domingo, 15 de dezembro de 2013

Cap. 11 - Dear Angel


Dias Atuais

“Não se espante. Você deveria saber que tudo que é bom um dia acaba.”
- Harry Potter




Justin Bieber P.O.V 

Levantei-me da cama com uma dor de cabeça do caralho. Ressaca é uma das coisas piores do mundo. Fui em direção ao banheiro e joguei água na minha cara. Despertei-me um pouco e sai de lá, desci as escadas. O ruim de você morar em uma mansão é que você demora em encontrar quem quer. 

- CARTER ? 

Ninguém respondeu. Aquele infeliz só dorme. Respirei fundo e fui para a cozinha, não tinha ninguém lá. Fui para sala e nada, cara...
Cansado de andar, me sentei no sofá. Peguei meu celular e liguei para ele. 

- Alô? -Disse uma voz bem grogue. -
- Onde você está, cara? -Perguntei impacientemente. -
- Onde você acha? Vai se ferrar Justin, eu estou dormindo.
- Eu estou gritando aqui a séculos, da para descer? Eu estou na sala.
- Vai tomar no seu... 

Desliguei o telefone e encarei o teto. Minha vida deu uma mudança nesses anos que acho que nem eu esperava isso. Quem diria que Justin Bieber moraria em uma mansão. Digo, sou eu. O menino que morava em uma casinha simples em Londres. Que dividia o quarto com minha mãe. E agora moro no Canadá em uma mansão maior que eu podia imaginar em existir.
A vida da voltas. 

- O que é, seu bosta? -Disse Scott descendo as escadas e sentando no sofá.
- Ui, ele acordou nervoso. -Gargalhei. -
- Cala a boca, Bieber.
- Jake quer falar com a gente.
- Vou mandar ele a merda. -Disse mal-humorado. - 

Levantei-me rindo indo em direção a minha televisão de tela plana. Liguei-a e entrei no Skype, por lá mesmo. Sim, minha Tv é ligada a internet. Jake estava Online. Chamei-o e logo ele atendeu. 

- Fala, boys que eu amo mais que tudo. -Disse rindo. -
- Woods, antes que eu esqueça, vá à merda. -Gritou Scott. - 

Jake e eu rimos. Scott não ficava legal de manhã. Jake estava usando um casaco com gola alta, um gorro e luvas. Em Londres deve estar fazendo um frio do caralho. Aqui pelo menos não estava tão frio como lá. 

- Eu fui à gravadora ontem. 

De repente todos nós ficamos sérios. Jake morava com a gente em aqui, mas ele foi para Londres tentar fechar um contrato com uma gravadora. Digamos que todo esse dinheiro que eu tenha hoje seja por causa da musica. Eu e os meninos temos uma banda chamada ''The Guys'' que significa ''os caras'' Nome fraquinho, mas fazemos sucesso. Somos conhecidos só no Canadá. Quer dizer, aqui é nosso ponto forte. Onde está a maioria das nossas fãs e tudo. Gravamos nosso primeiro Cd, que se chama ''When i look at her'' que é ''Quando eu olho para ela.'' Nunca fui bom em me expressar, mas com a musica foi diferente. Eu cantava o que eu sentia. Na banda, eu que escrevia as musicas. Então... As musicas que eu escrevia eram como um diário. Elas falavam por mim o que eu estava sentindo. Elas se expressavam por mim. 

- E ai? -Perguntou Scott agora interessado. - 
- Bom...
- Bom... -Incentivei. -
- Eu mostrei o CD a eles, eles gostaram... Mas dizem que falta algo que não sabem o que é, então pediu para todos que vocês viessem, teremos que compor uma musica que mostre que somos capazes. Que mostre que merecemos fechar esse contrato com a gravadora.
- Que tenso. -Disse Scott. -
- Quando temos que estar ai? -Engoli seco. -
- O mais rápido possível. A audição está marcada para uma semana. E ainda não temos a musica. -Disse Jake. - 

Londres. Eu teria que ir para onde tudo começou. Para onde tudo terminou. Senti minha garganta fechar. E se ela... ela ainda morasse lá? O sonho dela era se mudar, mas e se ela tivesse ficado? E se ela me visse lá? Ela me abraçaria ou me bateria? Acho que os dois. Só de pensar nela senti meu coração bater mais rápido. 

