domingo, 31 de agosto de 2014

Chains - Songfic.


        Olááááá, tudo bem com vocês, pessoas? Então, eu tenho uma pequena novidade para vocês... Há um tempinho atrás, eu me inscrevi em um projeto chamado songfic. É do site All time fics... Nesse projeto, você manda uma música e recebe outra de outro autor. É um sorteio de músicas, basicamente. E depois que você recebe a música, você tem que fazer uma shortfic inspirada nela... É bem legal! Eu peguei a música Chains, do Nick Jonas hahaha. Foi difícil, viu? Então, espero que gostem da pequena fic! Digam o que acharam, por favor! Ficarei muito feliz em ver o comentário de vocês lá... <3
- O link da fic, para quem quiser ler: Chains 
- Para quem gostou do projeto, vou deixar o link de todos que participaram do projeto: here

Amo vocês, pessoal! Não sumam, hein? hahaha. Em breve terá att e estou pensando em criar um grupo no whatsapp, o que acham?
Beijão!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

All I Want Is You - Capítulo 6




 [Quer ler a fic em versão interativa? Clique aqui]


“Uma especialista em ser deixada para trás.”
- A menina que roubava livros.

Eu olhava para a janela sentindo as lágrimas caindo sem dó, assim como a chuva lá fora. Minha cabeça doía. Eu não sabia o que pensar. Eu não sabia o que fazer.
Tris tirava um cochilo, mesmo sendo à tarde, estava escuro por causa da chuva, por isso alegou que aproveitaria o tempo “gostoso” e dormiria.
Não impedi. Eu estava com outros problemas maiores no momento. E também, eu queria chorar em paz. A rua estava vazia, passava às vezes alguns carros ou algumas pessoas a pé, com seus guarda-chuvas. Mas isso era raro. A rua em que eu morava era meio vazia. Eu a amava muito por causa disso, ela era muito tranquila e tinha uma boa vizinhança. Encostei minha cabeça na janela, que estava fechada. Tinha recebido algumas mensagens de Dylan, me perguntando onde eu estava, se eu estava bem, mas eu não o respondi.
Queria apenas chorar. De preferência sozinha. Reprimi um soluço, pois assim não acordaria Tris. E ela estava tão triste quanto eu. Eu não queria demonstrar fraqueza, queria ser forte para ajudá-la. Porém, só de pensar em Justin meu coração se quebrava.
Solucei outra vez. Choro estúpido! Eu odiava chorar, eu queria parar de chorar, mas as lágrimas não me obedeciam.
Sinto alguém me abraçar e dou um pulo, por causa do susto. Penso que é Tris, mas vejo que é Clary, minha irmã me olhando chateada. Correspondi o abraço na mesma hora. Fiquei chorando o mais baixinho que pude em seu colo, enquanto ela me abraçava. Não disse nenhuma palavra, mas isso não importava. Ás vezes, as palavras são dispensadas com atitudes. Só de ela ter vindo aqui me abraçar, tinha mostrado que ela se importava. E ela não precisava dizer isso para eu perceber.
Eu soluçava cada vez mais. Meu peito doía e minha cara devia estar parecendo um balão de tão inchada, fora que quando eu choro meu nariz fica vermelho, como uma rena. Eu ficava um lixo. Mas não me importei no momento, apenas queria que a dor fosse embora. Só que a cada minuto o choro aumentava e achei, por um momento, que ele nunca fosse acabar.
- Não chora, (Sn). –Minha irmã pediu, com um pouco de desespero na voz. –
Eu queria parar, queria mesmo. Só que imagens dele apareciam em minha mente, os momentos felizes que passamos juntos, nossas brincadeiras estúpidas e sem graças. Micos que passamos juntos, abraços, sorrisos, lágrimas. Tudo passava como um flash. Era tão rápido. Eram lembranças.
Eu odiava lembranças, por que elas eram apenas isso... Lembranças.
Momentos que já passaram e não voltariam a repetir. Eram como uma foto permanente. Era tão triste.
“Você é minha melhor amiga, (Sn). E eu te amo muito. Eu sempre vou te amar.”
Aquela frase, dita por Justin há alguns anos martelava em minha cabeça. Sempre. É, eu estava vendo o para sempre.
Aquela saudade insuportável que eu sentia dele, aquela angústia, aquela tristeza não eram comum. Eu precisava dele. Eu sempre precisei e sempre precisaria.
Justin era meu melhor amigo e eu sentia tanta falta dele. Quando tudo estava errado, quando eu queria desaparecer, eu ia até ele. Assim que eu via aquele sorriso, ficava tudo bem. Justin era meu refúgio.
Só que agora, eu estava sozinha. Ele tinha me deixado com uma ferida que não poderia ser cicatrizada.
- O que você quer, (Sn)? -Minha irmã perguntou, com os olhos marejemos por me ver nesse estado. –
- Eu quero o Justin de volta. –Solucei, desesperada. – É só isso que eu quero.
Depois disso, fechei os olhos e fiquei soluçando sem parar. Minha irmã não disse mais nada, apenas me abraçou forte. Depois disso, adormeci sem perceber em um sonho profundo e vazio.
+++
Acordei com uma baita dor nas costas. Levantei-me, me espreguiçando. Parecia ser de manhã. Meu Deus, eu tinha dormido das quatro da tarde até agora?
Tomei uma ducha, coloquei uma roupa leve e vi que Tris não estava lá. Fui até o quarto da minha irmã e também estava vazio. Fui até o dos meus pais e nada, também.
Onde estava todo mundo? Vi no relógio e vi que eram dez horas da manhã.
A escola, me lembrei de súbito. Ah, que se dane, pensei depois.
Desci e tomei café da manhã. Estava morta de fome. Vi que na mesa tinha um bilhete, peguei e li.
Oi, mana. Eu e Tris fomos à escola e ficamos com pena de te acordar. Relaxa, Tris vai pegar todas as lições que você perdeu. Não se preocupe com isso. Apenas coma e descanse. Não faça nenhuma besteira, tá? Se cuida.”
Clary agindo como uma irmã mais velha. Aquilo sim era novidade. Não pude deixar de sorrir ao acabar de ler. Por mais que ela fosse irresponsável na maior parte do tempo, eu não podia imaginar uma irmã melhor que ela.
Subi de novo para meu quarto e fiquei mexendo no computador, tentando me distrair. 

Nova York. – Brooklyn.
13h00 p.m. – Dias atuais.
- Eu não sei do que você está falando. Eu juro. –A mulher chorava desesperadamente. –
- Tem certeza que não, sua vadia? -Jason cuspiu as palavras. – Eu sei muito bem que você era uma das amantes de Jackson.
- Eu... eu era. Só que isso não significa que eu sei onde ele esteja. Por favor, não me mate.
Jason teve vontade de atirar nela naquele mesmo momento. Era tão fraca... Como uma pessoa poderia ser assim? Como se só porque ela estava implorando, ele a deixaria livre. Ela realmente não sabia quem era Jason McCann.
Achava que no fundo, ninguém sabia. Nem mesmo ele. Todos os subestimavam por ser jovem. Só que a maldade não tem idade. Muito menos a vingança.
- Por que eu confiaria em você? Por que acreditaria em suas palavras vazias?
- É sério! Eu juro. Eu lhe imploro, me solte!
Jason rolou os olhos, já de saco cheio da situação. Olhou para seu pessoal que estava atrás dele, olhando a cena, impassível.
- Se livrem dela por mim, tudo bem?
Todos assentiram e foram em direção à menina. Jason mandou um sorriso sínico para a mesma e saiu da casa suja que ela morava. Já estava longe, mas ainda assim podia ouvir um grito de dor. Um último grito. E então silêncio.
Deixou outro sorriso frio escapar de seus lábios. Aquele grito cheio de desespero e terror não seria nada parecido com o qual Jackson gritaria quando Jason o matasse.
Seria pior.

