terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cap. 8 - Dear Angel



“Se tivesse um amigo que nunca mais fosse ver… O que você diria? Se pudesse fazer uma última coisa para alguém que ama… O que seria? Faça. Diga. Não espere. Nada dura pra sempre.” 
- (One Tree Hill)





Onde eu estava afinal? Legal, eu me perdi. Comecei a correr, mas eu não reconhecia nada. Parecia tudo borrões. Eu não conseguia enxergar direito. Cansada, me sentei de baixo de uma arvore pelo que parecia. Encostei minha cabeça lá e suspirei alto. 




- Oi. 



Quem disse isso? Eu conhecia essa voz. Sei que conhecia. Olhei ao redor, mas não vi ninguém. Estava começando a ficar com medo. 



- Quem é que está falando? –Gritei de volta. – 



Mas ninguém respondeu. 

Senti um calafrio. Não sei bem por que. Coisa boa não era. 



- Sou eu, Anjo. –E então enfim apareceu. – 



Meu coração parou naquele momento. Lá estava Justin. Com suas roupas largas e seu boné. Ele tinha um sorriso lindo. Justin tinha a mesma aparência de 13 anos. Ele correu até mim e me abraçou e então eu ainda chocada, o abracei de volta. Olhei para baixo e vi que eu também tinha 13 anos. Como é... 



- Não é possível. –Sussurrei. – 



- Claro que é, Anjo. 



- Você não pode ser real. Isso não pode ser real. 



- E porque não? 



- Você me deixou. –Disse com voz falha. – 



- Eu nunca a deixei. Sempre estive com você, Anjo. 



- Não, não... 



- Eu estava aqui, sempre estive. 



- Aqui aonde? 



E então ele sorriu e veio até mim. Eu não me mexi. Ele pegou minha mão e levou até meu coração. 



- Em seu coração. 



Meus olhos se encheram de lagrimas na mesma hora. Tentei abraçar Justin mais uma vez, mas ele estava sumindo aos poucos. 



- Jus, não vá embora. –Disse já chorando. – 



- Tá tudo bem, Anjo. Não chore. 



- Fica comigo. –Murmurei. – 



E então ele sorriu. Foi um sorriso tão lindo. Era estranho, por um lado. Quer dizer, fazia tanto tempo que eu não via esse sorriso, esse rosto... Mas de alguma forma, era tão familiar. Ele sempre esteve na minha memoria e acho que sempre estaria. E então, antes de sumir completamente disse: 



- Nos vemos em breve. 



E então ele se foi. 



Xx 


Acordei assustada. Olhei ao redor e eu estava em meu quarto. Tudo estava do jeito que eu deixei quando dormi. Eu levantei e fui ao banheiro, joguei água em meu rosto e me olhei no meu rosto. Aparentava ter a idade que tinha. 25 anos. E então eu me toquei, foi tudo um sonho... 
Nada daquilo era real. 


É triste, você sonhar com algo que você sabe que não pode ter. Que não vai acontecer. Lagrimas escorreram pelo meu rosto. E então, pela primeira vez eu desejei voltar para casa. Desejei que minha mãe estivesse viva. Desejei que Jus estivesse aqui comigo. Desejei que tudo isso fosse um pesadelo. Mas não era. Era real. 

Nada disso iria acontecer. Eu sabia que não. Então joguei água no rosto de novo e fiz a única coisa que eu podia fazer. 

Seguir em frente. 



Xx 


Depois daquele sonho ou pesadelo, não sei dizer, voltei para a cama e dormi mais um pouco, acordei e aqui estou eu. Arrumando minha mala. Colocava tudo na mala com cuidado, acho que não esqueci nada... Quando estava saindo, vi uma caixa de baixo da cama. Oh, sim. A caixa. Peguei-a e coloquei na mala. Historia para depois, enfim, Nora quase teve um treco quando descobriu que eu fui despedida. Ela sabia o que aquilo significava. Camille também ficou mal. Kate e Daniel ainda não sabiam, eles devem estar fazendo sabe sei lá o que, sabe sei lá aonde. Eu iria embora à tarde. Olhei para meu quarto e não tinha quase mais nada. Senti um aperto no coração. Não sou boa com despedidas, nunca fui. Seja com uma pessoa, um objeto, um lugar... eu odeio despedidas. Pois você querendo ou não, é um Adeus. 


Peguei minhas malas e sai do meu quarto. Nora e Camille estavam na sala. Elas estavam com cara de enterro, mas eu as entendia. Tanto tempo juntas, conversando, rindo, dividindo segredos, uma casa, comida, e então, de repente, tudo acaba. Cams tentou sorrir para mim, mas foi em vão. 



- O táxi está em baixo. –Murmurou Nora sem olhar para mim. – 



- tudo bem, vocês vão ao aeroporto comigo? 



- Obvio! –Disse Camille. – Tentei ligar para a Kate e Daniel , nenhum dos dois atendeu. 



- É, parece que vou ter que ir sem me despedir deles. –Disse chateada. – 



- Você sabe que não precisa ir. –Disse Nora, pela primeira vez olhando para mim. – 



- Eu e meu pai tínhamos um acordo, Nora. 



- Eu sei, mas... não quero que você vá. 



- É, nem eu. –Dei um sorriso de lado. – 



Antes de mais alguém se pronunciar, o cara do táxi tocou a buzina impacientemente. Olhei para Nora e Camille e respirei fundo, era hora de ir embora. 



Peguei minhas malas, e as duas me ajudaram, elas saíram na frente, me deixando por ultimo, antes de sair, olhei em volta e sorri torto, tudo isso aqui faria falta. E então, varias memorias passaram como flashes em minha cabeça. Eu e Waters jogando wii na sala. Eu e Nora cozinhando, ou melhor, queimando as coisas na cozinha. Camille entrando no meu quarto sem pedir, Kate dormindo no sofá... coisas que não voltariam a se repetir. 



Respirei fundo e sai antes que eu começasse a chorar. Nora e Camille já estavam dentro do táxi, dei minha mala para o taxista e entrei também. Nenhuma de nós conversou no caminho. E não seria eu que quebraria o silencio. Depois de alguns minutos, chegamos ao aeroporto, paguei o taxi e peguei minhas malas, depois peguei um carrinho e coloquei todas elas dentro. Meu voo saia as... olhei no relógio, faltava 10 minutos. 



Eu sempre estou atrasada, meu Deus. 



Nora e Camille me olhavam com os olhos cheios de lagrimas e eu corri e abracei as duas.



- Se cuida, pirralhinha. 



