sábado, 19 de outubro de 2013

Cap. 4 - Dear Angel

 


14 anos atrás.
4 de novembro de 1999
"Não importa o que acontecerá amanhã, sempre me lembrarei de hoje."
- Um Dia

Todas as pessoas tem uma certeza na vida, e a certeza na vida de Justin era (sn). Nada dura para sempre, isso é um fato. Você querendo ou não, tudo acaba. Mas ele sabia que tinha uma coisa que nunca acabaria não importa a distancia ou o tempo, ele nunca a deixaria de amar. Justin a conhecia desde pequena, desde pequena mesmo. Eles se conheciam desde que nasceram claro que ele não se lembrava dessa época, mas sua mãe sempre contava essas historias. 7 horas. Era hora da escola. Se fosse um dia normal,  Justin ficaria irritado como todos os dias a esse horário. Mas não era um dia normal, era um dia especial. E nada estragaria seu humor. Se vestiu colocando o uniforme que tanto odiava. Era uma blusa e uma calça social. E claro, a gravata que Justin tanto odiava. O uniforme era do tamanho dele, nem pequeno nem grande. Diferente das outras roupas dele. E então, ele estava pronto. 

Já (sn).... Oh, uma coisa que ela odiava era acordar cedo. Ficava mais irritada que Justin de manhã. Ela queria estudar à tarde, mas ela viu que se estudasse de tarde, perderia a tarde toda... E a escola passava mais rápido de manhã.
E por que não seria da mesma turma que Justin e Nora. Colocou o uniforme. Era uma saia e uma saia social. Usava também uma 
gravata vermelha, uma meia calça que ia até o joelho. O terninho era só para os mais velhos. Colocou uma tiara rosa e se olhou no espelho. Para ela estava ótima, não era do tipo que se maquiava igual à Lady gaga para ir a escola, ela não precisava, tinha beleza natural. Desceu as escadas e encontrou seu pai e sua mãe sorrindo para ela. O pai usava um terno preto, seus cabelos loiros estavam para trás e ele estava com uma mão na cintura da sua mulher. Clarissa estava com um vestido branco, simples, mas elegante. Os dois parabenizaram a filha e ela apenas agradeceu. E então vieram todos os serventes da mansão parabenizar a pequena menina. Ela gostava de aniversários. Inclusive quando era o dela. Todas sempre eram tão legais, ganhava presentes... Não tinha por que não gostar. Ela agradeceu a todos e então, Mason -motorista da família Fray- a levou para escola. Ela estava atrasada. Agradeceu Mason e saiu correndo para a aula que tinha matemática. Ótimo, começou o dia bem, pensou irônica. Mais que irritada, correu até a sala. Por sorte a aula não tinha começado. Sentou na cadeira e esperou o professor chegar.

E assim passou o dia até a 
hora do almoço. (Sn) foi até seu armário e depois vou até o refeitório. Lá achou Nora. Sorriu e correu até ela. 

- Olha quem está ai. -Riu e abraçou a amiga. - 

- Oi. -disse (sn)- Demorei mas cheguei.

-Pensei que você ia faltar logo hoje! Eu ia te matar. 

- Por que logo hoje? -perguntou. -

- Por quê? Acho que pelo o fato de hoje ter 
educação física e ver os meninos mais velhos sem camisa!

(Sn) olhou para ela e suspirou triste. Ela tinha esquecido. Nora, sua melhor amiga, tinha se esquecido de seu aniversario. Mas claro que ela não esqueceu que hoje tinha educação física dos mais velhos. 

- Cadê o Justin?

Nora poderia ter até esquecido, mas ela sabia que ele não. Ele nunca se esqueceria de seu aniversario. 
Todos poderiam esquecer, mas ela sabia que ele não. 

- E eu vou saber? Deve estar por ai. Vem, vamos sentar. 

Nora puxou (sn) para a mesa onde elas sentavam. Quem costumava sentar-se à mesa era ela, Nora, Justin, Kate -Sim, a vizinha de Justin. - Scott, Camille e Jake. 