- Justin, não precisa fazer isso, você sabe... Podemos procurar outra gravadora e...
- Depois de amanhã chego ai. -Disse decidido. -
- Tem certeza, dude?
- Absoluta.
- E você, Scott, por que está tão quieto?
- Eu topo, mas eu vou daqui a 4 dias... Tenho que ir a um casamento com Lauren, prometi a ela. -Bufou. - 

Lauren Jackson. A menina mais irritante desse universo. Como Scott a aguenta? Nem eu sei. Lauren e Scott namoravam há dois anos. Ela é o tipo de namorada chiclete e ciumenta. Fala sério, teve uma vez que Lauren veio aqui, e na sala tem varias fotos de nós pequenos têm também das meninas,Jake com Camille, eu com a Anjo e Scott com Nora. Tem uma foto cada separado com ''sua menina''. Acontece que depois que eu fui embora muita coisa mudou, eu sempre sabia o que estava acontecendo, pois os meninos me informavam, mas às vezes, eu preferia não saber... 

Enfim, Nora e Scott namoraram por 4 anos. Só que terminou por uma razão que ele nunca disse a mim e a Jake, ele deve ter feito alguma besteira, só que acontece que Scott nunca superou Nora. Você tocava o nome dela e ele ficava todo bobo. Era engraçado. E qualquer retardado mental podia ver que ele ainda a amava. E Lauren não deixou de perceber isso. Quando veio em casa, viu a foto dele e de Nora abraçados, fazendo careta para a câmera. Lauren ficou doida da vida e começou a perguntar ''Quem é ela? QUEM É ELA, ?'' E ele só de olhar para a foto, deu para perceber que era uma menina especial e foi ai que Lauren sacou tudo. Ela podia ser chata, mas não era burra. Foi ai que ela pegou a foto e jogou da janela. Scott teve um acesso de raiva. Eu e Jake tivemos que segurá-lo para não pular em cima de Lauren. Não que fosse uma má ideia... Ele chegou a terminar com ela, mas depois de 2 meses por insistência dela, os dois voltaram. Scott tinha consertado o porta-retratos com a foto e toda vez que ela ia em casa, ele escondia.
Esse é meu amigo. 

Camille e Jake nunca namoraram, mas todos sabem que sempre sentiram algo um pelo outro. Eu sei que o primeiro beijo de Jake foi com ela e o primeiro beijo de Camille foi com ele, só isso.
E eu... Se eu contasse o que aconteceu depois do dia da festa do Andrew (Aquele filho da puta mal amado, ainda sinto raiva dele). Vocês provavelmente não acreditariam. Os meninos sabiam uma parte do porque eu tinha indo embora, mas não tudo. Era complicado. Eu nunca tinha contado a ninguém, só para ela, na verdade. Por uma carta. Mas eu nunca soube se ela leu ou jogou fora. 

Quando eu fui embora, pelo motivo que eu não vou falar, Scott e Jake me ligavam todos os dias. Eles falavam que ela estava mal. Que era para eu voltar. Mas eu não podia, eu simplesmente não podia... Scott não falou comigo por cinco meses. Jake dizia que ele estava bravo comigo por estar magoando a menina que mais me amava no mundo... (Sn). Todos pensam que a coisa mais difícil que eu fiz na vida foi começar uma nova vida em um novo País, mas na verdade a coisa mais difícil que eu fiz em toda a minha vida, foi deixa-la. 

- Não sei por que ainda está com ela. -Jake me tirou dos pensamentos. - Ela é uma idiota, sem ofensas Scott.
- Verdade, eu prefiro você-sabe-quem ao em vez da Lauren. –Disse risonho.
- Lauren tem seus momentos. -Ele deu de ombros, na defensiva. –
- Jake... –Comecei. -
Agora que eu comecei vou ter que terminar, merda.
- Eu?
- Você a viu?
Scott olhou para mim com pena e Jake abaixou a cabeça.
- Ela não está mais aqui, Bieber.
Meu estomago revirou e meu coração começou a acelerar.
- Como assim ela não está mais ai?
- A mansão dos Fray's está detonada, cara... Destruída. Quando passei por lá parecia abandonada, mas eu toquei a campainha e um senhor me atendeu, só ai eu vi que era o pai dela, ele está mal desde...
- Eu sei. -O cortei. - Continue.
- Eu perguntei onde ela estava, mas... Ele disse que ela não morava mais lá. Que ela não morava há muito tempo.
- E então onde...
- Ele não me contou Justin. Sinto muito.
Jake não tinha culpa. Na verdade, o único culpado aqui, era....
Bom, era eu.