       Stratford, Canadá. – Casa dos Spark’s.
13h38 p.m – Dias atuais.
(Sn) Sparks P.O.V
Eu escrevia em meu diário como estava sendo péssimo. Tanto meu dia, meu mês como minha vida. Eu queria que o ano acabasse logo, assim faria faculdade bem longe de Stratford. Nunca fiz questão de sair daqui, mas agora fazia.
Clary e Tris chegaram há pouco tempo, agora estavam almoçando. Elas já tinham vindo ver se eu estava melhor, eu apenas assenti. E então elas desceram e foram almoçar. Eu já tinha almoçado e em agradecimento, cozinhei para elas também.
Sim, Beatrice estava “morando” aqui. Até sua mãe chegar, claro. Tia Pattie estava viajando e Tris disse que só voltaria para aquela casa quando sua mãe voltasse. Não queria ficar sozinha com aquele que dizia só ter a aturado por pena.
Justin...
Por que meus pensamentos sempre estavam nele?
Isso era tão frustrante! Joguei-me na cama e coloquei meu travesseiro em minha cabeça, tentando abafar o som do meu grito.
Eu estava cansada. Quer saber, eu não vou chorar mais. Justin estava feliz. Então por que eu também não estava? Não vou sofrer por alguém que está bem sem mim. Olhei-me no espelho e vi como estava um caco. Minhas olheiras estavam enormes, meu cabelo estava todo embaraçado e minhas mechas roxas já estavam descoloridas. Eu estava um horror!
Levantei-me, trocando de roupa de novo, desta vez por uma melhor. Peguei minha bolsa junto com minha carteira e meu celular e então desci as escadas rapidamente.
Tris e Clary conversavam baixinho, como se tivessem trocando segredos. Pigarrei e elas me olharam assustadas. Sorri para elas, animadas.
- Levantem e se arrumem, nós iremos ao shopping!
Minha irmã quase caiu para trás, de tão surpresa que ficou. E Beatrice ficou olhando para mim em choque.
- O que é? –perguntei, inocentemente. -
- Shopping? Você quer ir ao shopping? Tem certeza?
- Tenho. E faremos compras! Mas antes vou ao cabelereiro. Agora podemos ir logo? Tenho hora marcada. Estou esperando no carro.
- Eu estou pasma... –Tris comentou. –
- Compras. Ela disse compras e Shopping. O que diabos deu nela?
- E eu vou saber?
Ouvi a conversa das duas enquanto me afastava e deixei escapar uma risada. Eu queria mudar. Queria gastar e fazer compras, por mais que odiasse shopping. Queria me distrair.
Queria ser feliz.
+++
- Eu quero meu cabelo de volta a minha cor original. Castanho meio dourado. –Passei a mão nele. – Eu estava pensando em alisá-lo, também...
- Seu cabelo é tão lindo ondulado assim. –Disse Fred, meu cabeleireiro. –
- É que eu quero dar uma mudada, sabe?
- Por que não troca de cor? Você ia ficar linda loira.
Ao ele falar isso me lembrei de Ângela. Ao pensar nela, senti meu almoço subindo. Ele percebeu, por isso mudou rapidamente de sugestão.
- Ruiva. É, você ia ficar linda ruiva.
- É a cor do cabelo da minha irmã. –Falei. – quero castanho dourado, por favor. E vou alisá-lo. Só que sem química, ok?
- Tudo bem, linda. Você que manda, fora que ficará linda de qualquer maneira.
Não sei quanto tempo se passou, só sei que foi bastante. Eu sentia falta da minha cor natural, já estava na hora de voltar para ela. Depois que fiz a selagem, Fred me mostrou o resultado. Eu tinha amado. Por mais que a mudança tenha parecido pequena, ela foi grande. Eu estava com outra cara. Parecia outra pessoa. Nunca me achei linda de morrer, mas também nunca me achei um monstro. Agora, me vendo assim, fiquei satisfeita com minha nova aparência.
Agradeci meu lindo cabeleireiro, que estava emocionado, pois disse que eu estava tão bela quanto um diamante. É, não entendi a comparação. Paguei e ainda deu uma boa gorjeta, minha irmã assim que me viu, começou a chorar. Disse que eu finalmente estava parecendo gente. Sim, ela odiava minhas mechas roxas e meu cabelo pintado de preto. Tris também amou, me abraçou e me elogiou sem parar. Eu apenas ri e então as abracei feliz por tê-las em minha vida.
Compramos muitas coisas. Roupas de vários tipos. Saltos, saias, acessórios, blusas, vestidos... Tudo. Estávamos cheias de sacolas, depois de gastar quase toda nossa grana em roupas, fomos lanchar. Decidimos ir ao Mcdonalds. Fizemos nossos pedidos, pagamos e então finalmente fomos comer. Eu estava acabada. Quem diria que shopping cansava tanto?
As meninas foram ao banheiro, mas eu fiquei na mesa, para tomar conta das sacolas. Avistei um menino passando. Um garoto loiro e familiar.
- Jace! –gritei, feliz. -
Ele olhou em volta, tentando achar a pessoa que o chamou. Seus olhos passaram por mim, mas ele não me reconheceu. Acenei e então ele olhou de novo e dessa vez viu quem era. Sorriu, feliz e caminhou em minha direção.
- Ora, ora... –Disse ele, chegando perto. - Voltou com sua cor original. Gostei, está sexy.
Gargalhei e o abracei forte. Jace ficou surpreso, mas correspondeu o abraço na mesma intensidade. Sorri satisfeita. Só enquanto eu o abraçava percebi o quanto eu sentia falta daquele ser.
Jace era o cunhado dos sonhos. Ficamos muito amigos, já que ele vivia em casa quando namorava Clary. Eu desenvolvi um carinho grande por ele. Depois do fim de namoro com minha irmã, nos afastamos um pouco. Eu também tinha ficado brava quando ele traiu minha irmã, mas depois vi que estava bêbado e jamais faria aquilo com consciência. Ele amava minha irmã demais para isso. Não que isso mudasse os fatos, claro.
- Senti saudade. –Sussurrei. –
- Eu também. –Ele abriu um sorriso largo. – Faz tempo que nós não conversamos. Normalmente você está impedindo sua irmã de me matar.
Gargalhei. Era verdade.
- Pois é, alguém tem que fazer o trabalho sujo, não é?
- Tem razão... –Ele abriu um sorriso de lado. – Está sozinha ou... –Ele abriu um sorriso malicioso. – está esperando alguém?
Bati em seu braço, incrédula.
- Eu tenho namorado!
Ele ergueu a sobrancelha, confuso.
- Mas eu vi outro dia o Dylan...
- Viu o que? -Indaguei, confusa. –
Ele se calou na hora e balançou a cabeça.
- Nada, devo ter me confundido. Mas e então, como você anda, pequena?
- Bem e você? O que está fazendo sozinho no shopping? -Ri. –
- Vim comprar um presente para minha mãe. –Ele sorriu, tímido. – amanhã é aniversário dela. E você está convidada, aliás.
- Sério? -Sorri, animada. –
- Sim, minha mãe deixou chamar uns amigos e ela quer que você vá, você sabe que ela te adora.... Fora que eu iria te chamar de qualquer jeito.
Sorri, terna. Antes que eu falasse qualquer coisa, alguém me interrompeu.
- Wayland? -Gritou minha irmã, incrédula. –
- Ah, é você. –Ele fechou a cara. – Oi, Clarissa.
- Oi. –Respondeu mal-humorada. –
Achei melhor intervir.
