça jeans e uma blusa social aberta. Os cabelos loiros estavam para trás e ele conversava com algum amigo. Ria abertamente, mostrando seus dentes perfeitos.  Olhei para Clary e fiz uma joinha com o dedo, como se dissesse “escolheu bem”.
Ela quase me matou. Nenhuma surpresa.
- Depois eu que sou sexy. –Brinquei, rindo. –
- Pequena! –Ele se aproximou, me abraçando forte. –
- Oi, Jace. Está gatão, hein.
- Você também está linda.
Ouvimos alguém pigarrear, era Clary. Ela ficou vermelha, assim que se deu conta do que fez. Eu ri abertamente, saindo dali. Os dois se encararam, sem saber o que fazer. No final, trocaram um aperto de mãos. Por iniciativa da minha irmã, mas no final, ele a puxou para um abraço.
- Awn. –Ouvi Tris murmurar emocionada em meu lado. –
Sorri para aquela cena tão fofa. Mas meus olhos se desviaram para meu namorado. Dylan nem tinha se dado ao trabalho de me cumprimentar. Deixei um suspiro raivoso escapar. Tris seguiu meu olhar e me olhou com pena. Bem, pena e raiva.
- Quem é a vadia? -Rosnou. –
Tris tinha se tornado um pouco protetora desde que aconteceu a mudança repentina de Bieber. Nós duas ficamos protetora uma com a outra, para falar a verdade. Balancei a cabeça, indicando que eu não sabia. Minha melhor amiga jogou o cabelo para trás e em uma posição de pura confiança caminhou até os dois. Para evitar desastres, a segui.
- Oi, Dylan. Quanto tempo! Não cumprimenta mais os amigos? -Ela sorria. –
Digamos que não era um sorriso bom.
Dylan levantou em pulo. Sorriu para nós duas. Primeiro abraçou Tris, mas ele não foi correspondido. E então quando veio me abraçar, eu apenas recuei.
- Oi, meninas.
Nós duas apenas o encaramos. Furiosas. Bem, eu estava incomodada, mas não furiosa. Já Tris... Ela parecia que estava com raiva por mim e por ela.
- Oi, Huston. Não vai nos apresentar sua amiga?
- Ah, claro. –Ele pareceu constrangido. – Essa é...
A menina o interrompeu, sorrindo amigavelmente.
- Sou Geórgia, prima de Jace.
- Hm, sei. Eu sou Beatrice. E essa aqui é a (Sn), namorada de Dylan. –Sorriu, maldosa. –
- Namorada? - Perguntou surpresa. – Você não me disse que tinha namo...
Dylan a interrompeu, parecendo estar desesperado para sair do assunto. Deixando-me mais nervosa ainda.
- Que sede. –Sorriu, nervoso. – Alguém quer comer alguma coisa?
- Não seria beber? - O corrigi, séria. –
- Foi isso o que eu disse.
- Não. –Tris se intrometeu. – Não foi.
- Ah, não? Bem, me confundi. Estou indo beber, então...
E ele saiu de lá praticamente correndo. Idiota. A menina nos olhava com vergonha.
- Me desculpem, eu não sabia mesmo...
Dispensei suas desculpas com minha mão.
- Está tudo bem, não foi sua culpa.
Dylan estava muito estranho e aquilo estava começando a me incomodar.  Algo me dizia que eu já sabia o que estava acontecendo, mas eu estava ignorando aquilo. Devia ser paranoia.
Ela sorriu, se desculpando novamente e voltou a conversar com suas primas, irmãs, sei lá.
Eu e Tris nos entreolhamos e fomos até um sofá que estava vazio, sentando ali mesmo. Assim que nos acomodamos, chegou mais gente. Eu e Tris ficamos tensas.
Justin Bieber e Ângela Thompson tinham chegado à festa. Bieber estava lindo, como sempre. Ele parecia confiante, como se nada pudesse abalá-lo. Instantaneamente, senti falta daquele garoto que era tímido e envergonhado. Engoli a merda do choro.
Eu estava cansada de chorar. Eu estava cansada de sofrer.
Ângela parecia que tinha saído de uma boate só de prostitutas. E provavelmente era isso que tinha acontecido... Parei. Ela usava um mini vestido vermelho sangue com salto agulha preto. Maquiagem absurdamente forte e chamativa. Os cabelos loiros lisos até a cintura e para completar, usava argolas gigantes nas orelhas.
Ela parecia entediada de estar ali e não escondia isso. Enquanto Justin conversava com Jace, ela revirava os olhos, impacientemente.
Desviei os olhos. Ninguém merecia aquilo. Tris apertou minha mão, como se dissesse que tudo ficaria bem. Só que nós duas sabíamos que aquilo não era verdade, tanto que sua mão tremia. Jace voltou a conversar com seus amigos e Clary veio sentar com a gente. Vi que Justin cumprimentava cada pessoa. Com abraços e beijos. Ângela também, mas tudo nela parecia falso, principalmente à cara. Revirei os olhos, enjoada. Dylan já estava de volta, com um copo cheio de alguma coisa. Ele esbarrou em Justin. Quando eu pensei que os dois se cumprimentariam felizes, Justin apenas o fuzilou com os olhos. E se ele pudesse matar com um olhar, Dylan estaria morto nesse exato momento. Estranhei aquilo, afinal, eles sempre foram amigos. Justin deu um passo para frente, como se fosse bater em Dylan. Porém, pela primeira vez na vida, Ângela fez algo que prestasse. Ela se colocou entre os dois e disse algo ao Bieber, que não o acalmou, mas desistiu de bater em Dylan. Zangado, Bieber continuou a cumprimentar as pessoas. Meu namorado apenas recuou, assustado e um pouco... desesperado.
Não estava entendendo nada.
Ignorei e continuei a conversar com as meninas. Clary estava contando alguma fofoca, mas eu apenas fingia prestar atenção. Justin cada vez se aproximava mais com aquela vaca, ao seu lado. Belisquei minha irmã discretamente, avisando que os dois estavam próximos. Nós nos entreolhamos, sem saber o que fazer. Mas não tínhamos tempo para pensar, Justin já estava em nossa frente.
Ele não nos abraçou, não nos beijou nem nada do tipo. E se fizesse isso, acho que vomitaria com o tamanho da falsidade. Apenas balançou a cabeça, como se isso fosse um cumprimento.
- Oi. –Disse. –
- Oi. –Clary, respondeu, quando nem eu nem Tris falamos nada. –
Ele continuava ali, parado. Olhando-nos. Olhando especificamente para mim. Tris ao meu lado estava inquieta. Eu também não estava lá muito confortável, ainda mais com a víbora de sua namorada me olhando com desprezo. Só Deus sabe como eu me segurei para não descer a porrada em sua cara.
- Você está bem?
Eu podia esperar tudo dele, menos essa pergunta. O olhei surpresa.
