domingo, 27 de julho de 2014

The Mission Of My Life - Capítulo 3



Como de costume, Justin acordou tarde. Resmungou, irritado. Aquela porcaria de alarme sempre o deixava na mão. Era impressionante. Levantou-se meio sonolento e foi andando para o banheiro. Tomou uma ducha rápida, fez a higiene matinal e foi até seu quarto trocar de roupa. Como de costume, colocou uma calça jeans, uma blusa com gola “v” de manga preta, o que ressaltava seus grandes músculos. Penteou o cabelo, mas logo o bagunçou. Passou seu perfume preferido, que deixava as garotas morrendo só de sentir e pegou sua arma de “estimação” que estava na gaveta da cômoda.
Um lugar clichê, mas prático. Pegou seus óculos escuros e colocou, para ninguém reparar que seus olhos estavam inchados por causa do sono. Foi até a sala e viu que seu celular estava tremendo. Pegou ele rapidamente e viu, com um aperto no coração, que era Jenny.
Ele sabia que ela merecia uma explicação, mas ele não podia dar uma. Não quando isso colocasse sua vida em risco. Fechou os olhos com força. Não, ele não choraria. Porra, você é macho! Não um viadinho. Recriminou-se em pensamentos.
Jenny era sua ex-namorada. Cabelos pretos longos, olhos verdes, cílios grandes, tinha um corpo esbelto. Era alta, como uma modelo. Lábios carnudos e era encantadoramente linda.
Justin a amava.
Conheciam-se desde o colegial. Sempre foi encantado por ela, e quando ela mostrou que ele era correspondido, se sentiu o homem mais feliz do mundo. Sentiu-se completo, realizado.
Namoraram por anos, até que Justin viu que aquilo não poderia durar. Até poderia, mas ele preferia não correr o risco. Teve um dia que ele recebeu uma mensagem ameaçando sua querida namorada. Ele não se permitiu continuar com aquilo. Aquela vida ele tinha escolhido para ele e não para ela. Não podia imaginá-la em perigo. E se um dia se casassem? Que desculpa ele ia usar para ficar fora por meses ou mais, até sua missão acabar? –Se acabasse.
Era tão complicado...
Só que mesmo com essas terríveis consequências, ele não se arrependia de nada. Amava seu trabalho. Amava descobrir segredos daqueles mal amados. Amava colocar os devidos culpados atrás das grades. Amava seus companheiros.
Amava Jenny também e por isso mesmo se afastou. Para a garota, ele tinha se cansado dela. Mal sabia ela, mal sabia...
Excluiu a mensagem, sem ler. Precisava começar do zero. Precisava esquecê-la. Trocaria a linha amanhã. O celular tocou de novo, ele já o pegou, preparado para desligar, mas parou assim que viu quem era.
(Sn). Ou melhor, pensou com um sorriso irônico, agente Parker.
- Sentiu minha falta tanto assim, docinho? –Perguntou, sorrindo debochado. –
- Acho melhor calar a boca, cabeça de bagre. Estou de mau humor, entendeu? Acho melhor chegar aqui em quinze minutos, ou eu mesma vou aí e te arrasto pelos cabelos.
- Você é má. Gosto disso.
- Ninguém te perguntou. Quinze minutos, Bieber. Se eu fosse você, estaria correndo.
E então desligou. Ele sem mais delongas, saiu correndo em direção ao seu carro. Ele sabia que sua agente preferida não brincava em serviço. Era uma mulher de palavra. Ele morava em uma pequena casa bem simples, em um condomínio na cidade. Era simples, nada muito extravagante. Segurança máxima tanto no condomínio, como na casa. Saiu em alta velocidade em direção a central.
Depois de vinte minutos estava lá, encontrou agente Parker saindo da fortaleza, o que comprovou que ela estava realmente indo atrás dele. O menino riu, realmente ele a conhecia. Estacionou o carro e ela sua moto. Os dois caminharam lentamente até o grande prédio. Mostraram o crachá e quando foram identificados, entraram.
Agente Bieber sorria para muitas pessoas, cumprimentando várias delas também, enquanto agente Parker apenas sorria, um pouco distante. O elevador chegou ao andar desejado, os dois saíram no mesmo instante e foram até a sala onde estava o resto da equipe. Quando chegaram lá, agente Butler estava estudando um mapa gigante, já a agente Chadwick parecia operar alguns aparelhos eletrônicos de última geração, como uma escuta. A sala era grande, toda envidraçada, porém todas as persianas estavam fechadas, para dar mais privacidade, menos a que dava para o lado de fora. Agente Bieber sentou-se ao lado de Parker, que agora estava segurando uma maquina fotográfica de alta resolução e imenso zoom.
Sentou-se folgadamente da cadeira, encarando os companheiros.
- E então? –Perguntou ele. –
