quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Dear Santa



Primeiramente, feliz natal, galera! Tá no finalzinho, mas ainda vale. hahaha
Seguinte, fic de natal para vocês lerem. Meu presente a vocês <3
Espero de coração que vocês gostem, ela é short (único capitulo.)
Leiam e falem o que acharam (sejam sinceros!) 
Vou parar de enrolar...

Para ler a fic basta clicar aqui --> Dear Santa

Até a próxima, galerinha do mal!

Ps: Estou tendo bloqueio para escrever Dear Angel, por isso talvez eu demore um pouco para postar. 
Mas a boa noticia é que eu já enviei para minha beta AIWIY reescrita e já posto aqui (ela vai ser interativa.)
Ps2: Caso queira ler outras fics minha, cliquem aqui. (Algumas delas não foram postadas no blog.)
Ps3: Caso alguém conheça alguém que saiba fazer capa/banner para o blog, por favor, me fale. 
Obg pela atenção, amo vocês <3 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Cap. 12 - Dear Angel


“Uma vez minha mãe me disse que a nossa vida e como um aeroporto. Cheio de chegadas e de cheio de partidas. E infelizmente ela estava certa.” "
- (Anonymous)


[ Quer ler em versão interativa? ---> aqui

Eu mal tinha saído de Nova York e já queria voltar. Não me entenda mal, eu e as meninas moramos em NY há nove anos. É muito tempo. Lembro que eu e Nora estávamos arrasadas. Ela por que terminou com Scott e eu porque estava em depressão. E queríamos dar um up! Em nossas vidas. Foi então que Camille deu a ideia de nos mudarmos de cidade. Nossos pais não concordaram no inicio de ideia, mas depois aceitaram. Como nós tínhamos apenas 16 anos ficamos na casa da minha tia, até completarmos 18. Então nós mudamos para nosso pequeno, mas aconchegante, apartamento. 
Derek e eu estávamos sentados no avião, que por sinal já estava consertado e voando, ele estava dormindo e eu lia uma revista de fofocas qualquer. Chegaríamos ao aeroporto em meia hora. Fiquei triste, pois só teria mais meia hora com Derek, mas fiquei feliz porque estaria em terra firme. 
“Mariana Rios é vista aos beijos com modelo espanhol” Ah, eu shippava tanto ela com o carinha do Nx zero. 
Continuei folhando a revista, teste... teste... ah, que saco. Só tem teste nessa revista. Olhei para Derek que dormia profundamente. Será que era muita maldade acorda-lo? Acho que não. Cutuquei-o e nada. 
- Derek. –Sussurrei baixinho o cutucando. – 
Mas nada, ele nem se mexeu. Será que ele... Morreu? Comecei a entrar em pânico o cutucando mais forte e nada, nadinha. 
Engoli seco e chamei a primeira aeromoça que estava na minha frente. 
- Moça, eu preciso de ajuda! –Gritei. – Meu amigo, ele... eu não sei, ele parece morto e... 
- Ele morreu? –Disse uma senhora, do banco ao lado. – 
- É o que eu estou tentando descobrir. –Falei desesperada. – 
- Me deixa ver. –A senhora colocou os óculos e observou Derek. – Vish, esse ai já era. 
- AI MEU DEUS! –Gritei fazendo algumas pessoas me olharem. 
- Algum problema? –Um cara de 40 anos que estava saindo do banheiro parou na nossa frente. 
- O namoradinho dela faleceu... –Falou a senhora. – 
- MOÇO, ELE ESTAVA TÃO BEM, NÃO SEI O QUE ACONTECEU, JURO... 
- Fique calma, vou buscar um copo D’agua. –Disse a aeromoça. - 
- Ei, eu conheço ele. –Uma garotinha se aproximou. – 
- Qual é o seu nome? 
- Emily, é um prazer. –Sorriu. – 
- O meu é (Sn). –Tentei sorrir para ela. – 
- O meu é Cassandra. –Disse a senhora. – 
- E o meu é Eloy. –Disse o cara. – 
- Estamos em uma terapia de grupo e eu não estou sabendo? –Disse irritada devido às apresentações não “convidadas”. – Derek morreu... 
- O nome dele não é Derek... –Emily fez careta. – É Justin. 
Comecei a rir histericamente. Emily, você precisa dormir mais. Justin. Esse nome me persegue, minha nossa. 
- O nome dele é Derek Smith, lindinha. –Sorri. – 
- Não, o nome dele é Justin. Eu tenho certeza, ele me disse. Só não me lembro do sobrenome... 
Calma, (Sn). Existem muitos Justin’s no mundo. E ela no máximo deve ter sei lá, 10 anos? 


“O nome dele não é Derek... É Justin.”



Tá legal, quem vai morrer sou eu. Olhei para garota, que pelo visto se chama Emily, ela olhava para DEREK (que fique bem claro) chateada, como se fosse amiga dele há séculos. Eu e Derek não nos conhecemos há muito tempo, verdade. Mas de algum modo, parece que eu o conheço há anos. Sei que isso é meio clichê, mas é verdade. Derek era um cara legal. Ele me fazia esquecer, por mais que fosse um minuto, Justin. 
Depois de alguns minutos de pânico, a aeromoça me deu um copo de agua. E foi ai que eu fiz... um negocio não muito legal. Pelo menos na concepção deDerek. 
Eu joguei a agua gelada nele. Puxa, veja bem, eu pensei que ele estava morto. Morto. Fiquei desesperada. Não custava tentar uma ultima vez, certo? Eu, Emily, Cassandra (que por sinal já estava rezando pela alma dele), Eloy, a aeromoça e com certeza metade do avião ficamos chocados com Derek gritando: 
- QUE PORRA É ESSA? 
Não me entenda mal, só que bem... Ele estava morto. Mortinho da silva e agora estava gritando e até falando palavrões. Era um grande progresso. 
- Obrigada, senhor. –Rezava Cassandra. – 
- Puxa, o menino ressuscitou! –Gritou Eloy. – 
- O que? Vocês são doentes mentais... como assim? –Disse Derek tentando, em vão, secar sua camisa. 
- Derek! –o abracei. – Achei que tinha morrido meu Deus! Nunca mais faça isso. 
Derek olhou para mim como se eu fosse um E.T ou sei lá o que. Juro, eu não estou brincando. Mas ele pareceu relaxar quando eu o abracei. Até, Emily estragar o momento. 

- Justin, você está bem? –Ela disse preocupada. 
Derek ficou branco. Igual papel e leite. Ele ficou realmente branco, mais do que já é. Emily estava-me irritando com aquela historia. Qual é, eu passei horas com ele. Eu obviamente saberia se o nome dele fosse... Justin. O nomezinho, viu... 
- Eu já disse que o nome dele não é Justin... –Falei nervosa. – 
- Na verdade, é sim. –Ele suspirou derrotado. – 
Eu tremi. Juro por Deus. Esse cara só pode estar brincando. Ele acha que isso aqui é Stop para ficar mudando de nome? BOM, NÃO É! Justin, repeti para mim mesmo, é só um nome. Um simples nome. 
- O que quer dizer com isso? –Perguntei impassível. – 
Derek, ou seja-lá-qual-for-o-nome-do-cara me analisou e falou rapidamente.
- Meu nome é Derek Justin. Sabe como é, nome composto. 
Quem se chamaria Derek Justin? QUEM SE CHAMA ASSIM? Bom, parece que ele se chama. Será que ele estava mentindo? Acho que não. Eu confiava emDerek e algo me dizia que eu deveria mesmo confiar. 
Então mesmo eu achando estranho alguém se chamar Derek Justin, eu acreditei nele. 
E eu espero do fundo do meu coração, que ele não me desaponte. 


[...]



Depois da confusão do avião, ficou tudo bem. Quer dizer, Derek (vou chamar ainda ele assim, o outro nome me lembra duma pessoa não muito agradável...) estava puto. Ele ficou muito puto, sério. Mas olhasse para o lado bom, pelo menos ele já tinha tomado banho... 
Ok, parei. 
Já tínhamos saído do avião. Eloy, Cassandra e Emily ficaram para trás, o que me deixou triste. Eles eram pessoas legais. Peguei pelo menos o facebook do Eloy e da Emily e por incrível que pareça da Cassandra também... 
Sim, ela tem facebook. 
Agora se ela sabe mexer, nem me perguntem. 
- Finalmente. –Bufou Derek pegando sua mala. 
Estávamos a 30 minutos exatos tentando achar a mala de Derek na esteira que passava as malas. E finalmente, como ele mesmo disse, achamos. Fomos juntos com nossas malas para a praça de alimentação, era lá que eu tinha combinado de encontrar com meu pai e Derek com o amigo dele, ou com quem quer que fosse. 
E então, encontrei meu pai. Ele estava de costas tomando café. Usava um blazer, calça jeans e blusa social. O de sempre, mas ele parecia profundamente triste. E eu nem preciso lembrar o porque, certo? 
- Hm, eu preciso ir. –Disse sorrindo de canto. – 
Derek parou o que estava fazendo (que era nada.) e me olhou espantado. Também, o cara estava viajando na maionese! 
- Ir embora? 
- É, meu pai está aqui já. 
Silencio. Silencio. Silencio. 
Arg, odeio silencio. 
Não sei se vocês já perceberam, mas eu não sou uma menina muito quieta. Eu sou bem doidinha, na verdade. Só um pouco. 
- Acho que é aqui que a gente se despede. –Brinquei. – 
Mas ele não riu. Ele ficou bem sério para falar a verdade. Nem deu um sorrisinho. Nada. Tá, o que eu falo? 
- Ah, claro. –Ele disse depois de um tempo. – Foi legal te conhecer, (Sn)Fray. 
- Foi legal também te conhecer, Derek Justin Smith. –Ri e ele também. – 
- Então... –Ele falou meio inseguro. – A gente se vê por ai. 
- É, acho que sim. 
E então aconteceu a coisa mais estranha do dia, quando eu estava indo embora ele pegou minha mão delicadamente e me puxou e então... me abraçou. Sim, abraçou. 
Confissão do dia: ele tem o melhor abraço do mundo. 
- Vou sentir sua falta. –Ele deu um sorrisinho e olhou para baixo. – 
- Eu também. Então, quem sabe a gente se encontra, certo? Londres é grande, mas vai saber. 
- Se for para ser, nós encontraremos o caminho de volta um para o outro. –Ele sorriu de lado lembrando-se de algo. – 
E então eu sorri para ele e fui embora. Simples assim. 
Eu fui embora sem olhar para trás, pois descobri com o tempo que assim dói menos. 


