quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cap. 15 - Dear Angel


“Isso daqui vai durar. Sabe por quê? Porque todo santo dia, eu acordo com a mesma vontade de ver esse teu rosto.”
                                                                                                                             — 
P.S. Eu te amo.


Isso é tão, absurdamente, injusto! Tá legal que eu meio que piso na bola às vezes, mas quem não pisa? Eu sou humana, eu erro! Eu estava tão inconformada, tão irritada...
E eu te digo o porquê, meu caro amigo. Eu não consegui o emprego. Só, repito, só porque eu estava usando um gorro de panda. Que tipo de preconceito é esse? ME FALA, QUEM NÃO GOSTA DE PANDAS?
Sr. Hans não gosta. Ô carinha mau caráter. Eu, hein. Enfim, eu tinha decidido dar um up! na minha vida e na do meu pai. Nós não poderíamos viver mais daquele jeito. Não dava mais. As contas eram caras e nós vivíamos, praticamente, em um chiqueiro. Aquela casa estava aos pedaços. Eu queria vende-la. Mas meu pai não. Eu o entendia, era a única lembrança que ele tinha de mamãe, mas poxa, às vezes precisamos seguir em frente. Mesmo que isso seja contra nossa vontade.
Não tenho moral para falar nada, sei muito bem disso. Sabe como é. Enfim, eu não tenho planos para ficar em Londres. Irei voltar para NY com meu pai assim que provarem que eu sou inocente lá no trabalho, enquanto isso, vamos ficar aqui. E para isso, preciso de um emprego, afinal, dinheiro não nasce na árvore. Bem que eu gostaria. Mas não nasce. Por isso fui lá, em uma loja no shopping de roupas, tentar um empreguinho, sabe. Mas ele falou que eu não conseguiria nada lá, mas quem sabe em um Buffet de crianças como animadora ele tinha certeza que eu conseguiria. Quase mandei Sr. Hans voltar por onde tinha saído. Mas me controlei. Pois sou uma boa moça. E tudo isso, por que eu estava usando meu querido, meu amado, gorrinho de panda . Preconceito foi o que eu falei. Falei que era crime também. E sabe o que Sr. Hans fez? Chamou os seguranças para me tirarem de lá. Um absurdo, né? Xinguei Sr. Hans de coisas horríveis, inclusive seu sobrenome, falei que parecia uma rã.
E agora estou aqui, presa. É ISSO AI. Sr. Hans está me processando por difamação. Ah, mas não é por isso que eu estou na presa. E o processo foi para o espaço, em falar nisso. Falei que se ele me processasse por difamação, eu o processaria por preconceito. Ai ele ficou quieto, voltando ao assunto, eu estou presa por outro motivo. É que quando eu estava voltando para casa eu testemunhei um roubo, agora eu tenho que falar tudo que eu vi e blábláblá. Viu as bizarrices que acontecem comigo? Mas também não foi por isso, foi por...
Desacato à autoridade.

- Que roupa ele usava? – O policial perguntou. –
- E eu vou saber? Eu estava preocupada em não ser morta ou não roubarem meu celular pela segunda vez, e não avaliando a roupa do sujeito! Chamasse o esquadrão da moda.
- Sabe o tamanho dele?
- Desculpa, eu não tinha uma régua! –Falei mal-humorada. – Ele era um pouco mais alto do que a senhora que foi assaltada, pelo que eu vi.
- Cor dos olhos?
Ele só podia estar brincando.
- Moço, nunca encare um ladrão nos olhos! Pelo amor de Deus, o que ensinam nas escolas hoje em dia?
O policial me ignorou e continuou fazendo perguntas, umas mais absurdas que as outras.
- Você conhecia o cara?
Aquela foi o fim. Juro. Sei lá o que deu em mim, eu sou educada, bastante, mas aquele dia tinha sido longo e eu queria voltar em casa, foi por isso que eu fiz o que fiz.
- OBVIO QUE EU CONHECIA! ELE ERA MEU NAMORADO, ESTÁVAMOS NOIVOS! EU SOU CÚMPLICE DELE, NÃO ESTÁ VENDO NÃO?

E agora eu estou aqui, nessa cela, com pessoas malvadas de verdade.
Tem apenas duas garotas. Uma delas está dormindo e outra está mexendo na unha do pé. Até que elas eram inofensivas. Eu acho que ficaria aqui para sempre. Já que eu tinha apenas uma ligação e eu, imbecil, liguei para meu pai. Só depois lembrei que nossa conta de telefone não foi paga, então, minha única ligação foi um total desperdício. Agora ficaria aqui até meu pai sentir minha falta e botar a policia atrás de mim. O que demoraria um pouco já que ele fica trancado o dia inteiro no quarto. Oh, Deus. Mas, voltando ao assunto, eu tinha conversado com elas, quando cheguei aqui e elas eram até que legais. Meena tinha minha idade, foi presa porque agrediu o marido que a traiu. Dei razão a Meena. Já Lea, minha outra companheira de cela foi presa por assaltar um banco, poderia ser pior, né? Sei lá, tipo um psicopata assassino, vai saber.