- Já que estão todos aqui –Começou Butler. – vou mostrar nossas novas identidades.
Todos pararam o que estavam fazendo e encararam o loiro. Essa era uma parte importantíssima da missão. Para ocorrer tudo bem, eles precisavam entrar em seu personagem. Era como um teatro. Tinham que se acostumar a suas novas rotinas. Suas vidas novas.
Ryan abriu o envelope bege e lá tirou vários RG’s falsos, assim como passaporte, cartão de crédito, certidão de nascimento, CPF e o caramba. Ele entregou primeiro para Kelsey. Ela pegou delicadamente e assim que leu, franziu o cenho, descontente.
- Donna Collins? Que nome de velha!
- Não é assim tão ruim. –(Sn) a consolou. – Teve uma missão que eu me chamei Oskana.
- Podemos continuar? –Interrompeu Ryan, já irritado. –
Todos assentiram.
- Agente Parker, esse é o seu.
Ela pegou os documentos. Leu o nome e até que ficou contente. Não era tão ruim assim.
- Brooke Sanders. –Anunciou. – Eu gostei.
- É legal. –Justin deu de ombros. – E o meu?
Agente Butler jogou para seu amigo o dele. O garoto leu e ficou incrédulo.
- Patrick Adams? Patrick? Sério mesmo? Que nome de bicha!
- O meu é Lorenzo Agostini. –Diz Ryan, mostrando o dele. –
- Certo, estamos empatados. Que merda é essa, afinal?! –Bieber exclama, indignado. –
- Eu irei ser italiano. –Ele explicava, sério, mostrando que não estava achando graça das piadinhas de Justin. – Cada um terá uma história diferente. Uma lenda.
Todos assentiram, apenas escutando.
Uma lenda era basicamente sua nova vida, era uma maneira de chamá-la assim. Sua vida de “mentira”. Muitos agentes usavam esse termo.
- Como vocês podem ver nesse perfil, eu usei o photoshop para fazer algumas mudanças em vocês. Vou começar em partes, vamos lá. Agente Chadwick, você terá que pintar o cabelo de preto, cortará ele chanel, usará lentes pretas e seu estilo de roupa será delicado. Já você, Agente Parker, usará roupas que sempre estarão na moda. Pintará o cabelo de loiro, usará lentes azuis e alisará o cabelo. Agente Bieber, você pintará o cabelo de preto, usará lentes verdes e mudará o corte do cabelo. Roupas bem descoladas. Já eu usarei roupas um pouco antiquadas, continuarei com a cor do meu cabelo, mas vou deixá-lo crescer um pouco mais. Usarei lentes douradas.
- Eu vou ser praticamente uma... Patricinha? –Parker se indignou. –
- Não reclama, o meu nome vai ser Patrick. –Bufou Justin.  –
- Hey, isso não é brincadeira, tudo bem? Estamos atrás de uma garota desaparecida e eu agradeceria se vocês cooperassem. E sim, esses serão seus estilos. Não vai dar para mudar, pois a foto de vocês está exatamente como os descrevi.
- Certo. –Agente Parker ainda estava meio contrariada. – Eu vou fazer nossos facebook’s fakes hoje. Na verdade, agora.
- Acho uma boa ideia. –Kelsey sorriu. –
- Porém antes de tudo, precisamos saber nossa lenda. –Justin falou. -
- Chadwick que ficou com essa parte. –Agente Ryan deu de ombros. –
- Vamos começar. –Sorriu. – Hm, certo, Ryan, ou melhor, Lorenzo, você é um italiano muito rico, porém humilde. Conseguiu bolsa na faculdade, por isso foi estudar lá. É tímido e não leva jeito com garotas. Diferente da maioria dos italianos. –Riu. - É um perfeito cavalheiro e totalmente solteiro. O resto você pode montar sua lenda. Podemos passar para o próximo?
Ryan anotou tudo em bloco e então assentiu.
- Brooke Sanders –Sorriu, olhando para (Sn). – Totalmente vaidosa, uma garota desejada, mas difícil. Você terá que fazer teste para ser uma cheerleader, se possível, irá se tornar capitã. É meio ignorante, na maior parte do tempo.
- Está brincando, certo? Cheerleader? Isso tem na faculdade? Que absurdo!
- Precisamos de informantes. –Chadwick deu de ombros. - E algo melhor que as líderes de torcidas? As fofocas rolam soltas por lá vinte e quatro horas por dia.
- Eu não estou acreditando. –A garota bufou. –
- Continuando... Calma que vai ficar melhor ainda. Agente Bieber, agora é sua vez. A sua lenda, ou seja, a de Patrick Adams é bem simples. Ele é um garoto metido a badboy. Se acha melhor que os outros e é um garanhão sem cura.
- Então ele apenas terá que ser ele mesmo? –perguntou (Sn), sorrindo sínica. –
Agente Bieber mandou o dedo do meio para ela. Kelsey revirou os olhos e continuou.
- Eu disse sem cura? Ops, bem, acho que ele a achou, pois tem uma namorada linda, que se chama Brooke Sanders.
Agente Parker que bebia seu café tranquilamente se engasgou. Agente Ryan olhava para a garota de boca aberta, enquanto Justin sorria maliciosamente.
Aquilo, de fato, não daria certo.