[...]


Eu ia à primeira classe, mas adivinha? Scott comprou a passagem errada. Às vezes eu acho que ele faz de proposito. Eu não estava mais no Canada, muito menos em Londres, eu estava em Nova York, à cidade que nunca dorme. Ou é Paris? Sei lá, as duas brilham o dia inteiro. Impressionante, aja luz. Tive que vir para cá ajeitar algumas coisas do nosso segundo Cd, o nosso empresário está passado uma semana de férias aqui, e eu, o bobão tive que vir atrás dele. Ele se chama Josh, e adivinhem onde eu o encontrei? No hotel mais caro daqui. Depois ele vai falir e não vai saber por quê. Josh disse que irá daqui alguns dias para Londres e blábláblá. Agora aqui estou eu, sozinho, na fila de embarque, em Nova York. Algumas meninas, bem poucas, me reconhecem e pedem fotos e autógrafos. Eu me acho todo. Estou conhecido em Nova York. Quem pode, pode. Quem não pode, se sacode. Acho que é assim o ditado. Resumindo, eu sou o fodão da parada!
Essa fila não anda, porra? Bufei e uma menina de nove anos se virou para mim.
- Moço, que horas são?
Demorei um tempinho para ver que ela estava falando comigo, olhei para meu relógio fodão que nem eu, e mais cinco minutos, nós embarcávamos. Quer dizer, eles liberavam a fila.
- Só mais cinco minutos, pequena.
Se eu tivesse na primeira classe, eu já estaria lá dentro. Lembrete mental: Matar Scott. Anotado. A menina abriu um sorriso. Ele era triste e isso mexeu comigo. Uma menina tão nova como essa não deveria ser assim, tão triste...
Humpft! Olha quem está falando.
- Obrigada.
Só ai vi que ela estava com os olhos vermelhos de tanto chorar. Olhei para as pessoas que estavam em sua frente e vi uma mulher que parecia ocupada no telefone, deve ser a mãe dela. E tinha um homem que também falava ao telefone, não só em um, como em dois! Eram aquele tipo de pais ocupados demais para dar atenção aos filhos.
- Hey, sei que não é da minha conta. –Me acheguei ao lado dela. – Mas eu não gosto de ver pessoas tristes, principalmente garotinhas tão novinhas, lindas e encantadoras como você.
Ela deu um meio sorriso. Mas logo ficou preocupada.
- Está tão na cara?
- Está. –Ri um pouco. –
- Mas mamãe e papai nem perceberam...
- É por causa deles?
Ela ficou quieta com minha pergunta. Acho que fui intrometido, não deveria ter perguntado. Droga, Bieber. Você só faz merda... Será que peço desculpas? Ou ela vai falar alguma coisa? Eu deveria ter ficado na minha... Mas ela está tão triste, precisa desabafar...
- Você já fez algo que magoou alguém? Mas que teve que fazer, mesmo não querendo? Mesmo não sendo intencional?
Eu nem precisei pensar para responder essa pergunta. Mas quando eu a ouvi eu gelei. Assim como sempre ficava ao pensar nela.
- Já. –Respondi sinceramente. – O que isso tem a ver com o assunto?
- Eu namorava um garotinho chamado Dustin. Ele não era bonito. Ele é bem feio, para falar a verdade. –Riu. – Mas ele me fazia rir, quando ninguém conseguia fazer mais isso. Ele me animava quando eu estava triste...
Garotinhas de nove anos namorando e eu ainda tentando entender o porquê de o telefone fixo ter letras, mas não dá para mandar sms, vai entender. Mas parando as piadinhas, eu a entendia. Eu acho bobo quando as pessoas falam “eles são muito novos para amar.” Não tem uma idade certa para amar. Uns descobrem o amor cedo outros tarde, e tem os que infelizmente descobrem tarde de mais. Acho que o meu caso foi à primeira opção com a terceira. Sei lá, só acho.
Ela falava do tal Dustin com tanto amor que eu me lembrei dela. Merda, porque eu sempre me lembro dela? Será que ela se lembra de mim? Provavelmente sim, mas acho que ela se lembra de mim com uma imagem negativa. Também, depois do que eu fiz...
- Mas, eu tive que me mudar. Meus pais são empresários e eu tive que deixar Dustin. Tive que deixa-lo. Mesmo não querendo. –Os olhos dela estavam marejemos. – E eu nunca mais vou vê-lo. Você tem noção, moço? Sabe como é perder alguém que você ama tanto? Que faria tudo por essa pessoa?
Senti meu ouvido zunindo e então eu não ouvia mais nada que a menina falava.
É claro que eu sabia como ela se sentia. Eu sabia como era. Eu sabia como ela sofria. Eu sabia, tanto quanto ela, que aquela dor nunca passaria por inteiro. A verdade é que o tempo não cura, apenas ameniza a dor. Mas no meu caso, acho que a anestesia acabou ou algo do tipo, porque ainda doí. Pra caralho.
Olhei para a garota a minha frente, agora ela olhava para mim curiosa, como se já soubesse a resposta e antes que eu dissesse algo, ela se adiantou e disse:
- Você sabe. –Murmurou baixinho. –
Assenti devagar enquanto senti meu estomago revirar.
- Moço, um dia para de doer?
- Quer que eu fale a verdade?
- Melhor não... Hm, um dia eu vou parar de amar ele?
Um sorriso escapou do meu lábio.
- Quando é amor de verdade, é para sempre. –Disse me lembrando de (Sn). –
Ela pareceu satisfeita com a resposta. E então a fila foi liberada.
- A gente se vê por aí...
- Justin. Justin Bieber.
- Emily Parker. Foi um prazer conhece-lo, Justin.
- Digo o mesmo, princesa.
Enquanto ela ia à minha frente, antes de sentar em seu acento, ela me olhou sorrindo:
- Se for para ser, vocês encontrarão o caminho de volta um para o outro.
Sorri verdadeiramente para ela e ela retribuiu o sorriso. Garotinha esperta.
- Tomara pequena, tomara.
E então, cada um foi para seu acento. E é, parece que essa viagem não vai ser tão ruim assim...