- So la da di da di we like to party, Dancing with Miley, Doing whatever we want. –Cantarolei baixinho. –
- This is our house – Meene, a garota do pé cantou comigo. –
E Lea, a garota que estava dormindo acordou com nossa cantoria e cantou também.

-This is our rules, And we can't stop…
- And we won't stop –nós três gritamos. –
Nós três nos levantamos juntamos e começamos a dançar.
- Can't you see it's we who own the night, Can't you see it's we who bout' that life… -Lea cantou (gritou)
- And we can't stop, And we won't stop –Meena cantou como uma bêbada. -
- We run things, things don't run we, Don't take nothing from nobody –Cantei ainda dançando. -
- Yeah, yeah, yeah – Nós três subimos no banquinho da sala e pulamos, fazendo a maior pose de high school musical.

Miley Cyrus juntando pessoas. É ISSO AI MILEY! Assim que terminamos começamos a rir, mas paramos quando a cela da frente começou a cantar uma musica a acapella.
Eu. Não. Estava. Acreditando.
Eles estavam nos desafiando. Eles estavam desafiando a gente a participar da batalha de celas!
Eles cantavam Roar, da Katy Perry. Era um grupo de homens, novos, também. Eles faziam uma dança, bem fajuta, devo acrescentar, imitando um tigre.
Olhei para as meninas, a chamando para uma reunião de equipe.

- Precisamos acabar com esses caras, alguma idéia? –Falou Lea.-
- Que tal applause? Da Lady Gaga?  –Dei a idéia. – Todas conhecem?
- Queridas, moramos em uma cela, não em marte! –Respondeu Meena.

Encarei aquilo como um sim. Começamos com o refrão mesmo.
Interrompemos os garotos gritando refrão de Applause.

- I live for the applause, applause, applause, I live for the applause-plause, Live for the applause-plause –Cantava Meena. -
- Live for the way that you cheer and scream for me, The applause, applause, applause –Cantei junto. –

Lea fazia os sons da musica com a boca, enquanto eu e Meena cantávamos.

- Give me that thing that I love – Cantei. -
- (I'll turn the lights out) –Meena completou.
- Put your hands up make 'em touch
- (Make it real loud)
- Give me that thing that I love
- (I'll turn the lights out)
- Put your hands up make 'em touch
- (Make it real loud)
-A-P-P-L-A-U-S-E! –Gritei batendo palma. –

E assim finalizamos. Tinha arrasado, eu sabia que sim. Os garotos iam começar a cantar uma música, mas um policial chegou, acabando com nossa festa.

- Isso daqui não é uma casa de show não! –Falou bravo. - Price, vem comigo!
- Aonde vamos? –Perguntei animada. –
- Você vai embora. Pagaram sua fiança.

Eu deveria ter ficado feliz. Fiquei, não me entendam mal, mas eu tinha me divertido... E Meena e Lea e os garotos da cela à frente iam fazer falta.

- Hm, posso me despedir?
- Um minuto. –Bufou impaciente. –
- Tchau, meninas! –Disse me segurando para não chorar. – Quando saírem daqui vamos combinar de ir ao shopping, ok?
- Ah, vem cá, pandinha! –Meena disse me abraçando.
– Vamos sim, mas só se me pagar um hambúrguer! –Lea disse me abraçando também. –
- Pode deixar, se eu arranjar um emprego...
- Você vai. Desejo-te toda sorte do mundo. –O loirinho da cela a frente disso sorrindo. –
- Awn, uma pena que eu não posso te abraçar. Vocês cantam bem, quando saírem daqui, larguem a vida de criminoso e montem uma banda!
Os quatro meninos se olharam sorrindo e concordaram com a cabeça.
- Tchau Jack, Fredo, Alex e Xavier. Ainda sei que vou ouvir de vocês. –Sorri animada. – Vou indo, nós vemos por ai, galerinha do mal!

E então acenei para todos eles, que acenaram de volta e sai de lá sendo arrastada por um policial meio que irritado. Saímos de lá e eu me senti LIVRE! O vento batia em meu cabelo, o fazendo voar de uma forma gostosa. Já ia gritar onde estava meu pai, quando fui surpreendida por um abraço forte. Sem saber quem eu estava abraçando, retribui. É feio deixar uma pessoa no vácuo e outra, eu estava carente, carinho nunca é demais!

- (Sn). –A voz sussurrou. – Eu estava tão preocupado, Deus, onde você foi se meter? Fizeram algo com você? Está machucada? Você está realmente bem?
Aquela voz...
- DEREK! –Gritei tão alto que até ele mesmo se assustou. – É você! Deus, que saudade. 

Ele deu um risinho.

- É, você está bem. Caramba, (Sn). Quase me matou, sabia?
- Ah, qual é, Justin. Você é preocupadinho demais.

Derek congelou quando eu o chamei pelo nome do meio. Ele me olhou com os olhos brilhando. Quer dizer, ainda ele usava a porcaria dos óculos, mas mesmo assim dava para ver que eles brilhavam. E não sei por que o chamei de Justin, apenas escapuliu.