Não daria nada certo...

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Isso vai dar muita treta, gente huahsuahsu Sei lá, só acho. Desculpem o capítulo pequeno, o próximo está grande. Juro!  E vocês não sabem... estou preparando uma surpresa para vocês, mas vai demorar um pouco para ficar pronta... #chateada. Mas valerá a pena :3
Comentem, docinhos hahaha
Bjs <3


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terça-feira, 22 de julho de 2014

All I Want Is You - Capítulo 5 (fic reescrita)



Obs: Meninas, para quem está confusa, All I Want Is You está sendo reescrita. Totalmente. Eu estou rescrevendo ela, mudando várias coisas, como personalidade dos personagens e até mesmo um pouco da história. Vou explicar direitinho lá nas notas. Até daqui a pouco, Boa leitura! 

[Quer ler a fic em versão interativa? Clique aqui]

“É decepcionante quando as pessoas não atendem às nossas expectativas”.
— American Horror Story.

Não falei com Justin hoje. Nem ontem e provavelmente nem vou falar amanhã. Eu nunca pensei que falaria isso, mas... O baile até que está sendo útil. Como eu faço parte do comitê dele, eu sempre estou ocupada, o que me faz ter menos tempo para pensar nele, o que é ótimo, vamos combinar. Desde nossa discussão, até hoje, se passou um mês. É, um mês. As coisas não andavam bem. Nada bem. Estava muito pior.
Desde aquele dia nós nunca mais nos falamos. Estava sendo horrível para mim, pois eu não estava acostumada com isso. Não estava acostumada a ficar longe dele. A saudade bateu e então foi pior ainda. Eu tive que ser forte. Tris também não conversa mais com ele. Parece que brigaram e ela está o ignorando. E pelo que ela me contou, Justin não faz muita questão de fazer as pazes com ela.
Clary e Jace não podem ver um ao outro que tentam se matar, piorou muito desde que... Bom, desde que Ângela entrou na escola. Sim, agora ela está estudando em nossa escola. Não é o máximo?
Não, não é.
Quando ela entrou na nossa escola, pareceu que tudo parou. Ângela foi o assunto de uma semana seguida, todos falavam dela. Todos queriam conhecê-la, todos queriam se tornar seus amigos e etc. Ela era a garota mais popular da escola. E amava se gabar disso.
Bufei. Só de pensar naquela vadia eu já me cansava. Desci as escadas bocejando e quase caí. Clary, de pijama, no final dela, ria de mim.
- Idiota. –murmurei, quando passei por ela. –
- Bom dia para você também, Flor.
Quando eu ia mandar o dedo do meio para ela, meu pai apareceu. Ele ainda estava de pijama, também.
- Bom dia, filhas.
- Bom dia, pai. –Clary saudou. –
- Bom dia, daddy. –Disse eu. –
Fomos os três para cozinha e lá estava mamãe usando seu hobby vermelho, por cima da camisola, demos bom dia e sentamo-nos à mesa esperando o café da manhã. Mamãe fazia panquecas. Yeah!
- Aqui, comam tudo. –Ela sorriu para nós. –
Domingo era o único dia que nós nos reuníamos como uma família normal. Afinal, era o único dia de folga dos meus pais. Eles trabalhavam muito, nós quase nunca os víamos. Quando eu disse ‘nós’, me refiro a mim e a Clary. Comemos e conversamos tranquilamente.  Ajudei a minha mãe a lavar a louça e fui para meu quarto. Eu estava entediada, então resolvi dar uma volta. Coloquei uma blusa regata, uma calça jeans e uma sapatilha. Prendi o cabelo em um coque frouxo e peguei meu celular e claro, minha carteira. Antes de descer, fui até o quarto de Clary, perguntando se ela queria dar uma volta e ela disse que não. Uma sedentária, mesmo. Dylan provavelmente ainda deve estar dormindo... Tris.
Liguei para o celular dela, mas logo me lembrei de que ela mal o usada, então provavelmente deveria estar descarregado. Liguei para a casa dela, mas dava ocupado. Certo, não tem com fugir. Vou ter que ir até lá.
Merda. Calma, respira. Vamos lá. Dei tchau para meus pais e sai. Atravessei a rua e então tinha chegado a meu destino. Naquele momento odiei minha casa ser tão perto da dela. Toquei a campainha, antes que eu perdesse a coragem. Ouvi passos e me afastei um pouco da porta. Por favor, que não seja ele, por favor...
E não era ele, mesmo. Era uma garota que usava apenas uma blusa gigante e seu cabelo era rosa. Rosa. É, rosa. Estava descalça e sua maquiagem estava toda borrada. Ela me olhou de cima a baixo, com a sobrancelha erguida.
- Desculpe, mas a festa acabou.
Olha, eu tive que me segurar para não descer o cacete nessa égua. Dei um sorriso tão falso quando ela e falei meigamente.
- Estou aqui para ver Beatrice.
- Quem é...
- Ah, sai da minha frente, vai. –Falei, empurrando a imbecil do século.
Assim que entrei na casa, minha boca quase foi até o chão. A sala estava... bem, destruída. Havia muitas pessoas dormindo em cada canto, bebidas no chão, garrafas vazias, copos em todo lugar...
Subi apressadamente e o quarto de Tris estava trancado. Comecei a bater forte para ela acordar.
- Sai daqui, Bieber. Já falei que não quero ver você. E espere só até a mamãe chegar! –Ela gritou com raiva a última parte. –
- Hey. –Murmurei. – Sou eu.
A porta foi destrancada em segundos. Tris me olhou de olhos arregalados e me abraçou. Entramos no quarto e ela trancou de novo. Sentei em sua cama e a olhei e ela me olhou de volta.
- Essa foi uma das piores noites da minha vida. –Desabafou. –
- Da para ver.
Ela não respondeu e eu continuei a encarando, esperando explicações.
- Justin deu uma festa ontem.
Ok, por essa eu não esperava. Bem que eu estranhei aquela barulheira ontem, mas nem me liguei, pois a ideia de Justin dando uma festa é a mesma coisa que uma chuva de sapos, ou seja, impossível. Mas era verdade. Aconteceu. Ele tinha dado uma festa. Justin Bieber, o garoto antissocial, que odeia festas, que era tímido... Tinha dado uma festa.
Eu não tinha ficado brava porque ele não me convidou e sim porque ele tinha mudado. Aquilo era uma boa prova. Tris me olhou chateada. E eu também a olhei assim. Tínhamos perdido aquela batalha para Ângela. Ela tinha ganhado o que sempre quis, ou seja, Justin. Nosso Justin.
- O que está fazendo aqui? –Ela me perguntou. –
- Queria sair. –Dei de ombros. –
- Certo, eu preciso respirar um pouco de ar mesmo. Vou pegar minha bolsa.