- Cala a boca, Grey. Temos a mesma idade. 



- Eu sou mais madura, você sabe... 



- Ah, claro –Cams revirou os olhos. – Se cuida, (Sn). Qualquer coisa liga e a gente vai correndo para Londres. 


Assenti com a cabeça, eu sabia do que ela estava falando. Digamos que Londres não me trazia boas lembranças... Camille me abraçou mais uma vez e falou como uma mãe preocupada, que qualquer coisa era só ligar, que eram para eu tomar cuidado, essas coisas... Camille sempre foi a mamãe do grupo. Nora era sempre a mais durona, mas ela nesse momento parecia a mais frágil do grupo. Abracei minha melhor amiga com toda força que pude. De todas elas, Nora era a mais especial. Conhecíamo-nos desde que nascemos praticamente. Não que eu não amasse as outras, mas... Nora era Nora. 
O voo chamou, sai correndo para não perder o avião. Olhei a ultima vez para trás e as duas estavam abraçadas chorando, eu também chorava. Dei um sorrisinho e elas retribuíram. Peguei minha mala e corri mais rápido. Kate e Waters deveriam estar aqui. Eu realmente gostaria de ter me despedido deles... do casal melação. 


[...]




O avião não estava tão cheio, eu já estava aqui enfurnada a duas horas. Já tinha ficado 3 vezes com cãibra. E pior, eu estava entediada. Acho que eu vou morrer. Fui ver que filmes tinha, e não passava nada de bom. Esse pessoal que escolhem esses filmes tem um péssimo gosto. O melhor de todos era deu a louca na chapeuzinho 2, para você ver como a situação estava feia. Resolvi dormir, mas tinha um gordo, uma baleia, para ser mais exata no meu lado roncando que nem um porco. Parecia mais um baleico. (Balei+ porco) 

Depois dessa, eu vou me matar ali e já volto. Classe econômica é um lixo. Tudo bem, eu preciso fazer xixi. Digamos que quando eu fico nervosa eu bebo agua, muita agua. E eu estava nervosa, quer dizer, eu tenho medo, só um pouquinho, um pouquinho de nada, de avião. De repente o avião balançou, fazendo-me gritar alto e todos olharem para mim. Tá, um poucão. O Baleico não acordou, nem com meu grito. Vai ver ele morreu ai. Resolvi ir ao banheiro, ok respira, inspira, respira, inspira... 

Passei pelo gordinho com muita dificuldade. Demorei, mas consegui. Onde eu estava sentada era lá na frente, ou seja, demorei um tempinho para chegar ao banheiro, estava quase mijando nas calças. Ouvi alguém me chamar, mas estava tão apertada que nem liguei. Finalmente fiz xixi, bem melhor. Sentia-me novinha em folha, uma pluma. Lavei as mãos e sai, enquanto caminhava de volta para meu assento, eu pensava se eu estava chegando, não aguentava mais ficar nesse avião. Ouvi alguém me chamar de novo. 



- Ei, você! Espera. 


Foi ai que eu paralisei. 
Por que eu conhecia aquela voz. Eu conhecia muito bem aquela voz. 
E isso não era bom. Não era nada bom. 



Justin Bieber. 







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E ai, gente linda. Tudo bem? Sim ou não? Eu to bem
Eu sei que ta pequeno esse cap, mas... ta aí. Auah isso que importa!
Enfim, comentem, amores <3

Xoxo


Desculpem os erros ortograficos 



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cap. 7 - Dear Angel



12 anos depois.
Dias Atuais


“As pessoas mudam, sabe? Elas têm que mudar. Alguns acontecimentos nos fazem crescer.” 
- (Fazendo Meu Filme 4)




Ótimo, atrasada de novo. Caminhei mais rápido. Tudo bem, 5 minutos atrasada. Estranhei e olhei de novo. 55 minutos, eu estou morta. Comecei a correr que nem uma louca. O bom de morar em nova York é que as pessoas não ligam para isso, você pode sair pelado que todo mundo vai achar isso normal. Ah, eu amo aqui. É bem diferente de Londres, onde eu nasci. Passei correndo no restaurante mais próximo da onde estava, chequei meu celular e ops, 15 mensagens e 37 chamadas perdidas. Esse povo é bem desesperado, eu hein. Aposto que a maioria foi da Nora que deve estar estressada, pois deve estar com fome e Camille, claro, preocupada. Corri o mais rápido possível e então chegou a parte mais difícil: chamar um táxi. 


Depois de 20 minutos, um taxi parou e eu entrei rapidamente antes que alguém fizesse isso por mim, falei o endereço do apartamento e ele assentiu. 


Eu morava só um pouquinho longe do centro, no time square, sabe? Então. Depois de alguns minutinhos, que pareceram eternidade, cheguei ao meu apartamento. Na verdade é meu e das meninas. Pois é, eu tenho 25 anos e moro com as minhas amigas encalhadas, e eu também me incluo nas "encalhadas" 
A vida é triste. 

Respirei fundo e sai do táxi com todas as sacolas. Não eram poucas. Paguei o cara e subi as escadas do prédio. Deixei as sacolas no chão e meu celular na mureta que tinha ali e procurei minhas chaves na bolsa. Legal, cadê essas merdas de chaves? Bufei irritada, ok, desisto. Fui tocar o interfone, mas tinha uma plaquinha escrita “quebrada.” Hoje não é o meu dia. Suspirei e voltei a procurar na bolsa. Essas bolsas grandes e eu = Error 404 


Finalmente achei, dei um grito de felicidade e algumas pessoas olharam para mim, mas voltaram ao que estavam fazendo. Peguei as sacolas e quando vi meu celular não estava na mureta. Olhei ao redor e vi um menino novo, aparentava ter 14 anos, correndo com meu celular e ele ria. Vou matar aquele resto de aborto. Larguei tudo e comecei a correr atrás dele. 


- VOLTA AQUI, PROJETO DE GENTE! 


Mas ele era muito rápido. Logo ele sumiu da minha vista e eu voltei para meu prédio, arrasada. Minha bolsa e as comidas estavam lá, do jeito que eu deixei. Peguei-as e entrei no bloco. Não acredito. Meu iphone 5s. Tão novinho. Tão lindinho. Tão meu. Subi as escadas, sim, não tinha elevador. Já reclamei com o sindico, não se preocupem. Mas voltando ao assunto, Martin tinha sido sequestrado. Martin é o meu iphone. Quer dizer, era. Abri a porta de casa e a sala estava vazia. Entrei e fui direto para a cozinha. Larguei as sacolas com a comida e fui direto para o sofá, me jogando lá. Eu queria morrer. Martin tinha me deixado. 