- Hm, pode falar sim para sua mãe, ok? Eu vou sim.
Clary nos olhos com os olhos cheios de acusações. – Como é?
Jace rolou os olhos e a respondeu com indiferença.
- Amanhã é aniversário da...
-... Sua mãe. Eu sei. – completou Clary, como se ele fosse retardado por pensar que ela não lembraria. –
- Isso. –Ele pareceu feliz ao ver que ela se lembrava, mas logo fechou a cara. – E eu a convidei para ir amanhã à festa...
- Ah. -Minha irmã disse. Sua voz tinha um desconforto evidente. -
-... E você também. –A confiança desapareceu de sua postura. – Se você quiser, claro. Você sabe como minha mãe gosta de você.
Clary também ficou sem jeito. Entretanto percebi que ela ficou um pouco feliz. Estava incomodada por eu ter sido convidada e ela não, mas a verdade era ciúmes. Ela tinha ciúmes de qualquer garota que se aproximasse de Jace, não importa se fosse eu, ela ainda sim tem ciúmes. Um completo absurdo.
- Eu... Claro, por que não?
Os dois deram uns sorrisinhos e depois ambos ficaram corados. Que fofura.
- Mas eu só estou indo por causa da sua mãe, ok? Não pense que vou por sua causa...
- E eu te convidei só por que minha mãe me pediu... não pense só porque eu quis.
Rolei os olhos. Eles sabem quebrar qualquer clima. Tris ao me lado observava tudo com os olhos brilhando. Dei uma cotovelada de leve nela, mas a mesma me ignorou.
- Certo.
- Certo. –Ele respondeu. –
Por mais que eles tivessem tentando serem grossos um com o outro, dava para ver que estavam felizes e ainda corados. Eu os amava. E os amava ainda mais juntos. Por que era tão complicado eles esquecerem o passado? Dava para ver que ainda se amavam, mas que tentavam se odiarem, para terem uma desculpa. Era tão ridículo. Justin teria concordado comigo. Eu e ele estávamos planejando um plano para juntar os dois... Já tínhamos o esquema e tudo. Meu sorriso morreu nos lábios assim que eu vi em quem eu estava pensando.
Oh, Justin...
Tris não viu, graças a Deus, ela estava ocupada demais vendo o casal complicação. Percebi que Jace a tinha chamado também. Ela concordou feliz. Dei um suspiro longo. Queria ir para casa. Minha animação tinha ido para o espaço. Meu peito doía. As lágrimas queriam cair. Fechei os olhos.
Não, você não vai chorar! Estamos em público! Repreendi-me em pensamento.
Por que era só o que faltava, eu chorar no meio do shopping. Realmente...
Sai de fininho, precisava achar um banheiro e me trancar lá até essa dor passar. Algo me dizia que eu morreria naquele banheiro.
 Eu era tão patética quando eu queria que até eu me surpreendia. Fui ao banheiro e estava vazio, chorei por alguns minutos até eu me recompor. Quando parei de chorar vi que meu nariz continuava vermelho. Droga, por que só meu nariz fica vermelho? Eu pareço uma rena!
Revirei os olhos para mim mesma. Peguei minha bolsa e sai do banheiro. Se minha irmã perguntar eu digo que foi um ataque de espirro e se Tris perguntar digo a mesma coisa, mas vai ser mais difícil enganar ela.
Meu celular tremia, indicando que alguém me ligava. Provavelmente uma das duas. Enquanto eu andava, tentava achá-lo na bolsa. Sem querer, esbarrei com tudo em alguém. Ótimo.
Agachei-me, pegando minhas coisas que caíram no chão. Metades dos meus pertences que estavam na bolsa agora estavam no chão.  Maravilha.
Peguei tudo na velocidade da luz, nem olhei para a cara do sujeito. Joguei tudo na bolsa de qualquer jeito e me virei. O cara nem tinha pedido desculpas, não seria eu que pediria.
- Espera.
Aquela voz... Oh, merda. Eu conhecia aquela voz. Virei-me, pedindo a Deus que não fosse quem eu pensava que era. Só que óbvio que era.
- Justin. –minha voz saiu esganiçada. –
- Belo cabelo. –Ele disse, meio sem jeito. –
Eu queria correr e abraçá-lo, mas não podia fazer nada disso. Não depois do que ele fez. Não depois de tudo. Engoli o choro novamente.
Ficamos em silêncio, ambos no encarando. Justin de um passo para frente, mas eu me afastei na mesma hora. Ele estendeu algo, algo que estava aberto. Reconheci que era minha carteira rosa. Ela estava aberta e Justin olhava algo nela. Percebi que era a foto que eu tinha na minha carteira. Eu tinha duas, uma era com todos. Dylan estava abraçado com Tris, ela fazia uma careta e ele ria, ao lado deles estava minha irmã e Jace se beijando e ao lado deles eu e Justin estávamos abraçados, olhando um para o outro com um sorriso largo. E a outra foto era só minha e dele. Nós estávamos cheios de torta na cara e gargalhávamos, abraçados. Arregalei meus olhos e puxei minha carteira de sua mão. Eu precisava tirar aquelas fotos de lá. Ou pelo menos recortar a parte em que ele estava.
- Você deixou cair. –Ele explicou. –
Eu tinha catado as coisas tão rápidas, que nem percebi que quase deixei minha carteira para trás. Guardei de novo na minha bolsa e o olhei. Justin estava com as mãos no bolso no moletom do time de futebol e parecia nervoso. Fala sério, até para ir para a porcaria do shopping ele usava aquela joça? Engoli em seco.
- Oh, sim. Obrigada.
Eu estava me virando para ir embora, quando sinto uma mão me pegar delicadamente, mas com firmeza. Nem preciso dizer quem era.
- Você andou chorando. –Disse, com pesar. –
- Não, eu... Ataque de espirro, sabe como é.
- Eu não fiz uma pergunta. Estava afirmando.
É, ele tinha razão. Engoli em seco. Eu podia enganar minha irmã, podia enganar meus pais, podia até enganar Beatrice, mas eu nunca conseguiria enganar Justin. Ele me conhecia melhor que ninguém. Não caía nas minhas mentirinhas.
- Não te interessa.
Tirei meu braço do dele e Justin abaixou a cabeça. Fiquei com raiva, agora ele queria bancar o arrependido?
- Por que você faltou hoje?
Ele tinha sentido minha falta. Uma parte de mim gritava emocionada a outra, era pura raiva. Depois de tudo, ele quer fazer as pazes? Arrumei minha bolsa no ombro, joguei meu cabelo para trás e antes de virar, o respondi friamente.
- Desde quando você se importa?
Saí andando, ou melhor, correndo. Peguei meu telefone e a mensagem de Tris dizia que ela estava no estacionamento. Olhei para trás e Justin continuava lá, me olhando, mas agora um grupo de garotos com o mesmo moletom se aproximou e começou a rir e dar soquinhos de brincadeira em Justin. Ele sorriu fraco para eles, mas não quebrou nosso contato visual. Balancei a cabeça, negativamente e continuei a andar.
Eu tinha que entender que minha historia com Justin tinha acabado.
A partir de agora, nós éramos apenas estranhos com as mesmas memórias. Só isso.
Uma lágrima escorreu pelos meus olhos, limpei rapidamente.
Justin... Ele ainda me enlouqueceria. Era uma certeza.