Assenti e levantei. Fui para o banheiro dela e chequei minha maquiagem. Quando voltei, ela já estava na porta me esperando.
- Vamos descer logo antes que acordem. –Sussurrou. - 
Descemos em silêncio e ainda todos estavam dormindo. No meio de todas aquelas pessoas desacordadas, não vi Justin nem Ângela. Dei graças a Deus, mentalmente. Quando eu estava passando pela porta, sinto uma mão em meu ombro. Virei-me rapidamente e dei de cara com aqueles profundos olhos cor de mel.
- Ninguém nunca te disse que é muito feio entrar de penetra em algum lugar? –Ele sorriu sarcástico. – Você não é bem vinda aqui, achei que soubesse disso.
Oh, certo. Aquilo doeu. Doeu mesmo. Graças a Deus, eu estava muito irritada para chorar. Cara, eu estava cansada de chorar. Chega. Por ele eu não derramo mais nenhuma lágrima sequer. Dei um sorriso frio, totalmente sem sentimentos. E o encarei.
- A casa não é só sua, querido. Eu vim aqui para visitar minha melhor amiga. Beatrice, conhece?
Justin ficou sem reação por um segundo, mas logo recuperou aquele tom de deboche. Ah, eu vou dar na cara desse idiota...
- Vem, (Sn), vamos embora... –Tris tentou me puxar. -
- Na verdade a casa é minha sim. Só minha e da minha mãe. –Ele sorriu. –
Não, por favor. Não, não fale isso... Eu implorava mentalmente.
- O que quer dizer? –Beatrice perguntou, agora ao meu lado, de braços cruzados. –
- Tem certeza que não sabe, adotada?
Olhei Justin incrédula, enquanto minha amiga estava sem reação. Eu também estava. Senti um nó em minha garganta. Se aquilo tinha me atingido, imagine a ela? Eu queria dar um passo para frente e partir para cima dele. Mas eu não conseguia, estava paralisada.
- A casa não é sua. Digamos que você mora aqui por que eu e minha mãe temos pena. –Ele ainda sorria. – Só por isso.
- Certo, seu babaquinha de merda... –Comecei, sentindo meu corpo tremer de raiva. Fui interrompida por uma voz estridente.  –
- Algum problema por aqui, amor?
E então, quando você pensa que não pode piorar, piora. A vida é uma merda. Ângela estava usando apenas uma blusa social, que eu tinha certeza que pertencia a Justin. Ele ficou me encarando por um tempo, mas logo desviou o olhar.
- Não, Angel, problema nenhum.
- É, Angel. –Falei debochadamente. – Problema nenhum. Porém vamos ter um se você não tirar seu amorzinho daqui.
Ela me encarou com certo desprezo e eu fiquei satisfeita ao ver que seu olho ainda estava roxo. Devolvi o mesmo olhar para Angel e fui até Tris, entrelaçando nossos braços. Começamos a caminhar, mas antes de sair, me virei com meu sorriso mais sínico e mostrei meu dedo do meio para eles.
- E antes que eu me esqueça, vão se foder
E então saí andando com Tris ao meu alcanço. Certo, perdi toda classe, mas dane-se. Olhei para minha amiga, mas ela estava com a cabeça abaixada, e pude ver lágrimas em seus olhos. Respirei fundo. Ela não merecia isso. A puxei o mais rápido de lá.
Fomos a uma sorveteria perto dali. Mas nenhuma de nós duas estávamos com vontade de comer nada. Meu coração doía ao ver Tris, ao me lembrar da cena de minutos atrás.
Justin... Meu Deus, como ele pode ter feito isso? Justo com Tris, que sempre o tratou maravilhosamente bem? Que sempre o amou e idolatrou? Como? Como ele pode ter mudado em tão pouco tempo?
Essas perguntas não saiam da minha cabeça. E não adiantava, eu podia ficar a vida toda pensando nelas e nunca acharia uma resposta razoável. Uma resposta descente e com senso. Pedi dois sorvetes de chocolate e quando voltei para a mesa, Beatrice ainda estava cabisbaixa. Fiquei com mais raiva do Justin ainda. Ele não podia magoar as pessoas assim, ainda mais aquelas que o amavam.
Coloquei o sorvete em sua frente, mas ela não levantou a cabeça. Ela não se mexeu. Eu não a culpei.
Eu sabia que adoção era um assunto delicado para ela. Quando ficamos amigas de verdade, ela desabafou falando que às vezes se sentia uma intrusa e que chorava toda noite. Sentia-se mal por seus pais biológicos terem dado ela para o orfanato quando era bebê. Ela admitiu isso para mim anos atrás. Mas eu sabia que ela se sentia assim até hoje. Com menos intensidade, claro. Porém sentia.
- Ele é um imbecil. Não sabe o que falou. –Falei, brava. –
- Ele só falou a verdade.
- Oh, nem me venha com essa, beleza? Justin é um imbecil. Ele é muito influenciado. Você sabe disso! Ângela fez a cabeça dele...
- Está tentando defendê-lo? Isso é realmente sério?
Fiquei em silêncio. Será que eu estava?
- Não, estou apenas querendo ver você um pouco mais feliz.
- Aprecio sua tentativa, mas ela falhou. E vai falhar toda vez que tentar. Desculpa, (Sn). Você sabe como esse assunto é para mim. Eu sempre pensei aquilo que ele falou, sabe? Mas, ouvi-lo dizer aquilo só Deus sabe como doeu. Eu nunca me senti como se pertencesse a lugar nenhum, entende? Isso é tão frustrante!
Fiquei quieta. Não por respeito, mas sim por que eu não sabia o que falar. Ela tinha razão de estar chateada. E eu sabia que por mais que eu a fizesse sorrir por um minuto, no outro ela estaria chateada de novo.
- Você não vai recusar um sorvete cremosíssimo de chocolate, não é? –Tentei uma última vez. – Sabe, isso não foi de graça.
Ela deu um sorriso torto. Finalmente olhou para mim.
- Você venceu. –Murmurou, pegando o sorvete. –
- YEAH! –Gritei, rindo. –
Só que quando eu gritei, derrubei sorvete por toda a mesa. A fazendo gargalhar da minha baianada. Eu também sorri, ao vê-la rindo. É, missão cumprida.
+++
Cheguei a casa, exausta. Tris dormiria hoje aqui, mas como minha cama era king size ela dormira comigo lá. O que era bom, por que não precisaríamos pegar colchão, arrumar ele e blábláblá. Devia ser umas seis horas da tarde. Pois é, eu tinha ficado na rua até essa hora. Depois da sorveteria, ficamos passeando pela cidade. Falamos mal de pessoas alheia, o que ajudou a melhorar seu humor e curar sua magoa. Depois fomos ao shopping. Almoçamos, ficamos passeando, comprando coisas e fomos ao cinema também. Foi legal, em geral. Mas assim que chegou a hora de ir para casa, Tris murchou. Por isso ofereci que ela dormisse aqui. E obvio que ela aceitou.
Sugeri que poderíamos ver uma maratona de Harry Potter, ela gritou falando que isso deixaria o dia dela mais feliz. Então fomos assistir.
+++