Jake Woods. Olhos azuis, cabelos castanhos e lisos que caiam sobre o rosto. Alegre e simpático. 
Camille Adornetto. Olhos castanhos, cabelo castanho claro, liso e cumprido, inteligente e tímida. 

Scott Carter. Melhor amigo de Justin, adora aprontar, e em todos os problemas, ele esta no meio, junto com Bieber. Olhos e cabelos escuros. 
Kate Campbell. Cabelos negros ondulados, olhos pretos.  Engraçada e espontânea. 
Nora Grey. Cabelos até a altura do ombro, cabelos cacheados, castanhos, da mesma cor que os olhos. 

(Sn) foi contra Kate a sentar na mesa junto com os amigos, mas ela aceitou por Justin. E até que Kate agora estava tonando suportável. Sentou-se à mesa com os amigos. Todos conversavam e riam, mas quando as duas se sentaram ficaram em silencio. O que (sn) estranhou, mas deu de ombros. 

- Finalmente chegaram. -Disse Cams para (sn). -

- Disse a mesma coisa a ela. -Falou Nora apontando para a melhor amiga. -

- Desculpa se minha aula de química atrasou. -Disse na defensiva. -

- Hey hey hey, parem de brigar! Hoje é um dia muito especial. -Disse uma voz atrás de (sn). 

Aquela voz ela conhecia muito bem. Bem até de mais. Olhou para trás e deu de cara com o sorriso mais lindo desse planeta. Sorriu para ele.

- E por quê? -Perguntou esperançosa- 

- Porque hoje tem pizza na cantina! Estão fazendo o que ai? Vão acabar logo. 

- Verdade, temos que ir pegar antes que acabe. -Disse Scott levantando e então com isso os dois saíram correndo. 