---------------------------


 Esse Justin não para de dar mancada, hein? BABACA! 
Agora vamos falar do Justin da vida real...
Alguém aí viu o Ice Bucket Challenge que ele fez? Delíciaaaaaaaaa, tenho apenas a dizer isso sobre aquele ser. Justin é perfeito, Jesus! Enfim, é isso. Esse capítulo foi meio depressivo, mas logo as coisas vão melhorar! Prometo hahaha Perguntinha básica: Alguma de vocês aí gostam de 5 Seconds of Summer? Se sim, quem é o preferido de vocês? O meu é o Ash... <3 Estou pensando em fazer uma fic com eles. Quem sabe? Hahaha
Comentem, bebês! Amo todas vocês. 



Respostas dos comentários: here

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

The Mission Of My Life - Capítulo 4


           


(Sn) arrumava sua mala apressada. Estava atrasada, como de costume. E o pior é que ela nem sempre foi assim. Podia ser mal humorada, mas era responsável quando o assunto era seu trabalho. Por incrível que pareça. Mas o cansaço a consumia e cada vez ela tinha mais e mais missões, sem pausas ou férias, então ficava muito cansada. E isso prejudicava sua rotina.
Terminou sua terceira mala, jogando sapatos de marcas lá dentro, junto com vários estojos de maquiagens. Olhou no relógio e viu que tinha apenas vinte minutos. Saco.
Foi até seu espelho e passou as mãos em seus cabelos castanhos com pêsame, já que daqui a alguns minutos ele viraria loiro. Não se incomodava em cortá-lo, mas mudar de cor? Bem, aí já era outro papo. Foi até seu quarto e pegou as malas, levando as para sala. Deixou tudo lá e depois pegou sua bolsa preta, junto com as chaves. Trancou a casa e saiu de lá o mais rápido possível. O lado bom era que o salão de beleza era perto de sua casa, o ruim era que era em frente ao salão de Justin.
Já não bastava aguentá-lo no trabalho...
Minutos depois, chegou ao salão. Entrou já se desculpando pelo atraso, mas Kenny, seu cabeleireiro, foi um amor, falando que não tinha problema e que isso acontecia mesmo. Ela explicou como queria seu cabelo. Ou seja, pintá-lo de loiro, alisá-lo e em seguida colocar um aplique para que ficasse até o umbigo. Não gostava de cabelos muito longos, em geral, atrapalhava. Porém, lideres de torcida usavam o cabelo nesse cumprimento. Era realmente bonito, mas dava trabalho para cuidar.
- Vai mesmo fazer progressiva, honey? Isso é praticamente um pecado! Seu cabelo é tão lindo assim ondulado...
Ela suspirou, chateada. Gostava de seu cabelo e não queria colocar química nele, sabia que isso o destruiria ainda mais que ela o pintaria. Mas, não tinha outra escolha. Maldito seja Ryan...
- Fiz uma aposta com a minha amiga, agora vou ter que cumprir... –Mentiu. –
- Vamos olhar pelo lado bom, Darling! Você ficará linda loira.
- Tomara.  –Sorriu. –
Kenny começou o trabalho, primeiro descoloriu o cabelo e então passou a tinta. O loiro que ela usaria em seu cabelo não era tão escuro, nem tão claro. Era um tom meio dourado. Logo depois ele secou e fez à progressiva. Demorou bastante tempo. E em seguida ele aplicou o aplique.
Assim que terminou, Kenny mostrou o resultado para a menina. Assim que ela se olhou no espelho... Mal se reconheceu. Já tinha usado peruca loira várias vezes, a maioria no estilo Mary Monroe. Tinha que admitir, estava linda. Passou a mão pelos seus cabelos agora longos e sedosos e sorriu. Estava, com certeza, uma típica patricinha de Beverly Hills. Oh, quem diria.
Kenny, que estava atrás de dela, sorria largamente. Tinha ficado melhor que o esperado!
- Você vai enlouquecer muitos homens, sweet heart.
Ela riu e se levantou, beijando sua bochecha.
- Obrigada, Kenny! Você é o melhor, sem dúvida alguma.
A menina pagou e enfim se despediu de seu, magnifico, cabelereiro. Saiu se sentindo outra pessoa. Jogou seu longo cabelo para trás e colocou seus óculos escuros de marca. Apertou-se contra seu sobretudo e caminhou lentamente pelas ruas calmas de Londres. Até que ouviu uma voz atrás de si.
- Quer me matar do coração, Kamana?
(Sn) rolou os olhos, se virando contra vontade. Lá estava Bieber, com seu típico sorriso malandro, roupas estilosas e seus olhos cor de mel brilhando. Era uma pura tentação... quando estava calado.
- Ficou bonito moreno, Patrick. –Frisou, fazendo o garoto sorrir sem humor. – E que merda é Kamana?
- Eu andei estudando Hindi, sabe, é uma língua muito bela. Kamana significa o lindo desejo que eu aspiro acima de todos os outros. É um belo apelido, não acha? Já que vamos ser namorados...
- Nem me venha com esse papo, só de pensar nisso já sinto meu almoço subindo.
- Você é tão doce, minha amada.
- Pare de me chamar assim. –Ela se irritou. –
- Assim como?
- Com esses apelidos melosos!
- Você é tão chata, (Sn)zinha.
- Vá tomar no cu, Bieber.
Ela bufou e se virou de novo, caminhando em direção a sua casa. No entanto, ela sabia que ele não desistiria tão fácil. O conhecia há muito tempo e sabia que encher o saco dela estava no topo da lista de coisas que ele amava fazer.
- Você se estressa muito fácil, baby.
(Sn) apenas se limitou a olhá-lo com o seu olhar típico de “cale a boca, idiota!” E então voltou seu olhar para frente. Justin apenas sorriu e continuou a caminhar em seu lado. Estava se achando com seu cabelo preto, sabia que tinha ficado lindo com ele. Ainda mais com seu corte novo, agora não usava mais um topete, seu atual penteado era usando o cabelo para trás, o deixando com um ar sexy.
Mais que o normal.
Caminharam em silêncio por minutos, até (Sn) parar em frente a sua casa. Olhou para Bieber, que estava ao seu lado, sorrindo largo. Segurou-se para não meter um soco em sua cara.
- Posso saber o que veio fazer até aqui?
- Vim trazer minha namorada em segurança, oras. O dia está muito perigoso hoje em dia, amor.
Fala sério, pensou (Sn). Ela não merecia isso...
- Já estou em segurança, Bieber. Pode ir agora?
- Não ganho nenhum beijo?
- Toma vergonha na cara, garoto!
Ela entrou na sua pequena casa, fechando a porta da cara do menino, mas o ouviu gritando “Me liga” Apenas se limitou a rolar os olhos. Justin era mesmo um imbecil.
Mas ela, no fundo, gostava da companhia daquele imbecil. Só que, claro, nunca admitira isso em voz alta.