Acordei com um barulho de carro. Pulei de susto na cama. Graças a Deus, Tris não acordou com meu surto. Antes de dormir, ela chorou por uma hora. E desabafou, também. Eu apenas fiquei ouvindo e fazendo cafuné eu sua cabeça, até que ela pegasse no sono. Então eu não queria que ela acordasse, de novo. Olhei no relógio e eram quatro da manhã. Quem é o imbecil que está na rua até a essa hora?
Fui até a janela, meio acanhada. Ainda sonolenta, me escondi atrás das cortinas da sacada e espiei. Era um belo de um carro, estacionado em frente à casa dos Bieber’s de qualquer jeito. Demorei um tempo para perceber que era o carro de Justin. Uma figura de preto saiu cambaleando do carro. Não precisava ser nenhum gênio para perceber isso. Ninguém mais saiu do carro, então com horror e surpresa percebi que era Justin saindo do carro. Ele mal conseguia ficar de pé, fui para sacada para ver melhor a cena. Ele estava realmente acabado. Quase sai correndo para ajudá-lo, mas logo me repreendi. Nós não éramos mais amigos.
Só reparei que ele me olhava, quando sai dos meus pensamentos. Ele olhava para mim sério. E eu também o olhava. Ele moveu os lábios, mas não saiu nenhum som. Porém eu entendi o que ele falou.
“Eu sinto muito.”
E então ele deu meia volta e entrou na casa, desajeitadamente.
Voltei para cama, com o coração acelerado.
Mas não consegui dormir de novo.