[...]



- Papai! 
- Filha. –Sorriu ele me abraçando. – 
A verdade é que meu pai estava um caco. Minha nossa, não querendo ser grossa, nem nada... Mas é verdade. Um caco, destruído. Ele estava velho, tudo bem, mas não era o mesmo. Ele parecia mais um zombie. Quando minha mãe morreu o meu pai ficou arrasado, do tipo que nunca seria mais o mesmo. Todos achavam que ele entrou em depressão... Mas era mais que isso. Ele não tinha mais motivo para viver. Tá exagerei, ele tem, eu. Mas ele não tem mais motivo para sorrir. Mamãe era tudo para ele. Era seu amor. Papai olhou para mim com os olhos cheios de lagrimas e eu sabia o porquê. Ele dizia que eu me parecia com ela. Fazendo-me chorar também. 
Parecíamos dois loucos chorando no meio do aeroporto. 
- Senti sua falta, docinho. 
Sorri e murmurei um “eu também.” E pela primeira vez, eu me senti feliz por voltar para casa. 


[...]



Eu e papai estávamos no carro em silencio. Mas não era agoniante. Era meio natural. Eu não me incomodava, nem ele. E eu entendia por ele estar tão triste, há certas feridas que nunca curam. 
Eu olhava para as ruas em silencio e acho que com os olhos brilhantes. Londres. Ah quanto tempo eu não vinha aqui? Nove anos. O tempo passa rápido mesmo... 
Quase nada tinha mudado só pelo que vi algumas reformas, fora isso nada. E fiquei feliz com isso. Finalmente chegamos em casa... 
Não era novidade que nossa mansão estava bem... acabada. Ela realmente parecia abandonada. Eu já tinha falado para o papai vender, mas ele sempre diz que era a única lembrança que tem de minha mãe. Depois dessa, não discuti mais. O branco estava preto, as plantas estavam gigantes e mal dava para passar por elas. A cortina estava rasgada de tão velha, como naqueles filmes de terror. Não tinha mais nenhum servente nela. Apenas morava meu pai lá. Nossa situação financeira não estava boa, papai tinha perdido tudo. Estava desempregado. Mas ele dizia que tinha alguma quantia guardada que daria para se virar por um tempinho. A casa estava um lixo. Tudo cheio de pó e varias coisas jogadas no chão e não foi da noite para o dia não, parecia que estava lá no chão há anos. 
Subi para meu quarto e ele estava exatamente do jeito que estava quando eu parti. Era a única parte da casa que estava limpa e tudo em seu devido lugar. Agradeci papai por isso, mentalmente. Meu quarto era meio infantil, pois quando decorei tinha 15 anos. Ele era rosa e tinha um mural de fotos, tinha todas as fotos do mundo que você possa imaginar. Havia uma minha e do meu pai, estávamos abraçados. Era um dos jantares chiques que tinha em casa. Tinha uma foto minha, do Scott e de Jake juntos. Eu estava no meio e os dois beijavam minha bochecha e eu sorria. Era na época que Justin tinha ido embora e eles faziam tudo para me animar. A próxima foto era minha e de Nora na piscina abraçadas. Senti meu peito se apertar. Nora. Já estava sentindo falta dela. E das meninas também. A outra era minha, de Kate e deCams, nós estávamos fingindo estar estudando. E então tinha uma minha e de mamãe. Ela me abraçava forte e eu olhava para ela sorrindo fraco. Aquela foto era antiga, eu tinha o que? Provavelmente 6 anos. Mas era uma das minhas fotos preferidas com ela. E tinha uma foto minha e de Justin. Por mais que eu tivesse ficado com raiva dele, não tive coragem de jogar aquela foto fora. Era minha foto em meu aniversario de 11 anos. Era bem no momento que Justin, atrapalhado como sempre, colocava o colar em mim. Eu sorria abobadamente e ele sorria do mesmo modo que eu. Minha mãe tinha tirado a foto sem que nós percebêssemos. E eu amava aquela foto por isso. Ela era espontânea. Era... Natural. 
Papai gritou que o jantar estava pronto (ele pediu pizza) e então eu desci. 
No jantar conversamos. E no final, percebi que preferi quando nós não conversamos. 
- Como estava lá em NY? 
- Era legal, vou sentir falta de lá. 
- Tenho certeza que sim. 
Se pensa que acabou por ai, está enganado. O pior ainda está por vir. 
- Estou surpreso por estar aqui há essa hora em casa... 
Não tinha entendido no inicio. Pensei que ele estava falando que por eu parecer popular tinha que estar em uma balada, essas coisas. Mas não era isso nem de longe... Ele me explicou calmamente. 
- Ah, você sabe... com ele de volta e tudo mais. 
- Com ele quem? –Perguntei confusa. – 
- Justin Bieber está de volta a Londres. Pensei que soubesse. 
E foi ai que eu deixei meu pedaço delicioso de pizza de pepperoni cair no meu prato e entrei em choque. 
Porque Justin Bieber estava de volta. 
De volta a Londres. 
De volta a minha vida. 

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Espero que tenham gostado hahaha Att dupla, viu como sou boa? 
Obrigada a todos os comentários meninas, e vamos rezar para a sn deixar de ser lerda e descobrir quem é o Derek de verdade. 
Rezem cmg. 
É isso, até a próxima <3 

Desculpem os erros ortográficos 

Cap. 11 - Dear Angel


Dias Atuais

“Não se espante. Você deveria saber que tudo que é bom um dia acaba.”
- Harry Potter




Justin Bieber P.O.V 

Levantei-me da cama com uma dor de cabeça do caralho. Ressaca é uma das coisas piores do mundo. Fui em direção ao banheiro e joguei água na minha cara. Despertei-me um pouco e sai de lá, desci as escadas. O ruim de você morar em uma mansão é que você demora em encontrar quem quer. 

- CARTER ? 

Ninguém respondeu. Aquele infeliz só dorme. Respirei fundo e fui para a cozinha, não tinha ninguém lá. Fui para sala e nada, cara...
Cansado de andar, me sentei no sofá. Peguei meu celular e liguei para ele. 

- Alô? -Disse uma voz bem grogue. -
- Onde você está, cara? -Perguntei impacientemente. -
- Onde você acha? Vai se ferrar Justin, eu estou dormindo.
- Eu estou gritando aqui a séculos, da para descer? Eu estou na sala.
- Vai tomar no seu... 

Desliguei o telefone e encarei o teto. Minha vida deu uma mudança nesses anos que acho que nem eu esperava isso. Quem diria que Justin Bieber moraria em uma mansão. Digo, sou eu. O menino que morava em uma casinha simples em Londres. Que dividia o quarto com minha mãe. E agora moro no Canadá em uma mansão maior que eu podia imaginar em existir.
A vida da voltas. 

- O que é, seu bosta? -Disse Scott descendo as escadas e sentando no sofá.
- Ui, ele acordou nervoso. -Gargalhei. -
- Cala a boca, Bieber.
- Jake quer falar com a gente.
- Vou mandar ele a merda. -Disse mal-humorado. - 

Levantei-me rindo indo em direção a minha televisão de tela plana. Liguei-a e entrei no Skype, por lá mesmo. Sim, minha Tv é ligada a internet. Jake estava Online. Chamei-o e logo ele atendeu. 

- Fala, boys que eu amo mais que tudo. -Disse rindo. -
- Woods, antes que eu esqueça, vá à merda. -Gritou Scott. - 

Jake e eu rimos. Scott não ficava legal de manhã. Jake estava usando um casaco com gola alta, um gorro e luvas. Em Londres deve estar fazendo um frio do caralho. Aqui pelo menos não estava tão frio como lá. 

- Eu fui à gravadora ontem. 

De repente todos nós ficamos sérios. Jake morava com a gente em aqui, mas ele foi para Londres tentar fechar um contrato com uma gravadora. Digamos que todo esse dinheiro que eu tenha hoje seja por causa da musica. Eu e os meninos temos uma banda chamada ''The Guys'' que significa ''os caras'' Nome fraquinho, mas fazemos sucesso. Somos conhecidos só no Canadá. Quer dizer, aqui é nosso ponto forte. Onde está a maioria das nossas fãs e tudo. Gravamos nosso primeiro Cd, que se chama ''When i look at her'' que é ''Quando eu olho para ela.'' Nunca fui bom em me expressar, mas com a musica foi diferente. Eu cantava o que eu sentia. Na banda, eu que escrevia as musicas. Então... As musicas que eu escrevia eram como um diário. Elas falavam por mim o que eu estava sentindo. Elas se expressavam por mim. 