- Quem é vivo sempre aparece. 


Olhei para cima fazendo biquinho, era Daniel. Namorado da Kate. Sim, quando eu disse encalhada não inclui Campbell nessa. 


- Fala coisa chata. –Disse abraçando ele. 


- Parece chateada, aconteceu algo, pequena? 


- Waters , eu tenho 25 anos. 


- Mas tem a cabeça de uma menina de 12 anos. –Sorriu meigo me abraçando. 


- Magoou. –Disse chateada e ele riu. – 


Daniel tinha 26 anos, ele sempre morou aqui em NY. Ele morava perto da nossa casa, acho que 2 quadras. Mas ele sempre estava aqui, era como se aqui fosse a segunda casa dele, literalmente. Waters , como eu costumava a chamar ele, era um grande amigo. Ele sempre me tratou bem. Tratava Camille e Nora bem, mas nada comparado a mim. Nós sempre nos entendemos e eu o adorava. 


- Você sabe que eu te amo. –Ele sorriu. – 


- Ei, tá me traindo com a minha melhor amiga, Daniel? – Disse Kate sorrindo. – 


- Droga. Não acredito que você descobriu que eu e a (Sn) tínhamos um caso. –Brincou Daniel. – 


- Bobo. –Sorriu Kate beijando o namorado. –

Sim, vocês não estão loucos. É, essa daqui é a Kate. Sim, a Kate do passado. Pois é, a mesma Kate que eu não suportava, odiava com todas as minhas forças e era minha maior inimiga, agora era minha melhor amiga. Uma das, quer dizer. Oh, a ironia do destino. Daniel e Kate namoravam a 2 anos. Eles eram tipo, o casal mais fofo do mundo. Para mim, claro. 

- Demorou para chegar, (Sn) . Aconteceu alguma coisa? 


- Sim, Martin aconteceu! –Disse triste. – 


- Martin? –Disse Daniel confuso. – 


- O Iphone dela. –Explicou Kate para ele. – 


- AI MEU DEUS, SUA VADIA! EU ESTAVA QUASE MORRENDO! –

Disse Nora chegando à sala junto com Cams. – 

Cams ria da reação de Nora e ela se levantou e me abraçou. Nora já abria as marmitas que estavam às comidas. Nora sendo Nora. Ri um pouco e me levantei do sofá. Kate eDaniel prepararam a mesa enquanto eu sentava. Folgada? Nem um pouco. Quando a mesa já estava arrumada e todas nós estávamos nos servindo, Kate me perguntou. - E então, o que aconteceu com o Martin? 


- Nem me lembre. –Disse tristonha. – Ele foi sequestrado a essa altura já deve estar morto. 


- Oh, pobre Martin, tão novo... –Lamentou Cams. – 


- Martin era um celular tão lindinho... –Suspirou Nora. – Fora que te ajudei a pagar ele. 


- Pois é, pois é. R.I.P Martin. 


- É só um celular. –Disse Daniel cuidadoso. – 


- Daniel, não era só um celular, ok? –gritei. – Martin era O celular. Meu irmão. Meu parceiro. Minha vida. Como eu vou ligar para as pessoas, Daniel? Me diz, como? E como eu vou checar o instagram? E mandar sms, com sinais de fumaça? Não tem como,Waters . Sabe quanto eu gastei com aquela belezinha? Não queira saber. Então cala a boca antes de falar merda. 


Todos na mesa ficaram em silencio então me levantei bruscamente e disse: 


- Perdi o apetite. 


Fui para o meu quarto e segurei o riso. Sempre quis falar isso “Perdi o apetite.” As meninas e o Daniel costumavam a me chamar de dramática, criança e louca. Mas eu só era feliz. Ainda rindo me olhei no espelho do meu quarto. Mas parei de rir na hora. Meus cabelos longos e escuros caiam sobre meus ombros. Eu estava meio pálida, mas em vez de ficar feia, até que ficou legal. Realçava meu rosto. Meu lábio era vermelho naturalmente, raramente usava batom. Olhei de novo no espelho e sorri. Meu sorriso não era como antes. Ah droga, quem eu queria enganar? Eu não era feliz coisa nenhuma. Olha só para mim. 25 anos, morando com as amigas de infância, um emprego bosta, perdi meu celular... Fui roubada, na verdade. Oh, nem expliquei como estava minha vida, certo? 
Depois daquele dia (sim, aquele dia a 12 anos atrás) tudo começou a dar errado. As coisas só pioravam e eu entrei em depressão, meus amigos me ajudaram muito, mas só uma pessoa podia me ajudar, e ela não estava mais lá. Depois de alguns anos, as coisas voltaram um pouco ao normal, mas então tudo piorou novamente. Minha mãe ficou doente e morreu. Todos ficaram mal. Eu passei dias trancada em casa, chorando. Meu pai, se possível, ficou pior que eu. A vida não estava sendo legal comigo. Eu tinha perdido as duas pessoas mais especiais para mim: Meu melhor amigo e minha heroína, minha mãe. Eu não tinha vontade mais de viver. Eu queria se juntar a minha mãe lá no céu, mas eu não podia. Não podia deixar meu pai. E então, eu cansei de me sentir fraca, impotente. Minha mãe não gostaria de me ver sofrer. Então eu coloquei minha vida nos eixos. Minhas amigas sempre estiveram ao meu lado. Nos melhor e principalmente nos piores momentos. Eu e Kate nos aproximamos nessa época. Às vezes Camille e Nora não iam a minha casa me ver, mas Kate ia todo dia. Não faltava nenhum dia sequer. E eu fiquei muito grata por isso. Terminei a faculdade e quis dar uma mudada na minha vida. Quis ir para NY, mas meu pai não ficou feliz com a idéia. As meninas também queriam mudar a rotina e aceitaram ir para NY comigo. Meu pai enfim, deixou. Mas tínhamos um acordo, ele disse “Se você quer se tornar tão independente... Tudo bem. Mas faça por merecer isso.” E então combinamos que eu me sustentaria sozinha. Se tudo desse errado, eu voltaria para Londres. Tudo estava indo bem... na verdade, mais ou menos. Amanhã completaria doze anos. Doze anos que ele se foi. Doze anos que ele me deixou. Doze anos que meu coração estava partido. 


Doze anos que minha vida estava destruída. 