- Por que eu não estaria? -Perguntei, surpresa e confusa. –
E então foi ele que nos olhou confuso. Franziu a testa, não entendendo. Eu estava boiando legal. As meninas também pareciam confusas.
Assim que ele ia abrir a boca, Dylan apareceu do nada, atrás de mim.
- Oi amor, peguei água para você. Desculpa a demora. –Falou rapidamente, parecendo nervoso. –
- Eu não te pedi...
- Pediu sim, amor. –Ele me interrompeu. -
Justin olhou para Dylan e depois para mim por alguns minutos, até que deu um passo para trás, parecendo entender tudo. Algo estava muito errado.
- Você não... –Justin começou, mas Dylan o interrompeu. –
- Cara, o que ainda está fazendo aqui? Se manda.
Bieber pareceu que ia esganá-lo, mas Clary interrompeu a discussão toda.
- Que merda está acontecendo, posso saber? -Questionou irritada. –
- Pergunta para o Dylan. –Sorriu frio. – Eu estou indo.
E então sem olhar para ninguém, saiu de lá puto da vida puxando Ângela consigo. Olhei confusa para meu namorado.
- O que foi essa cena toda?
- Nada... Nós apenas tivemos um desentendimento.
Agora percebi que Dylan estava com a boca um pouco inchada e roxa, como se ele tivesse apanhado. Levantei-me rapidamente, me esquecendo de que estava brava com ele.
- O que aconteceu...
- Nada, nada. –Sorriu, pegando minha mão. – Eu mesmo me machuquei.
Aquela era a pior desculpa, depois da “Não é você, sou eu.”. Olhei para ele deixando claro que não acreditava em nada daquilo, mas que deixaria passar. Odiava quando eu era pressionada, então não fazia isso com ninguém. Quando ele estivesse preparado, ele que contasse a verdade sem problemas.
Ele me abraçou forte e me deu um longo beijo na testa.
- Me desculpa.
O abracei mais forte.
- Você não fez nada de errado.
Viu? Eu era uma boa namorada. Fiz carinho em seu rosto. Ele colou nossas testas e ficamos nos encarando.
- Me desculpa também. –Pedi. -
- Por...
- Eu não estou sendo uma namorada tão boa. A gente mal se falou. Desculpa-me, tá? Eu só estou chateada com esse negócio do...
Ele me interrompeu.
- Está tudo bem, eu entendo. De verdade.
Sorri carinhosa. Dylan podia pisar na bola às vezes, mas eu gostava dele. De verdade. Ele se aproximou grudando nossos lábios. Fazia tempo que nós não nos beijávamos assim. Fazia tempo que a gente não se beijava, na verdade. Aprofundei o beijo, mas paramos assustados assim que ouvimos um barulho alto. Justin nos olhava com raiva, com uma taça quebrada na mão.
Antes que eu falasse alguma coisa, antes que minha irmã falasse algo - por que convenhamos, ela não ficaria de boca fechada- Ângela deu um berro que acho que deu para ouvir lá de marte.
Eu me assustei, pois por alguns minutos tinha me esquecido que ela estava na lá na festa. Acho que todos se assustaram. Justin a olhou, com os olhos arregalados.
- O que foi? - Ele perguntou. –
Ela o olhou furiosa. Tão furiosa quanto aquele dia anos atrás quando Clary desceu o cacete nela. E eu também.
- Você derrubou bebida em mim, seu idiota! –Gritou, esganiçada. –
- Desculpa. – Ele se desculpou. Parecendo realmente arrependido. –
Ele estava branco e sua raiva tinha desaparecido, dando lugar ao arrependimento. Patético.
- Você sabe quanto custou esse vestido? Sabe, Justin Bieber? -Rosnou. –
Olha, não me entenda mal, eu tentei, juro que tentei ficar calada. Ficar na minha. Só que não deu.
Quem ela achava que era para falar assim com ele? Ângela era uma imbecil e mesmo que eu estivesse com raiva de Bieber, não o deixaria ser tratado com um escravo. Não deixaria humilhar ele de novo.
Soltei-me de Dylan, que me olhou apreensivo, já adivinhando o que eu ia fazer.
- Aposto que você comprou o brechó, então nem venha fazer escândalo, minha filha.
Não sei quem ficou mais surpreso com a minha explosão de raiva, Justin ou Ângela. Só quem eu estava nem ai, não deixaria aquele resto de aborto tratar Justin como se ele fosse um nada.
Não mesmo.
- Não se mete, garota. –Ela bufou. – O assunto não é com você.
- É comigo sim. Quando você se mete com meus amigos, você se mete comigo. É assim que funciona. Não te culpo por não saber, afinal, você não deve ter nenhum amigo de verdade.
Ângela grunhiu e deu um passo em minha direção. Sorri com isso. Ela ainda achava que podia me enfrentar. Coitada.
Dylan me puxou para trás assim que ela se aproximou mais. Olhei feio para ele e me soltei. Sei que suas intenções eram boas, mas nunca se pode recuar em uma briga. Certo, eu sou muito má influência.
- Cala a boca, você não tem moral nenhuma para falar de mim. Afinal, não foi seu melhor amigo que me escolheu ao em vez de você? Quem é você para falar de amizade verdadeira?
Aquela tinha doído. Realmente, Ângela não perdoava uma. Ela pegava na ferida mesmo. Agora que eu não ia recuar mesmo.
- Não importa. –minha voz estava um pouco trêmula. – Eu o considero meu amigo, então vou defendê-lo até o fim. Amizade verdadeira é isso, Ângela, mesmo depois de várias brigas, ficamos ao lado dele.  Mesmo que ele esteja errado. –Olhei sugestivamente para Bieber, que me olhava boquiaberto. –
Ela ia retrucar, mas eu a interrompi.
- Todos cometem erros. –Suspirei. – No final das contas, todos nós vamos magoar uns aos outros. Talvez por acidente ou não, mas é assim que a vida segue. Amizade é conhecer os defeitos da pessoa, mas mesmo assim amá-la. Amizade é reconhecer que a pessoa pisou na bola, mas que mesmo assim continuamos ao lado dela. Amizade é ficarmos ao lado da pessoa que consideramos amiga nos momentos bons e principalmente nos ruins. Amizade é uma coisa complicada, mas que vale a pena cada segundo.
Todos ficaram em silêncio.
- Ele é um garoto maravilhoso e você tem muita sorte de tê-lo. –Continuei. – Eu sei que você só está com ele para me machucar, mas se conhecesse ele de verdade, se deixasse essa vingança de lado, você com certeza veria que é uma garota sortuda. Olha só para ele. –Apontei para Bieber. – Ele é totalmente apaixonado por você. Sempre foi e provavelmente, sempre vai ser.
Doía falar tudo isso, mas eu precisava. Eu precisava desabafar. Precisava fazê-la ouvir. Precisava fazê-la enxergar.