- PEGUEM UM PEDAÇO PARA MIM -gritou Jake. -

- Sabe que eles não vão trazer certo? -Disse Camille risonha. -

- Droga. Vou ter que levantar. -Disse o menino resmungando e saindo da mesa. –
- Garotos. Nunca vou entender. –Disse Cams rindo. –
- Nem eu, querida Cams, nem eu. –Disse Kate rindo também. –
- Por que tá calada? –Disse Nora comendo seu sanduiche. –
(Sn) deu de ombros e continuou a comer. Nora tinha pegado um lanche para ela. A resposta era tão simples. Ela estava calada, pois seus melhores amigos tinham esquecido seu aniversario. Era só uma data. Mas com um significado importante. Justin, Scott e jake voltaram correndo e rindo. Justin estava ofegante, ele carregava dois pratos.
- Toma anjo, peguei para você. –Deu um sorriso meigo. –
- Não estou com fome. Já comi.
- Que mau humor é esse Anjo? Come, é boa. E tive que enfrentar mó fila.
- O problema é seu. –Disse irritada. –
Todos na mesa estavam quietos observando a briga dos dois. Justin olhou para a menina, agora irritado.
- Poderia ter pelo menos agradecido.
Ela levantou bufando e foi até ele e disse bem alto.
- Muito obrigada, Bieber! Você com certeza é o melhor amigo do mundo. –Disse irônica. –
- Hey, (sn), se acalma. –Disse Jake. –
- Só me deixem em paz.
Com lagrimas nos olhos saiu de lá. Amigos. Será que eles eram amigos de verdade dela? Pois não parecia. Passeou um pouco pela escola para tomar um ar e se acalmar, mas não funcionou tanto. Ela nunca se esqueceu do aniversario de ninguém. Nem da Kate. Da kate. Ela estava tão irritada. Mas ao mesmo tempo, tão triste. Mas... Isso não deveria importar tanto, né? Tudo bem, não foi nada legal, mas é só uma data. Tá, não uma data qualquer, mas no fundo era só uma data. E ela sabia disso. Porem mesmo assim machucava. Resolveu ir até o campus. Tinha tantas flores, ainda mais as suas preferidas, orquídeas brancas e melhor, era ao ar livre. O que a acalmava tanto. Deitou na grama e olhou para o céu. Era tão lindo. Tinha tantas nuvens belas...
- Eu acho que aquela se parece com o bob esponja! –Disse uma voz ao seu lado, assuntado ela.
Ela olhou para o lado e era Justin sorrindo para a menina. Uma das coisas que ela mais odiava, era que não dava para ficar com raiva dele, daquele sorriso... Que ódio! Por que ele tinha que ser tão lindo? Tão perfeito? Ela não entendia.
- Acho que se parece mais com o Patrick. –Riu. –
- Nem vem, olha isso. Parece muito com o Bob.
- Você é doido.
- Eu sei.
Ela sorriu, mas não olhou para ele. Justin e (sn) sempre que o tempo estava lindo e ótimo como hoje, iam no parque e deitavam na grama e viam as nuvens e as formas. Era um Passa-Tempo comum dos dois.
- Me desculpa. –Disse de repente. –
- Por...?
- Por tudo. Por ter te tratado mal.
- Não foi nada.
- Eu te conheço, e quase sempre o seu nada significa tudo.
- Jus, relaxa ok? Tá tudo bem, sério.
- Não, não tá não. Eu fiz alguma besteira que ainda não sei qual é, certo? Desculpa Anjo.
- Jus, tá tudo bem. Você é meu melhor amigo e é uma droga eu não conseguir ficar brava com você.
- Sinto muito se fiz algo que te magoou, não é minha intenção. Eu amo você, Anjo.
- Se serve de consolo, eu também te amo. –Ela sorriu de lado. –
Os dois ficaram em silencio por um momento. E apenas observavam as nuvens. Era um dia ensolarado, mas com varias nuvens no céu. Era o dia perfeito. Algumas crianças brincavam e corriam por todo lado, mas os dois apenas permaneciam deitados olhando para o céu. Justin olhou para (sn) e quando ia falar algo, Nora apareceu do nada chamando os dois.
- Finalmente achei vocês!
Justin bufou. Tinha que ser justo a Nora. A garota a qual o odiava. Ele não morria de amor por Grey, mas não a odiava. Era uma garota legal. No fundo, bem no fundo. Ele sabia disso, pois era melhor amiga de (sn). Então ela tinha que ter uma qualidade.
- Ah, oi Nora. –Disse (Sn) levantando. –
- Oi, a aula já vai começar. Vamos, Fray.
- Claro.
(Sn) se levantou e arrumou seu uniforme. E foi ao lado de Nora. Justin continuava olhar para o céu. Nora bufou impaciente e Bieber sorriu de lado com isso. Ele gostava de vê-la irritada. Não sabia o porquê. Na verdade ele sabia, pois quando Nora ficava irritada, ela começava a brigar com ele e então (sn) ficava irritada e ele gostava de ver ela bravinha. Com o nariz em pé e toda vermelhinha. Quando ele a conheceu, logo gostou dela. Ele não sabia ao certo o porquê. Mas a primeira vez que a viu ele soube.
Soube que os dois ficariam muito tempo juntos.