+++
Os dias passaram voando. O ano graças a Deus estava acabando, tudo bem, falava alguns meses ainda, mas estávamos quase lá!
Tris não falava mais com Justin. Desde aquele dia, ela tentava evitá-lo ao máximo que conseguia. Justin nunca pediu desculpas. E eu? Bem, eu tentei dizer a mim mesma que aquela cena na madrugada tinha sido um sonho, mas eu sabia, no fundo, que era real.
Jace e Clary também estavam se evitando. Nem brigavam mais, agora apenas se ignoravam. Às vezes eles tinham sim, uma recaída, ou seja, brigavam, mas logo depois se ignoravam novamente.
Justin e Ângela eram a sensação da escola. Os deuses, o casal do ano... O que me deixava irritada era que os idolatradores eram os mesmos que o maltratavam. Mas deixa isso para lá, eu não tinha da a ver com o assunto. Eu nem ligava, para falar a verdade. Há, claro que não...
Certo, talvez eu ligasse, mas só um pouquinho.
- Amor... –Me chamou Dylan. –
- Hm?
- Você não escutou nada do que eu disse, né?
Quando olhei para ele, me senti culpada. Dylan estava sendo muito paciente comigo. Ele sabia que eu estava em uma situação difícil e respeitava a minha dor. Mas dava para ver que ele estava chateado, afinal, eu mal dava atenção a ele.
Ele era meu namorado, mas eu o tratava como um conhecido.
- Me desculpa, amor. –O abracei. –
Ele suspirou alto, mas correspondeu o abraço. Eu não o culpava por estar chateado, se fosse eu, com certeza também estaria. Eu tinha sorte de tê-lo, sabe? Dylan era raro. Homens como ele hoje em dia são muito raros. Eu deveria dar mais valor a ele.
- Está tudo bem. –Ele beijou minha testa. –
Com isso o abracei mais forte e o beijei. E me senti mais culpada ainda, pois durante o beijo eu pensava em tudo, menos nele.
Eu era a pior namorada do mundo.
+++
Enquanto eu andava pelo estacionamento tranquilamente, percebi que tinha esquecido meu caderno na sala de aula. Me xinguei mentalmente, enquanto dava meia volta. Só não esqueço a cabeça porque está colada no corpo...
Os corredores já estavam vazios, o que eu estranhei. Muitas pessoas ficavam na escola, mesmo que não tivessem mais aula. Entretanto, não liguei muito. Fui para sala e peguei meu caderno. Sai e resolvi cortar caminho pelo campus, estava com preguiça, enquanto ia me aproximando dele, ouvia uma gritaria. Cada vez aumentava mais. Logo a cena apareceu no meu campo de visão.
O que posso dizer? Fiquei chocada!
Várias pessoas estavam ali gritando, algumas filmando e outras rindo. O que estava acontecendo ali era bem claro: uma briga. Mas isso, caros leitores, não foi o que me chocou.
Eu fiquei assim, pois quem era o agressor era Justin Bieber. Seu lábio estava cortado, mas não era nada sério. Ele usava aquele uniforme ridículo dos jogadores de futebol americano e batia sem dó nem piedade em um nerd.
Um nerd que costumava ser um de seus ‘amigos’. Achei importante ressaltar essa parte. 
Fui até a multidão e perguntei a uma menina que olhava para aquilo com a testa franzida.
- O que está acontecendo?
- Parece que o Bieber estava colando em uma prova e o nerd o entregou.
Desde quando Justin Bieber precisava colar alguma merda? Ele era um gênio! Mas agora, olhando para ele, percebi que não era. Uma pessoa inteligente nunca estaria naquela situação. Digo de modo geral.
A menina olhou para mim e dando de ombros respondeu:
- Existem pessoas bem ridículas no mundo, não é?
Ela se referia a Justin, por isso concordei. Eu queria sair dali o mais rápido possível. Queria entrar no carro e chorar pelo meu melhor amigo. Pelo que ele tinha se tornado. Queria separá-los. Queria ser útil. Queria ter feito qualquer coisa, menos ter ficado ali. Mas não consegui.
Meus olhos se encherem de lágrimas. A menina ao meu lado não deixou de reparar.
- Você o conhece? –Ela perguntou. -
Eu olhava para Justin com um olhar de nojo, agora. O nerd claramente estava em desvantagem. Justin sempre foi forte, sempre teve músculos, mas aquele nerd? Bem, era só você assoprar que ele caia. Não precisava de muito esforço.
O pobre garoto agora estava inconsciente. As pessoas gritavam pedindo para ele bater mais e acho que ele teria continuado se nossos olhos não tivessem se encontrado. Justin parou por um segundo. Simplesmente parou e ficou me olhando como um idiota.
Com uma dor no coração, percebi que aquele não era mais meu vizinho gostoso que eu tanto amava, meu primeiro amor, meu melhor amigo. Meu gênio preferido. Ele era apenas um idiota qualquer querendo o que todos os outros queriam: chamar a atenção.
Olhei para a garota que me fez a pergunta e com a maior tristeza, eu a respondi.
- Não mais.