- Que foi, não gosta que eu te chame assim? –perguntei tímida. –
- Eu gostei. Eu gostei muito. –Ele disse sorrindo igual a um bobo. –
- Hm, como me achou? –Mudei de assunto. –
- Ah, fácil. –Ele pegou seu celular e me entregou. –

Olhei para ele confusa, mas peguei o celular. Estava na galeria de fotos, parecia que ele tinha filmado algo da TV. Dei Play e logo vi que era o jornal. Que droga, hein.

“ –Temos uma noticia de ultima hora, uma mulher de 25 anos xinga policial e mais, ainda faz piadinha sobre o assunto. Fontes afirmam que ela tem problemas mentais. A garota foi presa e se for solta, possivelmente será internada. Veja o vídeo a seguir:
E então aparecia eu gritando com um policial que queria que eu tirasse minha touca. Outra de eu gritando “EU NÃO POSSO SER PRESA, AINDA NÃO ACABEI DE PAGUAR MEU CELULAR!” e outro vídeo de eu fazendo cócegas no policial, o distraindo e depois tentando fugir. Que mico. 

- Ah, tá explicado. –Falei vermelha, dando o celular a ele. –

Eu tenho um dom. O dom de pagar mico. Eu nunca vi coisa igual. Sério. Vou acabar parando em um programa de zoação.

- (Sn), promete nunca mais fazer isso? Eu quase morri do coração! Quando eu vi que você tinha sido presa... Meu Deus, eu liguei pra todas as delegacias de Londres procurando por você!
- Derek, você é um Anjo. Juro, acho que você é meu Anjo da guarda.

Eu juro que ele quase sorriu abertamente, mas ele conseguiu segurar o sorriso. O que me deu raiva. Por que ele nunca sorri? Ou quando sorri, só sorri de lado? Quando sorri na mesma frase, fiquei até tonta.

- Acho que é ao contrario. –Ele murmurou. –
- O que disse?
- Nada. Vamos? Você deve estar com fome.
- Um pouco, mas nada muito sério. Consigo sobreviver.
- Vem, vamos jantar.

Ele estava me convidando para jantar? MINHA NOITE ESTÁ FEITA!
Era estranhamente incrível como meu dia podia estar péssimo, mas quando ele aparecia, virava o dia mais incrível de todos.

- Hm, claro. Se você insiste. –Disse animada, entrando no carro quando ele abriu a porta para mim. –
- E então... Ah quanto tempo está presa?
- Falando assim me sinto uma bandida. De verdade. –Eu ri. – Acho que umas seis horas.
- Sinto muito, (Sn). Se eu soubesse antes...
- Derek, você já fez muito me tirando de lá, em falar nisso, quanto foi para eu...
- Não foi nada. Foi apenas um presente meu para você. Encare assim.
- Você não existe. –Murmurei sorrindo. –

- Você que não existe, Anjo.



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Será que é agora que ela FINALMENTE se toca? Hm, quem sabe hauahuahOremos, né? Comentem <3Amo vcs, bjbj


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domingo, 19 de janeiro de 2014

Cap. 14 - Dear Angel


“Eis o meu segredo. É muito simples:
só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”
— 
O Pequeno Príncipe 



Justin Bieber P.O.V

- Ela está linda.
- Eu sei. –Murmurei. –
- Nossa, cara. Ela tá muito linda.
- Porra, eu sei! –Falei já irritado. –
- Mas cara, ela está tão...
- Gata, peituda, princesa, gostosa, linda pra caralho, mas acima de tudo, ela continua com aquele sorriso encantador, tão meigo e tão criança ao mesmo tempo...
- Para de ser gay, cara. –Disse Jake rindo. – Mas nossa, que historia, uh?
- É. –Suspirei. –
- Enfim, então ela não te reconheceu? Se bem que você mudou pra caramba, né Jus? Acho que nem eu te reconheceria.
- É, mas mesmo assim machucou. Na verdade, o que me machucou mais foi o fato de termos nos tornado tão distantes a ponto de ela não me reconhecer.
- Você acha que ela me reconheceria?
- Você continua com a mesma cara de sempre, cara. Uma pena, pensei que com o tempo você teria esperança... Mas pelo visto, não.
-Ainda bem que sei que sempre posso contar com você, Bieber. –Ele riu me dando uns tapas nas costas, de brincadeira.
E com isso, saímos do aeroporto rindo, mas no fundo eu estava com uma dor no coração por ter que deixa-la, de novo.

[...]

- Sério, cara. Ele tá muito gay. Estou desconfiado que ele realmente tenha se tornado um.
- Cala a boca, Woods. Não sou eu quem liga para Camille em numero confidencial só para ouvir a voz dela e depois desliga o telefone sem falar nada. – Disse bufando e mudando de canal. –

Jake conversava com Scott a mais de uma hora, parecia um casal de namorados. Sério. Ele perguntava como eu estava, pois meu voo teve problemas, blábláblá, e então Jake explicou tudo, exatamente tudo, o que resultou boas risadas e zoações deles sobre mim.

- Eu não faço isso. –Disse Jake ruborizado. –
- Magina, eu que faço. – Debochei. –
- Xiii, vou desligar aqui, Carter, o Bieber tá nervosinho. Tchau bro. Boa sorte aí com a Barbie, quer dizer, Lauren.