- E ai? -Perguntou Scott agora interessado. - 
- Bom...
- Bom... -Incentivei. -
- Eu mostrei o CD a eles, eles gostaram... Mas dizem que falta algo que não sabem o que é, então pediu para todos que vocês viessem, teremos que compor uma musica que mostre que somos capazes. Que mostre que merecemos fechar esse contrato com a gravadora.
- Que tenso. -Disse Scott. -
- Quando temos que estar ai? -Engoli seco. -
- O mais rápido possível. A audição está marcada para uma semana. E ainda não temos a musica. -Disse Jake. - 

Londres. Eu teria que ir para onde tudo começou. Para onde tudo terminou. Senti minha garganta fechar. E se ela... ela ainda morasse lá? O sonho dela era se mudar, mas e se ela tivesse ficado? E se ela me visse lá? Ela me abraçaria ou me bateria? Acho que os dois. Só de pensar nela senti meu coração bater mais rápido. 

- Justin, não precisa fazer isso, você sabe... Podemos procurar outra gravadora e...
- Depois de amanhã chego ai. -Disse decidido. -
- Tem certeza, dude?
- Absoluta.
- E você, Scott, por que está tão quieto?
- Eu topo, mas eu vou daqui a 4 dias... Tenho que ir a um casamento com Lauren, prometi a ela. -Bufou. - 

Lauren Jackson. A menina mais irritante desse universo. Como Scott a aguenta? Nem eu sei. Lauren e Scott namoravam há dois anos. Ela é o tipo de namorada chiclete e ciumenta. Fala sério, teve uma vez que Lauren veio aqui, e na sala tem varias fotos de nós pequenos têm também das meninas,Jake com Camille, eu com a Anjo e Scott com Nora. Tem uma foto cada separado com ''sua menina''. Acontece que depois que eu fui embora muita coisa mudou, eu sempre sabia o que estava acontecendo, pois os meninos me informavam, mas às vezes, eu preferia não saber... 

Enfim, Nora e Scott namoraram por 4 anos. Só que terminou por uma razão que ele nunca disse a mim e a Jake, ele deve ter feito alguma besteira, só que acontece que Scott nunca superou Nora. Você tocava o nome dela e ele ficava todo bobo. Era engraçado. E qualquer retardado mental podia ver que ele ainda a amava. E Lauren não deixou de perceber isso. Quando veio em casa, viu a foto dele e de Nora abraçados, fazendo careta para a câmera. Lauren ficou doida da vida e começou a perguntar ''Quem é ela? QUEM É ELA, ?'' E ele só de olhar para a foto, deu para perceber que era uma menina especial e foi ai que Lauren sacou tudo. Ela podia ser chata, mas não era burra. Foi ai que ela pegou a foto e jogou da janela. Scott teve um acesso de raiva. Eu e Jake tivemos que segurá-lo para não pular em cima de Lauren. Não que fosse uma má ideia... Ele chegou a terminar com ela, mas depois de 2 meses por insistência dela, os dois voltaram. Scott tinha consertado o porta-retratos com a foto e toda vez que ela ia em casa, ele escondia.
Esse é meu amigo. 

Camille e Jake nunca namoraram, mas todos sabem que sempre sentiram algo um pelo outro. Eu sei que o primeiro beijo de Jake foi com ela e o primeiro beijo de Camille foi com ele, só isso.
E eu... Se eu contasse o que aconteceu depois do dia da festa do Andrew (Aquele filho da puta mal amado, ainda sinto raiva dele). Vocês provavelmente não acreditariam. Os meninos sabiam uma parte do porque eu tinha indo embora, mas não tudo. Era complicado. Eu nunca tinha contado a ninguém, só para ela, na verdade. Por uma carta. Mas eu nunca soube se ela leu ou jogou fora. 

Quando eu fui embora, pelo motivo que eu não vou falar, Scott e Jake me ligavam todos os dias. Eles falavam que ela estava mal. Que era para eu voltar. Mas eu não podia, eu simplesmente não podia... Scott não falou comigo por cinco meses. Jake dizia que ele estava bravo comigo por estar magoando a menina que mais me amava no mundo... (Sn). Todos pensam que a coisa mais difícil que eu fiz na vida foi começar uma nova vida em um novo País, mas na verdade a coisa mais difícil que eu fiz em toda a minha vida, foi deixa-la. 

- Não sei por que ainda está com ela. -Jake me tirou dos pensamentos. - Ela é uma idiota, sem ofensas Scott.
- Verdade, eu prefiro você-sabe-quem ao em vez da Lauren. –Disse risonho.
- Lauren tem seus momentos. -Ele deu de ombros, na defensiva. –
- Jake... –Comecei. -
Agora que eu comecei vou ter que terminar, merda.
- Eu?
- Você a viu?
Scott olhou para mim com pena e Jake abaixou a cabeça.
- Ela não está mais aqui, Bieber.
Meu estomago revirou e meu coração começou a acelerar.
- Como assim ela não está mais ai?
- A mansão dos Fray's está detonada, cara... Destruída. Quando passei por lá parecia abandonada, mas eu toquei a campainha e um senhor me atendeu, só ai eu vi que era o pai dela, ele está mal desde...
- Eu sei. -O cortei. - Continue.
- Eu perguntei onde ela estava, mas... Ele disse que ela não morava mais lá. Que ela não morava há muito tempo.
- E então onde...
- Ele não me contou Justin. Sinto muito.
Jake não tinha culpa. Na verdade, o único culpado aqui, era....
Bom, era eu.

[...]


Eu ia à primeira classe, mas adivinha? Scott comprou a passagem errada. Às vezes eu acho que ele faz de proposito. Eu não estava mais no Canada, muito menos em Londres, eu estava em Nova York, à cidade que nunca dorme. Ou é Paris? Sei lá, as duas brilham o dia inteiro. Impressionante, aja luz. Tive que vir para cá ajeitar algumas coisas do nosso segundo Cd, o nosso empresário está passado uma semana de férias aqui, e eu, o bobão tive que vir atrás dele. Ele se chama Josh, e adivinhem onde eu o encontrei? No hotel mais caro daqui. Depois ele vai falir e não vai saber por quê. Josh disse que irá daqui alguns dias para Londres e blábláblá. Agora aqui estou eu, sozinho, na fila de embarque, em Nova York. Algumas meninas, bem poucas, me reconhecem e pedem fotos e autógrafos. Eu me acho todo. Estou conhecido em Nova York. Quem pode, pode. Quem não pode, se sacode. Acho que é assim o ditado. Resumindo, eu sou o fodão da parada!
Essa fila não anda, porra? Bufei e uma menina de nove anos se virou para mim.
- Moço, que horas são?
Demorei um tempinho para ver que ela estava falando comigo, olhei para meu relógio fodão que nem eu, e mais cinco minutos, nós embarcávamos. Quer dizer, eles liberavam a fila.
- Só mais cinco minutos, pequena.
Se eu tivesse na primeira classe, eu já estaria lá dentro. Lembrete mental: Matar Scott. Anotado. A menina abriu um sorriso. Ele era triste e isso mexeu comigo. Uma menina tão nova como essa não deveria ser assim, tão triste...
Humpft! Olha quem está falando.
- Obrigada.
Só ai vi que ela estava com os olhos vermelhos de tanto chorar. Olhei para as pessoas que estavam em sua frente e vi uma mulher que parecia ocupada no telefone, deve ser a mãe dela. E tinha um homem que também falava ao telefone, não só em um, como em dois! Eram aquele tipo de pais ocupados demais para dar atenção aos filhos.
- Hey, sei que não é da minha conta. –Me acheguei ao lado dela. – Mas eu não gosto de ver pessoas tristes, principalmente garotinhas tão novinhas, lindas e encantadoras como você.
Ela deu um meio sorriso. Mas logo ficou preocupada.
- Está tão na cara?
- Está. –Ri um pouco. –
- Mas mamãe e papai nem perceberam...
- É por causa deles?
Ela ficou quieta com minha pergunta. Acho que fui intrometido, não deveria ter perguntado. Droga, Bieber. Você só faz merda... Será que peço desculpas? Ou ela vai falar alguma coisa? Eu deveria ter ficado na minha... Mas ela está tão triste, precisa desabafar...
- Você já fez algo que magoou alguém? Mas que teve que fazer, mesmo não querendo? Mesmo não sendo intencional?
Eu nem precisei pensar para responder essa pergunta. Mas quando eu a ouvi eu gelei. Assim como sempre ficava ao pensar nela.
- Já. –Respondi sinceramente. – O que isso tem a ver com o assunto?
- Eu namorava um garotinho chamado Dustin. Ele não era bonito. Ele é bem feio, para falar a verdade. –Riu. – Mas ele me fazia rir, quando ninguém conseguia fazer mais isso. Ele me animava quando eu estava triste...
Garotinhas de nove anos namorando e eu ainda tentando entender o porquê de o telefone fixo ter letras, mas não dá para mandar sms, vai entender. Mas parando as piadinhas, eu a entendia. Eu acho bobo quando as pessoas falam “eles são muito novos para amar.” Não tem uma idade certa para amar. Uns descobrem o amor cedo outros tarde, e tem os que infelizmente descobrem tarde de mais. Acho que o meu caso foi à primeira opção com a terceira. Sei lá, só acho.
Ela falava do tal Dustin com tanto amor que eu me lembrei dela. Merda, porque eu sempre me lembro dela? Será que ela se lembra de mim? Provavelmente sim, mas acho que ela se lembra de mim com uma imagem negativa. Também, depois do que eu fiz...
- Mas, eu tive que me mudar. Meus pais são empresários e eu tive que deixar Dustin. Tive que deixa-lo. Mesmo não querendo. –Os olhos dela estavam marejemos. – E eu nunca mais vou vê-lo. Você tem noção, moço? Sabe como é perder alguém que você ama tanto? Que faria tudo por essa pessoa?
Senti meu ouvido zunindo e então eu não ouvia mais nada que a menina falava.
É claro que eu sabia como ela se sentia. Eu sabia como era. Eu sabia como ela sofria. Eu sabia, tanto quanto ela, que aquela dor nunca passaria por inteiro. A verdade é que o tempo não cura, apenas ameniza a dor. Mas no meu caso, acho que a anestesia acabou ou algo do tipo, porque ainda doí. Pra caralho.
Olhei para a garota a minha frente, agora ela olhava para mim curiosa, como se já soubesse a resposta e antes que eu dissesse algo, ela se adiantou e disse:
- Você sabe. –Murmurou baixinho. –
Assenti devagar enquanto senti meu estomago revirar.
- Moço, um dia para de doer?
- Quer que eu fale a verdade?
- Melhor não... Hm, um dia eu vou parar de amar ele?
Um sorriso escapou do meu lábio.
- Quando é amor de verdade, é para sempre. –Disse me lembrando de (Sn). –
Ela pareceu satisfeita com a resposta. E então a fila foi liberada.
- A gente se vê por aí...
- Justin. Justin Bieber.
- Emily Parker. Foi um prazer conhece-lo, Justin.
- Digo o mesmo, princesa.
Enquanto ela ia à minha frente, antes de sentar em seu acento, ela me olhou sorrindo:
- Se for para ser, vocês encontrarão o caminho de volta um para o outro.
Sorri verdadeiramente para ela e ela retribuiu o sorriso. Garotinha esperta.
- Tomara pequena, tomara.
E então, cada um foi para seu acento. E é, parece que essa viagem não vai ser tão ruim assim...

