terça-feira, 19 de agosto de 2014

All I Want Is You - Capítulo 6




 [Quer ler a fic em versão interativa? Clique aqui]


“Uma especialista em ser deixada para trás.”
- A menina que roubava livros.

Eu olhava para a janela sentindo as lágrimas caindo sem dó, assim como a chuva lá fora. Minha cabeça doía. Eu não sabia o que pensar. Eu não sabia o que fazer.
Tris tirava um cochilo, mesmo sendo à tarde, estava escuro por causa da chuva, por isso alegou que aproveitaria o tempo “gostoso” e dormiria.
Não impedi. Eu estava com outros problemas maiores no momento. E também, eu queria chorar em paz. A rua estava vazia, passava às vezes alguns carros ou algumas pessoas a pé, com seus guarda-chuvas. Mas isso era raro. A rua em que eu morava era meio vazia. Eu a amava muito por causa disso, ela era muito tranquila e tinha uma boa vizinhança. Encostei minha cabeça na janela, que estava fechada. Tinha recebido algumas mensagens de Dylan, me perguntando onde eu estava, se eu estava bem, mas eu não o respondi.
Queria apenas chorar. De preferência sozinha. Reprimi um soluço, pois assim não acordaria Tris. E ela estava tão triste quanto eu. Eu não queria demonstrar fraqueza, queria ser forte para ajudá-la. Porém, só de pensar em Justin meu coração se quebrava.
Solucei outra vez. Choro estúpido! Eu odiava chorar, eu queria parar de chorar, mas as lágrimas não me obedeciam.
Sinto alguém me abraçar e dou um pulo, por causa do susto. Penso que é Tris, mas vejo que é Clary, minha irmã me olhando chateada. Correspondi o abraço na mesma hora. Fiquei chorando o mais baixinho que pude em seu colo, enquanto ela me abraçava. Não disse nenhuma palavra, mas isso não importava. Ás vezes, as palavras são dispensadas com atitudes. Só de ela ter vindo aqui me abraçar, tinha mostrado que ela se importava. E ela não precisava dizer isso para eu perceber.
Eu soluçava cada vez mais. Meu peito doía e minha cara devia estar parecendo um balão de tão inchada, fora que quando eu choro meu nariz fica vermelho, como uma rena. Eu ficava um lixo. Mas não me importei no momento, apenas queria que a dor fosse embora. Só que a cada minuto o choro aumentava e achei, por um momento, que ele nunca fosse acabar.
- Não chora, (Sn). –Minha irmã pediu, com um pouco de desespero na voz. –
Eu queria parar, queria mesmo. Só que imagens dele apareciam em minha mente, os momentos felizes que passamos juntos, nossas brincadeiras estúpidas e sem graças. Micos que passamos juntos, abraços, sorrisos, lágrimas. Tudo passava como um flash. Era tão rápido. Eram lembranças.
Eu odiava lembranças, por que elas eram apenas isso... Lembranças.
Momentos que já passaram e não voltariam a repetir. Eram como uma foto permanente. Era tão triste.
“Você é minha melhor amiga, (Sn). E eu te amo muito. Eu sempre vou te amar.”
Aquela frase, dita por Justin há alguns anos martelava em minha cabeça. Sempre. É, eu estava vendo o para sempre.
Aquela saudade insuportável que eu sentia dele, aquela angústia, aquela tristeza não eram comum. Eu precisava dele. Eu sempre precisei e sempre precisaria.
Justin era meu melhor amigo e eu sentia tanta falta dele. Quando tudo estava errado, quando eu queria desaparecer, eu ia até ele. Assim que eu via aquele sorriso, ficava tudo bem. Justin era meu refúgio.
Só que agora, eu estava sozinha. Ele tinha me deixado com uma ferida que não poderia ser cicatrizada.
- O que você quer, (Sn)? -Minha irmã perguntou, com os olhos marejemos por me ver nesse estado. –
- Eu quero o Justin de volta. –Solucei, desesperada. – É só isso que eu quero.
Depois disso, fechei os olhos e fiquei soluçando sem parar. Minha irmã não disse mais nada, apenas me abraçou forte. Depois disso, adormeci sem perceber em um sonho profundo e vazio.
+++
Acordei com uma baita dor nas costas. Levantei-me, me espreguiçando. Parecia ser de manhã. Meu Deus, eu tinha dormido das quatro da tarde até agora?
Tomei uma ducha, coloquei uma roupa leve e vi que Tris não estava lá. Fui até o quarto da minha irmã e também estava vazio. Fui até o dos meus pais e nada, também.
Onde estava todo mundo? Vi no relógio e vi que eram dez horas da manhã.
A escola, me lembrei de súbito. Ah, que se dane, pensei depois.
Desci e tomei café da manhã. Estava morta de fome. Vi que na mesa tinha um bilhete, peguei e li.
Oi, mana. Eu e Tris fomos à escola e ficamos com pena de te acordar. Relaxa, Tris vai pegar todas as lições que você perdeu. Não se preocupe com isso. Apenas coma e descanse. Não faça nenhuma besteira, tá? Se cuida.”
Clary agindo como uma irmã mais velha. Aquilo sim era novidade. Não pude deixar de sorrir ao acabar de ler. Por mais que ela fosse irresponsável na maior parte do tempo, eu não podia imaginar uma irmã melhor que ela.
Subi de novo para meu quarto e fiquei mexendo no computador, tentando me distrair. 