[...]


Olhava para a janela, entediado. Não passava nada legal na tv. Os filmes eram uma bosta. Ainda com meus óculos fechei os olhos em uma tentativa falha de dormir, mas não...
Abri os olhos bufando e me virei, vi uma menina correndo para o banheiro. Ri com a atitude dela. Logo vi a mesma voltar para seu lugar. Não vi o rosto da menina, mas já vi que ela é encantadoramente desastrada. Ri, pois ela me lembrava de alguém.
Passaram-se alguns minutos e começou a ter turbulências. Legal.
E então aqui estava eu, ouvindo uma musica básica nos meus fones de ouvido, quieto, na minha, até que ouço um choro. Ele era alto, chamando a atenção de todos. Levantei meus óculos rapidamente e vi a mesma menina se levantar e indo para outro lugar, só ai reparei que era para cá. Merda. Coloquei meus óculos de volta e esperei a menina vir até aqui. Ela finalmente levantou a cabeça e eu senti algo. Algo que eu não sentia há doze anos. Algo que eu sentia só com a presença dela. Vi a menina. Ela estava com a mão no coração, enquanto chorava, assim como a...
Meu coração batia rápido e minha cabeça doía. Não podia ser ela...
Mas então eu a olhei mais uma vez. E porra, era ela. Eu reconheceria aquele rosto que eu tanto observava que eu tanto admirava... Ela estava igual há doze anos... Com a exceção de que agora ela tinha peitos e bunda.
Caralho, respira, inspira... PUTA MERDA É ELA. É A MINHA GAROTA. CARALHO, EU TO SURTANDO. O QUE EU FAÇO?
Peguei meu celular discretamente, coloquei no google e digitei rapidamente.

“O que fazer quando reencontra sua melhor amiga depois de ter abandonado ela?” pesquisar. 

Resultados:

- Texto sobre cães...