[...]


Olhava para a janela, entediado. Não passava nada legal na tv. Os filmes eram uma bosta. Ainda com meus óculos fechei os olhos em uma tentativa falha de dormir, mas não...
Abri os olhos bufando e me virei, vi uma menina correndo para o banheiro. Ri com a atitude dela. Logo vi a mesma voltar para seu lugar. Não vi o rosto da menina, mas já vi que ela é encantadoramente desastrada. Ri, pois ela me lembrava de alguém.
Passaram-se alguns minutos e começou a ter turbulências. Legal.
E então aqui estava eu, ouvindo uma musica básica nos meus fones de ouvido, quieto, na minha, até que ouço um choro. Ele era alto, chamando a atenção de todos. Levantei meus óculos rapidamente e vi a mesma menina se levantar e indo para outro lugar, só ai reparei que era para cá. Merda. Coloquei meus óculos de volta e esperei a menina vir até aqui. Ela finalmente levantou a cabeça e eu senti algo. Algo que eu não sentia há doze anos. Algo que eu sentia só com a presença dela. Vi a menina. Ela estava com a mão no coração, enquanto chorava, assim como a...
Meu coração batia rápido e minha cabeça doía. Não podia ser ela...
Mas então eu a olhei mais uma vez. E porra, era ela. Eu reconheceria aquele rosto que eu tanto observava que eu tanto admirava... Ela estava igual há doze anos... Com a exceção de que agora ela tinha peitos e bunda.
Caralho, respira, inspira... PUTA MERDA É ELA. É A MINHA GAROTA. CARALHO, EU TO SURTANDO. O QUE EU FAÇO?
Peguei meu celular discretamente, coloquei no google e digitei rapidamente.

“O que fazer quando reencontra sua melhor amiga depois de ter abandonado ela?” pesquisar. 

Resultados:

- Texto sobre cães...

Que merda é essa?

- Poesia de melhores amigos...

Google, estou decepcionado com você! Voltei a minha atenção para (Sn), ela mal me olhava, estava de olhos fechados e disse:
- Eu não quero morrer...
- Você não vai morrer. –falei rapidamente. -
Ela não, mas eu sim. Caralho eu estou tenso um colapso. Era ela. Era a minha pequena, que agora não é tão pequena assim. Mas era ela. A menina dos meus sonhos. A minha melhor amiga. O meu anjo.
- Eu vou, eu vou morrer sim. Eu tinha tantos sonhos... Tantas coisas não resolvidas, eu não posso morrer, entende? Ainda nem acabei de pagar meu celular. –Ela tremeu. –
Coisa boa não ia dar. Parecia que ela ia entrar em pânico. Eu precisava acalma-la. Eu precisava me acalmar!
- Eu não quero morrer. –murmurou. –
- Não vou deixar nada acontecer com você, fique calma.
Eu não ia deixar nada acontecer com ela. Nunca. Se o avião caísse eu tivesse que dar meu paraquedas para ela, eu daria sem nem hesitar. Ela é e sempre vai ser a minha prioridade. (Sn) começou a ficar com falta de ar e tremer. Ela mal respirava e eu comecei a ficar em pânico.
- ALGUEM ME AJUDA, ELA ESTÁ PASSANDO MAL!
A aeromoça se aproximou e falava algo como “se acalme moça. Respire fundo.”
- ELA NÃO ESTÁ CONSEGUINDO RESPIRAR, VOCÊ É CEGA POR ACASO? –Disse desesperado. –
Ela saiu falando que ia chamar alguém, não entendi direito. Só tinha olhos para a minha garota. Que estava quase tendo um treco, me fazendo automaticamente ter um treco também.
Os olhos dela estavam se fechando, porra. Eu não sabia o que fazer. Agora quem está tremendo sou eu! Coloquei minha mão em seu rosto, acariciando.
Isso pareceu que algo despertou nela. Ela voltou a respirar, me fazendo respirar também. Ela estava bem, era isso que importava.
- Você está bem, (Sn)? –Murmurei preocupado.
- S-sim... mas como você sabe meu nome? Quer dizer, apelido. Eu nem te falei.
- V-você disse enquanto estava com falta de ar. –Gaguejei-
Ela parecia cansada, então assentiu. Eu sabia que ela não tinha acreditado... A aeromoça entregou um copo D’agua para ela e se retirou.
- Já estamos pousados na ilha, podem sair se quiserem. - Ouvimo-la falar antes de se retirar tolamente. -
Eu olhava para ela com expectativa. Queria que ela se lembrasse. Queria que ela me reconhecesse.
- Você vai descer? –Ela perguntou. –
- Só se você descer.
- É que você é a única pessoa que eu conheço, quer dizer, mais ou menos, você me entendeu... –Falei rápido. –
- Tudo bem. –Sorriu fraco. – Vamos descer, então?
Está, se acalme Justin. Assenti e ela saiu primeiro, fui logo atrás e nossa senhora, hein. Que bunda linda. O que foi? Eu sou um homem.
-Como é seu nome?
Tá, aquela foi na minha alma. Doeu ouvir aquilo. Porque eu a reconheci. Porque eu sempre a reconheceria. Mesmo depois de mil anos. Ela não se lembrava de mim e aquilo doeu mais que tudo. Mas não tanto quando eu vi que ela não usava o colar.
- Ér... – Seja rápido, Justin. - Derek Smith.
Eu não pude falar que era eu. Eu queria que ela me reconhecesse. Não porque eu falei para ela que era eu. Infantil? Nem um pouco.
- Prazer, (Sn) Fray, mas pode me chamar apenas de (Sn).
- Ok, (Sn). –Sorri de lado. –
Eu usava óculos, para todos os detalhes. Será que se eu tirasse, ela me reconheceria?
- Está melhor? –Perguntei. –
- Sim, não ligue, eu tenho medo de altura, tanto quanto de aranhas.
Eu quis sorrir ao ouvir isso. Eu queria muito. Mas me segurei.
- Não ri, ok? Parece bobo, mas não é... Aranhas são perigosas.
- Não, eu sei. Eu tinha uma amiga que também morria de medo de aranhas. Na verdade, era minha melhor amiga.
Ah, e devo acrescentar que essa minha melhor amiga é você! Não que você deva se lembrar, obviamente não, né...
- Oh, eu a entendo.
Dei outro sorriso de lado e respondi.
- É, eu tenho certeza que sim.
E então assim que o tempo passou. Conversamos e ela me contava coisas de sua vida e eu da minha vida. Meu peito doía ao ouvir todas aquelas coisas, todas aquelas coisas que eu perdi em sua vida, que eu não estava presente. Eu era tão idiota. (Sn) podia estar mais madura, mais eu ainda via no fundo de seus olhos aquela garotinha por qual eu me apaixonei. Por qual eu sou apaixonado. Ela desmaiou fazendo eu a carregar preocupado para o avião. Ela dormiu por horas. E eu fiquei a observando. Ela era tão linda. Tão delicada. Parecia realmente um anjo. O meu anjo. Ela acordou um tempo depois, me fazendo me sentir mais calmo. A levei para fora e fiz a mesma comer. Ela recusou, mas depois cedeu.
Então estávamos vendo as estrelas. Ela dava nome as estrelas, acreditam?
- Aquele era Spike...
E então me contou sobre seu coelho que tinha ganhado aos 15 anos. Logo falou que outra estrela era sua mãe. O que fez meu coração doer. Clary. Era uma ótima pessoa, era minha futura sogrinha e eu devia muito a ela. Só pelo o fato de (Sn) existir.
E então, ela apontou para uma estrela brilhante, afastada das outras. Ela se destacava no céu.
- Essa é quem?
- Drew.
Eu fiquei paralisado e senti meu coração querer sair do peito. Senti uma vontade de beija-la. Ela se lembrava de mim. Ela não me esqueceu. Ela pensa tanto em mim, tanto quanto eu penso nela.
- Ele não morreu. Mas mesmo assim, ele se foi...
- Quem era o Drew? –Perguntei. -
Sem hesitar, ela respondeu:
- Meu primeiro amor.
E aquela resposta, era tudo que eu precisava ouvir. Eu não sabia se chorava ou se sorria. Eu não respondi nada. Não tinha o que responder. (Sn) tinha sido o primeiro amor de Justin, não de Derek.
- E você?
- Eu o que?
- Quantas mulheres você já amou? –Ela deu um sorriso. –
- Hm, uma.
- Sério?
- Sim, quando você ama uma pessoa, é para sempre. Não importa o tempo. Ele pode mudar muitas coisas, menos uma, quando é verdadeira: o amor.
Ela olhou para mim com os olhos brilhado e por um momento eu penso que ela me reconheceu. Mas então vejo que eu estava errado e suspiro decepcionado.
- O que você viu nela? –Perguntou. –
Ela estava me testando. Estava me testando para ver se eu era apenas um canalha fingindo ser um Romeu ou se eu era um Romeu de verdade. Só que... Eu era uma mistura dos dois.
Eu não soube o que responder de imediato, mas então eu a olhei. Ela estava fazendo nó com seu próprio cabelo e ria daquilo. Ela é doida, chata, irritante, teimosa, infantil, linda, brincalhona, mas séria ao mesmo tempo, ela é insuportável, rebelde, certinha, forte, meiga, minha e... Única.
- Tudo que eu nunca vi em ninguém. –Respondi sincero. –
Ela deu um sorriso lindo, e então constatei que aquela foi à resposta certa. Ela se aproximou de mim e deitou sua cabeça em meu ombro. A puxei para mais perto e então ela encostou sua cabeça em meu peitoral e eu fiz carinho na mesma.
- Derek? – Me chamou sonolenta. -
- Hm?
- Fico feliz de ter sido você com quem estou presa nessa ilha.
E então ela caiu no sono, mas não antes de eu responder baixinho “Eu também, Anjo.” 