+++
            Justin acordou com disposição. Um belo de um milagre...
Os dias passaram voando e quando viu era o dia da tão esperada viagem. Recebeu uma mensagem de Ryan, avisando para ir para o aeroporto e não podia se atrasar. Todos pegariam vôos diferentes. Menos Justin e (Sn), que pegariam o mesmo voo, já que eram namorados. Sorriu, ao ler a mensagem. Sabia que quando (Sn) descobrisse, ficaria pê da vida.
Droga, ele queria ver a cara de emburradinha que ela faria...
Jogou suas malas no porta-malas de sua Ferrari e entrou, checando sua aparência no retrovisor. Estava um pecado! Acelerou, em direção ao aeroporto. Mas antes, resolveu fazer uma surpresinha...
Depois de algum tempo, lá estava Justin buzinando em frente à casa da Parker. Ele viu que ela ainda não tinha saído de lá, pois a casa estava acesa. Enquanto esperava a mulher sair, verificou suas lentes pelo espelho. Credo, como aquilo incomodava!
Depois de minutos –que pareceu horas. – uma linda mulher loira com olhos azuis saiu segurando varias malas rosas. Ela vestia um vestido justo preto e por cima usava um sobretudo branco.
Oh, certo, ela sim que estava um pecado. Céus, que mulher...
(Sn) estava bem diferente do normal, parecia realmente outra pessoa. Estava irreconhecível. Ele preferia de longe mil vezes ela do jeito normal, mas assim também estava linda. Quando viu o carro de Bieber ali embicado na calçada, não acreditou.
Realmente, Justin Bieber era imprevisível.
- Olá, namorada. Entra aí, não podemos perder o vôo.
A menina sorriu, ainda não acreditando naquilo. Ela não tinha muita escolha, afinal. Iria de moto e com certeza, suas três malas e uma de mão não caberiam nela. E pegar um táxi era muito exaustivo... e caro. E lá estava Bieber, com seu cabelo preto e seus olhos verdes, postiços. Ele usava uma blusa branca em “v”, calça jeans e uma jaqueta preta. E claro, seus óculos escuros. Um verdadeiro badboy. Um verdadeiro heartbreaker. Nenhuma garota com juízo completo não cairia nos encantos dele.
Porém, Parker estava longe de ser como as outras garotas e estava mais longe ainda de ter juízo.
Por isso apenas sorriu de lado, aceitando a derrota e levantando as mãos em rendição.
- Pelo menos essa foi uma surpresa útil.
- Eu sou bem legal, pode falar.
- Nem começa, Bieber.
Ele a ajudou a colocar as malas no carro e então os dois entraram no carro e foram rumo ao aeroporto. (Sn) olhava a paisagem bela de sua cidade amada através do vidro. Toda vez que uma missão estava chegando, ela ficava meio melancólica. Pois sabia, assim como todos os agentes que corriam o risco de nunca mais voltarem delas.
Justin dirigia tranquilamente, enquanto uma de suas músicas favoritas tocava na rádio. Ele cantarolava suavemente, fazendo seus cabelos balançarem no ritmo da música junto com ele. Olhava às vezes pelo canto dos olhos como estava sua parceira. Ela parecia meio longe e até um pouco deprimida. Ele a conhecia o suficiente para saber por que ela estava assim, por isso tirou uma das mãos do volante e colocou em cima da dela, suavemente. A mulher, ao em vez de retirar violentamente a mão, como ele esperava, mas deu um sorrisinho e voltou a olhar a paisagem.
E assim foi até o aeroporto. O silêncio dominava no carro, mas as mãos continuaram entrelaçadas até o fim do trajeto.
+++

A viagem tinha sido cansativa. O voo tinha atrasado, fazendo ambos já se irritarem. Fora que era uma viagem longa, que durava mais ou menos dez horas e trinta minutos.
Felizmente, os dois sentaram-se um ao lado do outro. Ficaram na primeira classe, afinal Brooke Sanders era rica. Assim como seu namorado. Fora tudo isso, a viagem tinha sido ótima. Apenas quando teve turbulência que Justin quase teve um ataque do coração. Ela teve que segurar sua mão e acalmá-lo. Só depois quando ele ficou bem (Sn) começou a irritá-lo, falando que ele não tinha medo de encarar dez homens armados, mas tinha medo de uma pequena turbulência.
Justin ficou de cara feia até o final do vôo. (Sn) não ligou muito, apenas riu da infantilidade de seu parceiro. Quando chegaram em terra firme, foi um alivio. Por mais que (Sn) não admitisse, ela também não gostava muito de aviões.
Depois que resolveram tudo por lá, pegaram um táxi e deram o endereço da faculdade. Ambos estavam nervosos, por mais que não demonstrassem. (Sn) estava mais insatisfeita do que nervosa. Odiava os universitários, eles se achavam os donos do mundo, ou melhor, os “deuses.” Achavam que eram imortais. Achavam que sabiam de tudo, mas não sabiam de nada.
Ela que já tinha presenciado cenas de mortes, de tortura e de outras coisas imagináveis, não sabia. Imaginem eles?
O táxi parou em frente a grande e bela universidade, chamando a atenção dos dois. Justin sacou da carteira seu novo cartão de crédito, cujo estava com seu nome “atual”, Patrick Adams. Pagou o motorista, tirou todas as malas do porta-malas, com a ajuda do mesmo e então olhou para (Sn), que olhava tudo meio receosa. Sorriu indo até em direção à garota, entrelaçando sua mão com à da mesma com a dele.

- Bem vida a Califórnia, namorada. –Disse, sorrindo. – 

------------------------------
E aí, gente gataaaaaa. Estou chateada, fiquei em recuperação em duas matérias e não consegui me recuperar em nenhuma delas. (Matemática e química matéria do capeta) :(((( Vou fazer de tudo para ir bem nesse semestre, bimestre, eu sei lá... Só sei que não quero ficar de recuperação final, sério. Enfim, espero que tenham gostado desse capítulo, pois eu amei escrevê-lo! Estou mais deprimida ainda, porque o blog está com pouquíssimos comentários. Qual é, gente :( Assim fico magoada. Comentem, não custa nada, vai!