- Vamos logo, Drew. Não quero me atrasar. – Disse (sn) pacientemente. –
- Só por que você está pedindo, Anjo.
Nora soltou um grunhido irritado e saiu andando, sem esperar por eles. Justin soltou uma gargalhada e passou uma de suas mãos pelo ombro de (sn), a puxando para mais perto. E então caminharam calmamente pelo corredor da escola, até suas salas. E por um momento, (Sn) esqueceu o motivo de ter estado brava com eles.
[...]
Aula de geografia. Ninguém merecia isso.  Justin odiava aquela aula, na verdade todas as aulas, mas aquela em especial. A professora Madalena era uma chata. Justin a chamava de bruxa velha. Ela era realmente rigorosa e não tinha simpatia principalmente por Bieber, Carter e Woods. Já Fray, Grey, Adornetto e Campbell eram suas aulas preferidas. Eles Aprendiam algo sobre a África, o que fez Justin ficar com mais tedio ainda. Ele já sabia que a África era pobre e explorada, o que tinha que saber mais que isso? Nada.  Pensou em dormir, mas a professora veria e tiraria ele de sala.  Então resolveu fazer outra coisa. Pegou uma folha de papel em braço e começou a escrever.
Tatu érico dado iodo oitão.”
 E jogou em cima da mesa de (sn). Ela diferente dele prestava atenção e anotava algo no caderno. Só depois de alguns minutos viu o bilhete. Abriu e riu.
Nada ãoxe  elevador nadar cavalo helicóptero elefante.”
E jogou de volta. Bieber abriu e sorriu. Ele e ela diferente das pessoas normais passavam bilhetes por códigos. Só a primeira letra das palavras valia, formulando a frase. E só eles sabiam o enigma, uma vez Jake pegou o bilhete e tentou ler, mas só via palavras sem sentidos e com isso decifrou o código que não era, mas que também era verdade em parte: Seus amigos eram loucos.
Aula de Geografia tinha acabado fazendo Justin agradecer a Deus baixinho. A única coisa boa da aula era que ela era a ultima do dia. Pegou sua mochila e foi saindo com Jake, esperou (Sn) sair e foi até ela.
- Vamos embora?
- Pode ir sem mim, Drew. Eu vou para casa da Cams. Soctt também vai, pois a mãe dele não vai estar em casa à tarde, algo assim.
- Poxa, vou sozinho hoje. –fez bico. –
- Na verdade você vai com a Nora. –Deu um meio sorriso. –
Todo dia depois da escola Justin ia para casa de (sn), só que Nora morava ao lado da casa da menina, então depois da escola os três iam andando juntos até lá.
- Não, ah não Anjo. Tenha dó de mim.
- Sorry, Drew. Tá mais que na hora de vocês se entenderem. –Disse fazendo cara de anjinho. –
- Você não presta. –Murmurou. –
- Vamos, (sn) e Scott. Minha mãe chegou! –Disse Cams chegando perto da amiga e a puxando pelo braço. –
- Aproveita e tentem não se matar. Tchau Jake, tchau Kate, tchau Nora, e tchau Drew. –Disse piscando no nome dele e mandando um beijinho pelo ar, fazendo todos rirem.
- Tudo bem, Bieber. Vamos logo, temos muitas coisas para fazer. –Disse Nora. -
E então, saíram correndo de lá.  Deixando Kate e Jake sozinhos, rindo.
[...]

Camille e (Sn) choravam assistindo The vampire Diaries. Era a série preferida das duas, toda semana ela se reuniam e viam um capitulo novo juntas. As duas eram Delena e torciam muito pelos dois. Scott sempre presenciava as cenas, pois era primo de Camille, então vivia na casa da prima. 
- Eles são tão perfeitos, por que não ficam juntos? –Disse Camille ao lado de (sn), com os olhos marejemos. –
- Eu também gostaria de saber, por que as pessoas certas nunca ficam juntas? Ele ama tanto ela. –Suspirou. – Por que ela não pode sentir o mesmo?
- Ela ama o Stefan, mas... Damon a ama pelo que ela é. Não importa se ela é ou não humana. Eu não sei. O amor deles é real, sabe?
- Sim, eu te entendo.
- Sabe, espero nunca sentir o que Damon sente.
- Como assim?
- O amor não correspondido, isso parece ser doloroso.
-Parece mesmo. –(Sn) engoliu seco. – Espero que Elena perceba que Damon é o cara certo.
- É, espero que ela perceba antes que seja tarde de mais.
- Na verdade, a Elena ama o Damon, mas não como o Stefan. E ela quer ficar com ele, com Damon, digo, ela está tentando, mas tem varias coisas que a impede. 
- Não deveria, sabe. Se os dois se amam, isso é o suficiente para ficarem juntos. Até o fim. –Esclareceu Cams. -
- Calem a boca, isso é só uma historia. –Resmungou Scott jogando seu joguinho no psp. –
- Todas as historias são verdadeiras. –Disse (sn). –
- Até as de vampiros?
- Sim – Camille deu apoio à amiga. – Em toda historia, em toda série, é baseada em uma realidade.
- Quanta baboseira, meu Deus. – Scott revirou os olhos. –
- Para de implicar com as meninas, Scott. –Disse Sra. Adornetto.
- Ok, titia.
[...]