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Desculpem os erros ortográficos 

Obrigada por comentarem, meninas! Esse capitulo tá bem grande, não reclamem hahaha vou postou o outro, isso mesmo, att dupla! 
E em breve postarei o primeiro de AIWIY reescrito <3 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cap. 10 - Dear Angel



" Nunca diga adeus, porque dizer adeus significa ir embora. E ir embora significa esquecer."
- (Peter Pan)




[ antes de começar, se você quiser ler em versão interativa, clique: aqui. Boa leitura ;)] 

Dizem que com o tempo você esquece e supera certas coisas. Eu posso afirmar para vocês que isso é mentira. Totalmente mentira. Basta olharem para mim. Passou-se 12 anos. 4.380 dias. E eu ainda não consigo ouvir o nome dele sendo pronunciado. Ainda não consigo pensar nele sem meu coração acelerar. Ainda não consigo ficar sem ele. Ainda não consegui superar que ele tinha me deixado. Dizem que eu sou forte, pois eu passei por varias situações nada agradáveis de cabeça erguida, posso ter caído durante o caminho, mas sempre me levantei sozinha. Mas eu não me considero uma pessoa forte. Na verdade, eu me considero bem fraca. Sério. Eu até peguei trauma de Anjos. Olha para mim, eu desmaiei só de ver a tatuagem do cara, eu sou patética, sou fraca.

Eu sou um nada. Sem querer me desvalorizar e tal, mas é isso que eu sou. De verdade. Me fala, que garota de 25 anos ainda não esqueceu o primeiro amor? É tão ridículo. É tão... Eu. Nora sempre me disse para eu seguir em frente, que eu tinha que esquecê-lo. Era fácil para ela. Só que não para mim. Todas as minhas lembranças, todos os meus melhores momentos, eram com ele. Ficava meio difícil esquecê-lo. E eu... Bom, eu não queria esquecê-lo. Eu não queria apagar tudo da minha mente, eu não queria superar, pois por bem ou por mal, as memórias eram a única coisa que sobrou dele. Era o único meio de eu ficar mais perto dele.
Meus olhos estavam ainda fechados. Antes de desmaiar vi a cara de preocupação de Derek e eu posso jurar que eu o ouvi falando para mim ''- Anjo, você está bem?'' Mas acho que eu estou meio louca. Ultimamente eu estou vendo coisas que não são reais. Sonhando com coisas que sei que não vão acontecer. Eu preciso, urgentemente, ir para um psicólogo. Quando chegar a Londres essa vai ser a primeira coisa que eu vou fazer, sério. Abri meus olhos devagar, pois Derek deve estar achando que eu morri. Surpreendi-me quando vi que não estava mais na praia e sim de novo no avião. Ainda estávamos na ilha, pois o avião não estava em movimento. Eu estava deitada em um banco, só depois percebi que era o mesmo que estava sentada com Derek no avião. Levantei-me devagar e minha cabeça doía. Parecia que eu estava de ressaca, só que a dor era pior. Uau será que quando eu desmaiei minha cara caiu em cima de uma pedra? Possivelmente, eu não sou uma pessoa muito sortuda, sabe. Não tinha ninguém no avião. Sentei-me e encostei minha cabeça na janela. Olha como minha vida está. Olha onde eu fui parar. Realmente, quem diria... 

- Finalmente acordou, Bela adormecida. -Uma voz doce disse. - 

Sorri sem olhar para trás. É incrível como essa voz me trás tranquilidade. 

- Oi para você também, Derek. 

- Oi. -ele sentou ao meu lado. - Está melhor? 

- Minha cabeça dói um pouco. -Resmunguei. - 

- É, quando você desmaiou você bateu a cabeça no chão com tudo. Sorte que estávamos na areia, mas mesmo assim deve ter machucado um pouco. -Ele disse passando a mão na minha testa delicadamente, me fazendo fechar os olhos. - 

- Por favor, fala que não está roxo. 

Ele hesitou. 

- Tudo bem, não está roxo. 

- Não minta para mim! -Disse abrindo os olhos e encarando Derek. - 

- Tá, quer a verdade? Tudo bem, isso tá parecendo uma uva de tão roxa que está. 

- Ai, assim você me magoa. 

Ele riu e balançou a cabeça. 

- Dramática. 

- Por quanto tempo eu apaguei? -Disse ignorando o comentário dele. - 

- Por bastante tempo, se você não percebeu já são duas da tarde. 

-Nossa, eu apaguei mesmo, hein. 

- Sim, e tenho duas noticias para você. 

- Fala. 

- Qual quer primeiro, a boa ou a ruim? 

- A ruim. 

- Só sairemos da ilha amanhã de amanhã. 

- E a boa? 

- É que você terá mais horas com a minha ilustre presença! 

Eu gargalhei, fazendo Derek prender um sorriso. Observei ele de novo, hoje ele estava com uma calça Jeans e uma blusa de manga cumprida branca, ainda usava seus óculos escuros, mesmo estando dentro do avião. O que eu, sinceramente, não entendi. Mas ignorei esse fato. Derek me ajudou a levantar, como um bom cavalheiro, ele colocou uma de suas mãos em minha cintura, pois eu estava meio tonta. Saímos do avião e tinha uma mesa de madeira ali no meio com algumas comidas em cima. 

- Sorte que tinha comida no avião. -Ele me disse. - 

- Sorte mesmo. 

Ele me conduziu até a mesa, mesmo eu dizendo para ele que não estava com fome, e ele retrucou me falando que eu precisava comer, e blábláblá. O mesmo papo furado de sempre. Assenti, pois vi que ele não desistiria facilmente. Comi uma coisa lá, bebi um pouco de água e voltei para dentro do avião. Derek me acompanhou e ficamos conversando a tarde inteira. Descobri que ele morava com os amigos e isso me fez rir e responder que eu também. E ele logo fechou a cara e eu corrigi rapidamente, os ‘‘amigos'' para ''amigas. '' O que melhorou a cara dele. Descobri que ele não tem namorada (Obrigada, Deus.). E que ele está indo para Londres fazer uma audição lá com uma gravadora. O que me fez ficar feliz por ele. O garoto tinha talento. Contei a ele que estava desempregada e que tinha que voltar para Londres, que a situação lá em casa não estava das melhores, mas que não planeja ficar muito tempo por lá. Disse também que minha vida estava uma completa bagunça e que eu precisava voltar logo. Ele perguntou também se eu tinha namorado e eu disse a verdade, ou seja, não. Era incrível como o tempo passava rápido ao lado dele. Já estava a noite e resolvemos sair. Pois o avião já estava enchendo e muitas pessoas estavam indo dormir. Sentamos de baixo de uma palmeira e olhamos para o céu. Era uma noite estrelada. 

- Sabe, quando uma pessoa querida se vai, eu coloco o nome dela nas estrelas. 

- Sério? -Ele disse surpreso. - 

- Sim. Está vendo aquela pequena ali, bem brilhante? -Apontei. - Essa é o Skip. 

- Skip? 

- Meu coelho, que ganhei quando tinha 15 anos. -Ri. - 

- Ah, descanse em paz, Skip. 

- Está vendo aquela ali, a mais brilhante de todas? 

- To, quem é? 

- Minha mãe. -Disse ainda olhando para as estrelas. - 

Ele parou de encarar as estrelas e olhou para mim. Seus olhos tinham tristeza e... culpa? 

- Eu sinto muito, de verdade. 

- Tudo bem. -Dei de ombros. - Acho que... era a hora dela. 