- E me irritada profundamente você jogar no lixo esses sentimentos maravilhosos como se fosse nada. Daqui a alguns anos você perceberá o erro que cometeu. Por que vamos falar sério, Justin pode ser um pé no saco, às vezes, mas ele é um cara maravilhoso. Por dentro e por fora. E isso me chateia, sabe? Me chateia de verdade que você não possa enxergar isso. Eu não gosto de você. Nem um pouco. Só que ele sim. E respeito essa escolha. Não podemos mandar no coração. Ele não me escolheu, mas escolheu você.
Dei um passo para trás.
- Como eu disse antes, amizade é uma coisa maravilhosa e eu sei que a minha e a dele foi verdadeira. –Dei um sorriso fraco, segurando as lágrimas. - Mas infelizmente, tudo acaba. Entretanto, não é porque nossa história tenha tido um fim que não tenha sido verdadeira. Ela foi, pode apostar. E eu vou guardá-la para sempre. É uma pena que ela tenha acabado assim... Porém, de uma coisa eu sei: eu não me arrependo de nada.
Fui até a cadeira que eu estava sentada, peguei minha bolsa e joguei meu cabelo para frente, tentando tampar minha cara. Ou melhor, minhas lágrimas que estavam prestes a cair.
- Diga a sua mãe que sinto muito por não ficar até o parabéns. –Falei a Jace. –
Depois disso saiu de lá sem dizer nenhuma palavra a ninguém. Passei pela porta correndo e caminhei apressadamente. Minha casa não era longe, por isso eu não me incomodava de ir a pé. Era noite e isso podia ser perigoso, é verdade. Só que eu tinha outra saída? Não.
Paciência. Eu teria que correr o risco. Às lágrimas já caiam, por mais que eu tentasse segurá-las. Eu sabia que Ângela continuaria a tratá-lo mal, mesmo depois do meu lindo discurso. A verdade é que pessoas como ela não mudam. O que é uma pena.
Ouvi passos apressadamente atrás de mim, mas não me assustei. Eu sabia quem era pelo perfume. Fechei meus olhos com força. Não, isso era realmente sério?
- Espera...
Olhei para ele, nem me dando ao trabalho de secar as lágrimas, ele sabia que eu estava chorando, então para que esconder?
Justin parecia arrasado, assim como eu.
- Eu...
- Você? - Incentivei. –
- Eu não quero que acabe.
Sua voz estava ligeiramente trêmula e falha. Assim como a minha.
Eu também não queria que tivesse acabado, mas não temos tudo o que queremos. Nossa história já tinha dado o que tinha que dar. Eu sentiria falta dele por um tempo, mas eu superaria. Era sempre assim, não é? Se todo mundo segue em frente, por que eu não? Ele fez as escolhas dele, assim como eu fiz as minhas. Podíamos nos tornar amigos de novo depois de um tempo, mas por enquanto, era melhor ficarmos afastados.
Deixei mais lágrimas escaparem de meus olhos.
- Tarde de mais. –Suspirei. – Já acabou.
Virei-me novamente e continuei andando. Não olhei para trás, mas sabia que ele continuava me olhando. Não me seguia mais, mas continuava a me observar de longe.
Hoje era uma das piores noites da minha vida, pois hoje era o dia em que eu tinha desistido definitivamente de Justin Bieber.
Agora, podia até parecer o fim do mundo. Porém, eu tinha certeza que eu seguiria em frente, algum dia.

Pelo menos, eu esperava que sim.

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Pois é, chega de capítulos triste e depressivos! Agora vamos mostrar para o Justin quem é que manda na relação sasoajisahusg Comentem, baby's <3 Amo todas vocês! Quem aí tem whats? Se alguém tiver, manda por aqui para eu adicionar vocês! Ps: dia 26 de setembro é meu niver, quero textinho, hein u.u hahaha 
Resposta dos comentários: aqui
Bjs

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

The Mission Of My Life - Capítulo 5


Stanford University, Califórnia. – 16h48 p.m

(Sn) segurava seu papel com um pouco de força a mais que o necessário. Suspirou fundo. Quando ela tinha que se infiltrar no meio de vários terroristas, assassinos, sequestradores, pessoas com crenças absurdas, ela não tinha medo. Nem ficava receosa. Só que agora estava sendo um pouco... diferente. Para ela, adolescentes eram pior que tudo no mundo. Eram muito imprevisíveis. Além, de claro, loucos. Irresponsáveis também podiam entrar na lista. 
Ela era muito madura para sua idade, mesmo não aparentando ser.
Já irritada, andou mais de pressa, levanto suas grandes e pesadas malas consigo. Estava meio complicado carregar as três, mas a mala de mão. Mas ela até que devido à situação estava se saindo bem.
Quarto 206. Olhou em volta de onde estava e não via nada. Apenas uma cantina ali perto e várias pessoas passando rindo e conversando sobre suas férias. Sem outra escolha, parou uma pessoa.
- Oi. –cumprimentou, sorrindo. – Sou Brook Sanders, sou nova aqui e gostaria de saber onde fica o dormitório feminino.
O menino olhou para ela, abrindo um sorriso largo. (Sn) logo instantaneamente observou como ele era lindo. Fora o sorriso perfeito, tinha um cabelo que dava vontade de tocar, os olhos claros e belos e uma covinha perfeita.
- Oi, caloura. –Ele sorriu de volta. – Está meio perdida, hein? Não se preocupe, isso é normal. Em todo caso, você não está muito longe, apenas siga reto toda vida e chegará lá. Não tem erro.
- Obrigada. –Ela agradeceu, voltando a andar. –
Porém parou assim que ouviu um grito, a chamando. Virou-se, lentamente, dando de cara com o mesmo garoto.
- Como sou mal educado, não quer ajuda?
- Não, não precisa mesmo. Mas obrigada, de qualquer maneira.
- Eu insisto.
- Não precisa mesmo, de verdade. –Forçou um sorriso. – Mas agradeço a ajuda.
E então se virou e continuou a andar, dessa vez sem interrupções. Mas, a longe o escutou gritar “Nos vemos por aí, caloura.”.
Depois de minutos de caminhada, ela chegou lá. Era um belo dormitório. O prédio era bege com muitas janelas grandes, dando um charme a mais. Ela sorriu, apreciando a beleza da arquitetura do prédio. Entrou nele e ficou mais encantada ainda. O saguão era uma beleza. O chão todo branco cristalizado, a parede branca com vários quadros belos pendurados, sofás de couros pretos espalhados e um balcão preto, ali no meio. Várias meninas passavam por ali. A maioria, com malas.
(Sn) foi em direção ao elevador, apertando o botão forte, queria se livrar daquelas malas o mais rápido possível. Tinha vários elevadores, o que era bom, assim transportava mais pessoas rapidamente.
Entrou no elevador, um pouco atrapalhada, mas se ajeitou. Logo chegou ao segundo andar. A menina saiu bem mais aliviada. Caminhou pelo longo corredor, procurando seu quarto.