Respostas dos comentários: aqui


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Dear Angel - Capítulo 21




“Quando duas pessoas se amam, nem à distância nem o tempo, podem separa-las.”
- O Melhor de Mim

Todos nós estávamos na sala na casa de Justin nos encarando sem saber o que falar. Eu, como de costume, queria fugir. Não por eu ter culpa, dessa vez minha ficha estava limpa, mas sim porque o clima estava meio constrangedor.
Meio tenso.
Nora, ao meu lado, fuzilava Scott com os olhos. Ele a ignorava. Jake estava paralisado e ao seu lado estava uma Camille furiosa.
Sim, vocês leram isso. Camille furiosa. Essas duas palavras não combinavam, em minha humilde opinião.
Daniel e Kate estavam abraçados, mas em silêncio. Kate ainda estava um pouco brava comigo, mas ela me ama muito para me ignorar pelo resto da vida. O que posso dizer? Sou uma garota totalmente amada.
Hoje de manhã, eu tinha recebido uma mensagem de Jake, dizendo para eu ir até a casa dele e dos garotos. Eu e Nora fomos. O mais surpreendente foi que quando abrimos a porta, demos de cara com três pessoas. Três pessoas conhecidas.
Daniel, Kate e Camille.
Olha, eu fiquei bem chocada. Paralisada, na verdade. Nenhum dos três parecia à felicidade em pessoa. Camille parecia que queria esganar alguém. Provavelmente eu. Kate me olhava... Não, não, ela não me olhava, ela me fuzilava com os olhos. Já Daniel estava tranquilo, mas seu olhar dizia “o bicho vai pegar”.
E o bicho pegou mesmo.
Assim que pisamos, fomos bombardeados de perguntas. Na verdade, eu.
Sempre eu.
Camille gritou comigo. Disse que eu era irresponsável e que ela não podia me deixar sozinha por cinco minutos que eu já fazia besteira. O que meio que era verdade. Meio porque eu não precisava necessariamente estar sozinha para fazer alguma besteira.
Kate gritou comigo também, mas por diferentes razões. Disse que eu era uma vaca por não ter me despedido dela, que ficou totalmente chateada. Que eu era um monstro sem coração.
Daniel apenas me deu um sorriso transbordando diversão e me ofereceu uma jujuba.
Sei lá de onde ele tinha arranjado aquilo. Só sei que fiquei tão irritada que peguei a jujuba e joguei pela janela. Daniel depois disso me ignorou. Ele tinha ficado chateado. Senti-me mal. Os donos da casa apenas nos olhavam como se fossemos estranhas.
Babacas.
- Você, (Sn) Fray, pode apostar que quando voltarmos para casa estará de castigo! –Camille gritou. –
- Você se esqueceu de algo, Camille...
- O que?
- Você não é minha mãe. Não é e nunca vai ser. –Gritei, furiosa. –
Cams ficou chocada com minha reação. Chocada e machucada. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela não falou mais nada. Senti-me um... um cocô.
Só depois que a raiva acabou, claro.
E aqui estávamos nós. Sentados em uma roda no chão, cada um se encarando sem dizer nada.
Eu não suportava silêncio. Acho que iria explodir a qualquer momento. Nora estava em silêncio. E ela nunca calava a boca. Isso era tão frustrante. Scott parecia pensar o mesmo que eu, já que foi ele que quebrou o silêncio.
- Certo! -Exclamou. – Alguém, por favor, poderia falar algo? Qualquer coisa...
- Vai se foder. –Sorriu Nora. –
Ah, não...
Eu disse que não gostava do silêncio? Bem, retiro o que disse. Scott a olhou, incrédulo.
- Qual é o seu problema, garota?
- Mulher. Eu sou uma mulher, Carter. Você que é um garoto. Um menino, na verdade. Um menino infantil e imaturo.
- Sabe Nora, você é uma idiota. Sempre foi e sempre vai ser. Acha que é a dona da razão, mas a verdade é que você não é. Custa admitir que você estava errada?
- Errada? -Ela gritou, furiosa. – Você me traiu, seu babaca escroto! E eu é que estou errada em te odiar?
- Foi tudo um mal entendido, será que não consegue entende isso? Eu amava você! Amava mais do que cabia em mim! Você era única garota para a qual eu tinha olhos. Eu não queria nenhuma outra... Só você, Nora. Só você.
Scott estava vermelho e ofegante. Nora estava estática. E eu? Bem, eu estava emocionada. Meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Era tão lindo, tão filme...
- Só que você nunca acreditou, não é? Bem, agora não importa, de qualquer maneira. –Ele suspirou, pesadamente. – Nossa história é passado. Eu só queria que você parasse de me acusar. Só isso. Jamais te trairia. Eu amava você. Jamais faria algo para te magoar. Você era minha garota marrenta. Podia me irritar às vezes, mas era a pessoa mais especial para mim. Era meu tudo.
Nora o olhava com os olhos cheios de lágrimas. Eu já chorava descontroladamente. Só Deus sabe como era difícil ver Nora chorar toda noite por causa de Scott. Ela gritava, tinha pesadelos todas as noites e quase entrou em depressão. O pior de tudo era que ela nunca tinha superado Scott.
Acho que ela nunca superaria
Ele ficou em silêncio. E então se sentou novamente. Eu podia ouvir o coração de Nora bater descontroladamente daqui.
Para que TV se tenho amigos como esses?
- Eu acredito. –Sussurrou. – Eu acredito em você.
Scott a olhou com os olhos brilhando.
- Mesmo?
- É, mesmo. –Sorriu, de lado. – É que quando eu vi aquela vadia em cima de você... Bem, eu não sei. Fiquei com tanto ódio. Tanto de você, quanto de mim por não ser o suficiente.
- Você sempre foi mais que o suficiente, Nora.
Ela deu um sorriso de lado, mas não falou mais nada.
- Isso foi... Inspirador. –Sorri. –
- É verdade, quem é o próximo? -Perguntou Camille. –
Todos a olharam confusos.
- Como é? -Perguntou Jake. –
- Precisamos deixar os problemas do passado para trás, pois só assim conseguiremos seguir em frente. Então, quem é o próximo?
Ninguém respondeu.
Camille está querendo roubar meu posto? Sou eu quem dá idéias sem noção aqui.
- Certo. –Ela suspirou. – Eu mesma vou.
Camille levantou e jogou o cabelo para trás. Olhou primeiro para Kate.
- Kate, desculpa. Sabe aquela vez que você conheceu um menino chamado Jack em um bar e ia sair com ele? Bem, aquela mensagem dizendo que tinha cancelado o encontro não foi ele que mandou, fui eu. Não queria que saísse com um estranho. Um estranho que parecia realmente estranho. –Ela respirou fundo. – Nora, se lembra de que Scott apareceu com um olho roxo depois do término de vocês?
- Você bateu nele? - Nora perguntou, abismada. –
- Claro que não. Eu contei para minha tia e aí sim ela bateu nele.
- Eu sabia que tinha sido você! –Scott exclamou, raivoso. –
- Pois é, não tive outra escolha. Hm, (Sn)...
Prendi a respiração.
- Você é a mais nova entre todas nós. É minha melhor amiga. Minha irmã. Você sempre se mete em confusão, mas isso não me impede de te amar menos. Sou mais protetora e chata com você não porque gosto de pegar no seu pé, mas porque quero te ver bem. Desculpe se às vezes passo do limite... Sei que nunca vou ser como sua mãe, ninguém nunca vai tomar o lugar dela, mas eu quero que saiba que sempre vou estar aqui pra você, tá? Mesmo que a gente brigue às vezes.
 Assenti, já chorando. Cams respirou fundo e se virou para Jake.
- Jake, eu nunca admiti mais eu sempre tive mais que uma queda por você. Eu sempre fui loucamente apaixonada por você. Só que parecia que você não sentia o mesmo por mim, então nunca falei nada. Estou dizendo isso apenas para esclarecer. Para desabafar. É uma pena que não demos certo. Bem, é isso.
E então ela se sentou.
- Próxima?
- Eu! –Nora se levantou. – Queria me desculpar primeiramente com Justin. –Ele a olhou surpreso. – Eu sempre fui um pé no saco com você. Sempre te maltratei, mas... A verdade é que no começo eu tinha ciúmes. Deus, eu morria de ciúmes. Eu achava que você estava roubando minha melhor amiga, sabe... Mas depois vi que não era nada disso. Continuei pegando no seu pé sim, mas por motivos diferentes. Queria ver se você era suficiente para minha amiga. E você provou que sim, mas então você foi embora e eu percebi que me enganei ao seu respeito. Só quero esclarecer que se você quer conquistá-la novamente, terá que passar pela minha avaliação. E você não está indo nada bem... Camille, queria me desculpar por aquela vez que gritei com você e que fui eu que quebrei seu vaso de cristal.