- Está ficando tarde, acho que vou ir para casa.
- Tá. Vou pedir para minha mãe te levar. –Disse Camille saindo de lá. –
Scott continuava jogando seu vídeo game, ele era viciado naquilo. Usava roupas largas, igual ao Justin. Agora intendia o porquê de serem melhores amigos. Riu com seus pensamentos e Scott parou de jogar e olhou para ela.
- Do que está rindo?
- Nada, só estava me perguntando se você era Delena ou Stelena.
Riu um pouco mais com sua mentira e dessa vez Scott riu com ela. Ela sabia que ele, tanto quanto Justin odiavam essa série. Camille voltou e viu os dois rindo feitos loucos. Sem entender também riu.
- Minha mãe vai levar a gente. –Sorriu. –
Scott, Camille, (sn) e Brooke, mãe de Cams, entraram no carro. E enfim, foram para a casa dos Fray’s. A tarde tinha sido legal. Ficou vendo sua série favorita com uma de suas melhores amigas, depois tentou jogar o joguinho de Scott, perdeu um segundo depois que começou o jogo, depois ela e Camille folharam uma revista, desceram para lanchar, assistiram mais um episodio da série e agora estavam indo embora. Sra. Adornetto parou em frente à mansão e (sn) desceu.
- Obrigada pela carona, Tia Brooke. Querem entrar?
- De nada, querida. Eu infelizmente não vou poder, tenho que resolver algumas coisas, mas se Scott e Camille quiserem...
- Eu quero!
- Eu também. –Disse Scott. –
- Venho pegar os dois mais tarde, então. –Riu e se despediu das crianças. –
Os três foram em direção a casa e finalmente chegaram à porta. (Sn) tocou a campainha, mas a porta estava entreaberta e tudo estava escuro. Ela franziu o cenho, confusa. A casa em hipótese nenhuma ficava apagada e vazia. Sempre tinha gente na casa.  Abriu a porta com cuidado e sem acender a luz pode ver que a sala estava vazia, foi para cozinha, também vazia, seguiu para o salão e acendeu a luz e então todos gritam “Surpresa” a fazendo tomar um grande susto. Tinha varias pessoas, amigos da escola, a família, os serventes da casa. Ela sorriu que nem boba olhou para todos tentando esconder a emoção, mas foi em vão.
- O-o q-que é i-isso?
- Uma festa surpresa! –Gritou Nora. – Parabéns, amiga! –Correu em direção à garota abraçando ela.
- Parabéns, (sn). –Sorriu Kate. –
- Obrigada meninas!
- O meu presente e o da Kate já estão lá no seu quarto, alias o de todos os convidados.
- Achei que tinham esquecido - Disse sorrindo que nem boba. –
- Nunca! – Falou Cams para a amiga, abraçando ela de lado. – Até parece que íamos esquecer seu aniversário.
- É, por favor! –Disse Scott. – Somos chatos e irritantes, mas somos bons amigos.
- É verdade. –Concordou Jake. – Nunca esquecemos o aniversario de ninguém, e até parece que íamos esquecer o seu. Justo o da nossa pequena.
- Na verdade, da minha pequena. –Disse uma voz atrás de (sn).
- Vai começar. –Bufou Nora. –
- Drew! –(Sn) correu para abraçar ele.
- Oi Anjo, você tá linda. –Sorriu de lado para ela. –
- Eu estou com a mesma roupa da escola. –fez careta. –
- Mas você sempre tá linda. Não importa como esteja.
- Bobo. –riu. –
- Antes que eu me esqueça... –Estendeu a mão entregando para ela uma caixinha. – Feliz aniversario, Anjo. 
(Sn) sorriu de lado para ele e pegou a caixinha. Os amigos tinham saído para comer os salgadinhos que tinha na festa, deixando Justin e (Sn) sozinhos. Ela abriu a caixinha devagar, e então tinha um colar , prata, escrito “Angel” com um pingente de coração ao lado.
Ela sorrindo boba olhou para Justin. Ele sorria envergonhado, pois sabia que todos os amigos deram presentes caros, grandes e lindos. Já ele não. Mas não porque não queria e sim porque não tinha condições de dar um. Ele não era rico como os amigos. Ele não era rico como ela.
- Gostou? É só uma lembrança, sabe... –Ela o interrompeu. –
- Você me deu isso... de aniversario?
- Sim. –engoliu seco. – Então, o que você achou? Eu sei que não é muito e...
- Sabe o que eu acho Justin? –Disse séria e então sorriu. – Que esse é o melhor presente que eu já ganhei na minha vida.
E então correu e abraçou-o. Ele, ainda surpreso suspirou aliviado e correspondeu o abraço dela, forte. Afagou seu cabelo e a puxou ainda mais perto.
- Obrigada, Drew.
- De nada, Anjo.
- Então o que quer dizer esse colar?
- É que... você sabe. É para você sempre se lembrar de mim. E porque você é meu anjo.
- Sou, é? –A menina sorriu. -
Ele riu.
- É, chata pra caramba... Mas mesmo assim continua sendo meu anjinho.
Ele sorriu de lado e pegou a caixinha, tirando de lá o colar. Ela já sabia o que ele ia fazer, então tirou o cabelo do pescoço e ele colocou o colar, ela soltou o cabelo e olhou para ele novamente, ainda com os olhos brilhando pelo presente simples, mas valioso.
- Para sempre?
- Até depois do para sempre.
- Vem, vamos cantar parabéns!  -Disse Nora puxando (sn) pelo braço.
Ela riu com a atitude da amiga, mas não protestou. Tinha uma mesa grande com o bolo, que era de chocolate com varias velas, salgadinhos, brigadeiros e copos com refrigerantes. Atrás da mesa tinha sua mãe e seu pai. Ela sorriu e ficou entre os dois. Todos vieram para enfrente à mesa e apagaram a luz do salão de novo e acenderam as velas. E então, todos juntos começaram a cantar parabéns. Ela ficou meio desajeitada não sabendo se só sorria, batia palma, ria, ou cantava junto. Por fim, decidiu só sorrir. Enfim chegou à parte que ela não queria, o com quem será. E adivinhem com quem foi? Sim, Justin. Todos falaram o nome dele, pelo menos, mesmo ele dizendo que os dois realmente iam se casar no futuro. Menos Nora, que se recusou a falar Justin e disse o nome de outro garoto qualquer. Enfim quando ela ia assoprar a vela Scott gritou:
- Faz um pedido.
Ela respirou fundo e olhou para todos em volta. Seu pai estava abraçado com sua mulher, e os dois sorriam para a filha. Nora estava abraçada sorrindo junto com Kate e Camille. Scott e Jake também sorriam para ela fazendo joinha. Tinha outras pessoas da sua classe que ainda batiam palma e por fim, viu Justin encostado em uma pilastra que tinha lá, com as mãos no bolso e com seu famoso boné, ele sorria para ela. Aquele sorriso que fazia o pequeno coração dela acelerar. Aquele sorriso que ela tanto amava. Aquele sorriso que só ele tinha.