Nova York. – Brooklyn.
13h00 p.m. – Dias atuais.
- Eu não sei do que você está falando. Eu juro. –A mulher chorava desesperadamente. –
- Tem certeza que não, sua vadia? -Jason cuspiu as palavras. – Eu sei muito bem que você era uma das amantes de Jackson.
- Eu... eu era. Só que isso não significa que eu sei onde ele esteja. Por favor, não me mate.
Jason teve vontade de atirar nela naquele mesmo momento. Era tão fraca... Como uma pessoa poderia ser assim? Como se só porque ela estava implorando, ele a deixaria livre. Ela realmente não sabia quem era Jason McCann.
Achava que no fundo, ninguém sabia. Nem mesmo ele. Todos os subestimavam por ser jovem. Só que a maldade não tem idade. Muito menos a vingança.
- Por que eu confiaria em você? Por que acreditaria em suas palavras vazias?
- É sério! Eu juro. Eu lhe imploro, me solte!
Jason rolou os olhos, já de saco cheio da situação. Olhou para seu pessoal que estava atrás dele, olhando a cena, impassível.
- Se livrem dela por mim, tudo bem?
Todos assentiram e foram em direção à menina. Jason mandou um sorriso sínico para a mesma e saiu da casa suja que ela morava. Já estava longe, mas ainda assim podia ouvir um grito de dor. Um último grito. E então silêncio.
Deixou outro sorriso frio escapar de seus lábios. Aquele grito cheio de desespero e terror não seria nada parecido com o qual Jackson gritaria quando Jason o matasse.
Seria pior.