Eu não guardava tanta magoa como antes. Quer dizer, quando Justin Bieber foi embora pareceu que uma parte de mim também tinha ido. Era triste, sabe? Quando eu me sentia triste, ou queria me isolar do mundo, e eu não podia, pois ele não estava lá mais lá. Ele era meu refugio. Era. 
Preciso parar de pensar nisso. Eu preciso esquecer. Seguir em frente. Balancei a cabeça e me levantei da cama. Como eu sou idiota, correndo por pessoas que não dariam nem um passo por mim. Essa expressão foi bem Tumblr, mas encaixa na situação. Eu posso parecer, mas não sou uma menina indefesa. Não mais. 
Senti-me deprimida repentinamente. Precisava sair. Dar umas voltas, quem sabe ir ao shopping? Ou até mesmo comprar um celular novo. Nenhuma substituiria Martin, mas... 
Sempre perdemos coisas queridas, não é? 
É difícil dizer Adeus. 
Eu sei disso. Aprendi do modo mais difícil. 
Infelizmente. 


Xx 


- Quanto está esse, moço? –Disse apontando para o 5c roxo. – 
- $1.000 dólares. 


- Oi, você enlouqueceu? –Deu um gritinho. – Tá achando que eu cago dinheiro, moço? Porque se não olha na minha cara e fala isso! Mil dólares nessa droga que se eu colocar ao lado do forno derrete? Que absurdo! Isso é exploração! 


- Amiga, calma. –Disse Cams. – 


- Calma nada, Camille. –Defendeu-me Nora. – Esse cara tá achando o que? Que dinheiro nasce na arvore? Chama o gerente, agora! 


- Senhoras... 


- Senhora está no céu! –Disse. – Não precisa chamar o gerente. Eu vou embora, ok? Acabaram de perder uma cliente. Sinto muito. 
Ele permaneceu olhando para nós três sem falar nada. 


- Adeuzinho. Espero que se sinta culpado e fala para o seu chefe que só porque ele nada no dinheiro isso não quer dizer que todos sejam iguais a ele! 


Eu, Nora e Camille, saímos de braços entrelaçados da loja. Garoto abusado, eu ein. E que negocio aquele? Pelo amor de Deus. Martin, por que se foi? Suspirei pesadamente, essa era a décima loja de celulares que entramos. Essa foi à única que saímos por vontade própria e não expulsas, como nas outras. Estava quase escurecendo. Eu precisava de um celular, ainda mais para o meu trabalho, pois exige que eu use muito o celular. Fomos a uma ultima loja e eu comprei o 4s, pois estava baratinho e dava para parcelar. Comprei um novo numero, graças a Deus tinha conseguido recuperar minha agenda telefônica, fotos e tudo mais. E bloqueie o Martin, então quem quer que seja pode estar com ele, mas não poderá usa-lo. Mandei uma mensagem para as pessoas mais importantes falando que mudei de numero e enfim, fomos para casa. Eu estava exausta e queria dormir. Hoje eu tive um dia de folga no trabalho, graças a Deus. 


Kate e Daniel não estavam no apartamento quando chegamos, devem ter saído. Como tínhamos jantado no shopping, fui direto para o meu quarto e dormi. Amanhã, seria um longo dia. 

[...]


Acordei e estranhei o meu despertador não ter tocado como todas as manhãs. Levantei bocejando e me espreguiçando. Que soninho! Fui para o banheiro e me olhei no espelho, estava um caco. Tipo, um caco mesmo. Prendi meu cabelo em rabo de cavalo e escovei os dentes, fiz minha higiene pessoal e voltei para o quarto. Tirei meu pijama dos smurfs e coloquei uma calça jeans e uma blusa preta, bem básica, regata que era presa na garganta, com um tipo de digamos, furo. Brincos pretos, longo, combinando com a roupa, algumas pulseiras e um par de saltos. Prendi meu cabelo em um coque trançado. E finalmente estava pronta . 
Voltei para o meu quarto, será que da para parar no Starbucks? Fui até a sala e ninguém estava lá, devem estar dormindo ainda. Eu que trabalho cedo, né... 


Nora é Jornalista, sempre perguntando e sendo curiosa. Camille trabalha em outro ramo, ela é psicóloga. Leva jeito para a coisa. Daniel é arquiteto e musico nas horas vagas. Ele tem uma bandinha, chamada “The Fuck’s”. Realmente, o mundo esta perdido. Todo mundo da banda é péssimo, menos Daniel. Não falo isso porque ele é meu amigo, mas sim porque é verdade. O Waters toca e canta bem, podia fazer sucesso se fosse carreira solo. Mas fazer o que, né? Kate é fotografa, bate foto de tudo. Ela faz fotos de casamentos, festinhas, nas horas vagas. Mas seu emprego fixo mesmo é de fotografa na revista People. Ela trabalha lá e eu também. Só que... Ela tem um cargo top enquanto eu... 


Enquanto eu sou assistente. Uma mera assistente. 
É. Sabe a “Moça do café” ou a faz-tudo? Então, sou eu. Em falar nisso, preciso ir para o trabalho. Antes de ir pego meu celular novo e bato no quarto de Nora. Nada. Estranho e bato no da Camille. Nada também. Nem tento no da Kate, pois ela deve ter dormido na casa do Daniel. Cadê todo mundo? Checo a hora e quase caio para trás. 
Dou um pulo. São 9h30. E eu tinha que estar lá as 8h00. Eu estou ferrada. E a única coisa que eu penso enquanto corro é que... não vai dar para parar no Starbucks. 

[...]


Ferrada era pouco. Eu estava perdida. Corri demais, não sei como meu penteado não desmanchou. Tentei pegar um taxi, mas iria demorar demais, fui correndo mesmo. Eu sempre estou correndo, impressionante. Eu sou rica, quer dizer, meu pai. Eu podia estar nadando no dinheiro, no bem bom, ser fazer nada. Mas ai não teria tanta graça. Quer dizer, agora vejo que eu estou um pouquinho errada. Entro no prédio da redação e a primeira pessoa que vejo é Molly. Ótimo. Comecei o dia bem. Chamo o elevador, Céus está no vigésimo andar. Escada, lá vamos nós. 


Meus pés doem, pois estou de salto. Meu único desejo é ir para a cama e dormir. Só que eu não posso fazer isso. Corro mais rápido e chego ao andar. Abro a porta e as pessoas nem olham para mim, apenas continuam a fazer o que estavam fazendo. Brian é o único que acena para mim, aceno de volta e dou um sorriso tímido, depois explico. Continuou correndo até que trombo com alguém, derrubando a pasta que eu estava carregando. Nem vi quem era, mas sei que a pasta dela também caiu no chão junto com a minha, parece até que o tombo foi proposital, mas não estou com tempo para analisar a situação. Pego a pasta e saio correndo, de novo. 