Ele assentiu devagar, ainda triste. E eu também estava, quer dizer, eu tinha apenas 15 anos quando perdi minha mãe. Ela não me veria casar, ela não veria os netos dela, ela não estaria mais aqui. Eu nunca mais a veria. E isso era triste. Quando ela se foi, uma parte de mim também tinha ido. E ela nunca mais iria voltar. É difícil você perder alguém que você ama tanto. Mas mais difícil ainda quando você perde sua heroína, a mulher que te deu a vida, sua mãe... Ela às vezes pode ser chata com você, mandar você sair do computador para estudar, te dar bronca, proibir de chegar tarde em casa, mas ela só briga com você, ela só faz tudo isso, porque quer o seu bem. E então não reclame da sua mãe, porque pelo menos a sua está do seu lado, tem pessoas que não podem ter isso... Como eu. Você mesmo estando brava com sua mãe, ela está lá para você pedir desculpas. A minha não. A minha está em um lugar muito distante, um lugar que eu nunca mais vou poder vê-la. 

- Ei, não fique triste. -Disse tentando descontrair o ambiente. - Anjos não morrem, apenas voltam para casa. 

Ele olhou para mim e sorriu de canto de novo. Era um sorriso parecido como "estou orgulho de você." Eu não gostava de ficar triste. Eu fazia de tudo para sorrir, mesmo que às vezes esse sorriso fosse falso. Não gosto de me sentir fraca. Dei um sorriso fraco e voltei a ver as estrelas. 

- Está vendo aquela ali? –Apontei de novo. - 

- Qual? 

- Aquela meio afastada das outras, mas mesmo assim brilhante e especial? 

- Sim, estou vendo. Essa é quem? 

- Drew. 

Ele ficou paralisado e olhou para mim devagar. Seus olhos estavam brilhando muito por trás dos óculos. Dava para ver. Continuei depressa: 

- Ele não morreu. Mas mesmo assim, ele se foi... 

- Quem era o Drew? 

Sem hesitar, respondi. 

- Meu primeiro amor. 

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Eu sempre estragando o clima do casal hauahuah  tudo bem galera? Vou desabafar. Enfim, estou triste. Vocês somem. Tudo bem, eu sumo, mas volto. Vocês somem e não voltam. Eu fico chateada com isso. Eu estou pensando seriamente em excluir o blog :/ Se vocês não estiverem gostando da fic, tudo bem, eu excluo ela e começo outra, mas falem, para eu saber, né...
Eu demoro para postar, eu sei. Mas vou explicar.
Eu tenho outras fics que não são postadas aqui, ela são interativas. Eu tenho, ao total, cinco fics. Sim, cinco. E eu preciso escrever elas também, então fica meio difícil. Eu também fiz uma fic de natal que logo postarei aqui no blog, é uma short, e fiz outra short também, que em breve postarei aqui também. E uma das fic's que eu tenho, é AIWIY, sim, eu estou reescrevendo ela. Por isso peço paciência, e da trabalho escrever. Quem escreve fic, sabe. Então, comentem, por favor. Isso motiva muito o autor. Sei que é chato e da preguiça, mas um simples ''continua'' já me deixa feliz. 
É isso, bjs <3
E quero agradecer especialmente aqueles que sempre comentam, obg galera, vocês são as melhores leitoras de todos os tempos <3


E desculpem os erros ortográficos 


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Cap. 9 - Dear Angel

Dias Atuais

“O menino nunca mais chorou e nunca mais se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir e que ser amado é ser destruído.”- (Cidade dos Ossos)





Não me virei. Continuei a andar mais rápido para meu lugar. Mas então senti uma mão segurar meu pulso. É agora. Respira. Meu deus. Eu estou sem ar, eu estou sem ar...
Eu vou morrer. Socorro. 

- Me solta. –Dei um gritinho histérico. – 

Virei-me, agora era a hora da verdade. Com o coração martelando no meu peito, vi que não era o menininho de 13 anos que eu era perdidamente apaixonada, e sim o carinha do avião. É, ótimo, agora estou tento até ilusões. 

- Pode se sentar? O comandante vai dar um aviso importante. 

- C-claro. –gaguejei. – 

Eu estou mal. Respirei fundo. Mas eu ainda me sentia observada. E não era pelo carinha do avião. Fui para meu lugar. Justin ? Eu estava doida. Eu nunca mais o veria. E se sim, eu o reconheceria? Passaram-se 12 anos... 
Fora que eu não sei qual seria minha reação. Acho que raiva. Raiva por ter me deixado sem nem dizer adeus. Por ter sido um covarde. Por ter deixado uma ferida no meu coração que nunca mais se cicatrizaria. Logo o comandante falou: 

- Teremos que aterrissar na ilha mais próxima. Estamos com algum problema no avião, que resolveremos logo. Para não causar nada, pararemos na ilha. Obrigada. 

Logo fiquei com falta de ar. Meu deus. Vamos ficar no meio de uma ilha do meio do nada. Que nem Lost. Que nem vôo 99. Minha cabeça estava girando. Eu não quero morrer. O avião vai cair. É isso. Acabou tudo. 

-Eu não quero morrer, eu não quero morrer... 

Fiquei repetindo até que o gorducho ao meu lado acordou aleluia irmãos! Ele viu como eu estava e chamou a aeromoça para me socorrer. Até que ele não é tão inútil assim. Valeu Baleica.

A aeromoça disse que era para eu me acalmar que tudo estava sob controle, quase mandei ela tomar no cú. Mas me controlei. O avião deu uma decida e depois uma subida, me fazendo ter um ataque cardíaco. Ok, quase. Comecei a chorar. É isso ai. Eu choro que nem um bebê quando fico nervosa. O gordinho ao meu lado também estava assustado. Aeromoça pediu para eu me sentar em outro lugar, lá no fundo, pois o pessoal da frente estava reclamando da minha choradeira. Desculpa se eu tenho amor a minha vida. Tinha só um único lugar, lá no fundo do avião, tinha um menino que aparentava ter a minha idade. Ele estava de óculos escuros, escutava musica, calça Jeans, blusa preta básica. Gato. Bem gato.
Na verdade, muito gato. Pegava fácil, fácil...
Ok, chega. 

Eu chorava compulsivamente, não que eu não estivesse com vergonha, eu estava, mais meu medo de morrer era maior. Por isso não liguei quando o gatinho do meu lado ficou me encarando de boca aberta. Eu estava com uma mão no coração e outra tirando o cabelo da minha cara. Quando eu choro, eu coloco uma mão no coração, pois parece que eu estou amenizando a dor, faço isso desde pequena, não liguem. Eu devia estar linda, maquiagemborrada, cara inchada, vermelha que nem um pimentão. Vai ver é por isso o gatinho tá paralisado me olhando, deve estar me achando pirada. Não que eu ligue, porque eu não ligo.
Ok, só um pouquinho.

O menino ainda me encarava de boca aberta. Tá, isso já está ficando chato...
Senti o avião descendo, e dei outro grito. É agora. Eu não quero morrer, eu sou muito nova ainda. EU NÃO QUERO MORRER. 

- Você não vai morrer. –Disse o garoto ao meu lado. – 

Sua voz era calma e rouca, era bem... sexy. Mas não foi isso que me chamou atenção, a voz dele era familiar... Era bem familiar. Familiar demais.
Mas eu não me lembrava da onde eu conhecia. Merda de memória. E droga, eu gritei a ultima parte? Pensar alto é tão bleh. 

- Eu vou, eu vou morrer sim. Eu tinha tantos sonhos... Tantas coisas não resolvidas, eu não posso morrer, entende? Ainda nem acabei de pagar meu celular. –Tremi. – 

Quando eu tremo não é nada bom. Pois isso significa que eu estou entrando em pânico. E quando eu entro em pânico... vish. 

- Eu não quero morrer. –murmurei. – 

- Não vou deixar nada acontecer com você, fique calma. 

Senti minha garganta fechando e minha visão embaçada. Não ouvia mais nada. Só o som do meu coração. Falta de ar. Eu estou com falta de ar. Senti o avião descer mais, mas não gritei, estava mais ocupada tentando achar ar. AR PRECISO DE AR. Oxigênio. Preciso de oxigênio. Isso já aconteceu comigo, não nessa mesma situação, obvio. Foi quando eu descobri que minha mãe tinha morrido. Eu entrei em pânico, pois sabia que minha vida tinha acabado ali. Sabia que minha felicidade tinha morrido com ela. Logo depois entrei em depressão pela segunda vez. Foi um período difícil. Consegui ver o garoto ao meu lado, tudo borrado, mas vi que ele estava gritando algo, não parecia ser comigo, ele estava em pânico também. Mas não por ele, mas parecia que estava em pânico por mim, o que era estranho sendo que nos conhecemos sei lá, agora? Voltou sua atenção para mim. Segurou meu rosto com uma de suas mãos e ual, macias.
Enfim, seu toque despertou algo em mim. Vi minha visão clarear de novo e o ar voltar. Isso foi estranho. Respirei fundo, tentando pegar mais ar. E consegui. Meu coração ainda estava acelerado, mas eu já respirava. O garoto ao perceber isso, pareceu mais aliviado. Vi seus olhos brilhando por trás dos óculos.

- Você está bem, (Sn)?

- S-sim. 

Mas espera... 

- Como sabe meu nome?  Eu nem te falei. 

- V-você disse enquanto estava com falta de ar. –Gaguejou- 

Eu não acredite, mas eu estava tão cansada, e ainda com medo de ficar na ilha, que assenti.
A aeromoça me entregou um copo de água, e eu bebi de uma vez só. 

- Já estamos pousados na ilha, podem sair se quiserem. 

Assenti com a cabeça. Percebi que algumas pessoas saiam. Outras ainda estavam sentadas que nem nós.
O menino ao meu lado me olhava com ansiedade. Parecia que ele esperava alguma coisa de mim.
Eu só não sabia exatamente o que. 