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Esse capítulo é depressivo, porém necessário :c Tomara que eles se acertem logo, hein? Enfim, se alguém aí pensou que Jace e Clary são personagens de Os Instrumentos Mortais... Bem, acertou! Eu amo eles, é a minha saga preferida e eu tive que colocá-los na fic! Espero que gostem <3 Continuando, vou falar o porque de eu estar reescrevendo AIWIY... Bem, eu amo essa história. E então eu fui lê-la e fiquei chocada com o que vi. Era a minha segunda fic e estava muito mal escrita. Não tinha letra maiúscula, parágrafo, tinha diálogos sem sentido... Enfim, estava um horror. E como eu gosto da fic, eu quis reescrevê-la. Espero que vocês não se importem e que acompanhem a história mesmo assim :3 Terá muitas novidades hahaha
Beijos e até a próxima ;)

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Dear Angel - Cap. 20


Dias atuais.
"A vantagem do passado é que é passado."
- Com Amor… Da Idade da Razão.

- Caras, nós temos que fazer a música hoje!
- É verdade. –Concordou Jake. – Estamos ficando sem tempo.
- O fato é que não sabemos por onde começar! –Scott falou, preocupado. –
            Nora ao meu lado, revirou os olhos, como se dissesse “da para acreditar?”. Ri e voltei a olhar para os meninos, que discutiam apreensivamente. Justin estava deitado, pois a médica disse que era para ele ficar em repouso pelo menos alguns dias. Justin foi totalmente contra, falando que já estava bem, mas o galo roxo gigante em sua cabeça mostrava o contrário. Ele tinha sido liberado há dois dias.
            - Vocês já sabem pelo menos o tema? - Perguntei. –
            - Como assim? –Scott perguntou. -
            - O tema, oras. Término de namoro, romance, raiva...
            - Ah. –Disse Justin compreensivo. - Não sei, eu voto para uma música de romance, faz muito sucesso no mercado da música.
            Nora o olhou, indignada. Assim como eu. Justin sem entender nossa indignação, franziu o cenho confuso. Ele estava brincando com minha face, certo?
- O que foi?
- O que foi? - Eu gritei. –
- É, o que foi? - Perguntou Scott, apoiando Justin. –
- O que foi, Carter? Deixe-me te dizer... Que merda é essa? “Faz sucesso no mercado da música e blábláblá” Cara, perdeu meu respeito aí. –Nora se intrometeu. -
- Como assim?
- Justin. –Trinquei os dentes, irritada. – Existem dois tipos de músicos: aqueles que nascem e aprendem, e existem aquelas pessoas que já nascem para isso. É uma grande diferença, sabe? E dá para notar! Aquela música que é legal, que a letra pode ser bonita, mas que não faz você sentir nada... Bem, já sabemos que é tocada e composta pelo primeiro tipo de músico. Mas sabe aquela música que pode ser simples, mas que te faz pensar, que te faz refletir? Que te faz sentir? Bem, essa é tocada pelo segundo tipo de músico. O músico de verdade. Não importa o tema que está fazendo sucesso, se a música for boa, se a música transmitir o que vocês querem que seja transmitida, bem, então sim, ela vai fazer sucesso. Mesmo o tema não sendo romance. Música boa é música boa, não importa o tema.
Eu não sabia da onde tudo aquilo tinha saído, mas estava orgulhosa de mim mesma. Tinha calado a boca de todo mundo. Até a de Nora. Pois é, amores... Agora eu sou a mestra e vocês os gafanhotos!
- Uau. – Jake disse, me encarando como se me admirasse. –
- Espero que isso sirva de lição. –Sorri orgulhosa. –
- Isso foi bonito. E concordo totalmente. Só que estamos sem inspiração...
- Justin –Eu o interrompi. – O que as pessoas fazem quando estão sem inspiração?
- Hm... não sei.
- Elas buscam inspiração. Caraca, acho que vou ser professora!
Nora me deu uma cotovelada, de brincadeira. Sorrindo de canto, sussurrou:
- Não exagera, Fray.
- Invejosa. –Sussurrei de volta. –
Ela me mostrou o dedo do meio e eu gargalhei. Jake parecia meio aéreo, assim como os outros dois. Estranhei, pois eu que sempre estava aérea. Pelo menos sou sincera. Algo me dizia que eles deviam estar pensando no que eu disse. A mente deles é a manivela, por que não é possível! 
Olha quem fala, sussurrou uma voz em minha mente.
Olhei no relógio e fiquei chocada, já estava à noite! Eu tinha que ir para casa ver como papai estava. Fiquei aqui o dia inteiro com Nora. Levantei-me do chão. Minha bunda estava dormente, simplesmente ótimo!
- Olha, acho melhor eu ir embora. –Disse, pegando minha bolsa. – Está ficando tarde.
Justin se levantou em um pulo, ficou meio tonto, pela cara que fez. Fui até ele rapidamente, o segurando, impedindo que ele caísse. Professora? Não, acho que estou mais para uma super heroína. Não heroína a droga, mas sim de herói no feminino.
Cara, eu devo realmente estar chapada.
- Você está bem? -Perguntei, preocupada. –
- É, mais ou menos...
- É melhor você se sentar...
- Não! –Ele me interrompeu. – Vou deixar você em casa.
- Justin, você não está em condição de dirigir.
- Eu estou s... –Scott o interrompeu. –
- Ele não, mas eu sim. Eu levo você e Nora, e Justin pode me acompanhar.
- E eu? -Jake fez beicinho. –
Scott deu um sorriso malicioso.
- Você liga para a minha prima e fala que está tudo bem, ela quase morreu do coração quando disse que todos nós estávamos no hospital.
- Oh, Camille. –Coloco a mão na boca, culpada por ter me esquecido dela. –
- Tá bom... –Jake resmungou, tentando esconder um sorriso. – Agora se mandem daqui.
Reviramos os olhos e saímos. Nora estava quieta, na verdade, todos nós estávamos. Justin andava meio devagar enquanto eu o ajudava. Ele estava com dor de cabeça, por causa da pancada e isso gerava enxaquecas bravas. Senti-me culpada, eu não deveria o ter acertado com um pé de cabra.
Droga de reflexo! Às vezes eu odiava ser tão ágil como uma ninja.
Chegamos ao carro, Scott sentou no banco do motorista, Nora no passageiro e eu e Justin atrás. Ele deu a partida e todos ficaram em silêncio.
Aquilo era tão estranho.