Minha chefa, Anabelle, terá uma reunião super hiper mega importante. E eu não podia me atrasar, droga, tomara que ainda não tenha começado. Entro na salinha e bato na porta, tinha começado. Merda. Anabelle olhou para mim com os olhos cheios de raiva e pediu licença. Veio em minha direção e arrancou a pasta da minha mão. 


- Depois quero você na minha sala. –Disse como se fosse me matar e na verdade, acho que ia. – 


Assenti de vagar e dei meia volta saindo de lá. Eu disse que estava ferrada, não disse? Eu não tinha uma sala só para mim, eu dividia uma “sala” com mais de 15 pessoas. Sentei no meu cantinho e liguei meu computador. Eu precisava cuidar da agenda de Annabelle, precisava ligar para uma empresa cujo eu esqueci o nome. Precisava marcar a sobrancelha para ela, ver se os filhos dela tinham ido para escola... Essas coisas. 


Só que antes que eu faça alguma coisa do que eu falei, ouço um grito, vindo dela. Ela esta vermelha. De raiva. E isso não é bom. Annabelle carrega algo que eu não consigo identificar e vem até mim. Até mim. Isso não é nada bom. 


- Você pode me explicar isso, Price? –Ela gritou tão alto que todos param e prestam atenção. 


Eu estou petrificada. Paralisada. O que eu fiz de errado dessa vez? Ela joga a pasta que eu carregava de manha e eu olho para ela sem entender. Mas ela não faz nada. Olhou ao redor e todos continuam olhando. Molly da um sorriso sínico, que eu não entendo. Com as mãos tremendo, abro a pasta e meus olhos se arregalam. 


- O-oque? 


- Para rua. –Apenas diz isso. – 


- E-eu... 


Tento explicar, tento explicar que não fui eu. Mas... eu não tenho como provar. 


- AGORA! –gritou tão alto que eu dei um pulo da cadeira. – 



Assenti, peguei minhas coisas, que não são muitas e sai de lá o mais rápido possível. Realmente, que humilhação. Meu coração batia tão forte que eu achava que iria morrer. Coloquei a mão no meu rosto e só ai percebi que estava chorando. Não era justo. Eu não fiz aquilo. Eu não coloquei varias revistas da playboy em vez das coisas que tinha lá. Eu não fiz aquilo. Mas então quem foi? E então eu me toco. Aquele sorriso sínico. Molly. Foi ela que trombou em mim. Propositalmente. Foi ela que trocou as pastas na hora que trombamos. Foi ela que fez minha chefe mostrar para os maiores empresários do mundo, em vez de coisas sobre a revista, revistas da playboy. Estava tudo armado. Tudinho. 

Paro de chorar e então sinto raiva. Raiva de Molly, por ser quem é. Raiva de Anabelle, por não acreditar em mim. Raiva do pessoal da revista, por não me defenderem. Raiva de mim, por ser tão burra. Raiva do mundo, por existir. Raiva de todo mundo. 
Corro o mais rápido possível longe dali. Eu fui demitida. E eu sabia o que isso significava. E isso não era bom, era péssimo. 
Significava que... 
Que eu teria que voltar para Londres. 


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Vocês comentando <3333 Adoro! ahuauha
E ai, gatas do meu coração? Tudo bem com vocês?

Ps: esse cai foi meio chatinho, mas foi preciso ahuahua bj

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cap. 6 - Dear Angel


12 anos atrás...
23 de junho de 2001.


"Mas se você quiser ir, você que sabe! Vou te guardar no coração assim como todos os que já foram embora."
- (Lilo - Lilo & Stich)






- Ai.Meu.Deus. –Disse (Sn) pausadamente. – 




- Ele está vindo para cá. –Disse Nora apreensiva. - Finge que não viu. 




- É, boa. –Concordou Cams com Kate . – 




- Ai não, ele viu que a gente estava olhando. –Disse Nora . – 




- Ele está chegando, ajam naturalmente. –Ordenou (Sn) . – 




Com isso Kate olhou para o lado oposto, Nora começou a mexer no celular, Cams fingia que suas unhas eram importantes e (Sn) brincava com seu cabelo. 




- Olá, meninas. Olá (Sn) . – Andrew passou sorrindo e deu uma piscadinha. – 




- O-oi. –Disse ela boba. – 




- Limpa a baba, amiga. –Disse Cams para (Sn) , assim que ele sorriu. – 




- AI MEU DEUS, ELE SABE SEU NOME! –Gritou Nora . – QUE TUDO! 




- Quem sabe o nome de quem? –Disse Scott chegando com os outros garotos. - 




- O Andrew sabe o nome da (Sn) . –Disse Cams dando um gritinho de felicidade. – 




- Quem é Andrew? –Justin disse sentando ao lado de (Sn) e abraçando ela, como de costume. – 




- Andrew é tipo, o cara mais lindo da escola! –Falou Kate como se fosse obvio. – Não acredito que não o conhecem. 




- Andrew o que? –Perguntou Jake não gostando do assunto. – 




- Andrew Thompson. Do 9° ano. –Respondeu Nora entusiasmada. – Minha melhor amiga vai namorar um cara mais velho, acho que vou morrer. 




- Namorar? Quem vai namorar? –Perguntou Justin . – 




- A (Sn) , dã. Ele tá super afim dela. –Explicou Kate . – 




- Não sejam doidas, ele só me deu oi. –Disse tentando acalmar a situação. – 




- ELE TE DEU UMA PISCADINHA! ANDREW THOMPSON, UM ANO MAIS VELHO QUE A GENTE, O POPULAR, O GOSTOSÃO DA ESCOLA PISCOU PARA VOCÊ! TEM NOÇÃO DISSO? –Gritou Nora feliz da vida. – Quem diria, com a penas 13 anos, arrasando corações. 




- Ele piscou para você? –Disse Justin sério tirando o braço em volta dela. – 




- Não foi nada, foi só uma piscadinha, de um segundo. 




- Não foi uma piscadinha, foi A PISCADA. 




- Nora , menos. Bem menos, quase nada. –Disse Scott nervoso. – 




- Pode ter sido que tenha entrado um cílio nos olhos dele, sei lá. –(Sn) disse cuidadosa. – 




- Claro, é claro que foi isso. –Justin sorriu sarcasticamente. – Como não pensei nisso antes? 




