quinta-feira, 10 de abril de 2014

Cap. 16 - Dear Angel.

“O mais triste de tudo é que, à medida que crescemos, vamos rapidamente perdendo a capacidade de nos maravilharmos com o mundo.”
- O mundo de Sofia
Perfect summer evening!

Justin Bieber P.O.V



- Me deixa. –Resmunguei. –

- Levanta, cara. O Scott quer falar com você no Skype.

- Fala que eu morri. –Coloquei o travesseiro na cara. –

- Para de ser bicha, porra! Levanta dessa cama agora, Bieber!

- Mas...

- Mas nada. –Respondeu autoritário. – Eu disso agora.

- Ok, papai. Você é quem manda.

Bravo pra caralho, pois fui acordado a força, caminhei até a sala, onde estava o notebook. Scott também, viu... Não podia só falar com Jake e depois ele me passava o recado? Ou melhor, não podia esperar até que eu acordasse? Que droga.

- Mesmo longe, você não me deixa em paz, puta merda. –Resmunguei, bocejando. –

- É que eu te amo tanto, que não consigo ficar nenhum segundo sem você. –Ele vez uma voz feminina. –

- Você é patético. –gargalhei. – Me fez acordar para que?

- Nada, só queria conversar.

- MAS QUE CARALHO, CARTER! Qual é a sua? –Gritei, inconformado. – Vai lá com a Lauren e não enche o meu saco. Já vou ter que te ver amanhã...

- Estou carente e fugindo da Lauren, ela está impossível. Acha que Nora ainda mora em Londres e quer vir junto... Uma verdadeira psicopata.

- Quem mandou ainda não ter terminado com essa louca? Bem feito. A culpa é sua, você que fez burrada e perdeu a Nora.

- Digo o mesmo da (Sn).

E então tudo ficou em silêncio.

Scott sabia como aquele assunto me machucava e tenho certeza que ele não fez de propósito, apenas revidou. Pois eu sabia que o assunto “Nora” o machucava também. E mesmo assim disse a ele. Só que quando ouvi aquelas palavras, por mais que ele tenha dito elas sem querer, eu sabia que era verdade. A culpa era minha. Eu perdi (Sn), por minha culpa. Eu fiz uma escolha. E a escolha que eu fiz, infelizmente, (Sn) não estava inclusa nela.

Então, eu não tinha o que reclamar. Sabia que quando ela descobrisse a minha verdadeira identidade -o que seria logo- ela nunca mais olharia na minha cara. E com razão. O que eu fiz com ela, foi imperdoável.
Dizem que com a distancia, você esquece certas pessoas. Que os sentimentos passam... Mas comigo foi diferente. Em vez de esquecê-la. Eu a amei mais ainda. Mais do que era normal e provavelmente, saudável.
O que eu mais gostava em (Sn) era que ela não era uma daquelas pessoas difíceis de entender, bastava olhar para seus olhos, e você sabia tudo. E isso era bom, no meu ponto de vista. Ela era aberta com todos o que é bem difícil. Ela era... Quer dizer, ela é a garota mais especial que eu conheço.

Ela é infantil, mas ao mesmo tempo madura. Ela é brava, mas ao mesmo tempo delicada. Ela é totalmente chata, mas ao mesmo tempo, a pessoa mais legal da face da terra! Ela é mandona, mas ao mesmo tempo gentil. Ela é louca, mas ao mesmo tempo, mais louca ainda...
Ela é humana, mas ao mesmo tempo um Anjo.
O meu anjo.

- Desculpa, cara. –Disse Scott. – Sei que não gosta de falar sobre isso.

- Tá tudo bem. –Dei de ombros. – Desculpa também, sei que não gosta quando eu falo sobre, bem, sobre ela.

- Tá tudo bem. –Ele suspirou. – Nora tem toda razão de me odiar. Não a culpo. Ah e desculpe por te acordar também

- Tudo bem, dude. –Ri. –

- Está fazendo o que?

- Eu estava dormindo, né. Agora estou conversando com você.

- São cinco horas, cara. CINCO DA TARDE! E você estava dormindo? Qual é o seu problema?

- Sei lá, acho que sou uma panda.