- Não acredito, sempre achei que tinha sido a Kate.
- Ei!
- Continuando... – Nora rolou os olhos. – Waters, sabe aquela vez que sua comida estava apimentada? Fui eu. Eu também estava te testando. Jake se lembra daquela vez que eu disse que você era um bunda mole? Bem, acho isso de você até hoje. E Scott, queria me desculpar. Eu fui uma cabeça dura e estraguei nossa relação. Só queria dizer que por mais que a gente tenha sofrido e passados por altos e principalmente por baixos, se eu pudesse fazer tudo de novo, eu faria exatamente igual.
E então ela se sentou.
- Muito bem. –Comentou Camille feliz. – Quem quer ir?
- Eu! –Tomei coragem. –
Levantei-me e fui ao centro da sala. Deus, isso parece terapia.
- Por onde eu começo? Oh sim, vamos lá... Jake, não foi Justin quem quebrou seu videogame, fui eu. Ele apenas assumiu a culpa por mim. Scott, desculpa por eu ter ido à sua pagina do facebook e por ter te xingado muito lá. Desculpa também por ter criado um clube hater para você. É que sabe como é... você tinha magoado minha melhor amiga, era minha obrigação magoar você também. Kate, desculpa por na infância te odiar. Eu tinha ciúmes. Pois é, eu sabia que você tinha uma queda pelo Justin e isso me tirava do sério. –Respirei fundo. – Nora, se lembra de que ficamos sem luz e eu disse que tinha acabado a luz na rua inteira? Eu menti, foi porque eu não paguei a conta de luz, mesmo. Cams, desculpa por eu ter sido idiota. Você é uma das pessoas que eu mais amo no mundo e eu amo a preocupação que você tem por mim, mas acho que está na hora de você tirar umas férias. Você precisa mais de tempo para você. Nós vamos ficar bem. –Sorri carinhosa. – Daniel, ou melhor, Waters, me desculpa por ter jogado suas jujubas fora, mas sabe como é, eu estava irritada. Não é nada pessoal, ok? Eu amo você e agradeço muito por fazer minha amiga feliz. –Olhei de relance para Kate e ela sorria. – E Justin...
Agora era a hora mais difícil.
- Justin, você sempre foi meu melhor amigo. Meu porto seguro. Depois da festa de Andrew, que nos beijamos, eu percebi que eu não queria ser sua melhor amiga, eu queria ser mais. Queria ser sua namorada. A única garota de sua vida. Só que no dia seguinte, você não estava mais lá... Tinha simplesmente desaparecido. Aquilo me afetou muito. Entre todas as pessoas, você era a única que eu pensei que ficaria para sempre. Mas eu aprendi do jeito mais difícil, que nada dura para sempre. Reencontramo-nos e não foi como eu sempre imaginei, mas eu queria agradecer, sabe. Por todos os momentos. Mesmo que a gente tenha passado por um bocado de problemas, de tristeza e de lágrimas, eu não me arrependo de nada. Afinal, os melhores momentos da minha vida foram ao seu lado. Só que esclarecer que quero recomeçar do zero, pode ser?
E então me sentei.
Jake se levantou na hora.
- Quero dizer a todos que eu sofri muito com a separação do nosso grupo. Sempre achei que fossemos para sempre, compreendem? Para mim, nós éramos uma família. E uma família é para sempre. Quando vi que cada um estava seguindo a vida, que cada um estava se afastando, isso me de destruiu, cara! Eu não queria que nada mudasse. Mas tudo, de repente, mudou. Justin tinha ido embora, todas as garotas estavam revoltadas e não falavam mais com a gente, cada vez íamos nos afastando e quando percebi, nós nem éramos mais amigos. Camille, eu sempre fui apaixonado por você, mas Nora tem razão, eu sempre fui um bunda mole e nunca disse nada por medo. Medo por não ser correspondido. O tempo passou e eu perdi a chance... Me arrependo até hoje, porque de alguma forma, eu sei que se eu dissesse aquilo a você, tudo hoje poderia ser diferente. Contudo, eu nunca vou saber. Por isso, hoje em dia, faço e falo tudo que tenho em mente. A vida é muito curta para a gente se arrepender.
Ele parou de falar e eu bati palma, emocionada com seu discurso. Só eu estava batendo palma, todos me olhavam e então parei, abaixando a cabeça, envergonhada. Eu só pago mico, mesmo...
- Hm, eu quero falar, também.
Quase tive um ataque do coração quando ouvi aquela voz.
- Queria me desculpar por ter decepcionado vocês. Principalmente você, (Sn). Eu fui um otário. Mereci sua raiva e seu desprezo. Mas cara! Eu jamais quis fazer isso, eu precisei, entendem? E isso não é uma desculpa plausível, eu sei, mas é o que posso dizer por hora... Nora, se lembra da sua barbie favorita, a Kelly? Fui eu que raspei o cabelo dela.
- FILHO DA PUTA!
Ele a ignorou
- Kate, sabe seu perfume favorito? Também quebrei, mas foi sem querer. Cams se lembra de que você ficou trancada no quarto com o Jake? Não foi por que a porta emperrou e sim porque fui eu quem trancou vocês lá dentro. (Sn), se lembra de que alguém todo no dia durante esse anos no seu aniversário mandava um buquê de flores para a casa do seu pai? Era eu. Acho que sempre foi meio óbvio, mas é sempre bom certificar, certo? - Sorriu. –
- Sempre desconfiei. – Sussurrei. –
- Não vou mentir, fiquei muito decepcionado quando te reencontrei e vi que você não usava mais o colar que eu te dei. Mas tudo bem, eu entendo. De verdade. Só queria dizer que posso ter cometido vários erros, mas te amar nunca foi um deles. Você é o meu anjo e sempre vai ser. Não existe distância ou tempo que impeça isso. Eu disse a você que meus sentimentos por você continuam o mesmo e irei te provar isso.
Ele sorriu e se sentou ao meu lado. Entregou-me uma sacola pequena decorada e piscou para mim.
- Abra quando estiver sozinha.
O olhei, desconfiada. Ele apenas continuou a sorrir. Depois de todos os desabafos e desculpas, parecia que o ambiente estava mais leve. Nora e Scott sorriam um para o outro. Eu quase caí para trás, ao ver a cena. Jake e Camille estavam meio envergonhados, mas ainda assim pareciam à vontade. Kate e Daniel estavam rindo e se beijando. Olhei para Justin, curiosa.
- O que é?
- É surpresa.
- Odeio surpresas.
- Há, pelo menos uma coisa não mudou...
- Idiota. –Murmurei, sorrindo.
- Eu li em algum lugar que quando uma garota sorri e chama o garoto de idiota é porque ela o ama. Isso se encaixa aqui.
Gargalhei e o olhei com os olhos brilhando. Tentei fazer minha cara de misteriosa e o fitei.
- Você nunca vai saber, Bieber.
- Isso foi sexy. –Ele sorriu largamente. –
- Eu nasci sexy, baby.
Ficamos conversando e rindo sobre besteiras até que já estava na hora de ir embora. Todos nós combinamos de nos encontrar amanhã lá em casa, eu, Nora, Camille, Kate e Daniel fomos para minha casa, afinal, eles ficariam hospedados lá. Elas contaram que tiraram férias dos empregos e Daniel veio por que estava com saudades e também porque queria conhecer Londres. Assim que chegamos em casa, eu arrumei o quarto onde eles ficariam. Nora estava dormindo no meu quarto, comigo, Camille disse que tinha medo de ficar sozinha, então ela dormira com a gente. Daniel e Kate dormiriam no quarto de hospedes, sozinhos.
Boa coisa não daria.
Papai não tinha saído do quarto e minha preocupação com ele aumentava cada vez mais. Fui até lá e perguntei se ele queria algo, mas ele apenas negou e continuou na deitado na cama, abraçado com uma foto. Uma foto que minha mãe estava gargalhando, toda feliz.  Engoli o choro e sai de lá rapidamente. A morte de mamãe destruiu meu pai. Eu consegui seguir em frente graças as minhas amigas, mas meu pai não.
Depois disso, dormi. Acordei às três da manhã e não consegui dormir de novo, por isso, fui até a sala e peguei a sacola que Justin tinha me dado. Lá dentro estava um papel escrito “essa é a primeira prova.”
Boiei. Dentro da sacola tinha uma fita de videocassete. Olhei para aquilo surpresa. Fui até o porão e encontrei lá o aparelho, fui até a sala e conectei a Tv. Coloquei a fita e o vídeo começou a rodar.
Um garoto novinho com a franja para o lado apareceu na dela. Ele tinha um sorriso travesso. A imagem não tinha muita qualidade, mas dava para ver com clareza.  