E então ele desligou. Jake me informou que teríamos uma reunião com a gravadora, que seria amanhã. Só para nos informamos sobre algumas coisas, a audição ainda estava marcada para daqui a cinco dias. E Scott chegaria aqui depois de amanhã. E ainda não tínhamos nenhuma musica. Nada. Eu deveria estar morrendo de preocupação, pensando em algo, afinal, era meu futuro em jogo. Mas a única coisa que eu conseguia pensar era nela.

[...]

Eu e Jake estávamos na gravadora. E eu estava morrendo de medo, confesso. Eu não sabia do que se tratava essa reunião. Seria uma surpresa. A questão é, boa ou ruim? Tomara que boa.

- Cavalheiros. –Disse a secretaria. –

Sorrimos para ela e a seguimos. A gravadora era grande e linda. Tudo era impecável. Vários discos na parede, pôsteres de vários cantores mundialmente famosos... Meu Deus. Sorri só de pensar em um dia, eu e os caras estarmos ai, nessa parede... Só de pensar fico bobo. Aquilo era nosso sonho. E com certeza lutaríamos por aquilo.

- Bieber e Woods, é um prazer conhece-los pessoalmente.

Puta merda. Aquilo era mesmo real? Nós estávamos em uma gravadora onde Jessie J, Mariah Carey, Taio Cruz, U2, Big Sean, Psy, Nicki Minaj, Queen, Amy Winehouse e outros grandes artistas gravaram seus álbuns de sucesso? Eu só posso estar sonhando. Nós estávamos em uma das gravadoras mais conhecidas do mundo, Island Records. Caralho, que emoção.

- O prazer é nosso, senhor Grainge. –Disse Jake, ao ver que eu estava sem palavras. –
- Me chamem de Lucian. –Ele sorriu amigável. – Sentem-se, meninos, por favor.

Sentamo-nos e eu ainda estava em choque. Cara, Lucian Grainge, o presidente da gravadora estava a nossa frente. PORRA, ERA MUITA EMOÇÃO, FALA SÉRIO.

- Eu marquei essa reunião para ver se estava tudo bem para a audição, vocês sabem. Se quiserem alguma ajuda... Algum conselho? Podem pedir.
- Meu Deus, é um prazer enorme conhecer o senhor, sério... –Falei saindo do choque. -
- Cara, já passamos desse dialogo a algum  tempo. –Riu Jake. –
- É um prazer conhece-lo também, Justin. –Ele riu. – Vocês tem alguma ideia, qualquer coisa pequena que seja, para a musica?

Nenhuma, quis dizer. Mas obvio que eu não disse. Na verdade eu tinha algo em mente. Eu tinha escrito apenas um verso da letra. Não sei se mostrava ou não...

- Justin, você está com cara que tem algo em mente sim, vá, mostre o que escreveu, rapaz.
- Não sei se vocês vão gostar...
- Nunca irá saber se não tentar. –Disse Lucian. -
- Vai lá, cara. –Sorriu Jake. – Mostra aí.
Peguei meu celular e o desbloqueei, fui até as notas e mostrei um versinho que tinha escrito enquanto via (Sn) dormir no avião.
- Aqui está. Só tenho isso, por enquanto, não tenho nem a melodia.

Uh-oh, whenever you're not in my presence
(Uh-oh, sempre que você não está presente)
It feels like I'm missing my blessings, yeah
(Parece que estou perdendo minhas bênçãos, é)
So I sleep through the daylight
(Então, eu durmo com a luz do dia)
Stay awake all night
(fico acordado a noite toda)
Till you're back again, yeah, yeah
(Até você voltar, sim, sim)”

- Eu gostei. –Jake foi o primeiro ao falar. – Por menor que seja, ficou irado.
- Valeu, Woods. –Sorri. –
- Justin, ficou bem legal. É disso que os jovens gostam. Está indo pelo caminho certo. Acho que a letra não é problema para vocês, estou preocupado com a melodia...

Eu e Jake ficamos tensos.

- Eu gosto do estilo de musicas de vocês, só gostaria algo com menos influencia de R&B e algo mais... Eu não sei. Acho que algo Pop, uma musica que as pessoas achem gostosa de ouvir. Uma musica que expresse sentimentos. É isso que eu estou procurando. E é isso que eu quero que vocês me apresentem daqui a cinco dias. Espero de verdade que consigam. –Ele sorriu. – Alguma duvida?
Eu e Jake, quietos, sem palavras, apenas negamos com a cabeça.
- Então até a próxima, pessoal. Espero, realmente, que não me decepcionem.

E então agradecemos, mais uma vez e saímos de lá mais nervosos que estávamos quando entramos.

[...]

- A gente tá perdido, cara. Completamente perdido. –Dizia Jake. –
- Você tá parecendo o Scott, relaxa cara, a gente vai conseguir.
- Justin, você não está entendendo, nós temos a penas cinco dias para...

Desliguei-me totalmente. Jake às vezes pode ser bem chato. Eu também estava nervoso, afinal, tínhamos pouco tempo e muita pressão. Aquela musica iria definir nosso futuro. Era uma grande chance e não podíamos desperdiçá-la. Mas Jake fazendo mais pressão e dizendo que não iriamos conseguir, só piorava tudo.

Estávamos andando de volta para o apartamento, que era umas cinco quadras da gravadora.