Que merda é essa?

- Poesia de melhores amigos...

Google, estou decepcionado com você! Voltei a minha atenção para (Sn), ela mal me olhava, estava de olhos fechados e disse:
- Eu não quero morrer...
- Você não vai morrer. –falei rapidamente. -
Ela não, mas eu sim. Caralho eu estou tenso um colapso. Era ela. Era a minha pequena, que agora não é tão pequena assim. Mas era ela. A menina dos meus sonhos. A minha melhor amiga. O meu anjo.
- Eu vou, eu vou morrer sim. Eu tinha tantos sonhos... Tantas coisas não resolvidas, eu não posso morrer, entende? Ainda nem acabei de pagar meu celular. –Ela tremeu. –
Coisa boa não ia dar. Parecia que ela ia entrar em pânico. Eu precisava acalma-la. Eu precisava me acalmar!
- Eu não quero morrer. –murmurou. –
- Não vou deixar nada acontecer com você, fique calma.
Eu não ia deixar nada acontecer com ela. Nunca. Se o avião caísse eu tivesse que dar meu paraquedas para ela, eu daria sem nem hesitar. Ela é e sempre vai ser a minha prioridade. (Sn) começou a ficar com falta de ar e tremer. Ela mal respirava e eu comecei a ficar em pânico.
- ALGUEM ME AJUDA, ELA ESTÁ PASSANDO MAL!
A aeromoça se aproximou e falava algo como “se acalme moça. Respire fundo.”
- ELA NÃO ESTÁ CONSEGUINDO RESPIRAR, VOCÊ É CEGA POR ACASO? –Disse desesperado. –
Ela saiu falando que ia chamar alguém, não entendi direito. Só tinha olhos para a minha garota. Que estava quase tendo um treco, me fazendo automaticamente ter um treco também.
Os olhos dela estavam se fechando, porra. Eu não sabia o que fazer. Agora quem está tremendo sou eu! Coloquei minha mão em seu rosto, acariciando.
Isso pareceu que algo despertou nela. Ela voltou a respirar, me fazendo respirar também. Ela estava bem, era isso que importava.
- Você está bem, (Sn)? –Murmurei preocupado.
- S-sim... mas como você sabe meu nome? Quer dizer, apelido. Eu nem te falei.
- V-você disse enquanto estava com falta de ar. –Gaguejei-
Ela parecia cansada, então assentiu. Eu sabia que ela não tinha acreditado... A aeromoça entregou um copo D’agua para ela e se retirou.
- Já estamos pousados na ilha, podem sair se quiserem. - Ouvimo-la falar antes de se retirar tolamente. -
Eu olhava para ela com expectativa. Queria que ela se lembrasse. Queria que ela me reconhecesse.
- Você vai descer? –Ela perguntou. –
- Só se você descer.
- É que você é a única pessoa que eu conheço, quer dizer, mais ou menos, você me entendeu... –Falei rápido. –
- Tudo bem. –Sorriu fraco. – Vamos descer, então?
Está, se acalme Justin. Assenti e ela saiu primeiro, fui logo atrás e nossa senhora, hein. Que bunda linda. O que foi? Eu sou um homem.
-Como é seu nome?
Tá, aquela foi na minha alma. Doeu ouvir aquilo. Porque eu a reconheci. Porque eu sempre a reconheceria. Mesmo depois de mil anos. Ela não se lembrava de mim e aquilo doeu mais que tudo. Mas não tanto quando eu vi que ela não usava o colar.
- Ér... – Seja rápido, Justin. - Derek Smith.
Eu não pude falar que era eu. Eu queria que ela me reconhecesse. Não porque eu falei para ela que era eu. Infantil? Nem um pouco.
- Prazer, (Sn) Fray, mas pode me chamar apenas de (Sn).
- Ok, (Sn). –Sorri de lado. –
Eu usava óculos, para todos os detalhes. Será que se eu tirasse, ela me reconheceria?
- Está melhor? –Perguntei. –
- Sim, não ligue, eu tenho medo de altura, tanto quanto de aranhas.
Eu quis sorrir ao ouvir isso. Eu queria muito. Mas me segurei.
- Não ri, ok? Parece bobo, mas não é... Aranhas são perigosas.
- Não, eu sei. Eu tinha uma amiga que também morria de medo de aranhas. Na verdade, era minha melhor amiga.