“- Oi. –Ele sorriu para a câmera. – Hoje é primeiro de junho de dois mil e quatro e vou gravar minha primeira música. Ela se chama Common Denominator. É totalmente inspirada na minha melhor amiga, (Sn) Fray. Gostaria de dedicá-la para ela, também. (Sn), se você estiver vendo esse vídeo, é porque nossa história ainda não chegou ao fim. E isso é um ótimo, ótimo sinal. Eu sei você talvez nunca assista ele, mas... vou correr o risco. Espero que goste.
 [coloquem para tocar]
Just a fraction of your love
(Só uma fração do seu amor)
It fills the air
(Preenche o ar.)
And I fall in love with you
(E eu me apaixono por você)
All over again
(De novo)

Sorri, emocionada. Como Justin podia ser tão perfeito, desde pequeno?

You're the light that faced the sun
(Você é a luz que enfrentou o sol)
In my world
(No meu mundo)
I'd face a thousand years of pain
(Eu enfrentaria mil anos de sofrimento)
For my girl
(Pela minha garota)
Quando percebi, lágrimas já caiam de meus olhos. Droga, eu sou uma chorona mesmo.

Out of all the things in life
(De todas as coisas na vida)
That I could fear
(Que eu poderia temer)
The only thing that would hurt me
(A única coisa que poderia me machucar)
Is if you weren't here
(Seria você não estar aqui)

Meu coração se apertou. Justin sempre costumava falar para mim que seu pior pesadelo era me perder. O que eu nunca contei para ele era que esse também era meu maior medo. Perdê-lo. 

I don't want to go back
(Eu não quero voltar)
To just being one half of the equation
( Para ser apenas metade de uma equação)
You understand what I'm sayin'?
(Você entende o que eu estou dizendo?)

Ele fechava os olhos enquanto cantava, mas nunca tirava o sorriso do rosto. Dava para ver que ele tinha sido feito para isso.
Girl with out you I'm lost
(Garota, sem você eu estou perdido)
Can't fix this compass at heart
(Não é possível corrigir esse compasso de coração)
Between me and love
(Entre mim e o amor)
You're the common denominator, oh, oh, ohh, oh
(você é o denominador comum, oh, oh, ohh, oh)

Before your love was low
(Antes do seu amor estava baixo)
Playing girls was my high
(Garotas estavam jogando na minha mente)
You changed the game
(Você mudou o jogo)
Now I put my cot in the side
(Agora eu coloquei minhas besteiras de lado)

When broken hearts rise up
(Quando os corações partidos se levantarem)
To say love is a lie
( Para dizer o amor é uma mentira)
You and I would stand
(Você e eu vamos permanecer)
To be love's reply, yeah
(Para ser a resposta do amor)

Justin sempre foi um ótimo compositor e sempre levou jeito para coisa. Tinha a voz de um anjo, também. Na verdade, eu o considerava como um.

Out of all the things in life
(De todas as coisas na vida)
That I could fear
(Que eu poderia temer)
The only thing that would hurt me
(A única coisa que poderia me machucar)
Is if you weren't here
(Seria se você não estivesse aqui)

I can't imagine a life
(Eu não consigo imaginar uma vida)
Without your touch
(Sem o seu toque)
Every kiss that you give
(E todo beijo que você me dá)
You fill me up
(Você me completa)


And through all the heart aching
(E através de todo coração dolorido)
Jealous females hating
(Mulheres invejosas que me odeiam)
I'm gonna hold it down
(Eu vou segurá-las)
For you, woah, oh woah
(Por você)

- Você não está aqui. Faz três anos que não está. E isso me mata a cada dia. –ele deu um sorriso triste. – Mas sabe o que é mais engraçado, Anjo? É que a distância não diminui o meu amor por você, na verdade, ela só aumenta-o.”

E o vídeo tinha acabado. A tela ficou preta e a fita parou de rodar.
Meu coração estava acelerado. Minha boca seca e me lembrei das palavras de Justin de dias atrás “uma coisa não mudou, meus sentimentos por você.”
Esse vídeo só tinha me feito perceber o óbvio, que era que eu também o amava.
Nunca tinha deixado de amá-lo. E provavelmente, nunca deixaria. 

--------------------------------
Não sei vocês, mas eu shippo esse casal! auahau E aí, galerinha do mal? Acabou as férias, chorando apenas =( Serio, estou muito triste. E de recuperação em química (e matemática) </3 Valeu, vida.
Enfim, estou chateada! Teve poucos comentários... Galera, sei que é chato ficar sempre falando isso, mas o que custa ajudar? Poxinha. 
 Tenho uma perguntinha para vocês... Se eu criasse um grupo no facebook vocês entrariam nele? Respondam babys! 
 

 
  Resposta dos comentários --->  aqui