- Você não está ouvindo porra nenhuma, não é, Justin Bieber? Quer saber, tudo bem! Tudo Okay. Tudo sussa. Sério. BELEZA, CARA.

- Jake, cala a boca, pelo amor de Deus. –Reclamei com dor de cabeça. –

Se eu não tivesse ouvindo os nervos de Jake a sei lá quantos minutos, eu estaria rindo. É muito engraçado quando ele da ataque histérico. Parece uma bicha. Mais do que já é. Ele fica todo vermelho e faz gestos com a mão, é engraçado de mais.

(Sn) me veio à mente, não sei por quê. Eu precisava vê-la. Precisava que ela me visse. Que me visse de verdade, como Justin Bieber. Como Drew. E não como Derek Smith.
Eu estava nervoso com tudo sobre a gravadora, precisava desabafar com alguém. Precisava dela. Ela me acalma. Ela é meu Anjo.

- Olha, você é um imbecil, sabia? Não vou te perdoar fácil e nem pense em me mandar flores, por que eu não vou te perdoar nem assim. Ok, talvez...

Jake Woods é o maior bicha que pode existir, Jesus. Ri com isso, até que tive uma ideia. Uma brilhante ideia, devo acrescentar. Era isso. Flores. Ela me reconhecia pelas flores.
Na verdade, uma flor especifica. Orquídea branca. A flor que significa amor puro. A flor que eu tinha dado ela anos atrás. A flor dela. A nossa flor.

- JAKE, VOCÊ É UM GÊNIO!
- Eu sou? –Ele disse confuso. – Quer dizer, é claro que eu sou! Eu sou um gênio, descobriu isso agora?

Nem falei nada, pois afinal sonhar é de graça. Eu estava tão animado, finalmente iria esclarecer as coisas. Sai correndo deixando Jake na calçada sozinho, confuso e gritando “Aonde você vai?”

Mas não respondi. Tinha que fazer algo mais importante. Sai correndo na rua de sua casa antiga, era lá que tinha a floricultura. Passei pela casa de (Sn) sem nem olhar, sabia que se olhasse, eu pararia e sem hesitar, iria lá ver ela. Finalmente cheguei a floricultura, no fim da rua. A mesma de quinze aos atrás.

- Hm, com licença?
- Sim? –Um senhor apareceu por trás do balcão. –
- Olá. – Sorri. – Eu...
- Eu te conheço de algum lugar. – Ele me interrompeu. –
- Hm, é, eu vim aqui anos atrás, não sei se o senhor se lembra...
- Bieber, meu Deus, como você cresceu.

O senhor da floricultura se lembrava de mim, ele me reconheceu, e (Sn) não. Realmente, por essa eu não espera. Doeu, mas eu ignorei isso. Apenas assenti sorrindo e ele sem me deixar falar algo, trouxe a orquídea branca, com detalhes roxos.

- Aqui está. –Ele me deu. – É por conta da casa, vá lá, garoto, você sabe que a Fray não gosta de esperar. –Ele deu um risinho. –
- Como sabe que flor eu queria? –murmurei. - Como sabe que é para ela?
- Justin, para quem mais seria? O seu coração pertence a ela. Sempre pertenceu. E sempre pertencera. E a flor não foi difícil adivinhar, afinal, aquela é a flor dela.

Eu apenas sorri largo para ele.

- Ainda se lembra daquele dia?
- Quando vemos uma cena de amor verdadeiro como aquela, é meio difícil de esquecer. Agora vá.
- Obrigada. –Falei sinceramente. –

Ele apenas sorriu. Eu sorri de volta e então sai disparado em direção ao parque. Ela estava lá. Ela tinha que estar lá.  O parque era perto da casa dos Fray’s então não era problema. E minha necessidade de vê-la e contar a verdade eram muita maior que a preguiça.
Cheguei ao parque e olhei diretamente para nossa arvore, que ainda estava gravada nossas inicias. Olhei para os lados e nada. Senti-me de baixo da arvore. E me apartei contra o casaco, afinal, estava nevando.

[...]

Eu estava aqui a mais de quatro horas. Estava quase dormindo quando sinto algo vibrar. Era meu celular.
Peguei e rapidamente li a mensagem de Jake.

“Onde você se meteu, dude?”
“Estou no parque.” - Respondi. -
“Porra, cara. Você é louco. L-o-u-c-o. Está sentindo isso? Pois é, se chama neve. E isso é frio e se você continuar ai vai morrer congelado.” - Revirei os olhos ao ler a mensagem.
Tão típico de Jake Woods, que nem me surpreendi. Ele estava certo. Olhei para flor que tinha alguns flocos de neve nela e suspirei a limpando. Levantei-me e coloquei a flor de baixo da arvore, tenho certeza se ela vir, vai entender o significado. Suspirei e sai andando.

Jake estava mais que certo. Eu estava a quatro horas de baixo de uma arvore esperando por uma garota que eu nem sabia se iria aparecer. Diz-me, quem faz isso? Ah, claro, os apaixonados. Ah, o amor. Torna as pessoas tão idiotas. Mas voltando ao assunto, eu era louco. Mas o mundo precisa de loucos, loucos um pelos outros. 