Anos atrás, eu não poderia me imaginar nessa cena. Se alguém me contasse, eu riria até a morte. Nós jamais ficamos sem assunto. Se ele acabava, inventávamos um. Era sempre assim. Mas agora... Bem, agora era diferente.
Fiquei chateada instantaneamente. Afastamo-nos tanto. Todos um do outro, quem olhasse diria que nós éramos estranhos e não que um dia fomos melhores amigos.
Éramos um grupo, um time, mas agora... Nós não éramos nada. Scott tinha mudado tanto, para melhor no quesito de beleza, mas eu sentia falta daquele pestinha que sempre aprontava e que odiava ver as pessoas tristes. Agora, ele parecia um homem sério e sempre irritado com a vida. Assim como... Nora.
Tá certo, Nora sempre foi irritada com a vida, mas agora era mais que isso. Ela estava se tornando amarga. E tudo isso por causa de um desentendimento. Tudo isso por causa de um rompimento. Mas era mais que isso e eu sabia. Jake... bom Jake continuava o mesmo, mas ele tinha perdido toda a ingenuidade que tinha. Seus olhos azuis não tinham mais aquele brilho que todos paravam para admirar, agora eles pareciam foscos.
Camille tinha se tornado responsável antes do tempo. Também, tínhamos no mudado com dezesseis anos para Nova York e por mais que tivéssemos um adulto cuidando de nós, Camille fazia questão de fazer isso também. Ela nunca tinha tempo para ela, pois sempre estava cuidava de nós, as três garotas, e de nossos problemas. Kate teve um ano obscuro tanto quanto os nossos, mas ela deu a volta por cima. Só que ficou mais fria e confiava em poucas pessoas agora.
Justin... Ah, Justin. Eu nem o reconheci. Ele tinha mudado totalmente fisicamente. Estava um homem. Lindo demais. Nunca poderia imaginar que esse Justin era o meu Justin, que usava roupas largas e um boné virado para trás. O Justin atual vestia roupas normais, de gente normal. Ele tinha mudado por fora e por dentro. Afinal, o antigo Justin jamais esperaria que eu o reconhecesse, ele teria dito na hora.
E eu? Eu também tinha mudado. Eu, na verdade, não tinha evoluído muito. Eu era muito ingênua, sempre tive pessoas se preocupando comigo, ainda mais quando minha mãe morreu. Sempre tive pessoas me livrando de dificuldades. Eu nunca passei por uma. Quer dizer, já, mas sempre tive alguém que me erguesse ou me salvasse delas.
Eu agia como uma garota de doze anos. Eu tinha pensamentos de uma garota de doze anos. Quase nunca levava nada a sério... Eu não me orgulho disso, mas é assim que eu sou.  É assim que eu me tornei.
A verdade é que nenhuns de nós eram os mesmos, todos nós tínhamos mudado... 
Todos nós estávamos quebrados por dentro.
- O que tanto pensa? -Perguntou Justin, sorrindo de lado. –
- Só estava pensando que... Tudo mudou.
- Isso é bom?
- Acho que não. Depende do ponto de vista.
Ele ficou em silêncio. A nossa frente, Nora e Scott discutiam baixinho. Dava para ver que aos poucos eles ficavam mais irritados. Deveriam estar discutindo o passado.
- O que acha que mudou?
Eu ri, sem humor.
- Tudo mudou. Nós mudamos.
Ele ficou quieto por alguns minutos, até que finalmente assentiu.
- Você tem razão.
- É claro que tenho! E isso é triste, sabe? Eu só queria que tudo fosse como era antes.
- Podemos fazer isso...
- Não, Justin, não podemos. Você não vê? -Sorri, triste. – Nos afastamos tanto um do outro, somos praticamente estranhos!
- Não é verdade.
- Você sabe que é.
- Eu sei tudo sobre você.
- Você sabia. No passado.
- Não é verdade, me faça qualquer pergunta.
- Qual é minha banda favorita?
Ele me olhou, franzindo a testa. 
- Você curte bandas?
- Está vendo? -Ri mais uma vez sem humor. –
Pela primeira vez na vida eu estava certa – o que só prova que milagres existem- e o cara queria me contrariar? Dessa vez eu tenho razão, caramba!
- Me pegou desprevenido, mande outra.
- Qual é minha comida favorita?
- Fácil. Macarrão a bolonhesa.
- Errou.
- O que? - Gritou incrédulo. – Está me zoando. Essa sempre foi a sua comida favorita.
- Era. Agora minha comida favorita é churrasco.
- Não...
- Não como mais massa. –Expliquei. –
- Isso é um absurdo.
- Qual é minha cor favorita? –perguntei, novamente. -
- Roxo.
- Vermelho.
- Nem vem! Sempre foi roxo.
- Eu mudei de gosto, Justin.
- Que merda. –Ele resmungou. –
- Agora faça comigo.
Ele revirou os olhos, ainda decepcionado. Não sabia dizer ao certo se era comigo ou com ele mesmo. Acho que ambos.
- Qual é o meu livro favorito?
O olhei incrédula.
- Desde quando você lê?
Ele rolou os olhos e ignorou meu comentário.
- Isso é ridículo. Não prova nada.
- Prova tudo, Justin. Nós não nos conhecemos como antes. Passaram-se doze anos. Tudo mudou. Nossos gostos mudaram nossas manias, nossos sonhos...
Só aí que notei que o carro estava parado. Nora já estava fora dele, me esperando. Scott parecia estar irritado. Afinal, estava xingando o nada baixinho. Ou provavelmente Nora. Respirei fundo, peguei minha bolsa e sai do carro.
- Obrigada pela carona, Scott. –Falei. –
Ele pareceu não me ouvir. Estava batendo sua cabeça no volante. Afastei-me, mas vi Justin me encarando. Ele estava sério. Esse semblante não combinava com ele.
Quando eu estava me afastando, ele gritou meu nome. Virei-me devagar. Justin Estava fora do carro e veio até mim.
 Você está errada. –Ele repetiu. – E eu vou provar isso a você.
- Você sabe que não estou. –Eu falei já irritada pela insistência do assunto. -
- Pode ser que tenha mudado algumas coisas, mas tem uma coisa que não mudou...
- O que? -Perguntei baixinho.
Ele foi mais para perto de mim. Encostou seus lábios de leve em meu ouvido e sussurrou:
- Meus sentimentos por você.

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Que casal mais fofo *u*
Pois é, meus amores, vocês ainda não conheceram o lado fofura desse Justin hahaha Esse cap não está gigante, mas o próximo sim <3 Já está pronto, na verdade hahaha Espero que gostem. Esse cap não foi tão engraçado, pois foi para o lado mais sentimental da coisa, compreendem? hauhaua Comentem, amoressss! A opinião de vocês é muito importante para mim <3  

Resposta dos comentários: here, baby!
Desculpem os erros ortográficos