201, 202, 203, 204, 205... Isso, 206!
Pegou sua chave prata nova e abriu, cuidadosamente. O quarto era grande. Não muitogrande, mas era razoável. Pelo que ela pesquisou, os universitários mal ficam em seus quartos.
Tinha duas camas, uma de cada lado encostada à parede. Entre elas, fora o espaço, tinha um pequeno móvel, com um abajur.
Do outro lado, havia um grande armário com espelho de correr. Tinha duas partes. Uma para cada uma, provavelmente. Acima das camas tinha uma grande janela. Dava para ver o campus inteiro de lá. Era uma vista e tanto. E tinha um pequeno banheiro. Era minúsculo, mas pelo menos tinha.
Foi para a cama oposta ao banheiro, jogando suas malas lá em cima. Aquela missão mal tinha começado e já estava a cansando.
O quarto não era novo, parecia que quem quer que fosse a outra dona, tinha vivido ali por vários anos.
Parker observou o quarto mais detalhadamente. Tinha vários cd’s espalhados na cama do lado do banheiro. Era tudo pop. A maioria, pelo menos. No lixo, havia vários rótulos de bebidas. Sua colega de quarto bebia, que maravilha... Tomara que não seja nenhuma alcoólatra, pensou.
Andou pelo quarto, xeretando ainda mais as coisas. Na parede perto do armário tinha um grande mural, com muitas fotos. Tinha uma garota loira de olhos verdes, bem bonita. Ela usava o uniforme das líderes de torcida e abraçava uma garota bem parecida. (Sn) reconhece a segunda garota logo de cara.
Ashley Kingston.

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Justin estava em um dos últimos andares. Era bem alto. E ele odiava altura. Vigésimo andar. Muito alto, para seu gosto. Abriu a porta de seu quarto, já irritado. Fala sério, aquela pequena mudança estava consumindo mais tempo de seu dia do que o esperado.
Assim que abriu a porta, deu de cara com um sujeito meio... Familiar.
Assim que Justin percebeu que esse era um dos suspeitos principais, Christian Beadles, o melhor amigo de Ashley.
O alarme vermelho já soava em seu cérebro, o alertando. Mas, por fora estava impassível. Afinal, um agente nunca demostrava emoções e ele agora não era um agente, era um garoto comum. Era –contra sua vontade- Patrick Adams.
- Oi, cara. –O garoto saudou. –
Justin largou sua mochila na única cama vaga e retribuiu o cumprimento.
- E aí, dude.
- Sou Christian, você é...
Justin observou o garoto atentamente, ainda inexpressivo. Ele vestia roupas largas e usava um boné virado para trás, exibia um sorriso largo, mostrando suas fileiras perfeitas de dente brancas. Tinha olhos claros, como tinha visto na foto. Não parecia mal, na verdade, parecia inofensivo. Entretanto, como um profissional, sabia que os bonzinhos eram os piores. 
- Sou Patrick Adams.
- Calouro, não é?
- Sim. –Sorriu. – Você não é?
- Não, estudo aqui faz um tempo.
- Pensei que só calouros vinham nos primeiros dias.
- E eles vêm, mas quis vir o mais rápido possível. Não aguentava mais ficar em casa.
- Entendi.
- E você, qual é a sua história?
- Nada demais, vim de Nova York com minha namorada, queríamos sair de lá e conseguimos vagas aqui, então porque não?
- Maneiro, vocês vão gostar daqui. Califórnia é um paraíso.
Justin sorriu, forçado. E então Chris se deitou na cama e ficou mexendo no celular, enquanto Bieber ficou arrumando seu armário, e quando estava arrumando, não pode deixar de pensar para si mesmo “aparentemente, nem tanto.”.
+++
Ryan por mais que fosse confiante, estava no fundo meio inseguro. Adolescentes às vezes podiam ser pior que bandidos de verdade. Ele usava uma blusa social toda fechada, exceto pelos dois últimos botões e uma calça jeans. A lente dourada o incomodava um pouco, por não estar acostumado. Andou apressadamente até seu dormitório. Sa(Sn) o caminho de olhos fechados. Afinal, estudou a planta da universidade por toda a noite e durante o vôo também. Ele estava preparado.
Seu quarto era no último andar. Pegou o elevador, levando sua mala junto consigo. Seguiu pelo enorme corredor até achar a porta de seu quarto, quando abriu, não pode deixar de abrir uma careta. Era todo preto, com pôsteres de bandas de Rock e com várias garrafas de bebidas já vazias espalhadas pelo quarto.
Ryan foi até o armário e estava tudo vazio, indicando que seu colega de quarto ainda não tinha chego. Os calouros chegam alguns dias antes para palestra de iniciantes e para arrumarem suas coisas.
Ryan pegou seu celular e digitou “Encontrem-me às 22h atrás da biblioteca.” 
+++

Kelsey viu que o quarto estava um brinco e o melhor: vazio. Aquilo era perfeito. Parecia que o quarto nunca tinha sido habita por bastante tempo. Talvez ela nem tivesse uma colega de quarto, o que era bom. Levantou o colchão escondendo em baixo sua maleta de armas. Pregou uma mini câmera na parede em um ângulo que dava para ver todo o quarto. Colocou um gravador também, mesmo que não fosse certo que tivesse uma colega de quarto, era melhor prevenir. No armário tinha um cofre, foi lá que colocou todas as outras armas e os equipamentos. Passou as mãos pelo cabelo agora já curto e sentiu falta dele comprido. Só que não podia negar... cabelo curto era prático e fácil de cuidar.
Depois de arrumar tudo, viu que tudo estava escondido e que ninguém iria reparar. Ótimo. Parabenizou a si mesma e viu que seu celular tinha uma nova mensagem, de um numero desconhecido.
Encontrem-me às 22h atrás da biblioteca.”
Ela não precisava de identificador para saber quem era. Sabia que era Ryan. Sorriu, já separando seu uniforme preto.
+++

Justin dava uma volta, estudando as áreas e os universitários. Tinham poucas pessoas, afinal, a maioria viria daqui a dois dias. Ou amanhã.
Passou na lanchonete e comprou um suco. Estava calor e ele queria tirar aquela jaqueta, mas não podia, afinal, fazia parte de seu estilo. Maldito estilo badboy! Quer dizer, sabia que estava gostoso demais e tal, mas estava tão calor...
Viu um grupo de garotas rindo alto e conversando e quando passou por Justin, uma delas piscou para ele. Não pode deixar de sorrir. Se ele fosse Justin com certeza iria atrás da ruiva, mas agora ele era Patrick, um garoto que tinha namorada.
Era um garoto comportado.
Não pode deixar de gargalhar com esse pensamento. Oh, Deus...