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Oi gente linda!!! Tudo bem? Desculpem a demora, viu? 
Cadê os comentários? Poxa, isso desanima totalmente. Sério. Falem o que estão achando, deem palpite...
Enfim, vocês me perguntaram a um tempinho o que eu achava de jelena e a resposta é: Eu não gosto e não apoio Jelena. É isso ai. Desculpa quem gosta, eu respeito, nada contra, mas não vou com a cara dela. E nada vai mudar isso. Mas voltando ao assunto...
Logo, logo tem capitulo novo.
E o significado de att é: atualização hahaha
Deram uma olhadinha na pagina de fics? Tem mais duas novas fics!!!! Vão lá e espero que gostem ;)
Beijos.
Ps: Ah e gostaram do banner? Lembrando que não fui eu quem fiz, então, créditos a quem fez, que foi a usmile. (eu acho, não tenho certeza)  ;)

Desculpem os erros ortográficos

[Respostas dos comentários: Aqui]


Agr sim, bjs.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Cap. 13 - Dear Angel




Dias atuais
“Ele me salvou, de todas as maneiras que uma pessoa pode ser salva.”
- Titanic
Minha reação foi:
1)    Ficar chocada.
2)    Ficar mais chocada.
3)    E então, ficar triste.
4)    Ficar com raiva.
5)    Não sentir nenhuma emoção.

Simples assim. Eu estava sem reação. Não sentia nada. Todas essas melhores de emoções passaram se em segundos e agora estava eu aqui, parada e sem expressão. 

Justin e eu não conversamos há muito tempo.  Nós não nos vemos há muito tempo. A distancia muda muita coisa, isso é um fato. Eu sei que se passou sei lá, 12 anos, mas eu ainda guardo raiva dele. Não sei se raiva é a palavra certa, acho que decepção. Ele me protegia para ninguém me magoar, mas quem acabou fazendo isso foi ele. E de uma forma cruel.

Papai espera uma resposta ansiosamente. Não era novidade a ninguém que ele não gosta do Bieber. Ele sempre o odiou, para falar a verdade. Sempre. Nunca entendi o ódio dele por Justin, o cara era uma pessoa bacana, tirando o que ele fez comigo. Não sei se ele ainda continua legal...
Anos atrás, quando eu ainda era melhor amiga de Justin e minha mãe estava viva, eu perguntei ao meu pai porque ele odiava. A resposta não foi legal.

- Papai, eu posso fazer uma pergunta?

- Claro, meu amor. –Disse meu pai, abraçando a minha mãe de lado. –

- Por que odeia o Drew?

- É complicado...

- Fala. –Choraminguei. -

- Ele ainda quebrará seu coração. Eu sei disso. E é por isso que eu o odeio.

Viu? A reposta foi um absurdo, na verdade. Eu tinha 10 anos, cara. Mas hoje em dia penso seriamente em fazer meu pai virar vidente. Ele ganharia uns trocadinhos, pelo menos. Voltando ao assunto inicial... Eu nem me lembro qual era.

Ah sim, Bieber estava de volta. Londres é gigante, mas minha sorte não é boa, então tenho grandes chances de encontra-lo. Ainda mais com esses pensamentos negativos que eu tenho, sabe?

- Sério? Legal. –Falei despreocupadamente. –

Eu era boa atriz, verdade. Pensei seriamente em fazer teste para as peças da Broadway. Ganharia o papel principal só de pisar no palco. Eu exalo brilho. Nasci assim.

- Está bem com isso?

- Eu estou de boa, verdade.  Estou na paz.

Eu queria gritar. Queria esfolar a cara do Justin em um asfalto.  Vontade era o que não faltava, aquele filho da puta. Ok, coitada da Pattie. Aquela empada! Justin era uma empada. Eu estava com raiva, tinha até perdido o apetite.

Ok, mentira. Eu ainda estava com fome. Comi mais pizza. Mas posso fazer o que? Eu estava morrendo de fome, oras.  Eu não sou gordinha e nem muito magra. Já Nora... Aquela menina é um palito gina. Juro. Da para ver o osso dela. Enfim, como Nora veio parar no assunto?

- Na paz, certo. –Falou meu pai me analisando. –

- Isso, sabe como é... Light na night , Tudo em cima na piscina, Bem no armazém, Relax no durex, Realiza na briza, Sussa na montanha russa...

- Filha - Ele me interrompeu. – Eu já entendi.

- Atá. –Dei de ombros. –

- Eu vou deitar um pouco, tudo bem? Pode deixar tudo ai, amanhã eu recolho.

Ele se levantou e beijou minha testa. Sorri e o vi se afastando para subir as escadas, mas ele parou subidamente e se virou para mim.

- Filha...

- Hm?

- Estou feliz que tenha voltado.

Sorri para ele, com uma vontade enorme de abraça-lo.

- Eu também estou feliz por estar de volta.

E então ele sorriu e subiu as escadas, sumindo da minha vista.

[...]