- Idiota. –Ele riu. – E então, o que Jake me disse é sério? Realmente a encontrou?

- Sim. –Suspirei. – E não, Nora não está aqui.

- Merda. –Xingou. –

- Ela está morando atualmente em Nova York.

- É, eu soube. Cara...

- Hm?

- Ela está namorando?

- Não sei, não falei com ela. –Ri. – acho que não.

- Que bom. –Suspirou aliviado. –

- Se encontrasse ela, o que faria?

- Eu acho que a beijaria. E ela, com certeza me daria um belo soco.

- É bem a cara dela, mesmo.

Rimos e ficamos em silêncio. Queria perguntar a Scott um negócio, mas estava com medo da resposta. Quer saber? Foda-se.

- Scott, se Nora não te reconhecesse, o que você faria?

Ele demorou alguns minutos para me responder. Eu quase estava morrendo de ansiedade.

- Eu acho que não contaria, gostaria que ela percebesse sozinha... Então eu a faria lembrar. Faria ela me reconhecer.

- Mesmo que isso signifique perder ela?

- É, mesmo assim. O que é nosso, nunca se vai. Fica a dica. Se ela for realmente a garota certa para você, a verdade não irá separar vocês dois. Apenas aproximaria mais ainda.

- Quem diria que você, no fundo é um grande filosofo.

- Vá à merda.

Foi aí que eu vi.
Senti meu corpo paralisar. Pois na televisão estava minha (Sn) Fray. Sendo presa.
Oh, meu Deus.

Desliguei o Skype e chamei Jake, que também estava em choque. Peguei o notebook e pesquisei mais sobre isso. Não tinham muitas noticias o que significava que ela não tinha feito muita coisa, mas... Significava que seria mais difícil encontra-la.

Peguei as chaves do carro e saí gritando de lá algo como  “vou buscar ela da prisão.”
+++
Minha busca foi difícil, de verdade. Fui a várias delegacias, mas nada. Estava quase desistindo, até que finalmente eu a achei. Eu não gostava da ideia dela na presa, com criminosos de verdade. Só de pensar assim, sentia o pânico me invadir.
A fiança foi cara e descobri que ela foi presa por desrespeitar um policial. Ainda bem que não foi roubo, assassinato, nem nada.

Eu estava esperando ela sair de lá. Brincava com meus próprios dedos. Cara, o que ela vai pensar de mim?
Estava nervoso, já vi vários casos que pessoas arrumam briga na cadeia, tomara que ela esteja inteira.
Depois de alguns minutos, (Sn) apareceu em meu campo de visão, ela olhava em volta, provavelmente procurando o pai. Fui até ela e a abracei de surpresa.

- (Sn). - sussurrei. – Eu estava tão preocupado, Deus, onde você foi se meter? Fizeram algo com você? Está machucada? Você está realmente bem?

Eu realmente estava assustado. Examinei (Sn) atentamente, procurando um machucado ou algo do tipo, mas ela aparentava estar bem. Era isso o que importava. Anjo me encheu de perguntas, como eu esperava, mostrei o vídeo no youtube e ela ficou vermelha, o que me fez rir.  Como já estava tarde e eu sabia que Jake não ia cozinhar, convidei (Sn) para jantar, afinal, não sabia quando nos veríamos novamente. Só que nessa hora, cometi um pequeno deslize.
Eu a chamei como eu costumava chama-la. Anjo.
Ela ficou rígida na hora e me olhou estranho. De inicio, não saquei.

- O que foi?
- Nada é só que... Um velho amigo costumava a me chamar assim.

 que eu saquei. Quis pegar a cabeça da (Sn) e bater na parede e gritar “EU SOU O SEU VELHO AMIGO.” Só que obvio, eu jamais faria isso. Então apenas fiz uma cara triste e compreensiva.

- Oh, sim.

- Isso é passado, enfim, vamos? –Ela sorriu de novo, mas não como antes. –

- Vamos. 