       Stratford, Canadá. – Casa dos Spark’s.
13h38 p.m – Dias atuais.
(Sn) Sparks P.O.V
Eu escrevia em meu diário como estava sendo péssimo. Tanto meu dia, meu mês como minha vida. Eu queria que o ano acabasse logo, assim faria faculdade bem longe de Stratford. Nunca fiz questão de sair daqui, mas agora fazia.
Clary e Tris chegaram há pouco tempo, agora estavam almoçando. Elas já tinham vindo ver se eu estava melhor, eu apenas assenti. E então elas desceram e foram almoçar. Eu já tinha almoçado e em agradecimento, cozinhei para elas também.
Sim, Beatrice estava “morando” aqui. Até sua mãe chegar, claro. Tia Pattie estava viajando e Tris disse que só voltaria para aquela casa quando sua mãe voltasse. Não queria ficar sozinha com aquele que dizia só ter a aturado por pena.
Justin...
Por que meus pensamentos sempre estavam nele?
Isso era tão frustrante! Joguei-me na cama e coloquei meu travesseiro em minha cabeça, tentando abafar o som do meu grito.
Eu estava cansada. Quer saber, eu não vou chorar mais. Justin estava feliz. Então por que eu também não estava? Não vou sofrer por alguém que está bem sem mim. Olhei-me no espelho e vi como estava um caco. Minhas olheiras estavam enormes, meu cabelo estava todo embaraçado e minhas mechas roxas já estavam descoloridas. Eu estava um horror!
Levantei-me, trocando de roupa de novo, desta vez por uma melhor. Peguei minha bolsa junto com minha carteira e meu celular e então desci as escadas rapidamente.
Tris e Clary conversavam baixinho, como se tivessem trocando segredos. Pigarrei e elas me olharam assustadas. Sorri para elas, animadas.
- Levantem e se arrumem, nós iremos ao shopping!
Minha irmã quase caiu para trás, de tão surpresa que ficou. E Beatrice ficou olhando para mim em choque.
- O que é? –perguntei, inocentemente. -
- Shopping? Você quer ir ao shopping? Tem certeza?
- Tenho. E faremos compras! Mas antes vou ao cabelereiro. Agora podemos ir logo? Tenho hora marcada. Estou esperando no carro.
- Eu estou pasma... –Tris comentou. –
- Compras. Ela disse compras e Shopping. O que diabos deu nela?
- E eu vou saber?
Ouvi a conversa das duas enquanto me afastava e deixei escapar uma risada. Eu queria mudar. Queria gastar e fazer compras, por mais que odiasse shopping. Queria me distrair.
Queria ser feliz.
+++
- Eu quero meu cabelo de volta a minha cor original. Castanho meio dourado. –Passei a mão nele. – Eu estava pensando em alisá-lo, também...
- Seu cabelo é tão lindo ondulado assim. –Disse Fred, meu cabeleireiro. –
- É que eu quero dar uma mudada, sabe?
- Por que não troca de cor? Você ia ficar linda loira.
Ao ele falar isso me lembrei de Ângela. Ao pensar nela, senti meu almoço subindo. Ele percebeu, por isso mudou rapidamente de sugestão.
- Ruiva. É, você ia ficar linda ruiva.
- É a cor do cabelo da minha irmã. –Falei. – quero castanho dourado, por favor. E vou alisá-lo. Só que sem química, ok?
- Tudo bem, linda. Você que manda, fora que ficará linda de qualquer maneira.
Não sei quanto tempo se passou, só sei que foi bastante. Eu sentia falta da minha cor natural, já estava na hora de voltar para ela. Depois que fiz a selagem, Fred me mostrou o resultado. Eu tinha amado. Por mais que a mudança tenha parecido pequena, ela foi grande. Eu estava com outra cara. Parecia outra pessoa. Nunca me achei linda de morrer, mas também nunca me achei um monstro. Agora, me vendo assim, fiquei satisfeita com minha nova aparência.
Agradeci meu lindo cabeleireiro, que estava emocionado, pois disse que eu estava tão bela quanto um diamante. É, não entendi a comparação. Paguei e ainda deu uma boa gorjeta, minha irmã assim que me viu, começou a chorar. Disse que eu finalmente estava parecendo gente. Sim, ela odiava minhas mechas roxas e meu cabelo pintado de preto. Tris também amou, me abraçou e me elogiou sem parar. Eu apenas ri e então as abracei feliz por tê-las em minha vida.
Compramos muitas coisas. Roupas de vários tipos. Saltos, saias, acessórios, blusas, vestidos... Tudo. Estávamos cheias de sacolas, depois de gastar quase toda nossa grana em roupas, fomos lanchar. Decidimos ir ao Mcdonalds. Fizemos nossos pedidos, pagamos e então finalmente fomos comer. Eu estava acabada. Quem diria que shopping cansava tanto?
As meninas foram ao banheiro, mas eu fiquei na mesa, para tomar conta das sacolas. Avistei um menino passando. Um garoto loiro e familiar.