- Você vai descer? –Decidi puxar assunto. – 

- Só se você descer. 

Tá, você é gatinho, mas vai com calma... 
Acho que ele percebeu minha reação e corrigiu rapidamente. 

- É que você é a única pessoa que eu conheço, quer dizer, mais ou menos, você me entendeu... –Falou tão rápido que mal entendi. – 

Na verdade, eu não entendi não. Mas assenti, não queria ser mal educada. Ainda mais com um gato desses. 

- Tudo bem. –Sorri fraco. – Vamos descer, então? 

Ele assentiu e eu levantei primeiro, e ele logo depois. Limpei meu rosto, que ainda estava molhado pelas lagrimas. Sai e fazia um calor do cão, lá fora. Quis voltar de novo para o avião, mas o menino já estava do meu lado, e eu não o faria voltar tudo só porque eu sou um pouco mimada. 

-Como é seu nome?

Ele pareceu desapontado com a pergunta. Pareceu até sentir dor ao ouvir a pergunta. O que me fez ficar desconfiada. Qual é a desse cara? 

- Ér... –ele pensou um pouco. - Derek Smith. 

- Prazer, (Sn) Fray. 

- É um prazer conhecê-la também. . –Sorriu de lado. – 

E sei lá, aquele sorriso me fez sorrir automaticamente também. Preciso me controlar. Eu achei estranho, parecia que eu o conhecia há anos. Mas ao mesmo tempo não.
Seu sorriso era lindo, mas ao mesmo tempo triste. Eu não sabia o porquê. Ele era murcho. Mas mesmo assim era bonito. Isso é possível? Parece que sim. Não conseguia ver seus olhos muito bem, pois as lentes dos óculos eram escuras. 

- Está melhor? –Perguntou me olhando com atenção. – 

- Sim, não ligue, eu tenho medo de altura, tanto quanto de aranhas. 

Ele quis sorrir quando eu falei isso. Tive certeza. Nem precisei olhar para saber disso. 

- Não ri, ok? Parece bobo, mas não é... Aranhas são perigosas. 

- Não, eu sei. Eu tinha uma amiga que também morria de medo de aranhas. Na verdade, era minha melhor amiga. 

- Oh, eu a entendo. 

Ele deu outro sorriso de lado. 

- É, eu tenho certeza que sim. 

A ilha era pequena, não tão pequena, parecia que tinha coisas por trás daquele mato. Não seria eu que ia checar. Pode apostar, essa seria a ultima coisa que eu faria. O avião estava na praia, onde nós estávamos. Algumas pessoas tentavam achar sinal, outras estavam sentadas na areia, calmos. Outros reclamavam com o piloto. Eu estava em pé, sem saber o que fazer. Nunca passei por uma situação dessas. Eu não gostava de avião, depois que aconteceu isso, agora eu odiava.
Eu não sentia medo de navio, mas eu morria de medo de avião. Vai entender. Eu só uso o avião quando não tenho outra opção. Minhas amigas achavam bobo meu medo, falavam que já estava provado que é mais seguro andar de avião do que sair na rua. Até parece. Estou vendo. Pesquisa fajuta. Derek olhou para meu pescoço, e ficou decepcionado quando viu que não tinha nada. Decepcionado era pouco, parecia que está sofrendo. Ele é bem estranho... Ainda bem que é bonito. 

- Vamos se sentar? –Ele disse. – 

- Vamos. 

Andamos e nos encostamo-nos a arvore que tinha ali perto. Estava começando a escurecer, o que não era nada bom. Só queria ir para casa. 

- Parece que não vamos sair daqui tão cedo. –Disse Derek . 

- Eu quero ir para casa logo. –Choraminguei. – 

- Mora onde? 

- Em Londres. Quer dizer, Nova York, mas vou passar um tempo em Londres. E você? 

Ele pareceu surpreso ao ouvir que eu morava em Nova York. Logo respondeu minha pergunta. 

- Moro no Canadá. 

- Já ouvi falar muito bem de lá. 

- É maneiro. –Deu de ombros. – Vou passar um tempo também em Londres. 

- Legal. Já foi lá? 

- Eu morei lá quando era pequeno. –Me deu um olhar intenso. – 

- Eu também. Vai ver a gente se conheceu e nem se lembra. –brinquei. – 

- É, vai ver é isso mesmo. –Sorriu torto. – 

É, acho que acabou o assunto. Depois disso ele ficou quieto e eu também. Droga. Odeio silencio. Ele me constrange. Sentia Derek me observando. Eu sentia isso. Sentia seus olhos em mim, mas não de uma forma maliciosa e sim carinhosa, era como se eu fosse algo precioso que ele perdeu no passado e agora, finalmente, reencontrou. Vai entender. Olhei para ele com o canto do olho, para eu pegar ele no flagra, e então ele ficar com vergonha e parar de me encarar.
Mas isso não aconteceu. Só uma parte. Eu o peguei no flagra. Mas ele não ficou envergonhado, nem parou de me encarar. No final quem ficou com vergonha fui eu. Sempre me ferro.

- There's a dream, That I've been chasing, Want so badly for it to be reality, And when you hold my hand, Then I understand, That it's meant to be 

Ele cantarolou. Era uma letra bonita. Mas nunca tinha ouvido ela antes. Estranhei, uma musica dessas devia ser conhecida. Ele agora não me encarava mais, ele olhava para o céu, que já estava escurecendo. Seus olhos estavam fechados e o vento batia em seu rosto. Ainda usava seus óculos. Continuou a cantarolar.

- It's like an angel came by, and took me to heaven, like you took me to heaven girl, Cuz when I stare in your eyes, It couldn't be better, I don't want you to go, oh no soo 

Aposto o Martin (mesmo que não tenha mais ele) e Bubble (meu novo celular) que meus olhos deveriam estar brilhando. O menino podia ser um pouco estranho, mas ninguém podia falar que ele não tinha talento.

- So let the music it blast, We gon' do our dance, Praise the doubters on, They don't matter at all, Cuz this life's too long, And this love's too strong, So baby know for sure, That I'll never let you go… 

Ninguém mesmo. A letra me tocou de uma forma que eu não saberia explicar se alguém me perguntasse. Ele balançava a cabeça de vagar, no ritmo da musica. Sua voz era mágica. Acalmava qualquer pessoa. Inclusive eu. Não me importava mais se estava presa em uma ilha por sei lá quanto tempo, contanto que eu ouvisse sua voz.
Ele parou de cantar e parou de olhar para o céu. Olhou para mim de novo e sorriu. Era engraçado, porque ele não sorria abertamente, só de lado. Mas era um sorriso lindo assim mesmo. E eu ainda, juro, que vou fazê-lo sorrir abertamente. Que diabos eu estou falando? Assim que saímos daqui, nunca mais vou ver ele. 

- Você tem talento. 

- Obrigada. –Disse envergonhado. – 

Ai que bonitinho, ele está vermelho. Tá muito vermelhinho. Parecendo um tomate. Acho que vou morder ele. Uma das coisas que eu acho mais fofas no mundo são pessoas envergonhadas, da vontade de morder. Sério. 

- Você tem muito talento. Sério, eu não sou de elogiar qualquer um não, viu? Você não tá entendendo... sua voz... ela... meu deus, é perfeita

Eu não parava de falar, agora que comecei não vou parar tão cedo, não. Ele me olhava com seu típico sorriso de canto, mas não dizia nada. 

- Quer dizer, ual, você que compôs essa musica? Porque ela é maravilhosa. Mesmo se não tenha sido você, ficou perfeita na sua voz. Você é cantor ou algo do tipo? Porque se não, você pode ser e... 

- Obrigada. –Ele disse meigo. – Eu fico feliz em estar sendo elogiado, principalmente por você. 

Derek safadinho. Já dando em cima de mim? E se eu tivesse namorado? Mas eu não tenho. Ri envergonhada e olhei para outro lado. 

- Só estava falando a verdade. 

Quando voltei a encarar Derek, ele não olhava mais para mim. Observei seus braços e ele tinha bastante tatuagem no braço esquerdo, devo dizer. Mas tinha uma, que me chamou a atenção.
Era uma pequena e simples. Era um pouco abaixo da manga de sua camisa, um pouco isolada das outras, como se fosse especial. Apenas com cinco letrinhas que fizeram meu coração disparar.
Estava escrito “Angel.” 

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Demorei, mas cheguei! Enfim...
Sacaram, né? kspaksopska E ai, gente bonita. Gostaram? sim? não? 
Mas enfim, EU PASSEI DIRETO, SEM RECUPERAÇÃO, UHULLLLL
TO MUITO FELIZ! E como estou de bom humor, vou colocar spoiler do capitulo 10, aproveitem...

"Todas as minhas lembranças, todos os meus melhores momentos, eram com ele. Ficava meio difícil esquecê-lo. E eu... Bom, eu não queria esquecê-lo. Eu não queria apagar tudo da minha mente, eu não queria superar, pois por bem ou por mal, as memórias eram a única coisa que eu tinha dele. Era o único meio de eu ficar mais perto dele.''

É isso ai, espero que tenham gostado e até a próxima gatinhas ;) 

Respostas dos comentários--> yes, aqui mesmo!
Já viram o trailer de D.A? Se não --> aqui
E se quiserem entrar em contato comigo --> twitter

bj 


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cap. 8 - Dear Angel



“Se tivesse um amigo que nunca mais fosse ver… O que você diria? Se pudesse fazer uma última coisa para alguém que ama… O que seria? Faça. Diga. Não espere. Nada dura pra sempre.” 
- (One Tree Hill)





Onde eu estava afinal? Legal, eu me perdi. Comecei a correr, mas eu não reconhecia nada. Parecia tudo borrões. Eu não conseguia enxergar direito. Cansada, me sentei de baixo de uma arvore pelo que parecia. Encostei minha cabeça lá e suspirei alto. 