E então fomos.
+++
Eu levei (Sn) para comer em uma pizzaria ali perto, era nova, mas eu gostei de lá. Ela parecia meio envergonhada, acho que por eu ter descoberto que ela foi presa. Se eu não estivesse tão preocupado com ela, eu até que teria rido dessa situação toda. Só que aquilo não era engraçado. Nós pedíamos a pizza, metade calabresa e metade quatro queijos. Demorou uns cinco minutos para ela voltar a ficar normal, ou seja, não parar de tagarelar, mas ainda parecia receosa.

- Então... Como foi lá na gravadora?

Eu quase perguntei como ela sabia, mas me lembrei de que comentei isso com ela no avião. Sorri de lado e respondi.

- Mal. Ele quer que a gente escreva uma música mais forte, um single. 

- Puxa, isso é ruim.

- Nem me fale.

- Você vai conseguir, Derek. Você é muito bom, vejo sucesso no seu futuro e raramente me engano. –Ela deu um sorriso Colgate. –

- Obrigada, isso significa muito para mim, ainda mais vindo de você.

- Puxa, você ama me deixar sem graça. –Ela sorriu vermelha, olhando para a pizza, em vez de olhar para mim. –

- Sério que está com vergonha de mim, Fray?

- Claro, né. Eu sou uma pessoa tímida.

Eu gargalhei, pois a ultima coisa que ela era no mundo é ser uma pessoa tímida. Por favor, né. Ela acompanhou minha risada. Mas de repente ficou séria.

- Você lembra muito ele. –Disse do nada. –

- O quê?

- Justin. Você o lembra muito. Seu jeito, sua risada... Sei lá. Você simplesmente me lembra ele.

Eu não soube o que dizer.

- Me desculpa. –Ela pediu, sem graça. – Acho que não gosta de me ouvir falando sobre outros garotos...

- Não. –A cortei. – Eu não me importo. De verdade.

- Sério? –Perguntou, desconfiada. –

- Sério. –Jurei. –

- Isso é legal.

- É. –Sorri de lado. – Vocês se conhecem desde pequenos, certo?

- Sim, ele era meu melhor amigo. Foi meu primeiro amor, também.

- Era? Foi? Uau, isso é no passado.

- É, eu meio que desisti dele, assim como ele desistiu de mim.

- Você não pode saber disso. – Eu falei. –

- Ele nunca me procurou. –Ela suspirou e depois riu sem humor. – Ele me abandonou.

- Ele pode ter tido motivos.

- E quais? –Agora ela perguntou nervosa. – Ele nem se despediu. Simplesmente sumiu. Me deixando aqui, sozinha.

- Não o julgue, (Sn). Ele errou sim, mas pode ter sido por um bom motivo.

- Não, eu acho que não. Mas isso não importa, não é? Não mais. São apenas memorias...

- Memorias nunca morrem. –Afirmei. – Falo isso por experiência própria.

- Eu queria que elas morressem, pelo menos as que eu tenho com ele.

- Não diga isso. –Implorei. –

- E por que não?

- Tenho certeza que você era muito especial para ele. –Afirmei. - Qualquer cara que seja homem de verdade seria um louco de não gostar de você.

- Pare de defendê-lo. –Ela disse chateada. – Você nem o conhece.

Era agora. Era agora que eu declararia minha verdadeira identidade. Eu não a esperaria me reconhecer, aquilo já estava indo longe de mim, ela estava chateada, magoada, achando que eu nunca tinha realmente me importado com ela, se ela soubesse... Eu precisava concertar as coisas, antes que seja tarde demais, quando ia abrir a boca para falar “Eu o conheço sim e sabe por quê? Porque ele sou eu, Anjo.” Só que percebi que ela não olhava mais para mim, ela olhava para um cara que tinha entrado na pizzaria, ele olhava para ela também e tive a impressão que eu o conhecia de algum lugar...


- Andrew? –Ela o chamou, surpresa. –

------------------------------------------------------
Desculpem pelos erros ortográficos, eu não revisei esse capitulo, então se tiver algum, me desculpem. Andrew, lembram dele? Aquele babaca de uma figa... Acham que ele está bonzinho ou continua o mesmo filho da puta? Comentem, deem sugestão, opinem, elogiem, critiquem e etc. 
Espero que tenham gostado <3 Beijos

[ Respostas dos comentários: Aqui