- Oi, amor. –Uma voz tão delicada, tão meiga e tão... falsa soou a seu lado. –
Virou-se e deu de cara com uma (Sn) emburrada. Não pode deixar de sorrir com a cena. A puxou pela cintura, dando um selinho longo na garota. Iria aprofundar o beijo, mas ela o empurrou, impedindo.
- Não força a barra. –falou. –
Ele abriu um grande sorriso. – Está com medo de amar, é?
E como resposta recebeu o dedo do meio, o fazendo gargalhar. Aquela mulher... Ela ainda o enlouqueceria.
- Gostando daqui?
- É gigante. –Ela respondeu. – Vamos ter um trabalhão.
- Eu sei, amor, eu sei. –Justin a abraçou carinhosamente. –
Por mais que aquela cena não fosse comum entre eles, era muito boa. Não podiam negar. Justin compreendia que a menina estava cansada. Ela tinha tido uma missão cansativa, cheia de mortes. Cheia de sangue. Mais que o normal. Justin não sabia por que não tinha sido recrutado, quer dizer... ele era sempre recrutado. Então por que daquela vez não? Ele tinha ficado totalmente preocupado por ela ter ido para uma missão suicida. Por que era mesmo o que aquela missão tinha sido. De vinte agentes, voltou apenas cinco. E para alegria e alívio de Justin, ela tinha sido uma dos poucos sobreviventes. Por mais que (Sn) fosse irritante, amava brigar com ela. Seria triste não ter mais ninguém para brigar...
- Que cheiro gostoso. –Comentou, ainda abraçada a ele. –
- Eu sei. –Se gabou. – é meu cheiro natural...
Ela o empurrou, sorrindo.
- Estou falando de outra coisa, idiota. –Riu. – Está com cheiro de comida.
- Ah... É isso também, mas sou mais eu.
Ela deu uma cotovelada amigável nele, o fazendo a puxar para outro abraço.
- Sabe, você tem um abraço gostoso. –Admitiu, a apertando contra si. –
- Eu sei. –Ela gargalhou. – Mas não vai se acostumando, ok? Não sou desse tipo.
- Que tipo?
- Do tipo cheia de abraços e beijinhos. Se me pegar de mau humor sou capaz de meter um soco nessa sua cara.
- Tão delicada que me emociona.
Ela olhou para os lados, vendo que não tinha ninguém por perto, sussurrou em seu ouvido.
- Sabe, é uma droga que vamos ter que namorar...
- Eu sei que você está amando me ter só para você. É o seu sonho de consumo, pode dizer.
- Claro... –Ela ironizou. –
- Vamos dar uma volta? –Perguntou, a cortando. -
- Para onde?
- Estamos na Califórnia, amor. Podemos ir para onde quisermos.
- Que ataque de liberdade é esse? -Perguntou, sorrindo para o garoto. –
- Brook... Somos agora adolescentes e o que adolescentes fazem? Isso mesmo, merda. Muita merda. Só merda, na verdade. Então se vamos ser um deles, temos que realmente entrar no papel.
- Aonde quer chegar?
- Não quer ir dar uma volta?
- Você está me zoando? Estamos em uma missão! –Exclamou, irritada. -  O que tem na cabeça?
- Está me dando um fora? -Perguntou, ofendido. –
- Eu ficaria agradecido se fosse você, muito melhor um fora do que um soco nessa sua cara de sonso! Foco!
- Foi mal, também não te convido mais.
- Não dá mesmo para falar sério com você. –Resmungou, saindo de lá.
- Espera aí, meu amor. –Ele disse, sorrindo por dentro. – Desculpa. Fui um idiota, me perdoa?
(Sn) quis gritar com ele e o mandar para casa do caralho, mas se controlou. Olhou em volta e algumas pessoas o olhavam. Engoliu a raiva e deu um sorriso bobo e totalmente falso em direção a Justin. E o abraçou, beijando o pescoço do garoto.
- Você tem sorte de estarmos em público. –Sussurrou no ouvido dele. –
- Não estraga o clima. –Retrucou, enquanto fazia carinho do pescoço dela. –
- Idiota. –Murmurou. –
- Não ganho um beijo de reconciliação?
Ela deu um beijo em sua bochecha, mas ao mesmo tempo o beliscou discretamente. Ele abafou o grito de dor, fazendo parecer um gemido. Uma garota que passava por eles, os olhou de olhos arregalados e correu para longe. (Sn) estava corada.
- Que vergonha... –Escondeu seu rosto com as mãos. –
- É isso que dá ser grosseira. Bem feito. –Gargalhei. –
- Nos vemos a noite, amor. –Disse se afastando. -
- Ok, na minha cama ou na sua?
Ela parou de andar e virou-se para ele o fuzilando com os olhos. Como Justin era tão imbecil? Ela não tinha essa resposta e nunca teria. Parecia que ele ficava pior a cada dia. Olhou para os lados e quando viu que ninguém mais prestava atenção neles, falou.
- Vai se foder!
Ele sorriu malicioso. – Só se você for comigo.
Ela revirou os olhos. Era tão típico dele essa frase que preferiu nem retrucá-lo. Apenas deu as costas para ele e continuou seu caminho.
Justin ficou a vendo sumir de seu campo de visão, sorrindo para o nada. Tinha coisa melhor do que vê-la irritada? Não, não tinha.
Resolveu dar mais uma volta. Ficou vendo e decorando todas as portas de saídas, tanto como de emergências quanto as normais. E tentou guardar todos os lugares que seriam um bom esconderijo.
Depois disso, voltou para seu quarto. Ou melhor, para seu novo lar.
+++
(Sn) colocava sua arma em seu coldre, amarrou em sua coxa e então se levantou, pegando sua jaqueta preta. Foi até o espelho, prendendo seu cabelo firmemente em um coque. Checou-se no espelho e ficou satisfeita. Usava uma calça preta bem colada, mas elástica, por isso dava para se movimentar a vontade. Usava também, por dentro da jaqueta, uma blusa regata preta. Botas de salto longas nos pés, obviamente. 
Pegou seu notebook e viu que todos os corredores estavam vazios. Sim, ela tinha pegado o acesso da rede de câmeras. O fechou rapidamente, colocando no cofre e saiu disparada. O elevador podia parar em algum andar, por isso foi de escada. Assim que desceu, viu que o saguão estava aceso, mas estava vazio. A recepcionista não estava mais lá, todo o balcão estava apagado. (Sn) saiu pela porta da frente mesmo, mas cortou o caminho pelo jardim e não pela trilha, que levava ao refeitório. Ela ia por trás das árvores, para ninguém notar sua presença. Ouviu um barulho que parecia um galho se quebrando, parou subitamente. Sentiu-se observada. Fechou os olhos e apurou os ouvidos. Vinha por trás dela, quem que seja. Pegou a arma na velocidade da luz e mirou para trás dela. Era uma pessoa de preto, assim como ela. A pessoa levantou as mãos para cima como se estivesse se rendendo. Ela reconheceu a pessoa. Justin. Reconheceria aqueles olhos cor de mel em qualquer lugar.