Ah, e devo acrescentar que essa minha melhor amiga é você! Não que você deva se lembrar, obviamente não, né...
- Oh, eu a entendo.
Dei outro sorriso de lado e respondi.
- É, eu tenho certeza que sim.
E então assim que o tempo passou. Conversamos e ela me contava coisas de sua vida e eu da minha vida. Meu peito doía ao ouvir todas aquelas coisas, todas aquelas coisas que eu perdi em sua vida, que eu não estava presente. Eu era tão idiota. (Sn) podia estar mais madura, mais eu ainda via no fundo de seus olhos aquela garotinha por qual eu me apaixonei. Por qual eu sou apaixonado. Ela desmaiou fazendo eu a carregar preocupado para o avião. Ela dormiu por horas. E eu fiquei a observando. Ela era tão linda. Tão delicada. Parecia realmente um anjo. O meu anjo. Ela acordou um tempo depois, me fazendo me sentir mais calmo. A levei para fora e fiz a mesma comer. Ela recusou, mas depois cedeu.
Então estávamos vendo as estrelas. Ela dava nome as estrelas, acreditam?
- Aquele era Spike...
E então me contou sobre seu coelho que tinha ganhado aos 15 anos. Logo falou que outra estrela era sua mãe. O que fez meu coração doer. Clary. Era uma ótima pessoa, era minha futura sogrinha e eu devia muito a ela. Só pelo o fato de (Sn) existir.
E então, ela apontou para uma estrela brilhante, afastada das outras. Ela se destacava no céu.
- Essa é quem?
- Drew.
Eu fiquei paralisado e senti meu coração querer sair do peito. Senti uma vontade de beija-la. Ela se lembrava de mim. Ela não me esqueceu. Ela pensa tanto em mim, tanto quanto eu penso nela.
- Ele não morreu. Mas mesmo assim, ele se foi...
- Quem era o Drew? –Perguntei. -
Sem hesitar, ela respondeu:
- Meu primeiro amor.
E aquela resposta, era tudo que eu precisava ouvir. Eu não sabia se chorava ou se sorria. Eu não respondi nada. Não tinha o que responder. (Sn) tinha sido o primeiro amor de Justin, não de Derek.
- E você?
- Eu o que?
- Quantas mulheres você já amou? –Ela deu um sorriso. –
- Hm, uma.
- Sério?
- Sim, quando você ama uma pessoa, é para sempre. Não importa o tempo. Ele pode mudar muitas coisas, menos uma, quando é verdadeira: o amor.
Ela olhou para mim com os olhos brilhado e por um momento eu penso que ela me reconheceu. Mas então vejo que eu estava errado e suspiro decepcionado.
- O que você viu nela? –Perguntou. –
Ela estava me testando. Estava me testando para ver se eu era apenas um canalha fingindo ser um Romeu ou se eu era um Romeu de verdade. Só que... Eu era uma mistura dos dois.
Eu não soube o que responder de imediato, mas então eu a olhei. Ela estava fazendo nó com seu próprio cabelo e ria daquilo. Ela é doida, chata, irritante, teimosa, infantil, linda, brincalhona, mas séria ao mesmo tempo, ela é insuportável, rebelde, certinha, forte, meiga, minha e... Única.
- Tudo que eu nunca vi em ninguém. –Respondi sincero. –
Ela deu um sorriso lindo, e então constatei que aquela foi à resposta certa. Ela se aproximou de mim e deitou sua cabeça em meu ombro. A puxei para mais perto e então ela encostou sua cabeça em meu peitoral e eu fiz carinho na mesma.
- Derek? – Me chamou sonolenta. -
- Hm?
- Fico feliz de ter sido você com quem estou presa nessa ilha.
E então ela caiu no sono, mas não antes de eu responder baixinho “Eu também, Anjo.” 


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Desculpem os erros ortográficos 

Obrigada por comentarem, meninas! Esse capitulo tá bem grande, não reclamem hahaha vou postou o outro, isso mesmo, att dupla! 
E em breve postarei o primeiro de AIWIY reescrito <3 

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obrigadaaa por comenta
espero que tenham gostado bjbj