Eu como uma boa e santa filha, recolhi tudo da mesa, joguei fora a cara de pizza, que estava vazia por sinal, lavei os pratos e a coisa toda. Mas claro que quando fui lavar os pratos tive uma pequena surpresa. Desagradável, claro. Minha casa estava aos pedaços, acho que toda Londres toda sabia disso, e a cozinha da casa não era diferente, quando eu abri a torneira... Surpresa.  A agua foi toda em mim.  Lembrei-me de Derek na hora, certeza que ele que tinha jogado macumba em mim, enfim, pelo menos já tomei banho... 
Consertei a porcaria da torneira, mesmo já estando ensopada e lavei os pratos. Depois limpei a bagunça da cozinha e subi. A casa precisava urgentemente de uma reforma. Isso aqui tá parecendo um chiqueiro.
Subi no meu quarto e me joguei nele. Que cansaço, Deus. Senti alguma coisa vibrar, primeiramente achei que era um terremoto, já estava entrando em pânico, mas ai vi que era apenas meu celular.

Atendi, nem precisei olhar no visor para ver quem era.

- MEU DEUS, VOCÊ TÁ BEM? SOUBE QUE FICOU PRESA EM UMA ILHA!

- Fiquei, da para acreditar? –Bufei inconformada. – Avião fajuto! Quase morri, mas um gatinho me salvou...

- Foda-se os gatinhos, você quase morreu! –Gritou Nora no telefone. – Camille desmaiou quando viu a noticia na TV... Você quase nos matou. Fora que Daniel e Kate querem te matar por ter saído sem se despedir. Eles estão arrasados.

- Que Gays. –Revirei os olhos. – Eles que não estavam lá. A culpa não é minha, enfim...

- Sabia que tinha um famoso no seu avião?

-Sério? Qual era o nome dele?

- Eu não sei, peguei a noticia no fim. Só ouvi a repórter dizer algo como “... também estava no avião. Mas o astro teen assim como os outros passageiros ficou bem.” O cara ainda é iniciante.

- Não conheci ninguém famoso, mas eu conheci um cara que... Nossa.

- Conta tudo!

- Um Deus grego, juro! Ele é meio estranho, mas...

- Então esquece, (Sn). Cara estranho não da! Você se lembra do Dexter...

Dexter foi um ficante de Nora. O cara na balada era divino, um gatão... Mas fora de lá era um cientista maluco. Nora ficou traumatizada. Não a culpo, ele queria fios do cabelo dela para clona-la.

- Dexter era um psicopata, Derek é... Um Anjo.

- Gafanhoto, nenhum garoto é anjo. Eles estão mais para demônios. Aprenda com a mestra.

- Indireta para Scott?

- Scott é passado. A fila anda, você sabe. –Disse Nora. –

- Claro, claro... Mas sério Derek é um fofo. Ajudou-me quando passei mal, cuidou de mim quando desmaiei, conversou comigo quando estava entediado, ele é... Perfeito.

- Não gostei desse Derek, ele me lembra de alguém, pelo que você falou. –Disse fazendo birra. –
Ela estava falando de Justin.

- Para de ser escrota...

- Esquecendo o Derek, Brian me perguntou de você...

Brian e eu tínhamos ficado diversas vezes. Ele trabalha na revista, onde eu trabalhava. O cara é divino. Olhos verdes, cabelo preto, rosto perfeitamente moldado, sem um defeito se quer, sorriso de matar, musculoso, barriga tanquinho...

Só de pensar passo mal.

- o que ele disse? –Falei animada. –

- Perguntou onde você estava, porque tinha ido embora e eu expliquei tudo. Ele ficou arrasado, mas disse que vai nos ajudar a desmascarar a vadia da Molly.

- Aquela porca anoréxica... –Xinguei Molly. –

- Dei um soco na cara dela. Foi demais você perdeu...

- Droga, queria ter visto.

- Não seja por isso, gata. Alguém lá da revista filmou e colocou no youtube. Tem mais de mil acessos. Procura lá depois: descendo a porrada na vadiazinha. –

- Titulo apropriado.

- Demais. –Gargalhou. –

- Tenho que desligar, vou dormir um pouco...

- Vai lá. Depois quero saber mais desse tal de Derek...

- Derek Justin. –Corrigi rindo. –

- Que nome é esse?

- Boa pergunta.

- Espero que ele seja bonito, porque pelo nome...

- Ele é sim. Pena que nunca mais vou vê-lo.

- Tudo que é bom, dura pouco, Darling. Vou desligar, meus créditos estão acabando.

- Ok, manda um beijo para todos.

- Vou mandar, manda um beijo para o seu pai... Cuida-se, pirralha.

- Eu tenho a mesma idade que...

Mas ela já tinha desligado. Ri e guardei o telefone. Vi o vídeo pelo Youtube e ri como nunca, a cara de desespero da Molly foi a melhor parte. Nora é demais. E então, adormeci igual a uma pedra.

O dia seguinte foi legal. Eu e meu pai acordamos cedo, tomamos café da manhã. Na verdade, comemos uma bolacha, pois a geladeira parecia o polo norte, só tinha gelo. Depois nós saímos e fizemos compras no supermercado, comprei uma cortina nova, aquela estava me dando arrepios... Comprei também um sofá novo que pode pagar em 12 vezes! Tem coisa melhor?

Voltamos para casa, papai ficou descansando no quarto enquanto eu fazia uma faxina geral na casa. Estava me sentindo a Cinderela. Juro.