- Nunca se aproxime assim de uma agente treinada se não quiser morrer, Bieber.  –Trincou os dentes. –
Ele revirou os olhos teatralmente. – Quem você pensou que fosse, bobinha? O pé grande?
- Poderia ser qualquer um. E o que você está fazendo sem suas lentes de contato? Quer estragar tudo?
- Aquele negócio incomoda.
- Vamos logo.
Os dois continuaram a caminhar silenciosamente. Ouviram algumas vozes. Parecia um grupo. Bieber a puxou mais para trás, tampando sua boca. Esconderam-se atrás de uma árvore, colados um no outro.
 
- A festa de amanhã vai ser a melhor do ano. –Uma voz feminina disse. –
- Não é? -Agora era uma garota também, mas a voz era um pouco mais grossa. – Vai ser épico! Todo mundo da faculdade vai estar lá.
Todo mundo.  Justin e (Sn) se encararam com um sorriso.
- Não se animem. Tenho certeza que os veteranos irão aprontar uma pegadinha com nós, meros calouros.
- Ouvi dizer que o trote vai ser pesado.
E então as vozes se afastaram. Trote... Nunca dava boa coisa. Justin a olhava animado. Sabia o que ele estava pensando. O pegou pelo pulso, o puxando para continuarem a caminhada.
- Nós precisamos ir! –Sussurrou, animado. –
- E nós vamos. –Ela sussurrou de volta. – Porém, vamos a trabalho. Não por diversão.
- Credo, você tira o ânimo de qualquer um.
(Sn) o ignorou como de costume. Continuaram a caminhar pelo jardim escuro e vazio. A cada barulho suspeito, eles paravam e olhavam ao redor. Demorou um pouco mais do que esperado para chegarem até a biblioteca. Ela estava aberta. Muitos alunos estavam lá, osnerds. Justin ficou chocado. Primeiro dia da faculdade e já tinha gente estudando? Deus ajude. (Sn) parou, pois em frente à biblioteca tinha uma fonte gigante e muitas pessoas estavam sentadas na mureta a sua volta. Riam e conversavam. Teriam que continuar a caminhar pelo jardim cheio de árvores para passarem despercebidos. Droga.
Chegaram à parte de trás. Era simplesmente sinistro. Eram cheio de árvores altas e parecia uma selva. Ninguém em sã consciência iria até lá. O prédio que era a biblioteca era todo envidraçado, iluminando um pouco onde eles estavam, o que era bom, afinal não gostava de escuro. Ainda mais em uma no meio do mato. Viram Kelsey e Ryan com dificuldade, pois os dois estavam de preto também e estava um breu daqueles. Foram até os dois.
- Finalmente. –Sussurrou Ryan, parecendo estar com raiva. –
- Não enche. –Disse Parker. – Foram apenas quinze minutos.
Ryan iria retrucar, mas Justin o interrompeu.
- Estamos aqui, é isso que importa.
- Certo. –Murmurou, contrariado. –
- O plano é o seguinte –Kelsey assumiu o controle. – Minutos antes de fechar a biblioteca, um de nós entrará lá, irá até a cabine de segurança e desativará os alarmes. Apenas isso. Nós vamos esperar fechar a biblioteca e então antes entraremos sem problemas. Tudo estará desligado. E voltaremos à cabine de segurança, apagaremos nossos registros e pegamos as fitas das câmeras que vamos analisar. Parece que foi aqui que Ashley esteve antes de desaparecer.
- Como você sabe? -Perguntou Ryan, desconfiado. –
Ela revirou os olhos. – Eu sou uma agente, Butler. Eu sei de tudo.
Todos continuaram a olhar para ela. A garota rolou os olhos.
- Certo, eu meio que perguntei a umas meninas...
- Tá, quem é que vai entrar? Não podemos entrar assim! Estamos parecendo ladrões. –interrompeu Justin. –
- Eu vou. –Disse (Sn).  –
- Ótimo, eu trouxe o que você pediu.
Kelsey jogou uma sacola para a menina, onde estava um casaco grande da universidade, ela continuaria a usar sua calça preta e a bota, mas com o moletom disfarçava bem. Soltou o cabelo, para dar um visual mais comum. Agente Chadwick tinha avisado o plano para ela por mensagem logo depois de a garota chegar ao seu quarto. Justin, ao lado delas, ficou indignado.
- Por que não me disse nada? Eu iria com você! Somos uma dupla, Parker, sem segredos entre nós, se lembra?
- Somos uma equipe agora. –Corrigiu Parker, olhando em volta. – E eu sabia que você iria junto, então achei melhor guardar para mim.
Justin fechou a cara e não disse mais nada. Não gostava de meter sua parceira em perigo. Certo, invadir a biblioteca era moleza perto de tudo que eles faziam, mas odiava pensar que ela poderia ser pega. Sabia que ela era boa, incrível, na verdade, mas isso não diminuía sua preocupação. E não gostou nada, nem um pouco, da sensação que teve quando (Sn) disse que agora eles eram uma “equipe”. Ele gostava de Kelsey e Ryan. Só que gostava de trabalhar com apenas a Agente Parker. A conhecia muito bem e tinham os mesmos pensamentos. Eram praticamente um só. E não gostou de dividir a garota com os outros dois. Egoísta? Talvez.
(Sn) ajeitou a escuta em seu ouvido e a cobriu com seu cabelo, deu uma última olhada em seus parceiros e depois se afastou, Justin a puxou para perto.
- Tome cuidado.
Ela assentiu, com uma vontade imensa de rolar os olhos. Justin sempre foi “super protetor” mesmo que não demonstrasse na maioria das vezes. Tratava-a como uma mulher normal, não como uma agente treinada. Ela era tão boa quanto ele, porra!
Caminhou até a lanchonete, que estava vazia. Saiu por trás das árvores e voltou a caminhar em direção a biblioteca, mas dessa vez pela trilha cimentada. Algumas pessoas passaram, mas nem repararam nela. Entrou no grande prédio envidraçado. Tentou parecer casual, como se só estivesse passeando, mas sua cabeça trabalha rapidamente, tentando encontrar onde ficavam os alarmes. Sem querer, esbarrou em um garoto. Derrubando toda a pilha de livros que ele segurava. Ela xingou baixinho, se abaixando para ajudar o garoto.
- Desculpe.
Ela disse isso, jogou os livros nos braços dele desajeitadamente e tentou sair o mais rápido possível, para continuar com sua missão.
- Está tudo b... Espera, eu conheço você!
(Sn) paralisou e se virou devagar. Quase desmaiou de alívio quando viu que era o menino que tinha esbarrado mais cedo e não um inimigo antigo.
- Hm, oi.
- Oi, caloura. –Ele sorriu ao a chamar pelo “apelido”. – Você está bem sexy nesse moletom.