Ela tinha tudo que precisava para uma pessoa ser feliz, uma família perfeita, amigos que sempre estavam ao lado dela quando precisava o melhor amigo de todos os tempos. Ela era amada. E então assoprando a vela, pensou “que dure para sempre.” 


 Tá gigante esse cap, Jesus.
Mas enfim, espero que tenham gostado e desculpe a demora, amo vocês.
Xoxo 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cap. 3 - Dear Angel



15 anos atrás.
23 de outubro de 1998


Escolher é algo perigoso: quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades.
                                                                                                               
                       — 

  J.K. Rowling


- Sabe, eu estava pensando a gente já é velha de mais para brincar de boneca. -Reclamou Nora. -

-  Ah é, Nora? Então o que sugere?

- Que nós vamos a uma festa. E usamos aqueles saltos lindos e...

- Nora, nós temos 10 anos -gargalhou a menina. -

- E? Somos pré adolescentes.

- Vocês são fetos. -Disse uma outra voz. -

- Ah, chegou quem faltava. -Bufou Nora. - Não posso nem ficar mais sozinha com a minha melhor amiga.

- Primeiro: Amo você também e segundo: minha melhor amiga.

- Sua nada -rosnou- eu conheci ela primeiro e...

- Parem de brigar, eu sou melhor amiga dos dois. E Justin, você tem a mesma idade que nós.

- Só fisicamente.