- Eu não aguento mais limpar.  –Falei largando tudo. –

Só quando olhei no relógio vi que se passaram cinco minutos. É, eu me canso fácil. E sim, eu falo sozinha. Ás vezes.

Tédio era o que eu sentia. Pensei em ligar para Camille, mas ela provavelmente estava trabalhando, Nora também...

Kate por mais que não pareça, também trabalha. Então só me resta Daniel.
Peguei meu celular e resolvi ligar para ele. Mas deu caixa postal. Aquele puto deve ter esquecido de carregar o celular, que raiva dele. Resolvi sair. Isso, tomar um ar fresco. É isso mesmo que eu vou fazer! Peguei meu casaco, meu gorrinho e sai.

Estava frio pra chuchu! Caraca me senti no polo norte. Agora só faltava o papai Noel. E suas renas, claro. Fiquei tão triste quando descobri que o Papai Noel não existia, minha vida foi uma mentira. Fiquei arrasada.
Eu estava indo para onde, mesmo? Caraca, eu sou uma sem noção, mesmo. Quer saber, vou tomar um chocolate quente. É, é isso que eu vou fazer. Chocolate quente, quentinho. Para aquecer meu coração congelado. Nossa, filosofei. Essa vai para o facebook.

- Oi, um chocolate quente, por favor. –Falei para a moça do balcão. –

A mulher continuou teclando algo no computador, me ignorando. Quem essa vadia pensa que é? Ajeitei meu gorrinho de orelhas de panda na cabeça e limpei a garganta. E nada.

- Oi mocinha, então...

E nada.

- Oi, terra chamando... Sei lá seu nome. Quer prestar atenção em mim? Por que assim, eu enfrentei uma nevasca para vir até aqui, sabe... Tá, não está nevando, mas parecia que eu estava em um frízer. Tem noção? Eu quase morri. Fora que eu fiquei um tempo sem rumo... Ai, eu estou tão cansada. Eu moro em Nova York, a cidade da luz. Ou é Paris? Enfim... E lá é tudo, e eu quero voltar para lá, mas fiquei desempregada... Fora que eu fui roubada, por um menino mais novo que eu, acredita? Onde esse mundo vai parar minha senhora, eu realmente não sei... Mas, qual era o assunto mesmo? Ah, sim! Um chocolate quente, por favor.

A mulher pareceu notar minha presença e olhou para mim assustada.

- Me desculpa, musica do ultimo volume. –Disse tirando os fones. – O que estava dizendo?

Não pude acreditar! Quantas palavras desperdiçadas, quanta saliva jogada fora... Nem para me ajudar nos meus problemas essa mulher serve.

- Nada não... Só um chocolate quente, por favor. Fica com o troco.

Ela sorriu e agradeceu e eu peguei meu chocolate quente, que estava uma delicia. A loja estava cheia, então eu sentei-me à mesa que estava uma menina de 12 anos.

Coloquei meu iphone em cima da mesa e ajeitei de novo meu gorro de panda, que estava caindo, a menina a minha frente me olhava como se eu fosse à coisa mais esquisita do mundo. RECALCADA!

- Gorro bonito, mas não acha que está um pouco velha para usar esse tipo de coisa?

- Não, não acho... Eu tenho estilo, eu tenho swag. Sabe como é...

- Hm, sei. Bonito celular.

Sorri convencida. Eu sei. Paguei caro nessa belezinha, aqui.

- Sim, meu iphone é lindo.

- Porque você não fala apenas celular? Por que falar iphone? –Questionou. –

- Minha filha, eu paguei dois mil nisso aqui, você acha que eu vou falar meu celular? Tenha dó, vou falar iphone até morrer. Não paguei esse preço todo para falar meu celular.

- Hm, ok...

- Olha, quer saber, estou saindo. Beijos para quem fica.

Joguei meu cabelo para trás, e com meu gorrinho, meu chocolate quente e minha dignidade sai de lá. Eu estava tão alone. Não tinha nenhum amigo aqui. Minhas amigas estavam em outro País. Bufei entediada, ainda bebendo meu chocolate quente. A vida é dura.

E então, tive uma ideia repentina e depressiva. Eu iria a um lugar especial.
Um lugar que era apenas uma lembrança, agora.
Eu sabia aquele caminho de olhos fechados.

[...]

O parque estava vazio, pelo simples fato de estar frio pra cacete. Tinha poucas pessoas, e essas poucas eram casais andando abraçados. Senti-me mais forever alone ainda. E com uma grande surpresa, eu vi que a arvore continuava lá.

As nossas iniciais com um coração em volta ainda estavam gravadas na arvore, fazendo meus olhos se encherem de lagrimas. Eu sou tão patética.

Mas só ai eu percebi algo estranho, muito estranho, para falar a verdade. De baixo da arvore tinha uma flor branca com detalhes roxos, igual a que Justin havia me dado anos atrás. Justin esteve aqui. Agora pouco. Meu coração parou.
E então de repente eu soube.
Soube que ele ainda se lembrava de mim.


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Esse cap está ZzZzZ Mas está ai, espero que gostem <3
A versão interativa está com probleminhas, por isso não coloquei ai. 
Bjs <3
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