Ele deu uma risada gostosa, fazendo a garota sorrir, por mais que tentasse evitar.

- Com quem ela está falando? -Perguntou Justin, fazendo uma careta. –
Os três continuavam atrás da biblioteca, ouvindo tudo o que acontecia ao redor de Agente Parker graças à escuta.
- E eu vou saber? -Respondeu Ryan, bravo. – Agora fique quieto, quero escutar.
- Ela tem que desligar os alarmes logo! –Comentou Kelsey, agitada. –
- Isso é irrelevante, o que eu estou querendo saber é quem esse cara...
Ryan o fuzilou com os olhos, por isso Justin parou de falar. Ficou emburrado. Caloura... Quem era o idiota que estava conversando com sua parceira? Gostaria muito de descobrir, ainda mais que sabia que a voz era familiar. Quem quer que fosse, ele já tinha ouvido a voz.


- Desculpe mesmo eu ter derrubado suas coisas. Eu nem vi você, de verdade.
- Está tudo bem. –O menino abriu um sorriso fofo. – Onde está indo?
- Hm, vou pegar um livro emprestado.
- Oh, eu posso ir com você. Você deve estar perdida...
Por mais que ela tenha achado fofa à atitude do rapaz, não tinha tempo para aquilo. Não podia deixar o menino acompanhá-la. Ele era uma graça e realmente não era de jogar fora, mas não tinha muita escolha. O tempo estava acabando.
- Não, tudo bem... De verdade. Eu tenho que ir, minha amiga está esperando.
- Certo. –Ele deu um sorrisinho.
- Tchau.
- Até mais, Caloura.
Sorriu quando ele disse seu “apelido” dado por ele mesmo. Saiu correndo, mas ouviu o menino gritar algo. Uma pergunta.
- Qual é o seu nome?
- Brook.
- Brook. –Ele repetiu baixinho para si mesmo. – Gostei.
Mas ela já estava longe. Tentou achar em sua mente onde era a sala que tinha o alarme. Na verdade, onde estavam todas as coisas ligadas a energias. Tinha estudado a tarde o mapa da biblioteca, por isso não teve dificuldades em encontrar a pequena sala.
Estava vazia. Na verdade, era meio afastada de tudo e não tinha ninguém. Era escuro e tinha vários fios espalhados pelo chão. Ela achou a pequena caixa branca na parede e viu que era ali. Tinha uma senha. Ela bufou, mesmo já esperando por aquilo. Levou sua mão até a escuta, a apertando contra o ouvido.
- Panther, está na escuta?  Tem mesmo uma senha...
Esse era o codinome –diga-se de passagem, ridículo. – De Agente Butler. Ele o escolheu, pois dizia que era tão ágil e veloz como uma pantera.
A resposta foi quase imediata.
- Estou sim, duquesa. Já cuidei disso. 190.
(Sn) fechou os olhos com força.
Olha, ninguém merece.
Ela era pequena quando escolheu seu codinome, agora se arrependia amargamente. Se pudesse voltar no tempo...
- Tudo bem.
Digitou rapidamente e desligou sem demoras. Saiu da sala na velocidade da luz e puxou o capuz para cima. Passou pelas pessoas quase invisivelmente. Foi para onde estavam seus colegas. Ryan parecia irritado. Sim, ele também não gostava do codinome. Kelsey apenas ficava encarando o relógio. Já Justin a fuzilava com os olhos.
- Com quem você estava falando?
Oh, não...
De tudo sobre o que ela passou lá dentro, ele queria saber disso?
- Isso é sério?
Ele rolou os olhos, estava quase explodindo de raiva.
- É claro que sim, caralho!
- Você é um idiota.
- Aham, tá. Quem é ele? Você não me respondeu.
- Olha, ninguém importante, tudo bem?
- Não me conta o planejado da missão, não quer me contar quem é o cara... Você está andando muito misteriosa para o meu gosto. –Resmungou. -
- Bieber. –Ela rosnou. – Nada disso interessa a você, beleza?
- Você é a minha parceira. Somos praticamente a metade do outro, você não pode...
Ryan entrou no meio dos dois, os fuzilando com o olhar. Não disse nada, mas a mensagem era clara: calem a boca.
Os dois obedeceram, meio relutantes.
Depois de algum tempo, finalmente a biblioteca tinha fechada, eles esperar todos os alunos saírem da pracinha na frente e finalmente entraram em ação. Havia uma porta de emergência ali atrás e foi por lá que entraram.
Kelsey tirou um grampo do cabelo e destrancou a porta com agilidade. Graças a Deus, o alarme não tocou. Os quatro olharam para o lado, certificando-se que ninguém olhava. Quando viram que não, entraram rapidamente e fecharam a porta atrás de si.
- Essa biblioteca é gigante. –Resmungou Justin. –
- Se tivesse estudado a planta do local, não acharia isso. –Brigou Ryan. –
Ryan era o mais centrado do grupo, fato. E melhor amigo de Justin. Só que às vezes se irritava com as atitudes irresponsáveis do amigo. Aquilo ali não era brincadeira. Tinha em jogo a vida de muitas pessoas, inclusive a deles.
- Vamos nos separar. –murmurou Butler, baixo. – precisamos nos certificar que não há ninguém aqui pelos corredores.
- Certo. –assentiram. –
- Agente Chadwick e eu vamos verificar o andar de baixo e vocês pegam os vídeos. Vão.
Justin e (Sn) trocaram um olhar rapidamente antes de obedecerem à ordem do outro agente. Correrem silenciosamente para o andar de cima. (Sn) se lembrou de quanto tempo demorou em aprender a andar sem fazer barulho. Demorou mais ainda para correr sem fazer barulho.
Céus, ser uma agente secreta não era nada fácil.
- Eu para a direita e você para a esquerda?
- Nada de separar, Parker. Você sabe que isso nunca acaba bem. –Justin disse, antes de puxar ela pelo braço. –
Era verdade. Lembrou-se de uma missão que teve no Chile. Separaram-se por instantes e ela quase acabou morta. Mas Justin a salvou no último minuto, é claro. Bem típico dele. Sempre tentando bancar o super herói...
Entraram em uma sala que tinha um aviso “somente para funcionários.” Para entrar tinha que ter senha. Senhas eram um empecilho que realmente atrapalhava. (Sn), irritada, o afastou dali. Ficou em frente para o aparelho pensando em algum número. Só um veio em sua mente. Tomara que seja esse, pensou discando.
Para a surpresa dos dois, a porta destravou. Justin a olhou impressionado. Sabia que ela era extraordinariamente boa, mas nem os melhor agentes conseguiam sempre acertar uma senha, que não tinham a mínima noção do que poderia ser, de primeira.