- Cara, Andrew Thompson! Como não nos lembrávamos dele? Foi o que jogou bexiga com não sei o que dentro na gente ano passado! 




- Era xixi, Jake . –Disse Scott amargo. – 




- Prefiro pensar que era guaraná. 




O sinal tocou e todos resmungaram indo para suas salas. Nora não parava de falar “Minha melhor amiga vai namorar o cara mais gato da escola”, Cams só ria e Kate a acompanhava, enquanto (Sn) reclamava. Justin não disse nada desde que tocou o sinal. Scott estava nervoso por Nora estar tão animada, Andrew não era tudo isso... Jake tentava conversar com os dois, mas estavam muito irritados para isso. Logo chegou o recreio, todos estavam no refeitório, na mesma mesa e lugares de sempre. 




- Então, eu estava lá aí minha mãe veio e... –Contava Cams , mas foi interrompida, por uma voz grossa. 




- Oi, Atrapalho? –Disse Andrew sorrindo de lado. – 




Todas as meninas no mesmo segundo disseram “não.” Enquanto os meninos emitiram um “sim.” Bem alto. Mas Andrew pareceu não se importar. 




- (Sn) , posso conversar com você? 




- Não. –Respondeu Justin por ela. – 




- Claro que sim. –Respondeu boba. – 




Justin olhou para ela chateada e voltou a comer sua comida tentando ignorar o que acabou de acontecer. Andrew sorriu vitorioso e saiu junto com (Sn) do refeitório. Justin sentiu seu estomago revirar. Tudo estava errado. Ele não queria mais sentir esses sentimentos estranho que sentia por ela, não queria que Andrew ou qualquer garoto se aproximasse dela. Poxa, ela era dele. Só dele. Os outros não tinham que ficar de gracinhas com ela. E ela não fez nada para impedir ele. Isso o incomodava mais. Parecia que ela queria aquilo. Scott olhou para Justin sacando tudo. Esse era o bom de ter melhores amigos, você não precisava dizer nada, eles só de olharem para você, sabiam tudo. Logo (Sn) voltou sorridente como nunca. Nora começou o interrogatório, na verdade, todas as meninas. Jake ria da reação delas e Scott e Justin observavam sérios. 




- O QUE ELE DISSE, ME FALA! 




- Calma Nora . –Acalmou (Sn) . – Vou contar tudo. 




- Conta, então. –Disse Cams animada. – 




- Ele me levou para o campus. –Sorriu parecendo se lembrar de algo. – E ai nós sentamos de baixo de uma arvore, e eu fiquei me perguntando de como ele sabia que eu gostava de ficar ali e ele disse que vinha me observando. –Riu um pouco. – E então ele disse que eu estava linda hoje... 



“Mas ela sempre está linda.” Pensou Justin . Ele só escutava, tentado não sair dali e acabar com Andrew. A cada palavra que ela dizia, parecia uma facada no coração de Justin . Ele não sabia o que estava acontecendo com ele, só queria que parasse, essas coisas que ele estava sentindo não eram normais. 


-E então, ele disse se eu queria ir para uma festa que vai ter hoje na casa dele. –Riu animada. – e ele me deixou convidar vocês também. 




- Nós vamos a uma festa do menino mais popular do ensino fundamental? AAAAH, EU TE AMO! –Gritou Nora . – só vai ter gatinhos. 




- Grande coisa. –Bufou Scott sentindo uma raiva repentina do fato de Andrew existir. – 




- É, grande coisa. –Disse Justin . – É claro que de nenhum de nós vamos. 




- Hm, licença? É claro que eu vou, Bieber . –Disse Nora . – 




- Não estou interessado se você vai ou não, Grey . Só disse que a Anjo não vai. 




- Quem disse? –Perguntou (Sn) confusa. – Eu vou sim. 




- É claro que não vai. –Disse Justin calmamente. – 




- Você não manda em mim. 




- Ele não é confiável. 




- Por que não? 




- Eu não gosto dele e dizem muitas coisas sobre ele e a maioria, pode acreditar em mim, não é nada legal. 




- Justin , eu já tenho 13 anos! E isso só são boatos. 




- Fala isso como se fosse grande coisa. –Revirou os olhos. – E todos boatos são baseados em uma verdade. 




- Se for real ou não, não importa. Só sei que eu vou. 




- Você não vai. –Disse com raiva. – Por que nunca me escuta? 




- Porque você é tão babaca, Justin ? Você não manda em mim! Será que não entende isso? Eu não sou nada sua. 




- Tudo bem, a partir de agora eu não me importo mais com você! Faça o que você bem entender, mas se acontecer algo nem venha falar comigo, ouviu bem? Afinal, não somos nada um do outro. –Repetiu magoado. - 




- Por que está fazendo isso, Bieber ? - gritou rude. – 




- Vish, chamou de Bieber . –Disse Scott . – 




- Desculpa se eu me importo com você, Fray . 




- Caraca, chamou de Fray. Agora a coisa ficou seria. –Riu Jake . – 




- Vai ser infantil, Bieber ? Tudo bem, eu também vou ser. 




E com isso tirou o colar que Justin tinha dado a ela de aniversario, jogando em cima dele. Justin recuou um passo como se aquilo tivesse o machucado. E na verdade, tinha. 




- Não preciso da sua preocupação. –Disse ríspida. – 




- Só não quero que ele te magoe. –Disse Justin triste pela atitude da garota. – 




- No momento quem está fazendo isso é você... E não ele. 




E com isso olhou a ultima vez para ele e saiu correndo. Justin estava com o coração acelerado parecendo que ia sair pela boca e seus olhos arregalados. Ele nunca tinha brigado com ela. Eles nunca tinham brigado. Vendo-a sair correndo do refeitório, sussurrou. 




- Anjo. –Disse a vendo partir. 




Mas era tarde de mais. Ela já tinha indo embora. Sentou se na mesa, arrasado. Todos estavam em silencio, até que Scott disse a Nora : 




- Sei que não é um momento adequado, mas posso comer seu bolo de chocolate? 




Nora olhou de relance para Scott e quis dar um soco na cara dele. Mas se conteve. 




- Então, posso? 




- Toma essa droga, Carter e vê se não enche o saco. –Disse Nora jogando o pode com o bolo dentro. 




Jake riu baixinho, enquanto Justin olhava para um ponto fixo, mas sua mente estava em outro mundo. Scott comia seu bolo com vontade, enquanto Woods ria. Nora olhou para Justin e suspirou. 




- Vai atrás dela. 