- Jace! –gritei, feliz. -
Ele olhou em volta, tentando achar a pessoa que o chamou. Seus olhos passaram por mim, mas ele não me reconheceu. Acenei e então ele olhou de novo e dessa vez viu quem era. Sorriu, feliz e caminhou em minha direção.
- Ora, ora... –Disse ele, chegando perto. - Voltou com sua cor original. Gostei, está sexy.
Gargalhei e o abracei forte. Jace ficou surpreso, mas correspondeu o abraço na mesma intensidade. Sorri satisfeita. Só enquanto eu o abraçava percebi o quanto eu sentia falta daquele ser.
Jace era o cunhado dos sonhos. Ficamos muito amigos, já que ele vivia em casa quando namorava Clary. Eu desenvolvi um carinho grande por ele. Depois do fim de namoro com minha irmã, nos afastamos um pouco. Eu também tinha ficado brava quando ele traiu minha irmã, mas depois vi que estava bêbado e jamais faria aquilo com consciência. Ele amava minha irmã demais para isso. Não que isso mudasse os fatos, claro.
- Senti saudade. –Sussurrei. –
- Eu também. –Ele abriu um sorriso largo. – Faz tempo que nós não conversamos. Normalmente você está impedindo sua irmã de me matar.
Gargalhei. Era verdade.
- Pois é, alguém tem que fazer o trabalho sujo, não é?
- Tem razão... –Ele abriu um sorriso de lado. – Está sozinha ou... –Ele abriu um sorriso malicioso. – está esperando alguém?
Bati em seu braço, incrédula.
- Eu tenho namorado!
Ele ergueu a sobrancelha, confuso.
- Mas eu vi outro dia o Dylan...
- Viu o que? -Indaguei, confusa. –
Ele se calou na hora e balançou a cabeça.
- Nada, devo ter me confundido. Mas e então, como você anda, pequena?
- Bem e você? O que está fazendo sozinho no shopping? -Ri. –
- Vim comprar um presente para minha mãe. –Ele sorriu, tímido. – amanhã é aniversário dela. E você está convidada, aliás.
- Sério? -Sorri, animada. –
- Sim, minha mãe deixou chamar uns amigos e ela quer que você vá, você sabe que ela te adora.... Fora que eu iria te chamar de qualquer jeito.
Sorri, terna. Antes que eu falasse qualquer coisa, alguém me interrompeu.
- Wayland? -Gritou minha irmã, incrédula. –
- Ah, é você. –Ele fechou a cara. – Oi, Clarissa.
- Oi. –Respondeu mal-humorada. –
Achei melhor intervir.
- Hm, pode falar sim para sua mãe, ok? Eu vou sim.
Clary nos olhos com os olhos cheios de acusações. – Como é?
Jace rolou os olhos e a respondeu com indiferença.
- Amanhã é aniversário da...
-... Sua mãe. Eu sei. – completou Clary, como se ele fosse retardado por pensar que ela não lembraria. –
- Isso. –Ele pareceu feliz ao ver que ela se lembrava, mas logo fechou a cara. – E eu a convidei para ir amanhã à festa...
- Ah. -Minha irmã disse. Sua voz tinha um desconforto evidente. -
-... E você também. –A confiança desapareceu de sua postura. – Se você quiser, claro. Você sabe como minha mãe gosta de você.
Clary também ficou sem jeito. Entretanto percebi que ela ficou um pouco feliz. Estava incomodada por eu ter sido convidada e ela não, mas a verdade era ciúmes. Ela tinha ciúmes de qualquer garota que se aproximasse de Jace, não importa se fosse eu, ela ainda sim tem ciúmes. Um completo absurdo.
- Eu... Claro, por que não?
Os dois deram uns sorrisinhos e depois ambos ficaram corados. Que fofura.
- Mas eu só estou indo por causa da sua mãe, ok? Não pense que vou por sua causa...
- E eu te convidei só por que minha mãe me pediu... não pense só porque eu quis.
Rolei os olhos. Eles sabem quebrar qualquer clima. Tris ao me lado observava tudo com os olhos brilhando. Dei uma cotovelada de leve nela, mas a mesma me ignorou.
- Certo.
- Certo. –Ele respondeu. –
Por mais que eles tivessem tentando serem grossos um com o outro, dava para ver que estavam felizes e ainda corados. Eu os amava. E os amava ainda mais juntos. Por que era tão complicado eles esquecerem o passado? Dava para ver que ainda se amavam, mas que tentavam se odiarem, para terem uma desculpa. Era tão ridículo. Justin teria concordado comigo. Eu e ele estávamos planejando um plano para juntar os dois... Já tínhamos o esquema e tudo. Meu sorriso morreu nos lábios assim que eu vi em quem eu estava pensando.
Oh, Justin...
Tris não viu, graças a Deus, ela estava ocupada demais vendo o casal complicação. Percebi que Jace a tinha chamado também. Ela concordou feliz. Dei um suspiro longo. Queria ir para casa. Minha animação tinha ido para o espaço. Meu peito doía. As lágrimas queriam cair. Fechei os olhos.