- 1891. O ano em que a faculdade foi fundada. –Deu de ombros. –
- Essa é a minha garota. –Sorriu orgulhoso. –
(Sn) apenas revirou os olhos, quando ia adentrar ao local, Justin a puxou para trás, colocando-se em sua frente. Quando ela ia retrucar, ele colocou o dedo em frente a sua boca, dizendo para ela ficar em silêncio.
Ela ficou.
A sala era grande. Cheia de câmeras em cada porta e em cada corredor. Um homem gordo, na faixa dos quarenta dormia. Dormia mesmo. (Sn) olhou para Justin, sinalizando para que entrassem em ação. Sem fazerem barulho, entraram. O guarda continuava a dormir. Bela segurança, pensou Bieber, irônico.
(Sn) olhava para todos os botões, tentando ver qual era o certo. Sua especialidade não era tecnológica. Justin foi até ela e a ajudou. Viram um pequeno dvd, foram até ele. No painel de controle, logo acima, estava cheio de botões e um dele era grande e vermelho. Justin apertou sem hesitar.
“Deseja apagar a gravação?”
Ele clicou na opção sim. A gravação toda do dia inteiro estava apagada. Agente Parker abriu os armários e tentava achar a gravação do último dia que ela tinha sido vista. Os CDs eram separados por datas. Havia muitos discos. Eles precisavam ser rápidos. Justin a ajudou. Passaram se vários minutos e nada do tal disco. O guarda se remexeu e soltou um bocejo. Os dois prenderam a respiração.
Depois de segundos, o guarda voltou a dormir.
Entreolharam-se aliviados e continuaram a procurar. Agente Parker estava começando a ficar irritada. Era assim tão difícil achar um CD?
Finalmente viu a data que tanto custou para decorar e pegou ali no meio da pilha. Mostrou para seu parceiro.
- Achei. –Sibilou. –
Ele assentiu.
- Vamos dar o fora.
Fecharam a porta do armário e desligaram as câmeras. Justin abriu a porta, dando passagem para ela passar primeiro. Saíram rapidamente, mas não antes de escutarem um resmungo.
Que era direcionado a eles.
- Droga. –Suspirou, antes de colocar a máscara. –
Justin também colocou a sua rapidamente. Eles já tinham bastante inimigos, não precisavam demais. Não poderiam se dar ao luxo de serem reconhecidos com suas próprias aparências. O guarda, ao contrário de minutos atrás, agora parecia bem acordado.
- Ladrõezinhos de quinta, achando que podem me vencer... –Murmurou, irritado. –
Justin se sentiu insultado. Ele era um agente treinado. Tinha enfrentado coisas que aquele guarda de meia tigela nunca conseguiria. Ele ajudava o País e era comparado a um ladrão?
Agente Parker não gostou da comparação também, mas não estava tão irritada. Sua mente tinha apenas um pensamento: caía fora daí agora!
O guarda não parecia com sono, então ela imaginou que o tempo todo estivesse fingindo dormir. Ou acordou e fingiu continuar dormir, apenas para agir na última hora. Pegos em flagrante.
Aquilo era tão humilhante...
Tinham recebido ordem para não machucar ninguém, ao menos que realmente fosse necessário. O homem sacou algo do bolso. Justin pegou sua arma, sem pensar duas vezes, mas era tarde demais. O homem já tinha disparado a arma neles.
Uma arma de choque.
Justin gritou de dor e caiu imobilizado no chão. Agente Parker já preparada, girou e deu um chute no braço do guarda, derrubando a arma no chão. Os dois se encararam. Ela sorriu sarcástica e pulou em cima dele. Pegou sua seringa, já pronta e injetou no pescoço do homem. Ele apagou no mesmo instante.
Saiu de cima dele, ofegante. Foi até Justin e deu um chute de leve.
- Vem, temos que dar no pé.
Justin grunhiu, ainda com dor. Irritada, o puxou para cima.
- Pare de agir feito uma menininha. –Gritou. – Precisamos sair daqui antes que ele acorde.
Justin sentia seus músculos formigarem. Era uma sensação horrível. Lentamente, a dor foi passando. Os dois correram até o andar de baixo. Kelsey e Ryan estavam esperando os dois. Assim que viram, saíram pelas portas do fundo apressadamente. Colocaram o capuz e entraram adentro das grandes árvores.
- Onde está a fita? –Perguntou agente Chadwick. –
- Aqui. –Agente Parker estendeu a mão e a entregou. –
- Tudo bem, cada um vai para seu quarto e amanhã nos reunimos para analisarmos ela.
- Certo. –Os três assentiram. –
Agente Butler e Agente Chadwick foram por caminhos opostos. Bieber e Parker apenas se entreolharam e ficaram assim por um bom tempo. Ela percebeu que Justin tinha cortado a testa. Foi até ele e examinou o ferimento. Mesmo no escuro, o caso não parecia grave.
- Dói?
- Vou sobreviver. –Sorriu de lado. –
Ela sorriu também e caminhou na mesma direção de Kelsey. Que ia para o dormitório feminino. Para sua surpresa, viu que Justin caminhava ao seu lado. Arqueou uma das sobrancelhas.
- O dormitório masculino é para o outro lado, caso não saiba.
Justin a olhou, parecendo ultrajado.
- Eu sei, (Sn)zinha. Apenas estou te acompanhando, pois sou um cavalheiro.
Ela riu, tirando sua máscara e guardando no bolso. Ele fez a mesma coisa.
- Você é mesmo uma figura, Bieber. Cavalheiro? Essa foi boa.
Ela continuou a rir, mas Justin a ignorou. Ela nunca o tinha realmente levado a sério. Não que ele ligasse muito, não ligava para opiniões alheias. Caminharam em silêncio, no meio de todas aquelas árvores e viu que nas trilhas não tinha ninguém. O campus estava deserto. Chegaram à entrada do dormitório. Ela subiu as escadas, pensando que Justin a deixaria em paz, mas pensou errado. Ele a acompanhou até a porta. Assim que chegou ao seu quarto, se virou para seu parceiro irritante.
- Pronto, pode ir. Estou segura, satisfeito? –Perguntou, aborrecida.
- Você não sabe o quanto. Boa noite, ma vie.
Ele deu outro sorriso e se virou para ir embora. A menina bufou e quando ia fechar a porta parou, pois ele tinha se virado outra vez.
- Antes que você pergunte, significa minha vida.
Sorriu outra vez e foi embora. Ela não pode deixar de escapar um gritinho de frustração. Justin a tirava do sério. Ele tinha mania de dar apelidos para ela, sempre em uma língua diferente. Era irritante. Ela também não era fácil, sabia disso. Sempre o provocava quando tinha a oportunidade.

Deixou um sorriso escapar. Eles podiam brigar às vezes, mas jamais abririam mão um do outro.
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Ai, como eu amo esse casal! E aí, meus amoressss! Tudo bem com vocês? Demorou, mas saiu hahaha E com mais de vinte páginas esse capítulo... Viu como eu amo vocês? Comentem, babys! 
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