- Oi. 



Quem disse isso? Eu conhecia essa voz. Sei que conhecia. Olhei ao redor, mas não vi ninguém. Estava começando a ficar com medo. 



- Quem é que está falando? –Gritei de volta. – 



Mas ninguém respondeu. 

Senti um calafrio. Não sei bem por que. Coisa boa não era. 



- Sou eu, Anjo. –E então enfim apareceu. – 



Meu coração parou naquele momento. Lá estava Justin. Com suas roupas largas e seu boné. Ele tinha um sorriso lindo. Justin tinha a mesma aparência de 13 anos. Ele correu até mim e me abraçou e então eu ainda chocada, o abracei de volta. Olhei para baixo e vi que eu também tinha 13 anos. Como é... 



- Não é possível. –Sussurrei. – 



- Claro que é, Anjo. 



- Você não pode ser real. Isso não pode ser real. 



- E porque não? 



- Você me deixou. –Disse com voz falha. – 



- Eu nunca a deixei. Sempre estive com você, Anjo. 



- Não, não... 



- Eu estava aqui, sempre estive. 



- Aqui aonde? 



E então ele sorriu e veio até mim. Eu não me mexi. Ele pegou minha mão e levou até meu coração. 



- Em seu coração. 



Meus olhos se encheram de lagrimas na mesma hora. Tentei abraçar Justin mais uma vez, mas ele estava sumindo aos poucos. 



- Jus, não vá embora. –Disse já chorando. – 



- Tá tudo bem, Anjo. Não chore. 



- Fica comigo. –Murmurei. – 



E então ele sorriu. Foi um sorriso tão lindo. Era estranho, por um lado. Quer dizer, fazia tanto tempo que eu não via esse sorriso, esse rosto... Mas de alguma forma, era tão familiar. Ele sempre esteve na minha memoria e acho que sempre estaria. E então, antes de sumir completamente disse: 



- Nos vemos em breve. 



E então ele se foi. 



Xx 


Acordei assustada. Olhei ao redor e eu estava em meu quarto. Tudo estava do jeito que eu deixei quando dormi. Eu levantei e fui ao banheiro, joguei água em meu rosto e me olhei no meu rosto. Aparentava ter a idade que tinha. 25 anos. E então eu me toquei, foi tudo um sonho... 
Nada daquilo era real. 


É triste, você sonhar com algo que você sabe que não pode ter. Que não vai acontecer. Lagrimas escorreram pelo meu rosto. E então, pela primeira vez eu desejei voltar para casa. Desejei que minha mãe estivesse viva. Desejei que Jus estivesse aqui comigo. Desejei que tudo isso fosse um pesadelo. Mas não era. Era real. 

Nada disso iria acontecer. Eu sabia que não. Então joguei água no rosto de novo e fiz a única coisa que eu podia fazer. 

Seguir em frente. 



Xx 


Depois daquele sonho ou pesadelo, não sei dizer, voltei para a cama e dormi mais um pouco, acordei e aqui estou eu. Arrumando minha mala. Colocava tudo na mala com cuidado, acho que não esqueci nada... Quando estava saindo, vi uma caixa de baixo da cama. Oh, sim. A caixa. Peguei-a e coloquei na mala. Historia para depois, enfim, Nora quase teve um treco quando descobriu que eu fui despedida. Ela sabia o que aquilo significava. Camille também ficou mal. Kate e Daniel ainda não sabiam, eles devem estar fazendo sabe sei lá o que, sabe sei lá aonde. Eu iria embora à tarde. Olhei para meu quarto e não tinha quase mais nada. Senti um aperto no coração. Não sou boa com despedidas, nunca fui. Seja com uma pessoa, um objeto, um lugar... eu odeio despedidas. Pois você querendo ou não, é um Adeus. 


Peguei minhas malas e sai do meu quarto. Nora e Camille estavam na sala. Elas estavam com cara de enterro, mas eu as entendia. Tanto tempo juntas, conversando, rindo, dividindo segredos, uma casa, comida, e então, de repente, tudo acaba. Cams tentou sorrir para mim, mas foi em vão. 



- O táxi está em baixo. –Murmurou Nora sem olhar para mim. – 



- tudo bem, vocês vão ao aeroporto comigo? 



- Obvio! –Disse Camille. – Tentei ligar para a Kate e Daniel , nenhum dos dois atendeu. 



- É, parece que vou ter que ir sem me despedir deles. –Disse chateada. – 



- Você sabe que não precisa ir. –Disse Nora, pela primeira vez olhando para mim. – 



- Eu e meu pai tínhamos um acordo, Nora. 



- Eu sei, mas... não quero que você vá. 



- É, nem eu. –Dei um sorriso de lado. – 



Antes de mais alguém se pronunciar, o cara do táxi tocou a buzina impacientemente. Olhei para Nora e Camille e respirei fundo, era hora de ir embora. 



Peguei minhas malas, e as duas me ajudaram, elas saíram na frente, me deixando por ultimo, antes de sair, olhei em volta e sorri torto, tudo isso aqui faria falta. E então, varias memorias passaram como flashes em minha cabeça. Eu e Waters jogando wii na sala. Eu e Nora cozinhando, ou melhor, queimando as coisas na cozinha. Camille entrando no meu quarto sem pedir, Kate dormindo no sofá... coisas que não voltariam a se repetir. 



Respirei fundo e sai antes que eu começasse a chorar. Nora e Camille já estavam dentro do táxi, dei minha mala para o taxista e entrei também. Nenhuma de nós conversou no caminho. E não seria eu que quebraria o silencio. Depois de alguns minutos, chegamos ao aeroporto, paguei o taxi e peguei minhas malas, depois peguei um carrinho e coloquei todas elas dentro. Meu voo saia as... olhei no relógio, faltava 10 minutos. 



Eu sempre estou atrasada, meu Deus. 



Nora e Camille me olhavam com os olhos cheios de lagrimas e eu corri e abracei as duas.



- Se cuida, pirralhinha. 



- Cala a boca, Grey. Temos a mesma idade. 



- Eu sou mais madura, você sabe... 



- Ah, claro –Cams revirou os olhos. – Se cuida, (Sn). Qualquer coisa liga e a gente vai correndo para Londres. 


Assenti com a cabeça, eu sabia do que ela estava falando. Digamos que Londres não me trazia boas lembranças... Camille me abraçou mais uma vez e falou como uma mãe preocupada, que qualquer coisa era só ligar, que eram para eu tomar cuidado, essas coisas... Camille sempre foi a mamãe do grupo. Nora era sempre a mais durona, mas ela nesse momento parecia a mais frágil do grupo. Abracei minha melhor amiga com toda força que pude. De todas elas, Nora era a mais especial. Conhecíamo-nos desde que nascemos praticamente. Não que eu não amasse as outras, mas... Nora era Nora. 
O voo chamou, sai correndo para não perder o avião. Olhei a ultima vez para trás e as duas estavam abraçadas chorando, eu também chorava. Dei um sorrisinho e elas retribuíram. Peguei minha mala e corri mais rápido. Kate e Waters deveriam estar aqui. Eu realmente gostaria de ter me despedido deles... do casal melação. 


[...]




O avião não estava tão cheio, eu já estava aqui enfurnada a duas horas. Já tinha ficado 3 vezes com cãibra. E pior, eu estava entediada. Acho que eu vou morrer. Fui ver que filmes tinha, e não passava nada de bom. Esse pessoal que escolhem esses filmes tem um péssimo gosto. O melhor de todos era deu a louca na chapeuzinho 2, para você ver como a situação estava feia. Resolvi dormir, mas tinha um gordo, uma baleia, para ser mais exata no meu lado roncando que nem um porco. Parecia mais um baleico. (Balei+ porco) 

Depois dessa, eu vou me matar ali e já volto. Classe econômica é um lixo. Tudo bem, eu preciso fazer xixi. Digamos que quando eu fico nervosa eu bebo agua, muita agua. E eu estava nervosa, quer dizer, eu tenho medo, só um pouquinho, um pouquinho de nada, de avião. De repente o avião balançou, fazendo-me gritar alto e todos olharem para mim. Tá, um poucão. O Baleico não acordou, nem com meu grito. Vai ver ele morreu ai. Resolvi ir ao banheiro, ok respira, inspira, respira, inspira... 

Passei pelo gordinho com muita dificuldade. Demorei, mas consegui. Onde eu estava sentada era lá na frente, ou seja, demorei um tempinho para chegar ao banheiro, estava quase mijando nas calças. Ouvi alguém me chamar, mas estava tão apertada que nem liguei. Finalmente fiz xixi, bem melhor. Sentia-me novinha em folha, uma pluma. Lavei as mãos e sai, enquanto caminhava de volta para meu assento, eu pensava se eu estava chegando, não aguentava mais ficar nesse avião. Ouvi alguém me chamar de novo. 



- Ei, você! Espera. 


Foi ai que eu paralisei. 
Por que eu conhecia aquela voz. Eu conhecia muito bem aquela voz. 
E isso não era bom. Não era nada bom. 



Justin Bieber. 







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E ai, gente linda. Tudo bem? Sim ou não? Eu to bem
Eu sei que ta pequeno esse cap, mas... ta aí. Auah isso que importa!
Enfim, comentem, amores <3

Xoxo


Desculpem os erros ortograficos