Não, você não vai chorar! Estamos em público! Repreendi-me em pensamento.
Por que era só o que faltava, eu chorar no meio do shopping. Realmente...
Sai de fininho, precisava achar um banheiro e me trancar lá até essa dor passar. Algo me dizia que eu morreria naquele banheiro.
 Eu era tão patética quando eu queria que até eu me surpreendia. Fui ao banheiro e estava vazio, chorei por alguns minutos até eu me recompor. Quando parei de chorar vi que meu nariz continuava vermelho. Droga, por que só meu nariz fica vermelho? Eu pareço uma rena!
Revirei os olhos para mim mesma. Peguei minha bolsa e sai do banheiro. Se minha irmã perguntar eu digo que foi um ataque de espirro e se Tris perguntar digo a mesma coisa, mas vai ser mais difícil enganar ela.
Meu celular tremia, indicando que alguém me ligava. Provavelmente uma das duas. Enquanto eu andava, tentava achá-lo na bolsa. Sem querer, esbarrei com tudo em alguém. Ótimo.
Agachei-me, pegando minhas coisas que caíram no chão. Metades dos meus pertences que estavam na bolsa agora estavam no chão.  Maravilha.
Peguei tudo na velocidade da luz, nem olhei para a cara do sujeito. Joguei tudo na bolsa de qualquer jeito e me virei. O cara nem tinha pedido desculpas, não seria eu que pediria.
- Espera.
Aquela voz... Oh, merda. Eu conhecia aquela voz. Virei-me, pedindo a Deus que não fosse quem eu pensava que era. Só que óbvio que era.
- Justin. –minha voz saiu esganiçada. –
- Belo cabelo. –Ele disse, meio sem jeito. –
Eu queria correr e abraçá-lo, mas não podia fazer nada disso. Não depois do que ele fez. Não depois de tudo. Engoli o choro novamente.
Ficamos em silêncio, ambos no encarando. Justin de um passo para frente, mas eu me afastei na mesma hora. Ele estendeu algo, algo que estava aberto. Reconheci que era minha carteira rosa. Ela estava aberta e Justin olhava algo nela. Percebi que era a foto que eu tinha na minha carteira. Eu tinha duas, uma era com todos. Dylan estava abraçado com Tris, ela fazia uma careta e ele ria, ao lado deles estava minha irmã e Jace se beijando e ao lado deles eu e Justin estávamos abraçados, olhando um para o outro com um sorriso largo. E a outra foto era só minha e dele. Nós estávamos cheios de torta na cara e gargalhávamos, abraçados. Arregalei meus olhos e puxei minha carteira de sua mão. Eu precisava tirar aquelas fotos de lá. Ou pelo menos recortar a parte em que ele estava.
- Você deixou cair. –Ele explicou. –
Eu tinha catado as coisas tão rápidas, que nem percebi que quase deixei minha carteira para trás. Guardei de novo na minha bolsa e o olhei. Justin estava com as mãos no bolso no moletom do time de futebol e parecia nervoso. Fala sério, até para ir para a porcaria do shopping ele usava aquela joça? Engoli em seco.
- Oh, sim. Obrigada.
Eu estava me virando para ir embora, quando sinto uma mão me pegar delicadamente, mas com firmeza. Nem preciso dizer quem era.
- Você andou chorando. –Disse, com pesar. –
- Não, eu... Ataque de espirro, sabe como é.
- Eu não fiz uma pergunta. Estava afirmando.
É, ele tinha razão. Engoli em seco. Eu podia enganar minha irmã, podia enganar meus pais, podia até enganar Beatrice, mas eu nunca conseguiria enganar Justin. Ele me conhecia melhor que ninguém. Não caía nas minhas mentirinhas.
- Não te interessa.
Tirei meu braço do dele e Justin abaixou a cabeça. Fiquei com raiva, agora ele queria bancar o arrependido?
- Por que você faltou hoje?
Ele tinha sentido minha falta. Uma parte de mim gritava emocionada a outra, era pura raiva. Depois de tudo, ele quer fazer as pazes? Arrumei minha bolsa no ombro, joguei meu cabelo para trás e antes de virar, o respondi friamente.
- Desde quando você se importa?
Saí andando, ou melhor, correndo. Peguei meu telefone e a mensagem de Tris dizia que ela estava no estacionamento. Olhei para trás e Justin continuava lá, me olhando, mas agora um grupo de garotos com o mesmo moletom se aproximou e começou a rir e dar soquinhos de brincadeira em Justin. Ele sorriu fraco para eles, mas não quebrou nosso contato visual. Balancei a cabeça, negativamente e continuei a andar.
Eu tinha que entender que minha historia com Justin tinha acabado.
A partir de agora, nós éramos apenas estranhos com as mesmas memórias. Só isso.
Uma lágrima escorreu pelos meus olhos, limpei rapidamente.
Justin... Ele ainda me enlouqueceria. Era uma certeza.