- Verdade, só fisicamente por que mentalmente você tem... ah é, você nem tem cérebro. -Disse Nora irritada-

- Qual é, Grey, me odeia tanto por que?

- Não vou com a sua cara, simples assim.

- Você é...

- CHEGA! -Gritou (sn) bufando. -  Parem de brigar.

- Ele que começou. -Disse Nora. -

- Eu? você que começou a me insultar. -Disse Justin revoltado. -

- Você me chamou de feto.

- Chamei a baixinha também e ela não fez escândalo que nem você.

- Você me irrita, e coloca esse boné direito, parece um marginal!

- Tem medo de mim, Grey? -ele deu um sorriso maroto. -

- Arg! Eu vou para casa depois dessa, mais tarde te ligo, (sn). Boa sorte com esse ser.

E então saiu. Nora era vizinha de (sn). Seu pai era o melhor amigo do pai de Nora. E elas também, desde pequenas. Justin e Nora nunca se deram bem. Sempre se odiaram, ninguém sabia o porque.

- Ela é muito irritadinha, né Anjo? -Disse Justin abraçando ela. -

- Você provoca, Bieber. -Disse pegando seu boné, fazendo-o resmungar. -

- Provoco nada.

-Provoca e você sabe.

- Que se dane, ela merece.

-Olha a boca, Jus.

- Tá -revirou os olhos- Sua mãe tá te chamando.

- Ok.

A menina se levantou e Justin a seguiu. Passou pelo hall e lá estava sua mãe conversando com um cara que aparentava ter 30 anos. Foi até a mãe e quando ela notou a presença da filha pediu licença ao homem.

- Meu amor. -Disse a mãe a filha pegando ela no colo. - Oi para você também, pequeno Justin. -Sorriu. -

- Olá senhora Fray. -Sorriu. -

- Preciso de um favor dos dois.

- Pode falar. -Disse (sn).

- Podem ir até a loja do final da rua comprar um buquê de flores? Eu preciso para colocar na mesa do jantar de hoje... Eu não posso ir pois estou com convidados. Fariam isso por mim?

- Claro, mamãe.

- Claro, Senhora Fray. Sem problemas.

- Ótimo, e Justin, me chame de Clary. -Sorriu. -

- Qual flor é para comprar, mãe?

- Qual você achar a mais linda. -Sorriu. - E claro, com a aprovação do Justin.

A menina riu e a mãe a colocou de volta ao chão. Justin foi para o lado dela, enquanto a Clarissa dava o dinheiro a filha.

- Tomem cuidado.

- Pode deixar, eu cuido dela. - Disse Justin sorrindo-

- E quem vai cuidar de você? -brincou (sn). -

- Não vou cuidar mais de você. -Justin também brincou. -

- Ok, chega vocês dois. -Riu-

Os dois se despediram e saíram da casa. A floricultura não ficava muito longe. Na verdade, era bem perto. No final da rua, basicamente. Só precisava andar uns minutinhos. Enquanto andavam em silencio, Justin resolveu puxar assunto.

- Então....

- Então... -Continuou. -

- Tá brava comigo? Você sabe, pelo lance da Nora...

- Acho que vocês deveriam brigar menos, mas não estou brava com você. -Disse olhando para ele. -

- Certeza?

- Sim, por que?

- Está quieta hoje -deu de ombros.-

- E?

- Eu te conheço melhor do que imagina, Anjo.

- Me conhece nada.

- Aé? faz uma pergunta, qualquer uma.

- Minha cor favorita?

- Roxo.

- Comida?

- Macarrão a bolonhesa. O mesmo que o meu.

- Musica favorita?

- Mirrors, a nossa musica.

- Meu passa tempo favorito?

- Ler livros.

- Meu sonho?

- Sonha em sair de Londres.

- Ah, isso todos sabem.

- Não, a maioria não sabe. Mas eu sei uma coisa que ninguém sabe. Nem você sabe que eu sei.

- O que é, então, senhor-sei-de-tudo.