- Como é? –Repetiu. – 




- Vá atrás dela, Bieber . Se diz tanto que a ama, vá atrás dela. 




Ele olhou para ela em transe ainda. Nora Grey o ajudando? Uau. Isso era mais que um milagre isso era... isso ainda não tinha nome. Assentiu devagar, ainda digerindo tudo. 




- Por que está fazendo isso por mim? –Indagou. – 




- Estou fazendo isso por ela... 




Ele abaixou a cabeça. 




-... E por você também. Sei que parece estranho, mas não é legal ver os dois tristes e separados, parece que não faz sentido. Oh meu Deus, não acredito que eu falei isso. 




- Nem eu. –Concordou Scott . - Nora Grey sendo legal? Acho que morri e estou no céu. 




- Cala a boca, Scott . –Riu Nora . – 




Justin e Scott ficaram de boca aberta. Nora nunca, jamais, tinha chamado Scott pelo nome, só pelo sobrenome. 




- Vai logo, Justin . –sorriu. – 




Justin ficou mais chocado ainda. Scott nem comia o bolo mais, olhava para Nora de olhos arregalados, de tão assustado que estava. 




- E então, Bieber ? Você é surdo? –Gritou Nora já irritada, não adiantava ser legal. – 




Justin balançou a cabeça rindo, agora sim as coisas estavam normais e olhou de relance para Scott , ele sorria “Essa sim é a minha Nora .” O que fez Justin rir mais ainda, sabia que os amigos no futuro ficariam juntos. E então levantou da cadeira, tinha perdido muito tempo. Correu para fora e pensou onde ela estaria. E então sorriu, no campus. Correu até lá o mais rápido possível. Finalmente a achou, ainda com o colar na mão, ia devolver a ela, deu um passo em direção onde ela estava, mas então recuou quando viu que ela não estava sozinha. Viu que Andrew a abraçava enquanto sussurrava algo. O coração de Justin pareceu que tinha se quebrado em mil pedaços. Guardou a correntinha no bolso da calça e voltou para o refeitório. Todos riam, mas quando Justin se sentou a mesa, todos ficaram em silencio. E então Kate quebrou o silencio. 




- E então, cadê ela? 




Deu de ombros sem olhar para ninguém. 



- Por ai. 


8h21 p.m – Casa dos Fray ’s – Londres, Inglaterra. 



- Eu não estou achando meu brinco. –Disse (Sn) desesperada. –



- Vai assim mesmo. –Disse Nora . – 




- Eu não posso não tá combinado. 




- Para de ser paranoica, tá legal assim. 




- Eu estou horrível. –Bufou sentando na cama. – 




- Ah, nem vem. –Disse Nora revirando os olhos. –Você está linda. 




- Tá parecendo até o Justin falando essas coisas. –Riu mais depois sentiu um pontada ao falar de Justin . – 




- Acho que você pegou pesado com o Bieber . –Nora disse dando de ombros. – 




- Sério que está defendendo ele? –Perguntou mais surpresa do que incrédula. – 




- Seríssimo. Ele só estava tentando te proteger. Ele te ama tanto, só você não enxerga isso. Ele é meio grude às vezes, mas só quer o seu bem. 




- Ele quer sempre tomar as minhas decisões por mim! 




- Ele só não quer te ver sofrer, Fray . 




- Mas isso me magoa. 




- Olha, você é minha melhor amiga e eu vou ser franca com você... As vezes, eu tenho inveja de você. 




- Que? –Perguntou chocada. – 




- É uma inveja do bem, calma. E sim, eu tenho inveja por você ter alguém que te ame tanto e que faria tudo, qualquer coisa, só para te ver sorrir. 




- Nunca pensei em ouvir essas palavras saindo da sua boca, juro. 



- Olha... nem eu. –E então as duas riram. – 


[...]




O único motivo de Jace, pai de (Sn) , ter a deixado ir a festa era porque a família de Andrew era conhecida. E o único motivo que Clary tinha deixado à filha ir à festa, era porque sabia que Justin estaria lá, mesmo contra sua vontade. Mesmo a filha falando que Justin nunca iria à festa, pois ele odiava Andrew, Clary sabia que Justin iria, pois nunca a deixaria lá sozinha com Andrew. 




- Isso aqui tá lotado. –Disse Cams . – 




- Lotado é o que estava no carro. Isso aqui tá bombando. –Disse Kate . – 




Não era novidade a ninguém que Andrew era rico. Não chegava nem perto de (Sn) e Nora , mas era muito rico. Eles nunca tinham ido a uma festa como aquela antes, na verdade, não iam muito a festas, pois ainda eram novos. Scott foi à festa, também. Ele foi, pois se recusou a deixar Nora , doida daquele jeito, sozinha. Jake também foi. 




- Será que ele vem? –Murmurou (Sn) para a melhor amiga. –



- Se você não sabe como eu vou saber? 



E então voltou a conversar com Scott . Suspirou Frustrada. Nora estava assim com ela desde que brigou com Jus . Ninguém de seus amigos parecia estar se divertindo. Mas os outros da festa... 
A festa acontecia no quintal da casa dos Thompson’s. Tocava musicas e algumas pessoas dançavam, outras ficavam conversando e a maioria no celular. (Sn) resolveu dar uma volta, saiu onde estavam todos e entrou na casa, onde estava a “pista” de dança. Ela também não estava tão animada, ela nunca tinha brigado com Justin . Nunca.



“Tudo bem, a partir de agora eu não me importo mais com você! Faça o que você bem entender, mas se acontecer algo nem venha falar comigo, ouviu bem? Afinal, não somos nada um do outro. ” 




Seu coração se apertou ao lembrar-se do que ele disse. Da expressão dele de sofrimento. Ela não deveria ter brigado com ele. Não deveria ter falado aquelas coisas horríveis. Jus não merecia. E então, quis ir embora. Sentiu-se cansada. Quando ia sair em direção a Nora para pegar seu celular foi surpreendida por uma mão a puxando. Olhou assustada e era Andrew sorrindo de lado. Sorriu aliviada, mas não pode conter em sentir um pontinho de decepção. Jus não viria. 




- Oi gatinha. 




- Oi, Andrew 




- Parece triste, aconteceu algo? –Foi para mais perto dela. – 




- Eu só estou cansada. 