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 Esse Justin não para de dar mancada, hein? BABACA! 
Agora vamos falar do Justin da vida real...
Alguém aí viu o Ice Bucket Challenge que ele fez? Delíciaaaaaaaaa, tenho apenas a dizer isso sobre aquele ser. Justin é perfeito, Jesus! Enfim, é isso. Esse capítulo foi meio depressivo, mas logo as coisas vão melhorar! Prometo hahaha Perguntinha básica: Alguma de vocês aí gostam de 5 Seconds of Summer? Se sim, quem é o preferido de vocês? O meu é o Ash... <3 Estou pensando em fazer uma fic com eles. Quem sabe? Hahaha
Comentem, bebês! Amo todas vocês. 



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5 comentários:

  1. Tá muito bom conitnuuuuaaa !!! Leitora nova aqui.
    Gostaria de fazer uma parceiria comigo ? Tenho a história perfeita para compartilhar com você !

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    1. Oi amorrrrr, aí, fico super feliz que gostou! Bem vinda ao blog, amor! Estou interessada sim! Tem e-mail? hahaha
      Bjs

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  2. Natty's Here! Heeeeeey Baby sabe o quanto eu amei esse cap? Então demais perfeito, ouch o Justin é um trouxa mesmo, agora que ela decidiu mudar ele vai se importar puff trouxa, não deu valor perdeu ú.ú Caramba continueeee está muito perfecto

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    1. meu boy preferido do 5 S.O.S é o Luke eu o amo tão fofinho :3

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    2. Olá, amor! Tudo bem? hahaha Ai, jura? scrr <3 Pois é, esse Justin Bieber tá merecendo um soco no meio da fuça, só acho...
      E ai cara, o Luke é tão <3 Todos são, na verdade. Porém, Ashton já roubou meu coração e não tem volta hahaha
      Bjs linda, fico feliz que tenha gostado!

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obrigadaaa por comenta
espero que tenham gostado bjbj