- Você morre de medo de aranhas. -Gargalhou. - Não conta para ninguém por que tem vergonha e acha que vão rir de você. Acha que ninguém sabe, mas a verdade é que eu sei. Um dia você murmurou isso enquanto dormia. -Riu. -

- Olha Bieber, você é um idiota. -Resmungou. -

- Eu disse que te conhecia. -Riu da cara da menina. -

- Eu também te conheço, me faz qualquer pergunta.

- Meu sonho?

- Ser cantor.

- O que gosto de fazer no meu tempo livre?

- De dormir e comer.

- Minha matéria favorita?

- Nenhuma.

- Quem eu mais amo na vida?

- Seu cachorro, o Sammy.

Ele riu e olhou para ela:

- O melhor momento da minha vida?

- O dia em que você me conheceu. -Sorriu convencida. -

- Você se acha muito, Anjo. Mas é verdade. -riu. - Se isso fosse uma prova, você tiraria 9.

- Eu errei alguma coisa?

- Sim, eu amo o Sammy, mas a pessoa que eu mais amo na minha é você, Anjo.

Ela olhou para ele vermelha enquanto ele ria. Foi até ela e a abraçou de lado. E então finalmente chegaram a floricultura.

- Que flor vai comprar? -Disse Justin. - Rosas?

- Acho que sim.

- Tudo bem, então...

- Moço, eu quero um buque de rosas vermelhas colombianas.

- Aqui, senhorita Fray. - O senhor sorriu e entregou a ela. -

- Obrigada.

- Obrigada você e volte sempre.

A menina deu um sorriso ao vendedor e voltou a caminhar. Com Justin ao seu lado. Sempre. (Sn) achava engraçado a amizade dos dois, eles eram tão diferentes... Mas deve ser por isso que eles se davam tão bem, pois completavam um ao outro. Ela carregava o buque de flor cuidadosamente enquanto Justin a observava. Ele sempre a observava. Gostava de ver seu rosto, suas expressões, seu sorriso... Ela olhava para o buque de rosas encantada. Foi ai que Justin teve uma ideia.

- Já volto. Fique aqui.

E então saiu correndo disparado a floricultura, antes da menina responder. Chegou lá em segundos. Tirou do bolso umas moedinhas que tinha, que sua mãe tinha dado a ele para economizar para comprar algo que ele quisesse. Ele pegou e entregou ao homem. Ele assentiu e Justin foi escolher uma flor. Tinha varias variedades, tantas cores.

Justin pensou em dar uma rosa, mas era muito comum. Tulipas? talvez. Passou por Lírios e parou. Talvez, mas não era seu estilo. Caminhou mais até a prateleira de orquídeas. Tinha de todas as cores possíveis. Roxas, amarelas, negras...

- Acho que ela vai gostar dessa. -O senhor disse apontando para uma orquídea branca.- Significa amor puro.

O Justin olhou para flor e não teve duvidas. Seria aquela. Aa flor era branca, mas com detalhes lindos. Era igual a ela, diferente de todas as outras, única.
Pegou a flor, agradeceu ao dono da floricultura e saiu correndo aonde ela estava. (Sn) continuava lá, já irritada com Justin por ter lá deixado sozinha.

- Sei que está brava comigo por eu ter te deixado aqui, mas foi por uma boa razão.

- Aposto que foi. -disse irônica, ainda irritada. -

- Aqui está, para a senhora estressadinha.

Ele deu um sorriso de lado e tirou de trás dele a flor. Os olhos de (sn) brilharam como duas estrelas. E então ele viu que mesmo que ele tenha tido que  correr, que mesmo que tivesse gastado seus dinheiro que estava juntando, ao ver aquela sorriso perfeito, os olhos que ele tanto amava brilhando, ele soube que valeu a pena.
Tudo valia a pena quando o assunto era ela.

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Tá grandinho esse cap, até. Mas e ai genteee, faltei essa semana toda na escola por que a maioria da minha classe foi para o med, ai que semana boa <3 Justin, você é perfeito. Preciso de um melhor amigo igual a você. skasaosk. Enfim, quem ai tem twitter? Me passem para eu seguir vocês. Comentem e quem quiser ler You're my Dream em versão interativa... Aqui ;)

Respostas dos comentário ---> Aqui, baby

Desculpem pelos erros ortográficos