- Então deixe que eu te faça você ficar um pouco mais acordada. 
E então, ele colocou uma de suas mãos no quadril dela a puxando para perto, ele era bem musculoso para um garoto de 14 anos. Agarrou ela firme e então sem desviar seus olhos do lábio dela, se aproximou cada vez mais. (Sn) com o coração batendo forte, estava imóvel. Só então quando sentiu os lábios dele no dela, que se afastou com os olhos arregalados, mas então quando ia sair, ele a puxou de volta e pressionou mais forte seus lábios com o dela. Pediu passagem para a língua, mas ela não cedeu, só queria se soltar dele. Até que deu um chute “naquele lugar” e saiu correndo. Ouviu-o gemer de dor, mas nem ligou para isso. Foi para o quintal, mas ninguém estava mais lá. Onde se meteu Nora e os outros? Sentou-se na beirada da piscina e enterrou seu rosto no meio das suas pernas. Deveria ter ouvido Justin . Deveria ter ouvido seus pais. Céus, ela era muito nova para ir nessas festas. Seu coração estava acelerado e seus olhos cheios de lagrimas. Ela foi forçada a fazer algo que não queria. Perdeu seu primeiro beijo com aquele grande idiota. Isso não era uma lembrança agradável. Sentiu o vento gelado batendo em seu corpo. Sentiu uma mão no ombro dela, se virou assustada, mas então quando viu quem era se levantou em um segundo o abraçando. 




- Drew . – Disse soluçando. – 




- Hey, (Sn) . Você tá bem? Ele te fez algo? 




Reprimiu mais o choro. Por um momento por incrível que pareça, tinha esquecido-se de Andrew. O que a fez chorar mesmo foi que ela percebeu que ele não a chamou de Anjo, como costumava a fazer. 




- Ele... esquece isso. 




- Não. Ele te machucou (Sn) ? Eu vi o que aconteceu e pode acreditar, já dei o troco nele, mas eu quero saber se aconteceu algo mais? 




- O que você fez? 




- Nada. Só sei que ele vai ficar bem longe de você – Sorriu maldoso. – E acho que de todas as garotas. 




Ela franziu o cenho, confusa, e olhou para dentro da casa e viu o rosto de Andrew. Ele estava inchado e todo roxo. Deu risinho e olhou para Justin . 




- Você é mal. 




- Ele mereceu. 




- É, acho que sim. 




Os dois ficaram em silencio. Justin olhava para o chão envergonhado e (Sn) o observou. Ele usava uma calça jeans e uma blusa preta lisa e um tênis. E por incrível que pareça, suas roupas não estavam largas e sim do tamanho dele, ele não usava seu boné. Ele estava tão... Lindo. Ele era sempre lindo, na verdade. Com qualquer roupa. Não entendeu porque, mas sentiu uma vontade repentina de abraçar ele e nunca mais soltar. Mas se conteve. 




- Eu... eu acho que eu vou indo. –Ergueu os ombros. – 




- Não. –Disse ela rapidamente. – fica aqui... comigo. 




- Não sei se é uma boa ideia. –Disse sem olhar para ela. – 




Sentiu seu coração quebrar de vez. Drew , seu Drew , nunca recusaria ficar com ela. Mas então lembrou que estavam brigados. Lembrou que ela disse coisas horríveis para ela. Se ela estava magoada, imagine ele? 




- Tudo bem, pode ir. –Disse de olhos fechados para suas lagrimas não caírem. – 




Ouviu os passos deles se afastando e então finalmente pode chorar em paz. Tinha perdido Justin . Tinha perdido seu melhor amigo. Soluçou mais forte. Bem feito, pensou. Bem feito (Sn) . Isso é para aprender a parar de ser idiota. Pensou de novo. Só então sentiu a presença de alguém ao seu lado. Olhou para cima e Justin continuava lá, não conseguiu definir sua expressão. Tristeza, decepção, raiva, felicidade. Achou ela, que eram todas juntas. 




- O que faz aqui? Achei que tivesse ido embora. 




- É, mas sabe... Uma garota muito especial me ensinou que quando uma garota fala “Pode ir” quer dizer “Se sair você tá morto.” 




- Na verdade é “Vai lá com sua amiguinha.” – Riu em meio de lagrimas. – 
- Da no mesmo. –Deu de ombros. – E acho que isso é seu. 




Ela olhou confusa para ele e ele entregou a correntinha. E então (Sn) sentiu seu corpo se enchendo de alegria. Ela pulou em cima dele feliz, achou que nunca mais veria aquela correntinha, achou que nunca mais abraçaria Justin . Ele sorriu e colocou a correntinha nela. 




- Agora sim você está completa, Anjo. –Disse carinhoso. - 




Os olhos dela estavam inchados e vermelhos de tanto chorar, seus cabelos estavam bagunçados por causa do vento, suas roupas estavam meio sujas por estar sentada no chão, mas ele não conseguia pensar em uma menina mais linda que ela. (Sn) olhou bem nos olhos dele que tanto amava e sentiu alguma coisa em seu estomago, pareciam borboletas. Gostou da sensação. 




- Hey, Anjo? 




- Hm? 




- Posso ver uma coisa? 




- Pode. 




- Só... Só não se mexa, ok? 




Ela assentiu de vagar com a cabeça e Justin respirou fundo. Agora era a hora. Colocou uma de suas mãos da cintura dela, mas diferente de Andrew, ele foi delicado, e com a outra mão colocou no rosto dela, fazendo carinho com o polegar. Ela fechou os olhos e ele meio inseguro se aproximou dela. E então antes de qualquer coisa, sussurrou em seu ouvido: 




- Eu vou te mostrar agora o que é um beijo de verdade. 




E então ele encostou seus lábios no dela. Ela que parecia sentir borboletas em seu estomago, agora parecia um enxame delas. Era gostosa a sensação. Ele pediu a passagem para língua e ela cedeu. Depois de alguns minutos ele quebrou o beijo com um selinho e se afastou devagar. 




- Isso foi... 




- Estranho. –Ela completou sorrindo. – 




- É, estranho... mas bom. 




- É – concordou sorrindo. – Estranho, mas bom. 




E então ela o abraçou enterrando seu rosto no pescoço dele. Ele riu e abraçou-a de volta, forte. Ele sentiu que a partir daquele dia os dois criaram algo diferente entre eles. Sentimentos novos que ainda não sabiam como definir. 
Parecia que agora, finalmente, tudo estava se encaixando. 
Mal sabiam eles que a partir daquele dia, tudo iria mudar. 



                             *** 
E ai, gente linda. Eu sumi e voces pelo visto tambem, ne'? Bolada. Enfim, esse foi o ultimo capitulo deles pequenos. Se voces colaborarem eu posto o deles ja crescidos. bj 
amo vcs <3